{"id":2730,"date":"2012-12-26T09:18:00","date_gmt":"2012-12-26T12:18:00","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/?p=2730"},"modified":"2012-12-26T09:18:00","modified_gmt":"2012-12-26T12:18:00","slug":"jonas-desvios-perigosos-da-missao-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/2012\/12\/jonas-desvios-perigosos-da-missao-2\/","title":{"rendered":"Jonas: desvios perigosos da miss\u00e3o (2)"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2012\/12\/Opi_26_12_12_coracao.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-2730\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\" data-lightview-title=\"Opi_26_12_12_coracao\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-2731\" title=\"Opi_26_12_12_coracao\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2012\/12\/Opi_26_12_12_coracao.jpg\" alt=\"\" width=\"340\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2012\/12\/Opi_26_12_12_coracao.jpg 340w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2012\/12\/Opi_26_12_12_coracao-300x220.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2012\/12\/Opi_26_12_12_coracao-150x110.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><\/a>Por S\u00e9rgio Lyra<\/em><\/p>\n<p>Na <a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/2012\/12\/jonas-desvios-perigosos-da-missao-1\/\">primeira parte<\/a> deste artigo, conhecemos o ambiente em que Jonas estava inserido tanto no que diz respeito ao seu chamado para pregar em N\u00ednive como quanto a sua op\u00e7\u00e3o desastrosa de tomar um desvio mission\u00e1rio. Agora vamos agora expor as duas \u00faltimas cenas que selecionamos no relato b\u00edblico.<\/p>\n<p>Objetivamos ressaltar os perigos do grave erro de um crist\u00e3o achar que suas ideias possam ser melhores que as de Deus, ou que as alternativas desviadoras da miss\u00e3o que Deus deu a sua igreja possam vir a produzir, de qualquer forma e em qualquer aspecto, mais e melhores resultados.<\/p>\n<p>Apesar dos erros do profeta, o cap\u00edtulo 4 do livro de Jonas nos revela a face paterna do nosso Deus. Apesar dos desvios que Jonas tomou, o Senhor n\u00e3o o desprezou nem o desqualificou como profeta mission\u00e1rio. Acredito que fazer parte da miss\u00e3o de Deus \u00e9 tarefa de filhos e filhas a ser aprendida \u00e0 medida que obedecemos ao Senhor. Deus precisou ensinar ao seu mission\u00e1rio a teologia da miseric\u00f3rdia atuando atrav\u00e9s da obedi\u00eancia mission\u00e1ria.<!--more--><\/p>\n<p><strong>Cena 3: a equivocada vis\u00e3o mission\u00e1ria de Jonas<\/strong><br \/>\nA a\u00e7\u00e3o de Deus para com Jonas, ap\u00f3s a equivocada atitude do profeta desejando a destrui\u00e7\u00e3o de uma cidade arrependida, mostra v\u00e1rias cores do pensamento divino sobre a restaura\u00e7\u00e3o das cidades. Se o profeta mission\u00e1rio n\u00e3o podia conceber cidades gentias como participantes da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o de Deus, o pr\u00f3prio Deus se revelara \u201c&#8230;clemente e misericordioso, e tardio em irar-se, e grande em benignidade e que se arrepende do mal\u201d (Jn 4.1). Esta cita\u00e7\u00e3o feita pelo profeta foi retirada de um rito lit\u00fargico judaico utilizado no templo e posteriormente nas sinagogas (Ex. 34.6; Sl 86.15; 103.8; 145.8). O profeta, provavelmente, poderia estar se interrogando: haveria alguma possibilidade de Deus ser adorado fora dos muros da cidade santa? Jonas estava inconformado com a possibilidade de tal liturgia estar sendo praticada fora da cidade de Jerusal\u00e9m, local onde estava o templo. E pior, o Deus de Israel estava para ser adorado por um povo gentio e violentador da sua pr\u00f3pria na\u00e7\u00e3o, o povo escolhido.<\/p>\n<p>Deus, por\u00e9m, denunciou e destruiu o equ\u00edvoco teol\u00f3gico constru\u00eddo pelo profeta. O Senhor de toda a terra n\u00e3o poderia jamais ser considerado um deus territorial, nem muito menos sua a\u00e7\u00e3o salvadora estar restrita aos judeus ou apenas aos limites de suas cidades. Deus n\u00e3o desejou estender sua miseric\u00f3rdia apenas para N\u00ednive, mas tamb\u00e9m para Fortaleza, Veneza, Cuiab\u00e1, Calcut\u00e1, Recife, Riviera&#8230; \u00c9 mensagem destinada a todas as cidades dos homens. A mensagem do Evangelho estava, desde os tempos eternos, preordenada a ser divulgada em todos os lugares, tanto nos pequenos centros quanto nos grandes. Jonas n\u00e3o percebia ou n\u00e3o desejou aceitar esta verdade.<\/p>\n<p><strong>Cena 4: Deus ensina teologia ao seu mission\u00e1rio<\/strong><br \/>\nO final do cap\u00edtulo 4 do livro de Jonas pode ser considerado como uma li\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica de teologia urbana. Sabemos que o profeta estava sendo dirigido pelo seu forte nacionalismo acrescido do seu etnocentrismo religioso. E, ainda, que ele construiu um falso conceito acerca de Deus, produzindo uma teologia mission\u00e1ria err\u00f4nea. O texto deixa claro que a doutrina da salva\u00e7\u00e3o esbo\u00e7ada pelo profeta necessitava de uma reforma urgente. Jonas via os habitantes de N\u00ednive como uma \u201cmassa perdida\u201d, uma multid\u00e3o perdida e sem conserto onde a destrui\u00e7\u00e3o total seria a melhor alternativa. Foi, neste momento, que Deus lhe ensinou duas grandes li\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Logo no in\u00edcio, Deus ensinou sobre Propriedade e Soberania. O profeta mission\u00e1rio precisava entender que, \u00e0 semelhan\u00e7a da decis\u00e3o divina de fazer nascer uma planta (Jn 4.3), o profeta n\u00e3o havia feito absolutamente nada para produzir a vida daquele vegetal. A aula pr\u00e1tica de missiologia mostrou ao profeta que a sua a\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria de pregar em N\u00ednive, deveria ser sua resposta obediente \u00e0 \u201cMissio Dei\u201d (miss\u00e3o de Deus). Este relato b\u00edblico nos mostra o pr\u00f3prio Deus ensinando a sua absoluta autoridade de ser o \u00fanico e leg\u00edtimo dono de tudo e todos (Sl 24.1). Al\u00e9m disto, o agir divino quanto ao perd\u00e3o de pecados e a decis\u00e3o de ter miseric\u00f3rdia de quem quiser, jamais seriam dependentes das ideias ou desejos de outros. Jonas precisava aceitar que ele n\u00e3o poderia questionar a soberania divina nem tampouco auxili\u00e1-la em nenhum aspecto.<\/p>\n<p>Na segunda li\u00e7\u00e3o dirigida ao profeta, Deus tornou claro que o seu prop\u00f3sito de ter adoradores em Jerusal\u00e9m era t\u00e3o intenso quanto o seu desejo de salvar vidas em outras cidades tais como N\u00ednive. Como j\u00e1 aprendemos anteriormente, n\u00e3o se pode deixar de ressaltar que o ocorrido na cidade de N\u00ednive, foi o resultado da \u201cchamada eficaz\u201d em um povo que ouviu uma mensagem de ju\u00edzo e quase sem convite ao arrependimento. Os ninivitas que \u201c&#8230;n\u00e3o sabem distinguir entre a m\u00e3o direita e a m\u00e3o esquerda\u201d (Jn 4.11), eram ignorantes acerca de Deus, por si mesmos jamais viriam a Ele, nem Deus os for\u00e7aria a vir. Aqueles a quem o Senhor chamar, ao ouvirem a proclama\u00e7\u00e3o das boas novas reconhecer\u00e3o livremente a voz do seu Bom Pastor (Jo 10.8-10), e pela a\u00e7\u00e3o regeneradora do Esp\u00edrito Santo, responder\u00e3o com arrependimento e f\u00e9, tal como ocorreu em N\u00ednive.<\/p>\n<p>A semelhan\u00e7a de Jonas, a igreja do s\u00e9culo 21 tem uma voca\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria voltada para as cidades. Cidades cheias de pessoas perversas, imorais e id\u00f3latras. Cada crente precisa aprender que a mensagem divina \u00e9 advert\u00eancia contra o pecado, mas igualmente \u00e9 an\u00fancio de boas novas, de arrependimento e restaura\u00e7\u00e3o em Jesus. N\u00e3o somos pregadores da destrui\u00e7\u00e3o nem de produ\u00e7\u00e3o de contexto que nos sejam favor\u00e1veis. Quem assim age ou rejeita pregar o evangelho aos moradores urbanos, seja qual for o motivo que apresente, toma desvios e \u201cfoge para T\u00e1rsis\u201d, desvia-se da miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Deus ordenou ao seu povo escolhido, santificado e dedicado completamente a ele, anunciar as suas verdades e maravilhas aqueles que ainda n\u00e3o s\u00e3o povo de Deus. Quando a Igreja obedientemente proclama o Evangelho, ela deve tamb\u00e9m orar pedindo a Deus livramento, perd\u00e3o e salva\u00e7\u00e3o para a cidade. Rejeite os desvios. Obede\u00e7a ao chamado mission\u00e1rio de Deus.<\/p>\n<p>_______________<br \/>\n<strong>S\u00e9rgio Paulo Ribeiro Lyra<\/strong> \u00e9 pastor e coordenador do Cons\u00f3rcio Presbiteriano para A\u00e7\u00f5es Mission\u00e1rias no Interior. Autor do livro \u201cCidades para a Gl\u00f3ria de Deus\u201d (Vis\u00e3o Mundial). \u00c9 missi\u00f3logo e professor do Semin\u00e1rio Presbiteriano em Recife (PE).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Leia mais<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/2012\/12\/jonas-desvios-perigosos-da-missao-1\/\">Jonas: desvios perigosos da miss\u00e3o (parte 1) \u00a0<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por S\u00e9rgio Lyra Na primeira parte deste artigo, conhecemos o ambiente em que Jonas estava inserido tanto no que diz respeito ao seu chamado para pregar em N\u00ednive como quanto a sua op\u00e7\u00e3o desastrosa de tomar um desvio mission\u00e1rio. Agora vamos agora expor as duas \u00faltimas cenas que selecionamos no relato b\u00edblico. 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