{"id":2472,"date":"2012-07-31T09:17:21","date_gmt":"2012-07-31T12:17:21","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/?p=2472"},"modified":"2012-07-31T09:17:45","modified_gmt":"2012-07-31T12:17:45","slug":"igrejas-peregrinas-uma-analise-do-perfil-missionario-brasileiro-parte-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/2012\/07\/igrejas-peregrinas-uma-analise-do-perfil-missionario-brasileiro-parte-3\/","title":{"rendered":"Igrejas peregrinas \u2013 Uma an\u00e1lise do perfil mission\u00e1rio brasileiro (parte 3)"},"content":{"rendered":"<p align=\"left\">Ap\u00f3s termos analisado as igrejas do tipo <a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/2012\/06\/igrejas-gueto-uma-analise-do-perfil-missionario-brasileiro-1a-parte\/\">gueto<\/a> e tamb\u00e9m aquelas que <a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/2012\/07\/igrejas-absorcao-uma-analise-do-perfil-missionario-brasileiro-2a-parte\/\">absorvem<\/a> o seu contexto sem restri\u00e7\u00f5es, descaracterizando a proposta mission\u00e1ria do povo de Deus, apresentamos a terceiro e \u00faltimo tipo, a igreja \u201cperegrina\u201d. Trata-se da op\u00e7\u00e3o que abra\u00e7amos e deve ser entendida como peregrina, porque est\u00e1 de passagem no mundo, mas vive, marca e altera o contexto por onde passa. Faz-se necess\u00e1rio, logo de in\u00edcio, estabelecer que a proposta de uma teologia peregrina para a miss\u00e3o da igreja \u00e9 inquestionavelmente de Deus, pois \u00e9 assim que o povo de Deus \u00e9 descrito nas Escrituras. Seu objetivo final n\u00e3o \u00e9 aqui, nem ser sucesso aqui, nem ajuntar tesouros daqui. A igreja deve ser entendida como o povo escolhido por Deus e por ele vocacionado e enviado com uma miss\u00e3o no mundo (1 Pe 2.9-10), seja na cidade, na tribo ou na \u00e1rea rural.\u00a0 Isto posto, pode-se afirmar que a igreja est\u00e1 no mundo, mas n\u00e3o \u00e9 do mundo. Por causa disto vive um ideal que \u201cj\u00e1 \u00e9\u201d e, ao mesmo tempo, \u201cainda n\u00e3o\u201d chegou em plenitude. \u00c9 a partir desse pressuposto que se torna poss\u00edvel estabelecer uma teologia sadia e equilibrada que fundamente a a\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria da igreja em qualquer lugar.<!--more--><\/p>\n<p align=\"left\">\n<p align=\"left\"><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2012\/07\/P10_31_07_12_Caminho_sol.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-2472\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\" data-lightview-title=\"P10_31_07_12_Caminho_sol\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-2473\" title=\"P10_31_07_12_Caminho_sol\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2012\/07\/P10_31_07_12_Caminho_sol.jpg\" alt=\"\" width=\"389\" height=\"292\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2012\/07\/P10_31_07_12_Caminho_sol.jpg 1024w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2012\/07\/P10_31_07_12_Caminho_sol-300x225.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2012\/07\/P10_31_07_12_Caminho_sol-150x112.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 389px) 100vw, 389px\" \/><\/a>O paradoxo do \u201cj\u00e1\u201d e do \u201cainda n\u00e3o\u201d \u00e9 o conceito que apresenta a comunidade dos eleitos como peregrina no mundo, por\u00e9m, n\u00e3o sem rumo ou prop\u00f3sito, mas como uma comunidade \u201ccruzadora-de-fronteiras-em-forma-de-serva na cidade\u201d1. O povo de Deus \u00e9 peregrino porque n\u00e3o se identifica com a desordem social, n\u00e3o abra\u00e7a todos os valores do seu tempo e povo, nem se associa com a viol\u00eancia, injusti\u00e7a e promiscuidades, estejam onde estiverem. Por outro lado, o fato de ser povo peregrino n\u00e3o descarta a realidade de viver a responsabilidade civil de estar na cidade ou no campo; e mais, a paz do povo de Deus, em certo grau, depende da paz do local onde este povo est\u00e1. Foi exatamente por assim ser que Deus ordenou ao profeta Jeremias que mandasse o povo de Israel, cativo, oprimido, mas peregrino, orar pela paz da cidade de Babil\u00f4nia (Jr 29.7).<\/p>\n<p align=\"left\">\n<p align=\"left\">A igreja peregrina n\u00e3o admite o gueto. Uma igreja fiel a Jesus n\u00e3o est\u00e1 apenas na cidade, ela vive a cidade, seus problemas, e tamb\u00e9m sofre as consequ\u00eancias da \u201cloucura criativa\u201d que a vida urbana pecaminosa produz. Como povo com uma miss\u00e3o, \u00e9 preciso desenvolver pela cidade o mesmo amor e compaix\u00e3o que foram vivenciados por Jesus, o qual chorou ao constatar a perversidade e a dureza de cora\u00e7\u00e3o dos seus habitantes (Lc 13.24). Ser povo de Deus que vive na cidade n\u00e3o significa absorv\u00ea-la, mas entend\u00ea-la, e ao participar de suas redes de cria\u00e7\u00e3o e relacionamentos, ser o seu sal e a sua luz (Mt 5.13-16).\u00a0 Jos\u00e9 Comblin, te\u00f3logo cat\u00f3lico, mesmo sendo um defensor da teologia ecum\u00eanica de miss\u00f5es do Conselho Mundial de Igrejas que abra\u00e7a a imers\u00e3o, n\u00e3o deixou de refletir a posi\u00e7\u00e3o de igreja peregrina ao escrever: &#8220;Os crist\u00e3os s\u00e3o enviados \u00e0s cidades, n\u00e3o para assimilarem suas estruturas, mas para transform\u00e1-las, para libert\u00e1-las de seus pecados, para adapt\u00e1-las \u00e0 verdadeira comunidade humana&#8221;2.<\/p>\n<p align=\"left\">\n<p align=\"left\">Este \u00e9 o ponto de equil\u00edbrio da miss\u00e3o da igreja peregrina: a igreja deve se aproximar o bastante da vida da cidade para manter relacionamentos \u00edntegros, testemunhar e plantar as sementes da mensagem de salva\u00e7\u00e3o de Cristo, mas por ser peregrina tem seus olhos voltados para os c\u00e9us. Enquanto est\u00e1 neste mundo \u201cvive, implanta e expande os valores do Reino\u201d, e \u00e9 isto que deve ser entendido por \u201csermos humanos\u201d, seres que refletem a imagem de Deus.<\/p>\n<p align=\"left\">\n<p align=\"left\">Por\u00e9m, h\u00e1 tamb\u00e9m o fator do \u201cainda n\u00e3o\u201d. A igreja n\u00e3o \u00e9 do mundo, mas ela possui dupla cidadania. Como comunidade que \u00e9 santa e santificada pela gra\u00e7a de Jesus, a igreja mant\u00e9m-se afastada o bastante para n\u00e3o ser manchada pelo fasc\u00ednio dos sistemas corruptos e corruptores da cidade, pois \u00e9 cidad\u00e3 da cidade de Deus. Por\u00e9m, como homens e mulheres crist\u00e3os ligados ao tempo e espa\u00e7o urbanos, h\u00e1 neles uma parcela de responsabilidade de servir como cidad\u00e3o da \u201ccidade-do-homem\u201d o \u201cpr\u00f3ximo-vizinho-distante\u201d com tudo o que o Evangelho ensina.<\/p>\n<p align=\"left\">\n<p align=\"left\">A preserva\u00e7\u00e3o da santidade pregada pela igreja peregrina impulsiona a comunidade dos salvos a um equil\u00edbrio de a\u00e7\u00e3o \u201ckerigm\u00e1tica\u201d (prega\u00e7\u00e3o) e \u201cdiaconal\u201d na cidade, sem baratear ou regatear sua \u201ckoinonia\u201d (comunh\u00e3o). Nesta harmonia de a\u00e7\u00f5es est\u00e1 a base para rejeitar a rendi\u00e7\u00e3o ao isolacionismo urbano como fonte de prote\u00e7\u00e3o para se viver em seguran\u00e7a na cidade. Se para o te\u00f3logo Harvey Cox, defensor do secularismo, o ser desconhecido na cidade \u00e9 fator de sobreviv\u00eancia e seguran\u00e7a, a proposta de comunh\u00e3o da igreja a leva a nadar contra a correnteza 3. Isto acontece porque ela \u00e9 a comunidade peregrina e mission\u00e1ria eleita e transformada pelo Esp\u00edrito Santo que age oferecendo ampla comunh\u00e3o com Deus e com o pr\u00f3ximo, seja pobre ou rico, esteja na cidade ou no campo. \u00c9, ent\u00e3o, a partir desta \u00f3tica, que se pode construir uma teologia que ajude a igreja, em particular a igreja brasileira, ser autenticamente mission\u00e1ria e relevante no contexto onde atua.<\/p>\n<p align=\"left\">\n<p align=\"left\">Valdir Steuernagel, citando o te\u00f3logo franc\u00eas Jacques Ellul 4, sugere seis considera\u00e7\u00f5es mission\u00e1rias pr\u00e1ticas e equilibradas para a igreja, que explicitam as bases da teologia peregrina de miss\u00f5es: (1) O crist\u00e3o no mundo \u00e9 revolucion\u00e1rio, 5 ele atua na conserva\u00e7\u00e3o do mundo atrav\u00e9s do inesgot\u00e1vel poder transformador de Deus;\u00a0 (2) O crist\u00e3o urbano, para ser ouvido, necessita n\u00e3o depender de qualquer estrat\u00e9gia pol\u00edtica ou econ\u00f4mica, todas suas a\u00e7\u00f5es passam pelo teste da honra a Deus;\u00a0 (3) O crist\u00e3o \u00e9 cidad\u00e3o de dois reinos: no mundo participa da sociedade, mas possui outro Senhor que determina a sua vida, sua participa\u00e7\u00e3o \u00e9 de anunciar o evangelho e proporcionar que a vida seja no mundo suport\u00e1vel;\u00a0 (4) O objetivo e o fim da hist\u00f3ria s\u00e3o a vinda do Senhor, a certeza do Reino de Deus que vem determina o viver hoje; (5) O crist\u00e3o urbano \u00e9 o \u00fanico que est\u00e1 capacitado, a partir do amor, para romper com a escravid\u00e3o opressora da sociedade citadina;\u00a0 (6) O crist\u00e3o precisa conhecer o homem moderno, o seu mundo e seus pressupostos e agir respons\u00e1vel e comprometidamente com as Escrituras.<\/p>\n<p align=\"left\">\n<p align=\"left\">Firmemente ancorados nas Sagradas Escrituras aprendemos a doutrina de uma igreja sacerdotal, prof\u00e9tica e eleita para salva\u00e7\u00e3o e servi\u00e7o mission\u00e1rio 6.Com essa fundamenta\u00e7\u00e3o pode-se la\u00e7ar as bases teol\u00f3gicas e b\u00edblicas que justifiquem, norteiem e\u00a0 propulsionem uma missiologia sadia e relevante. Como igreja de Cristo \u00e9 necess\u00e1rio reconhecer que somos povo mission\u00e1rio, povo que tem uma miss\u00e3o, e isto produz n\u00e3o apenas uma consci\u00eancia correta, mas obedi\u00eancia \u00e0 miss\u00e3o. Por assim crermos que a igreja de Jesus precisa discipular e produzir crist\u00e3os comprometidos com pelo menos cinco aspectos da tarefa mission\u00e1ria:<\/p>\n<p align=\"left\">\n<p align=\"left\"><em>1. Estamos no mundo, mas n\u00e3o pertencemos a ele<\/em><\/p>\n<p align=\"left\">Esta consci\u00eancia n\u00e3o reproduz a postura do \u201cET do c\u00e9u na terra\u201d, pois cremos que a igreja tem a responsabilidade de participar positivamente do que chamamos de humanidade. A diferen\u00e7a reside no fato de sermos seres humanos que primeiramente s\u00e3o s\u00faditos do Reino de Deus, enviados com a miss\u00e3o de implantar os valores deste Reino onde estamos e passamos.<\/p>\n<p align=\"left\">\n<p align=\"left\"><em>2. Deus \u00e9 Rei de toda a terra <\/em><\/p>\n<p align=\"left\">O Senhor tem autoridade no c\u00e9u, na terra e em todo universo (Mt 28.18). Os principados e potestades foram expostos ao rid\u00edculo na cruz de Cristo (Cl 2.15). Sermos servos do Deus soberano, Senhor de tudo e todos, nos torna mission\u00e1rios triunfantes, pois a \u201cMissio Dei\u201d nunca poder\u00e1 ser frustrada, nem as portas do inferno tem poder contra a obra que a igreja executa. Deus concede sua autoridade para o seu povo cumprir a miss\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"left\">\n<p align=\"left\"><em>3. O pecado n\u00e3o desmaia, mata<\/em><\/p>\n<p align=\"left\">Todo ser humano sem Cristo \u00e9 escravo do pecado (Jo 8.34). \u00c9 por isto que ele est\u00e1 realmente morto (Rm 5.12; 6.23; Ef 2.1-3) e totalmente incapacitado de decidir se quer ou n\u00e3o a Deus. A desqualifica\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o causadas pelo pecado foram fatais e tornaram imposs\u00edvel qualquer restaura\u00e7\u00e3o por parte de ser humano. O pecador n\u00e3o precisa de um ajuste, o ser humano \u00e9 carente de total restaura\u00e7\u00e3o, de vida, e isto \u00e9 resultado da exclusiva obra do Esp\u00edrito Santo (Jo 16.8-10) por meio da prega\u00e7\u00e3o do evangelho.<\/p>\n<p align=\"left\">\n<p align=\"left\"><em>4. Aproxima\u00e7\u00e3o ao m\u00e1ximo e afastamento necess\u00e1rio<\/em><\/p>\n<p align=\"left\">Esta \u00e9 uma marca distintiva e qualificadora da igreja peregrina. O mundo foi maculado e invadido pelo pecado e por ele est\u00e1 dominado. A igreja mission\u00e1ria se aproxima dele o m\u00e1ximo para mostrar e anunciar a vida que Jesus oferece. Mas, como imitadora de Cristo, mant\u00e9m uma dist\u00e2ncia necess\u00e1ria o suficiente para que o \u201cmundo-sistema-pervertido\u201d n\u00e3o a contamine com suas influ\u00eancias e sedu\u00e7\u00f5es diab\u00f3licas (1 Jo 3.15-16).<\/p>\n<p align=\"left\">\n<p align=\"left\"><em>5. Nossa miss\u00e3o reflete dupla a\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p align=\"left\">A tarefa mission\u00e1ria da igreja possui duas a\u00e7\u00f5es de igual import\u00e2ncia e relev\u00e2ncia: a evangeliza\u00e7\u00e3o \u2013 responsabilidade de proclama\u00e7\u00e3o do evangelho por todos os crentes a todas as pessoas; e a a\u00e7\u00e3o social \u2013 atitude de todos os crentes atrav\u00e9s de boas obras para com todos que precisam de ajuda.<strong> <\/strong>Evangelizando, proclamamos as boas not\u00edcias que Jesus ama e perdoa o pecador e salva a todo aquele que nele crer. Agindo com boas obras, mostramos e repartimos com bondade o que Deus fez por n\u00f3s e implantamos os valores do Reino de Deus. Isto reflete os dois grandes mandamentos: (1) O maior mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas e; (2) O segundo maior mandamento: Amar ao pr\u00f3ximo como a si mesmo (Mc 12.29-31).<\/p>\n<p align=\"left\">\n<p align=\"left\">A hist\u00f3ria das miss\u00f5es \u00e9 repleta de registros de como a igreja de Jesus marcou o seu tempo atrav\u00e9s do testemunho e das a\u00e7\u00f5es de pessoas dedicadas ao Senhor. Foram homens e mulheres que fomentaram e alcan\u00e7aram mudan\u00e7as sociais para muitos povos, atrav\u00e9s de obras s\u00f3cias que impactaram milhares de pessoas carentes. Foram comunidades que, atrav\u00e9s do an\u00fancio da preciosa mensagem de salva\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da f\u00e9 e, Jesus Cristo, transformaram gera\u00e7\u00f5es. Esses muitos exemplos nos ensinam que hoje a igreja de Jesus, o povo escolhido para ser mission\u00e1rio, tamb\u00e9m pode e deve se dispor a ser usada como instrumento do poder Deus (Rm 6.13) para transformar vidas e at\u00e9 comunidades (1 Ts 1.5-10).<\/p>\n<p align=\"left\">\n<p align=\"left\">A vida do crist\u00e3o nesse mundo \u00e9 passageira. Sua miss\u00e3o aqui tamb\u00e9m \u00e9 tempor\u00e1ria, pois a sua morte ou a vinda de Cristo por\u00e3o fim \u00e0 tarefa mission\u00e1ria. Se voc\u00ea \u00e9 igreja de Cristo, voc\u00ea faz parte de uma comunidade que est\u00e1 de passagem, voc\u00ea pertence a um povo peregrino em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 cidade celestial (Hb 11.16; 13.14). Mas lembre-se sempre, enquanto aqui viver, voc\u00ea \u00e9 um mission\u00e1rio. Cumpra a sua miss\u00e3o com obedi\u00eancia \u00e0s Escrituras, dedica\u00e7\u00e3o a Cristo e sabendo usar as oportunidades para com os que est\u00e3o fora da igreja (Cl 4.5).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Notas:<br \/>\n1. Bosh, <em>Witness to the World,<\/em> 248.<\/p>\n<p>2. Jos\u00e9 Comblin, <em>Teologia da Cidade, <\/em>(S\u00e3o Paulo: Edi\u00e7\u00f5es<em> <\/em>Paulinas, 1991)<em>, <\/em>60.<\/p>\n<p>3. Cox \u00e9 um dos expoentes da teologia da seculariza\u00e7\u00e3o que credita ao ser humano a capacidade de poder resolver os seus problemas, ao passo que rejeita uma diferencia\u00e7\u00e3o entre mundo e igreja. Esta \u00eanfase predomina grande parte do seu livro. Ver Harvey Cox, <em>A Cidade do Homem<\/em>, S\u00e3o Paulo: Editora Paz e Terra, 1966<em>.<\/em><\/p>\n<p><em>4. <\/em>Steuernagel, <em>Igreja Comunidade Mission\u00e1ria, <\/em>p. 222-3<\/p>\n<p>5. Por revolucion\u00e1rio n\u00e3o deve ser entendido um dos pressupostos da Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o, mas o resultado transformador produzido pelo evangelho. O Crist\u00e3o ao propor os valores do Reino de Deus, deseja implantar uma contra cultura crist\u00e3, e isto n\u00e3o deixa de ser uma proposta de mudan\u00e7a radical, capaz de gerar uma revolu\u00e7\u00e3o de paz.<\/p>\n<p>6. Clifford Christians, Earl J. Schipper e Wesley Smedes, <em>Who in the World?, <\/em>Grand Rapids: Eerdmans Publishing, 1992<em>,<\/em> p.110<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>___________________<\/p>\n<p><strong>S\u00e9rgio Paulo Ribeiro Lyra<\/strong>\u00a0\u00e9 pastor e coordenador do Cons\u00f3rcio Presbiteriano para A\u00e7\u00f5es Mission\u00e1rias no Interior. Autor do livro \u201cCidades para a Gl\u00f3ria de Deus\u201d (Vis\u00e3o Mundial). \u00c9 missi\u00f3logo e professor do Semin\u00e1rio Presbiteriano em Recife (PE).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s termos analisado as igrejas do tipo gueto e tamb\u00e9m aquelas que absorvem o seu contexto sem restri\u00e7\u00f5es, descaracterizando a proposta mission\u00e1ria do povo de Deus, apresentamos a terceiro e \u00faltimo tipo, a igreja \u201cperegrina\u201d. 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