{"id":1826,"date":"2011-10-17T10:00:37","date_gmt":"2011-10-17T13:00:37","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/?p=1826"},"modified":"2011-10-14T10:24:55","modified_gmt":"2011-10-14T13:24:55","slug":"religiosas-apontam-os-desafios-no-combate-ao-trafico-no-amazonas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/2011\/10\/religiosas-apontam-os-desafios-no-combate-ao-trafico-no-amazonas\/","title":{"rendered":"Religiosas apontam os desafios no combate ao tr\u00e1fico no Amazonas"},"content":{"rendered":"<p>(<a href=\"http:\/\/www.adital.com.br\/hotsite_trafico\/noticia.asp?lang=PT&amp;cod=61316\" target=\"_blank\">Adital<\/a>)\u00a0Dos 13 Postos Avan\u00e7ados para o Enfrentamento do Tr\u00e1fico de Seres Humanos somente dois, atualmente, est\u00e3o em funcionamento no Estado do Amazonas. Com zona de fronteira, esse fato mostra a debilidade p\u00fablica em lidar com o tema. A informa\u00e7\u00e3o foi dada pelas religiosas Rosana Marchette e Maria de F\u00e1tima Barbosa durante exposi\u00e7\u00e3o do quinto encontro da Rede Um Grito pela Vida, que acontece at\u00e9 o dia 15, em Goi\u00e2nia, Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, um novo problema come\u00e7a a dar outro contorno \u00e0 quest\u00e3o, que n\u00e3o est\u00e1 necessariamente ligado ao TSH, mas acrescenta outras preocupa\u00e7\u00f5es para quem j\u00e1 trabalha na \u00e1rea no estado amaz\u00f4nico, que \u00e9 a migra\u00e7\u00e3o de haitianos e haitianas. As irm\u00e3s informam que j\u00e1 havia uma migra\u00e7\u00e3o forte como a peruana e a colombiana. &#8220;\u00c8 preciso ter uma aten\u00e7\u00e3o especial para estes casos. E, no momento, quem est\u00e1 na frente desta acolhida somos n\u00f3s, da Igreja Cat\u00f3lica&#8221;, afirmou irm\u00e3 F\u00e1tima.<!--more--><\/p>\n<p>No que diz respeito aos Postos Avan\u00e7ados, elas afirmaram que os dois pontos funcionam nos Portos, ainda assim em hor\u00e1rios considerados insuficientes para atender demandas, pois est\u00e3o abertos somente das 8h \u00e0s 14h. &#8220;Ou seja, h\u00e1 uma movimenta\u00e7\u00e3o intensa nos portos durante todo o dia, se algu\u00e9m precisar do servi\u00e7o depois das 14h n\u00e3o tem atendimento&#8221;, disse irm\u00e3 Rosana.<\/p>\n<p>Questionadas sobre os outros Postos, elas explicaram que por conta da burocracia, na pr\u00e1tica, eles n\u00e3o existem. &#8220;S\u00e3o nessas quest\u00f5es em que ficamos pensando. H\u00e1 uma participa\u00e7\u00e3o do Poder P\u00fablico mas essa participa\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 muito lenta, \u00e9 muito t\u00edmida. Quer dizer temos 13 postos funcionando, mas a maioria est\u00e1 s\u00f3 no papel. As autoridades participam das reuni\u00f5es, mas as a\u00e7\u00f5es ainda s\u00e3o muito lentas&#8221;, afirmou Rosana.<\/p>\n<p>Voltando a falar na quest\u00e3o da fronteira, elas explicam que h\u00e1 uma extens\u00e3o muito grande, que n\u00e3o se tem controle &#8211; o que facilita o delito do tr\u00e1fico de pessoas. Al\u00e9m do mais, completam, \u00e9 caracter\u00edstica deste crime ser muito sutil e o p\u00fablico alvo que costuma ser a popula\u00e7\u00e3o mais vulner\u00e1vel financeiramente.<\/p>\n<p>Se por um lado h\u00e1 um esfor\u00e7o das organiza\u00e7\u00f5es religiosas, por outro trata-se de uma luta contra o que ainda n\u00e3o se sabe, uma vez que n\u00e3o h\u00e1 dados concretos sobre o tr\u00e1fico de pessoas. No Amazonas &#8211; e nos outros estados a situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 diferente &#8211; n\u00e3o se tem uma pesquisa recente. &#8220;Seria necess\u00e1rio mais comunica\u00e7\u00e3o e partilha de dados concretos&#8221;, disseram.<\/p>\n<p>Conhecer a realidade no interior do estado tamb\u00e9m \u00e9 outro obst\u00e1culo, uma vez que o transporte precisa ser feito pelos rios e alguns lugares t\u00eam dif\u00edcil acesso. Dessa forma, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel conhecer as rotas de tr\u00e1fico existentes no Amazonas e, assim, n\u00e3o h\u00e1 como atingir totalmente o interior.<\/p>\n<p>Infelizmente \u00e9 necess\u00e1rio destacar ainda o hist\u00f3rico de explora\u00e7\u00e3o de mulheres e meninas na regi\u00e3o amaz\u00f4nica, de forma geral. S\u00f3 no Amazonas, segundo pesquisa de 2007, da Secretaria de Estado de A\u00e7\u00e3o Social, a explora\u00e7\u00e3o e o turismo sexual estavam presente em 62 munic\u00edpios.<\/p>\n<p><strong>Haitianos e Hatianas<\/strong><\/p>\n<p>Desde o terremoto de janeiro de 2010, haitianos e haitianos est\u00e3o procurando outros pa\u00edses em busca de oportunidade de vida. O Amazonas vem recebendo levas consider\u00e1veis de haitianos e haitianas que procuram emprego. S\u00e3o homens, mulheres e crian\u00e7as que s\u00e3o acolhidos nas cidades fronteiri\u00e7as por grupos religiosos, sobretudo pela Igreja Cat\u00f3lica.<\/p>\n<p>Chamou a aten\u00e7\u00e3o das religiosas o fato de muitas mulheres estarem gr\u00e1vidas. O assunto, dizem, \u00e9 bastante delicado. Elas acrescentaram que est\u00e3o acompanhando os casos e que est\u00e3o buscando apoio junto \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es e institui\u00e7\u00f5es que trabalham com o tema da migra\u00e7\u00e3o para tratar do tema.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o sabemos como est\u00e3o sendo essas gravidezes. Se elas est\u00e3o engravidando para terem filhos brasileiros&#8221;, disse.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Adital)\u00a0Dos 13 Postos Avan\u00e7ados para o Enfrentamento do Tr\u00e1fico de Seres Humanos somente dois, atualmente, est\u00e3o em funcionamento no Estado do Amazonas. Com zona de fronteira, esse fato mostra a debilidade p\u00fablica em lidar com o tema. 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