{"id":1762,"date":"2011-09-05T14:38:45","date_gmt":"2011-09-05T17:38:45","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/?p=1762"},"modified":"2011-09-05T14:39:37","modified_gmt":"2011-09-05T17:39:37","slug":"uma-embarcacao-e-assaltada-a-cada-12-dias-no-para-e-amazonas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/2011\/09\/uma-embarcacao-e-assaltada-a-cada-12-dias-no-para-e-amazonas\/","title":{"rendered":"Uma embarca\u00e7\u00e3o \u00e9 assaltada a cada 12 dias no Par\u00e1 e Amazonas"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>(<a href=\"http:\/\/ultimosegundo.ig.com.br\/brasil\/pa\/uma+embarcacao+e+assaltada+a+cada+12+dias+no+para+e+amazonas\/n1597193218871.html\" target=\"_blank\">\u00daltimo Segundo<\/a>) Viajar pelos rios do Amazonas e Par\u00e1 nos \u00faltimos meses \u00e9 viver uma experi\u00eancia de aventura e medo. Nos dois Estados, uma embarca\u00e7\u00e3o \u00e9 v\u00edtima de ataque pirata a cada 12 dias. Quinze assaltos foram registrados pelas pol\u00edcias amazonense e paraense nos seis primeiros meses deste ano. No Amazonas, a Pol\u00edcia Militar deflagrou uma opera\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para combater esse tipo de crime. No Par\u00e1, tramita na Assembleia Legislativa a cria\u00e7\u00e3o de uma brigada de combate aos crimes fluviais.<\/p>\n<div id=\"attachment_1763\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2011\/09\/05_09_barcos_p10.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-1762\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\" data-lightview-title=\"Foto: Ag\u00eancia Estado\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1763\" class=\"size-medium wp-image-1763\" title=\"Foto: Ag\u00eancia Estado\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2011\/09\/05_09_barcos_p10-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2011\/09\/05_09_barcos_p10-300x300.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2011\/09\/05_09_barcos_p10-150x150.jpg 150w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2011\/09\/05_09_barcos_p10-80x80.jpg 80w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2011\/09\/05_09_barcos_p10.jpg 316w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1763\" class=\"wp-caption-text\">Barco que faz transportes de passageiros no Amazonas <\/p><\/div>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais cr\u00edtica no Par\u00e1, mais especificamente na ba\u00eda do Guajar\u00e1, em Bel\u00e9m, e na Ilha do Maraj\u00f3. Foram nove assaltos registrados com duas mortes em todo o Estado. A \u00faltima ocorreu em julho, quando uma passageira de um navio foi atacada na Ilha de Maraj\u00f3. Ela levou um tiro acidental dos bandidos e morreu antes de ser socorrida. Segundo informa\u00e7\u00f5es da Pol\u00edcia Civil paraense, seis pessoas foram presas esse ano acusadas de integrar quadrilhas especializadas em ataques a embarca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o, um grupo de turistas franceses foi assaltado nas proximidades de Santar\u00e9m e o \u00faltimo registro de roubo a embarca\u00e7\u00f5es no Amazonas ocorreu em agosto, no rio Solim\u00f5es. Oito pessoas foram agredidas a coronhadas de rev\u00f3lver pelos assaltantes. Cento e sessenta pessoas estavam no barco F\u00e9lix, quando ocorreu o ataque.<\/p>\n<p>O propriet\u00e1rio do barco F\u00eanix, Edwilson de Ara\u00fajo, disse que foi obrigado a instalar um sistema de seguran\u00e7a eletr\u00f4nica na embarca\u00e7\u00e3o com medo de novos assaltos &#8211; o sistema tem at\u00e9 c\u00e2meras em infravermelho. Um funcion\u00e1rio de Edwilson pediu licen\u00e7a m\u00e9dica ap\u00f3s o assalto. \u201cA sensa\u00e7\u00e3o que n\u00f3s temos \u00e9 de medo\u201d, declarou o empres\u00e1rio.<!--more--><\/p>\n<p><strong>Os ataques<\/strong><\/p>\n<p>Os ataques dos piratas s\u00e3o r\u00e1pidos e normalmente violentos. Em pequenas lanchas, os bandidos aproveitam a falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o e abordam os barcos em locais isolados, rodeados por matas fechadas, em localidades onde normalmente n\u00e3o h\u00e1 sinal para aparelhos celulares. A falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o nos portos tamb\u00e9m \u00e9 apontada como fatos que facilita os crimes.<\/p>\n<p>A possibilidade de se conseguir lucro mais f\u00e1cil e com maior possibilidade de se escapar impune, segundo a pol\u00edcia do Par\u00e1, \u00e9 um fator que vem atraindo novos bandidos para esse tipo de crime.<\/p>\n<p>\u201cAos poucos, estamos percebendo que moradores de regi\u00f5es pobres, que eram envolvidas em assaltos em terra, agora est\u00e3o migrando para os assaltos nos rios\u201d, afirmou o delegado Ivanildo Santos, diretor da Divis\u00e3o de Repress\u00e3o ao Crime Organizado (DRCO) do Par\u00e1.<\/p>\n<p>No Estado, algumas quadrilhas se especializaram em assaltar os passageiros. Outras, a carga transportada pelas embarca\u00e7\u00f5es.\u00a0\u201cEsse \u00e9 um crime de caracter\u00edstica econ\u00f4mico-geogr\u00e1fico. Onde existe rio com navega\u00e7\u00e3o, existe riqueza. E isso chama a aten\u00e7\u00e3o. Mas os casos est\u00e3o dentro do esperado. Esse \u00e9 um crime que nunca ter\u00e1 fim\u201d, complementou Santos.<\/p>\n<p>Na Assembleia Legislativa do Par\u00e1 tramita uma lei que cria a brigada de combate aos crimes fluviais. A brigada teria homens da Pol\u00edcia Civil, Militar e do Corpo de Bombeiros. Emergencialmente, em 15 de julho, o governo do Par\u00e1 anunciou refor\u00e7os no policiamento fluvial do Estado. Hoje, s\u00e3o 14 viaturas respons\u00e1veis pela seguran\u00e7a dos barcos. A cria\u00e7\u00e3o da brigada deve consumir investimentos da ordem de R$ 7 milh\u00f5es a R$ 10 milh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Amazonas<\/strong><\/p>\n<p>No Amazonas, dos cinco ataques piratas registrados no primeiro semestre desse ano, quatro ocorreram nas proximidades de Manaus. Neste per\u00edodo, a Pol\u00edcia Militar do Estado registrou 68 furtos dentro das embarca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s n\u00e3o paramos para qualquer um. N\u00e3o podemos colocar guardas nos barcos. At\u00e9 porque os pr\u00f3prios passageiros n\u00e3o se sentem a vontade com gente armada nos barcos. O jeito \u00e9 navegar com o maior cuidado poss\u00edvel\u201d, descreveu Cristiane Monteiro, gerente de uma empresa que realiza viagens no Amazonas.<\/p>\n<p>Em 11 de agosto, a pol\u00edcia militar do Amazonas desencadeou a opera\u00e7\u00e3o \u201cEncontro das \u00c1guas\u201d, justamente com o objetivo de combater assaltos a embarca\u00e7\u00f5es que trafegam nos rios Negro e Solim\u00f5es. Quarenta policiais est\u00e3o envolvidos nessa opera\u00e7\u00e3o e o trabalho \u00e9 por tempo indeterminado. Duas pessoas j\u00e1 foram presas. Com eles foram encontradas cinco armas, entre os quais dois rev\u00f3lveres calibre 38.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(\u00daltimo Segundo) Viajar pelos rios do Amazonas e Par\u00e1 nos \u00faltimos meses \u00e9 viver uma experi\u00eancia de aventura e medo. 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