Por Phelipe Reis

“O conteúdo da revista serviu para nutrir e fortalecer em mim o senso de missão e vocação, a busca por uma espiritualidade simples, relacional e integral.”

Como conectar pessoas, projetos e comunidades em um país de proporções continentais? É complicado. Mas a tecnologia ajuda. Graças a ela, posso conhecer os projetos de agroecologia que estão beneficiando famílias no semiárido nordestino. Posso acompanhar as ações de reforma e construção de casas para famílias de baixa renda, promovidas pela Assembleia de Deus, em Belém do Pará. E posso compartilhar com vocês a foto ao lado: registro de uma roda de conversa que aconteceu no fim de semana de Páscoa, aqui na minha cidade, em Parintins, Amazonas. Foi um bate-papo sobre “o papel da mulher no reino”, com quarenta mulheres de comunidades ribeirinhas e indígenas.

CONEXÕES. Uma palavra que tem tudo a ver quando penso no Paralelo 10. Lembro de quando fui convidado pela missionária Gizelle Vieira para participar do projeto Paralelo10, em 2012. Como representante, era uma sensação de muita alegria, como ainda é hoje, receber a revista Ultimato em casa, folhear cada página e saborear cada texto e imagem, conhecer projetos, saber das notícias, refletir nos artigos, aprender os nomes dos colunistas etc. Me conectar e me aproximar de um universo, até então, distante e desconhecido para quem vivia em uma ilha no interior da Amazônia.

O conteúdo da revista, bem como os demais materiais enviados gratuitamente a nós, representantes do P10, serviu para nutrir e fortalecer em mim o senso de missão e vocação, a busca por uma espiritualidade simples, relacional e integral. Me conectaram ao que Deus estava e está fazendo na Amazônia, no sertão, nas comunidades quilombolas, ribeirinhas e indígenas, e ao redor do mundo todo.

O tempo foi passando e, de repente, me vi morando em Viçosa, Minas Gerais, estudando no Centro Evangélico de Missões (CEM), trabalhando na Ultimato e acompanhando de perto toda a produção e publicação do conteúdo do Portal Ultimato, revista Ultimato e, claro, do blog Paralelo 10. Estava agora ajudando a promover mais conexões de pessoas, do norte e nordeste, que trabalham em prol do reino de Deus. Que privilégio!

Foram três anos e meio morando, estudando e trabalhando no friozinho do interior mineiro, junto com minha esposa e minha filha. Muitas vivências, amizades, aprendizagem, contatos e conexões. Oh coisa boa! Já se passaram dez meses desde que deixamos Viçosa. De volta a Parintins, as conexões continuam (as pontes também!), com muito mais intencionalidade e profundidade. O que, aliás – pensando neste exato momento em que ensaio finalizar este texto – tem tudo a ver com RECONCILIAÇÃO, com o fundamento do próprio evangelho.

Que eu e você, leitor, nos sirvamos do Paralelo 10 (projeto e blog) para aprofundar nossa compreensão do evangelho integral e reconciliador, e para fortalecer nossa conexão com o próximo, com a missão e com o próprio Deus.

 • Phelipe Reis, jornalista, missionário, casado com Luíze, pai de Elis e Joaquim. Ex-editor do blog Paralelo 10 e representante do P10 em Parintins (AM).

 

 

Leia mais:

» A história do Paralelo 10: linha do tempo

» A vivência e os desafios de um jovem casal missionário no sertão

  1. Maravilhoso o relato de Phelipe Reis. Tenho sido muito edificado com o Paralelo 10.

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