{"id":6753,"date":"2017-04-20T15:05:20","date_gmt":"2017-04-20T18:05:20","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/?p=6753"},"modified":"2017-04-20T15:05:20","modified_gmt":"2017-04-20T18:05:20","slug":"o-que-os-adolescentes-suicidas-da-micronesia-podem-nos-ensinar-sobre-o-desafio-da-baleia-azul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/2017\/04\/20\/o-que-os-adolescentes-suicidas-da-micronesia-podem-nos-ensinar-sobre-o-desafio-da-baleia-azul\/","title":{"rendered":"O que os adolescentes suicidas da Micron\u00e9sia podem nos ensinar sobre o desafio da Baleia Azul?"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_6754\" style=\"width: 592px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6754\" class=\"wp-image-6754\" title=\"Foto: www.shutterstock.com\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2017\/04\/shutterstock_538028968.jpg\" alt=\"\" width=\"582\" height=\"254\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2017\/04\/shutterstock_538028968.jpg 1000w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2017\/04\/shutterstock_538028968-300x131.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2017\/04\/shutterstock_538028968-768x336.jpg 768w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2017\/04\/shutterstock_538028968-150x66.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 582px) 100vw, 582px\" \/><p id=\"caption-attachment-6754\" class=\"wp-caption-text\">A \u00fanica forma de combater um script do mal \u00e9 criando um script do bem<\/p><\/div>\n<p><em><strong>Por Elsie Gilbert<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Fazendo uma pesquisa r\u00e1pida pelas m\u00e1quinas de busca na internet, encontrei relatos de 16 adolescentes brasileiros que nestes \u00faltimos 15 dias atentaram contra suas pr\u00f3prias vidas, sendo que 4 n\u00e3o foram socorridos a tempo; morreram! Este seria o grande final depois de uma s\u00e9rie de passos preparat\u00f3rios propostos por um jogo chamado Baleia Azul. O jogo tem como principal p\u00fablico alvo crian\u00e7as, adolescentes e jovens de 10 a 20 anos Ele recruta candidatos dispostos a encarar 50 dias de desafios pela internet.<\/p>\n<p>Estes n\u00fameros s\u00e3o assustadores se levarmos em conta que a taxa de mortalidade por suic\u00eddio no Brasil \u00e9 uma das mais baixas no mundo (4,1 por 100 mil habitantes ao ano) e que a faixa et\u00e1ria de 15 a 29 anos apresenta um risco relativo menor do que se comparado ao risco de pessoas acima de 60 anos.\u00a0 O e est\u00e1 acontecendo? (Fonte: <a href=\"http:\/\/inseer.ibict.br\/rbsp\/index.php\/rbsp\/article\/view\/12\" target=\"_blank\">INSEER<\/a>)<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que suic\u00eddio \u00e9 um fen\u00f4meno pouco compreendido por todos n\u00f3s. H\u00e1 ind\u00edcios, no entanto, de que este \u00e9 um assunto para ser tratado de forma global e que tem muito mais a ver com os aspectos sociais que nos rodeiam do que \u00e9 a princ\u00edpio aparente.<\/p>\n<p><strong>Isto j\u00e1 aconteceu antes?<\/strong><\/p>\n<p>Minha pergunta \u00e9, ser\u00e1 que em outro lugar do planeta, talvez em outra \u00e9poca, algo semelhante j\u00e1 tenha acontecido? Tal epidemia de suic\u00eddios foi estudada? Podemos aprender com estas experi\u00eancias do passado, antes que mais vidas se percam entre n\u00f3s?<\/p>\n<p>No livro <em>Tipping Point<\/em>, Malcolm Gladwell faz um breve relato a partir de v\u00e1rios estudos conduzidos na d\u00e9cada de 80, pelo antrop\u00f3logo Donald Rubinstein no complexo de pequenas ilhas no Oceano Pac\u00edfico conhecido como Micron\u00e9sia. O texto abaixo foi publicado em 2000. Veja como Gladwell relata a situa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<blockquote><p>No come\u00e7o dos anos 60, suic\u00eddio nas ilhas da Micron\u00e9sia era algo quase desconhecido. Mas, por raz\u00f5es que ningu\u00e9m sabe apontar com precis\u00e3o, os \u00edndices come\u00e7aram a aumentar dramaticamente, a passos largos, ano a ano, at\u00e9 que na d\u00e9cada de 80 havia mais suic\u00eddios per capita na Micron\u00e9sia do que qualquer outro lugar no mundo. Para jovens do sexo masculino com idades entre 15 a 24 anos, a taxa de suic\u00eddio nos Estados Unidos \u00e9 de 22 por 100.000. Nas ilhas da Micron\u00e9sia, a taxa \u00e9 de aproximadamente 160 por 100.000 \u2013 sete vezes maior.<!--more--><\/p>\n<p>Neste n\u00edvel, suic\u00eddio se torna um acontecimento banal, desencadeado pelo menor dos incidentes. (&#8230;) Adolescentes se suicidavam [durante esta epidemia] porque viram suas namoradas com outro rapaz, ou porque seus pais se recusavam a lhes dar alguns trocados para uma cerveja. Um rapaz de 19 anos se enforcou porque seus pais n\u00e3o tinham comprado a beca de formatura. Um rapaz de 17 anos se enforcou porque foi repreendido pelo seu irm\u00e3o mais velho por estar fazendo muito barulho.<\/p>\n<p>O que no Ocidente \u00e9 considerado algo raro, aleat\u00f3rio e profundamente patol\u00f3gico, tornou-se na Micron\u00e9sia um ritual da adolesc\u00eancia, com regras e s\u00edmbolos bem particulares. (&#8230;) A v\u00edtima \u00e9 quase sempre do sexo masculino. Est\u00e1 no final da adolesc\u00eancia, solteiro e morando em casa. O epis\u00f3dio que precipita o suic\u00eddio \u00e9 invariavelmente dom\u00e9stico: uma disputa por namoradas ou com problemas com os pais. Em 75 por cento dos casos, a v\u00edtima nunca tinha tentado \u2013 ou mesmo amea\u00e7ado tentar \u2013 o suic\u00eddio antes. Os recados deixados costumam exprimir n\u00e3o uma depress\u00e3o, mas uma forma de orgulho ferido, um protesto contra um maltrato.<\/p>\n<p>O ato em si, ocorre com frequ\u00eancia numa noite de fim de semana, geralmente depois de uma sa\u00edda para beber com amigos. Em todos os casos, com poucas exce\u00e7\u00f5es, a v\u00edtima usa os mesmos procedimentos, como se existisse um script, um protocolo sobre a forma correta de se tirar a vida. Ele procura uma casa vazia ou um local isolado. Ele usa uma corda para formar uma forca, mas ele n\u00e3o suspende a si mesmo, como \u00e9 frequente no mundo Ocidental. Ele amarra a forca num galho baixo, ou numa janela, ou na ma\u00e7aneta de uma porta e deixa o corpo cair para frente, de forma que seu peso aperte a forca em volta de seu pesco\u00e7o, cortando a passagem de oxig\u00eanio para o c\u00e9rebro. Ele fica inconsciente. A morte acontece por an\u00f3xia \u2013 falta de sangue no c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>Na Micron\u00e9sia, escreve o antrop\u00f3logo Donald Rubinstein, estes rituais se tornaram inculcados na cultura local. Na medida em que o n\u00famero de suic\u00eddios foi crescendo, a ideia passou a alimentar a si mesma, infectando meninos em idade cada vez menor, e transformando o que \u00e9 inimagin\u00e1vel, em algo poss\u00edvel. (&#8230;) A idealiza\u00e7\u00e3o do suic\u00eddio entre adolescentes parece ser muito difundida nas comunidades da Micron\u00e9sia e sua popularidade \u00e9 expressa nas m\u00fasicas compostas localmente e veiculadas nas r\u00e1dios, nas picha\u00e7\u00f5es reproduzidas em camisetas ou nas paredes das escolas de ensino m\u00e9dio.<\/p>\n<p>V\u00e1rios meninos que tentaram o suic\u00eddio relataram que viram ou ouviram falar sobre isto pela primeira vez quando tinham entre 8 a 10 anos. Suas tentativas de suic\u00eddio parecem conter o esp\u00edrito de experimenta\u00e7\u00e3o ou brincadeira. Um menino de 11 anos, por exemplo, tentou enforcar-se e quando encontrado j\u00e1 estava inconsciente e com sua l\u00edngua de fora. Mais tarde ele explicou que queria \u201censaiar\u201d o enforcamento. Disse que n\u00e3o queria morrer apesar de saber que estava arriscando perder a vida. Estes casos de imita\u00e7\u00e3o nas tentativas de suic\u00eddio por parte de crian\u00e7as de at\u00e9 cinco ou seis anos de idade foram relatadas recentemente em Chuuk Lagoon. V\u00e1rios casos de mortes de adolescentes, mais recentes, na Micron\u00e9sia, s\u00e3o o resultado desta experimenta\u00e7\u00e3o. Assim, na medida em que o suic\u00eddio cresce nestas comunidades, a ideia adquire uma familiaridade e at\u00e9 uma certa fascina\u00e7\u00e3o para os jovens. E assim, a morbidez deste ato passa a ser trivializada. Especialmente entre os jovens, os atos de suic\u00eddio parecem ter adquirido um elemento de experimenta\u00e7\u00e3o quase recreativa.<\/p>\n<p>H\u00e1 algo muito perturbador nesta mudan\u00e7a. Suic\u00eddio n\u00e3o \u00e9 algo que deva ser trivializado assim. Mas o que \u00e9 ainda mais aterrorizante nisto tudo \u00e9 como ele se torna t\u00e3o familiar. Eis aqui uma epidemia contagiosa de autodestrui\u00e7\u00e3o, acatada pelos jovens no esp\u00edrito de experimenta\u00e7\u00e3o, imita\u00e7\u00e3o e rebeldia. Eis aqui um ato impens\u00e1vel que, de alguma forma, se tornou um importante meio de auto express\u00e3o. \u00a0(Trecho traduzido por mim do livro Tipping Point, Gladwell. O t\u00edtulo em portugu\u00eas, \u201cO Ponto da Virada,\u201d est\u00e1 dispon\u00edvel (<a href=\"http:\/\/www.livrariacultura.com.br\/p\/livros\/administracao\/qualidade\/o-ponto-da-virada-2799581\" target=\"_blank\">aqui!<\/a>).<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que podemos aprender com os adolescentes da Micron\u00e9sia<\/strong>?<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Precisamos olhar para o problema de forma global, menos individualizada, e procurando evitar fazer das pessoas enlutadas (pais e familiares) os principais culpados pelo ocorrido!<\/strong> Os antrop\u00f3logos <a href=\"https:\/\/play.google.com\/store\/books\/details?id=V8Dr4fJxlkIC&amp;rdid=book-V8Dr4fJxlkIC&amp;rdot=1&amp;source=gbs_vpt_read&amp;pcampaignid=books_booksearch_viewport\" target=\"_blank\">Hezel e Rubinstein<\/a> chegaram \u00e0 conclus\u00e3o de que o suic\u00eddio tinha se tornado \u201cum padr\u00e3o cultural em resposta a certas situa\u00e7\u00f5es de conflito; \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria da Micron\u00e9sia para certos tipos de transtornos interpessoais.\u201d Por ter se tornado uma \u201csolu\u00e7\u00e3o\u201d cultural, era necess\u00e1rio investir em mudan\u00e7as culturais muit\u00edssimos abrangentes nas formas de ser de um povo. <em>Quais aspectos da nossa cultura alimentam predadores como o jogo Baleia Azul? Com quais aspectos da cultura do adolescente brasileiro n\u00f3s precisamos dialogar? Estamos investindo tempo e esfor\u00e7o para isto?<\/em><\/li>\n<li><strong>Precisamos olhar para o problema como o sintoma de algo muito mais pernicioso que tem tornado ineficazes as nossas formas tradicionais de proteger crian\u00e7as e adolescentes<\/strong>. Rubinstein atribuiu o problema do suic\u00eddio na Micron\u00e9sia \u00e0s grandes e bruscas mudan\u00e7as pelas quais a fam\u00edlia, naquela regi\u00e3o, tinha passado com o advento de sua moderniza\u00e7\u00e3o. Esta mudan\u00e7a abria brechas pelas quais adolescentes e jovens estavam caindo. O apoio dado nas gera\u00e7\u00f5es anteriores a esta faixa et\u00e1ria tinha cessado e a sociedade n\u00e3o havia ainda criado mecanismos para preencher esta lacuna com novas formas de prote\u00e7\u00e3o e acompanhamento. <em>Ser\u00e1 que o advento da internet no Brasil, (estamos no meio de uma grande revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica) com o acesso r\u00e1pido e irrestrito a informa\u00e7\u00f5es, tanto boas como funestas, em quantidades nunca vistas antes, j\u00e1 foi bem elaborado por n\u00f3s adultos no nosso trabalho de orientar e proteger nossos filhos?<\/em><\/li>\n<li><strong>Precisamos reconhecer que a \u00fanica forma de combater um script do mal \u00e9 criando um script do bem.<\/strong> O que os adolescentes da Micron\u00e9sia tinham ao alcance era um script muito detalhado do que fazer diante de uma situa\u00e7\u00e3o negativa. O que o jogo Baleia Azul oferece \u00e9 uma vers\u00e3o moderna deste mesmo script. O que precisamos \u00e9 desafiar nossos adolescentes a criar scripts do bem, capazes de orientar com um passo a passo claro, o que fazer diante de situa\u00e7\u00f5es dolorosas. <em>J\u00e1 tivemos esta conversa com nossos adolescentes?<\/em><\/li>\n<li><strong>Precisamos perceber que estamos diante de uma epidemia contagiosa.<\/strong> Nos anos 70 e 80 n\u00e3o havia internet, nem por isto os adolescentes e jovens deixavam de viralizar suas ideias por meio da m\u00eddia local. O jogo Baleia Azul \u00e9 apenas um agente contagioso entre muitos presentes num \u201cecossistema\u201d frequentado por nossos adolescentes todos os dias. Precisamos de vacina contra este v\u00edrus, urgente! Mas sabemos tamb\u00e9m que ao deflagrarmos uma estrat\u00e9gia de combate, este v\u00edrus j\u00e1 poder\u00e1 ter se transformado em algo igualmente letal! Portanto, al\u00e9m das vacinas, precisamos fortalecer a sa\u00fade emocional e espiritual de nossos adolescentes, precisamos identificar as brechas, precisamos solidificar nossos v\u00ednculos familiares e comunit\u00e1rios. Isto exige esfor\u00e7o, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida. Isto exige coopera\u00e7\u00e3o; nenhum de n\u00f3s consegue combater este mal isoladamente. Isto exige dedica\u00e7\u00e3o em amor porque a neglig\u00eancia pode levar \u00e0 morte!<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Elsie Gilbert Fazendo uma pesquisa r\u00e1pida pelas m\u00e1quinas de busca na internet, encontrei relatos de 16 adolescentes brasileiros que nestes \u00faltimos 15 dias atentaram contra suas pr\u00f3prias vidas, sendo que 4 n\u00e3o foram socorridos a tempo; morreram! 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