{"id":594,"date":"2012-11-09T13:33:32","date_gmt":"2012-11-09T16:33:32","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/?p=594"},"modified":"2017-01-26T14:59:44","modified_gmt":"2017-01-26T17:59:44","slug":"adolescentes-em-perigo-unicef-numeros-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/2012\/11\/09\/adolescentes-em-perigo-unicef-numeros-3\/","title":{"rendered":"Adolescentes em Perigo (UNICEF \u2013 N\u00fameros)"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2012\/11\/ih.png\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-594\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\" data-lightview-title=\"Foto retirada do PDF O Direito de ser adolescente - Unicef\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-640\" title=\"Foto retirada do PDF O Direito de ser adolescente - Unicef\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2012\/11\/ih-150x150.png\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2012\/11\/ih-150x150.png 150w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2012\/11\/ih-64x64.png 64w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/2012\/10\/03\/adolescentes-em-perigo-unicef-numeros\/\" target=\"_blank\">Nove fatores<\/a>; a pobreza, a baixa escolaridade, a explora\u00e7\u00e3o do trabalho infantil, a priva\u00e7\u00e3o da conviv\u00eancia familiar e comunit\u00e1ria, os assassinatos, a gravidez, a explora\u00e7\u00e3o e o abuso sexual, o uso e abuso de drogas e as doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis e o hiv\/aids, por causa da desigualdade brasileira. Afetam de diferentes maneiras os 21 milh\u00f5es de adolescentes de 12 a 17 anos. As quatro formas de desigualdade s\u00e3o: Cor da pele, ser adolescente homem ou mulher, ter algum tipo de defici\u00eancia, e o local onde vive.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h3>O impacto da cor da pele:<\/h3>\n<p>A forma mais cruel de desigualdade \u00e9 a de ra\u00e7a e etnia, os meninos negros s\u00e3o as maiores v\u00edtimas de mortes violentas. Segundo o \u00edndice de Homic\u00eddios na Adolesc\u00eancia (IHA), lan\u00e7ado em 2009, o risco de um adolescente de 12 a 18 anos ser v\u00edtima de homic\u00eddio \u00e9 3,7 vezes maior em compara\u00e7\u00e3o a adolescentes brancos.\u00a0Vemos tamb\u00e9m que adolescentes negros est\u00e3o afetados pela pobreza. A m\u00e9dia nacional de adolescentes vivendo em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza era de 17,6% em 2009, entre os meninos e meninas negros, o \u00edndice verificado foi de 22%. A diferen\u00e7a maior se encontra na regi\u00e3o Norte, enquanto 13% dos adolescentes brancos vivem em extrema pobreza, os negros s\u00e3o quase o dobro, 24%. Em rela\u00e7\u00e3o a educa\u00e7\u00e3o 75,6% dos adolescentes brancos entre 16 e 17 anos tinham o ensino fundamental completo. Entre os negros, esse percentual era de 56% e, entre os ind\u00edgenas, de 61,8%. Em rela\u00e7\u00e3o a anos de estudo vemos que adolescentes brancos estudam em m\u00e9dia 7,8 anos, os ind\u00edgenas 7 e os negros 6,8.\u00a0Em rela\u00e7\u00e3o a gravidez na\u00a0adolesc\u00eancia\u00a0o n\u00famero de meninas negras gravidas \u00e9 quase o dobro, sendo assim 6,1% enquanto 3,9% de adolescentes brancas de 15 a 17 anos.<\/p>\n<h3>O impacto de ser menino ou menina:<\/h3>\n<p>Os adolescentes homens est\u00e3o mais sujeitos \u00e0 exclus\u00e3o no sistema educacional e mais expostos a viol\u00eancia, mas as meninas s\u00e3o mais vulner\u00e1veis \u00e0 explora\u00e7\u00e3o e ao abuso sexual, ao abandono da escola em\u00a0decorr\u00eancia\u00a0a gravidez precoce, e \u00e0s DST\/aids. Segundo o Pnad, em 2004, a taxa de mortalidade por homic\u00eddios entre meninos de 15 a 19 anos era de 77,8 em cada grupo de 100 mil habitantes da mesma faixa et\u00e1ria, enquanto o das meninas era de 6,0. Em 2009 a taxa de mortalidade por homic\u00eddios entre os garotos de 15 a 19 anos era de 79,3 por 100 mil habitantes da mesma faixa et\u00e1ria. J\u00e1 para as meninas, o n\u00famero ficou em 6,3. Em rela\u00e7\u00e3o a conciliar trabalho com estudo, os meninos s\u00e3o os mais afetados. 17,8% dos meninos trabalham e estudam, enquanto o n\u00famero de meninas era de 10,6%. 4,9% dos meninos largaram os estudos para apenas trabalhar, enquanto as meninas \u00e9 menos que a metade, um n\u00famero de 1,9%. O que representa 195 mil adolescentes, dentro de 534 mil adolescentes, que tinham no Brasil. Em rela\u00e7\u00e3o ao estudo h\u00e1 uma grande diferen\u00e7a tamb\u00e9m enquanto a propor\u00e7\u00e3o de meninas de 16 e 17 anos com o ensino fundamental completo era de 71,5% e a de meninos ficou em 58,5%.<\/p>\n<h3>O impacto de ser um adolescente com\u00a0defici\u00eancia:<\/h3>\n<p>Hoje existem cerca de 24 milh\u00f5es de pessoas com defici\u00eancia, entre essas 1,3 milh\u00e3o tem entre 15 e 19 anos. Segundo o Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), 483,4 mil alunos deficientes em escolas regulares e 218,2 mil em escolas especiais. Em 2009 14,3% das escolas de ensino m\u00e9dio no Pais\u00a0possu\u00edam\u00a0depend\u00eancias e vias adequadas para alunos com\u00a0defici\u00eancias\u00a0ou mobilidade reduzida. Das 25.923 escolas p\u00fablicas que oferecem o ensino m\u00e9dio no Pa\u00eds, 24,8% possuem depend\u00eancias adequadas. Segundo a pesquisa Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas (Fipe) feito com alunos da pen\u00faltima s\u00e9rie do ensino fundamental regular, da \u00faltima s\u00e9rie do ensino m\u00e9dio regular e de Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos (EJA), professores, diretores, profissionais de educa\u00e7\u00e3o que atuam nas escolas, pais, m\u00e3es e respons\u00e1veis por alunos, em 500 escolas do Pa\u00eds, mostrou que 32,4% do p\u00fablico entrevistado tem preconceito em rela\u00e7\u00e3o aos alunos com defici\u00eancia.<\/p>\n<h3>O impacto do local onde mora:<\/h3>\n<p>Outro fato de desigualdade \u00e9 o local onde vivi. Adolescentes entre 12 e 17 anos que vivem extrema pobreza na Regi\u00e3o Nordeste \u00e9 praticamente o dobro da m\u00e9dia nacional, 32% (quando a m\u00e9dia nacional \u00e9 de 17,6%), o que seriam 2,1 milh\u00f5es de adolescentes vivendo na mis\u00e9ria. Na regi\u00e3o Norte h\u00e1 418 mil meninos e meninas nessas condi\u00e7\u00f5es, 22% do total. A m\u00e9dia nacional de adolescentes n\u00e3o alfabetizados era de 1,6% em 2009, no Nordeste o \u00edndice era de 4%.. A taxa de conclus\u00e3o do ensino fundamental no Nordeste era de 50,3% enquanto na Sudeste 75,3%. A maior incid\u00eancia de adolescentes fora da escola e sem trabalhar era na Regi\u00e3o Norte s\u00e3o 6,5%, na Nordeste 6,1%, Centro- Oeste 5,9%, Sul 5,5% e Sudeste 4,5%. O n\u00famero de m\u00e3e adolescentes em 2009, a m\u00e9dia nacional era de 2,8%, na regi\u00e3o Norte, s\u00e3o 4,6% As maiores taxas foram nos Estados do Acre\u00a05,3%, Amazonas 5,2% e Amap\u00e1 4,9%.<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.unicef.org\/brazil\/pt\/br_sabrep11.pdf\" target=\"_blank\">\u201cDireito de Ser Adolescente: Oportunidade para Reduzir Vulnerabilidades e Superar Desigualdades\u201d, UNICEF, 2011.<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nove fatores; a pobreza, a baixa escolaridade, a explora\u00e7\u00e3o do trabalho infantil, a priva\u00e7\u00e3o da conviv\u00eancia familiar e comunit\u00e1ria, os assassinatos, a gravidez, a explora\u00e7\u00e3o e o abuso sexual, o uso e abuso de drogas e as doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis e o hiv\/aids, por causa da desigualdade brasileira. Afetam de diferentes maneiras os 21 milh\u00f5es [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":33,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[15786],"tags":[15852,15850,15851,5790,15849],"class_list":["post-594","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-em-pauta","tag-adolescentes-com-deficiencias","tag-adolescentes-em-perigo","tag-cor-da-pele","tag-numeros","tag-relatorio-unicef"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/594","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/33"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=594"}],"version-history":[{"count":19,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/594\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1604,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/594\/revisions\/1604"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=594"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=594"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=594"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}