{"id":4686,"date":"2014-12-13T08:00:12","date_gmt":"2014-12-13T11:00:12","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/?p=4686"},"modified":"2014-12-15T11:18:35","modified_gmt":"2014-12-15T14:18:35","slug":"malala-yousafzay-na-noruega-criancas-refugiadas-na-jordania-uma-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/2014\/12\/13\/malala-yousafzay-na-noruega-criancas-refugiadas-na-jordania-uma-entrevista\/","title":{"rendered":"Malala Yousafzay na Noruega, crian\u00e7as refugiadas na Jord\u00e2nia: uma entrevista."},"content":{"rendered":"<p>Na semana em que Kailash Satyarthi e Malala Yousafzai receberam o Pr\u00eamio Nobel da Paz por seu trabalho incans\u00e1vel de luta pelas crian\u00e7as cujo direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o \u00e9 negado, conversamos com o Pr. Homero, mission\u00e1rio na Jord\u00e2nia h\u00e1 apenas 3 meses e que trabalha diretamente com as fam\u00edlias refugiadas ali oriundas ou da S\u00edria ou do Iraque, estes \u00faltimos em sua maioria crist\u00e3os. O Pr. Homero nos contou com muita tristeza do relato recente transmitido pelos refugiados iraquianos de uma fam\u00edlia crist\u00e3 cujos membros (todos) foram mortos em casa no momento em que pai, m\u00e3e e filhos realizavam um culto dom\u00e9stico em gratid\u00e3o pela formatura de uma de suas filhas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_4692\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2014\/12\/Untitled-2.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-4686\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\" data-lightview-title=\"Arquivo pessoal de Pr. Homero\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4692\" class=\"wp-image-4692 size-full\" title=\"Arquivo pessoal de Pr. Homero\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2014\/12\/Untitled-2.jpg\" alt=\"Untitled-2\" width=\"340\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2014\/12\/Untitled-2.jpg 340w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2014\/12\/Untitled-2-300x220.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2014\/12\/Untitled-2-150x110.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-4692\" class=\"wp-caption-text\">Crian\u00e7as refugiadas, brincam com filho de pastor<\/p><\/div>\n<p>O Pr\u00eamio Nobel da Paz \u00e9 um ato simb\u00f3lico importante de apoio \u00e0 causa das crian\u00e7as que sofrem os abusos do extremismo isl\u00e2mico. No entanto, como o Pr Homero demonstra em sua entrevista, esta causa demanda muito, mas muit\u00edssimo maior esfor\u00e7o por parte das autoridades em lugares de poder. E, ele ousa nos desafiar tamb\u00e9m! N\u00f3s, brasileiros que como crist\u00e3os somos chamados a ser cidad\u00e3os do mundo, somos desafiados a nos envolver se quisermos ver meninas e meninos vivendo uma vida digna, em fam\u00edlia, professando sua f\u00e9 livremente, longe da viol\u00eancia e crueldade sistematizada. Estas coisas, sabemos, \u00e9 o desejo de Deus para todas elas!<!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #339966;\"><strong>1) Voc\u00eas est\u00e3o a apenas 3 meses na Jord\u00e2nia para um trabalho mission\u00e1rio em loco. Mas j\u00e1 s\u00e3o 7 anos envolvidos em miss\u00e3o e com o cora\u00e7\u00e3o voltado para a evangeliza\u00e7\u00e3o dos povos mu\u00e7ulmanos. Voc\u00eas est\u00e3o sentindo muita diferen\u00e7a entre atuar de longe e agora t\u00e3o perto?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Sim, temos sentido muita diferen\u00e7a. Sem sombra de d\u00favidas dia a dia temos visto que durante anos compreendemos de forma errada a realidade do Mundo Mu\u00e7ulmano. Tivemos diversas experi\u00eancias pr\u00e9vias em toda a regi\u00e3o e sempre trabalhamos com a conscientiza\u00e7\u00e3o da Igreja Brasileira sobre as necessidades e desafios entre os povos n\u00e3o alcan\u00e7ados, mas somente ao viver entre eles \u00e9 que percebemos o quanto a vis\u00e3o ocidental est\u00e1 errada. Os mu\u00e7ulmanos s\u00e3o, de maneira geral, muito abertos e, especialmente \u00a0hoje por causa dos conflitos na regi\u00e3o, est\u00e3o sens\u00edveis para ouvir a mensagem do evangelho. No Brasil, se tem a vis\u00e3o errada de que \u00e9 quase imposs\u00edvel ver mu\u00e7ulmanos sendo alcan\u00e7ados para Cristo e, por isso, muitas vezes tratamos os obreiros entre eles como super her\u00f3is e os convertidos seres super especiais. N\u00e3o estou dizendo que servir entre eles seja f\u00e1cil ou que n\u00e3o seja perigoso para os obreiros ou para os convertidos, entretanto, Jesus nos ensinou o caminho da Cruz e este \u00e9 o tempo da colheita. As portas est\u00e3o abertas, eu diria escancaradas. Tenho certeza de que Deus est\u00e1 a espera de ceifeiros brasileiros, que s\u00e3o amados e queridos pelos povos mu\u00e7ulmanos. Estamos amando viver no Oriente M\u00e9dio, nos sentimos muito bem recebidos e estamos felizes por ver a a\u00e7\u00e3o de Deus por aqui.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #339966;\"><strong>2) Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s duas crises pol\u00edticas, primeiro na S\u00edria e em seguida no Iraque, que tem expulsado milh\u00f5es de s\u00edrios e iraquianos para campos de refugiados na Jord\u00e2nia, como fica a situa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A guerra na S\u00edria j\u00e1 deixou mais de nove milh\u00f5es[1] de pessoas desabrigadas interna ou externamente. S\u00e3o mais de tr\u00eas milh\u00f5es de s\u00edrios refugiados em todo o Oriente M\u00e9dio, especialmente Turquia, L\u00edbano e Jord\u00e2nia. A UNICEF[2] diz que cerca de seis milh\u00f5es e meio das pessoas afetadas s\u00e3o crian\u00e7as, das quais 2,8 milh\u00f5es deixaram de estudar desde o in\u00edcio da guerra e mais de um milh\u00e3o fugiu &#8211; com ou sem os pais &#8211; para os pa\u00edses vizinhos. Os n\u00fameros dos iraquianos s\u00e3o ainda mais assustadores. Desde o in\u00edcio da guerra em 2003, j\u00e1 s\u00e3o mais de cinco milh\u00f5es de refugiados iraquianos fora do pa\u00eds[3] e, somente nos \u00faltimos tr\u00eas meses, surgiram mais de um milh\u00e3o de refugiados internos. Todos os dias centenas de iraquianos morrem na guerra e ningu\u00e9m se importa. Quanto ao refugiados externos, somente na Jord\u00e2nia, existem cerca de 700 mil iraquianos e outros 700 mil s\u00edrios[4]. Boa parte deles, como j\u00e1 foi mencionado anteriormente, s\u00e3o crian\u00e7as. Os n\u00fameros s\u00e3o frios e assustadores, mas confesso que n\u00e3o consigo escrev\u00ea-los sem pensar nos rostos das crian\u00e7as que servimos por aqui. Infelizmente devido a limita\u00e7\u00e3o de recursos e estrutura, os governos da regi\u00e3o n\u00e3o t\u00eam dado conta da demanda de ajuda humanit\u00e1ria que a crise gerou. As crian\u00e7as n\u00e3o tem acesso a educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e alimenta\u00e7\u00e3o adequada. E \u00e9 tamb\u00e9m com muita facilidade que encontramos crian\u00e7as completamente traumatizadas com os horrores da guerra. Em uma visita a uma fam\u00edlia s\u00edria, um menino de uns 10 anos tomou o celular da m\u00e3e e nos trouxe para nos mostrar a foto de um parente morto em uma explos\u00e3o. Em nossa primeira visita a uma fam\u00edlia iraquiana, logo que chegamos no in\u00edcio de setembro, conhecemos uma menina de pouco mais de 10 anos que estava sofrendo visivelmente de depress\u00e3o por causa do trauma da fuga, da perda de amigos e de tudo que ficou no Iraque, inclusive parentes. Essa fam\u00edlia era crist\u00e3 e deixou tudo para manter sua f\u00e9 em Jesus e n\u00e3o se submeter \u00e0s imposi\u00e7\u00f5es dos militantes ou morrer nas m\u00e3os do Estado Isl\u00e2mico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #339966;\"><strong>3) Na sua experi\u00eancia, visitando\u00a0e interagindo com as fam\u00edlias refugiadas na Jord\u00e2nia, o que as fam\u00edlias s\u00edrias, mu\u00e7ulmanas diriam para n\u00f3s, brasileiros crist\u00e3os, se pudessem?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Entre visitas e eventos de distribui\u00e7\u00e3o de cestas b\u00e1sicas e roupas que fizemos para as duas comunidades de refugiados j\u00e1 tivemos contato com quase duas mil fam\u00edlias. Nas casas, sempre dizemos \u00e0s fam\u00edlias que a Igreja Brasileira est\u00e1 orando por eles (independentemente se s\u00e3o crist\u00e3os ou n\u00e3o) e que Deus nos enviou do Brasil para sentir suas dores e chorar com eles. De fato, muitas vezes choramos mesmo, apenas abra\u00e7amos e choramos. Certamente, em primeiro lugar, as fam\u00edlias diriam aos crist\u00e3os brasileiros: obrigado por se importar. Ningu\u00e9m se importa com os refugiados (crist\u00e3os ou n\u00e3o), mas Deus se importa e, por amor e gra\u00e7a, nos escolheu para representar a Igreja Brasileira em cada abra\u00e7o, palavra de encorajamento, l\u00e1grima e gesto de amor. Em segundo lugar, creio que os refugiados crist\u00e3os &#8211; iraquianos ou s\u00edrios &#8211; diriam para que os crist\u00e3os brasileiros aproveitassem a liberdade que t\u00eam. Sabemos que n\u00e3o \u00e9 um momento pol\u00edtico-econ\u00f4mico muito favor\u00e1vel para o Brasil, e, na verdade, muitas vezes, sentimos isto em nosso sustento mensal ou nas convers\u00f5es cambiais que fazemos, entretanto, \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil reclamar quando temos tudo, n\u00e3o? Esses refugiados mal chegam com a roupa do corpo, mas est\u00e3o felizes pois Deus est\u00e1 com eles e os livrou da morte. Os crist\u00e3os brasileiros s\u00e3o livres e possuem tudo que precisam, ent\u00e3o, at\u00e9 quando desprezaremos a liberdade que Deus nos deu para usarmos para glorificar o seu nome? Aprenda a desfrutar em Cristo de sua liberdade e conforto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #339966;\"><strong>4) E as fam\u00edlias iraquianas crist\u00e3s? Talvez fosse melhor come\u00e7ar explicando porque h\u00e1 tantos iraquianos crist\u00e3os entrando na Jord\u00e2nia hoje!<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Tudo come\u00e7a com um grupo chamado Estado Isl\u00e2mico. Ele nasceu no Iraque como uma mil\u00edcia sunita que combatia o poder xiita instaurado pelos americanos e tinha como bases fortes v\u00ednculos com a famosa rede Al Qaeda. Seus soldados migraram para a S\u00edria para lutar contra o governo local, adquiriram experi\u00eancia, treinamento, dinheiro e, h\u00e1 poucos meses, come\u00e7aram uma vasta campanha militar para tomar o Iraque. Decidiram come\u00e7ar pelo norte do pa\u00eds (fronteira com a S\u00edria) e tomar a segunda maior cidade do pa\u00eds: Mosul. Acontece que toda essa regi\u00e3o \u00e9 predominantemente crist\u00e3, e o grupo tem como fundamento a aplica\u00e7\u00e3o extremista da lei isl\u00e2mica. Isso significa que n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para o cristianismo. Infelizmente a campanha militar foi bem sucedida e o norte do Iraque caiu nas m\u00e3os do Estado Isl\u00e2mico. Aos crist\u00e3os foram dadas tr\u00eas op\u00e7\u00f5es: a. Converter-se ao islamismo; b. Pagar uma taxa mensal para permanecer em suas terras; c. Fugir. A verdade \u00e9 que muitos foram simplesmente expulsos ou mortos. Entre meados de junho e agosto aconteceu o maior genoc\u00eddio de crist\u00e3os dos \u00faltimos tempos, sem que ningu\u00e9m fizesse nada. Em agosto, o governo da Jord\u00e2nia abriu as portas para cerca de 7 mil iraquianos crist\u00e3os que, todos os dias, t\u00eam vindo para c\u00e1 fugindo da persegui\u00e7\u00e3o e dos horrores da guerra contra o Estado Isl\u00e2mico. O que voc\u00ea faria se tivesse que escolher desistir de tudo para ficar com Cristo ou mudar de religi\u00e3o e seguir com sua vida? J\u00e1 n\u00e3o existem mais crist\u00e3os em Mosul e tantas outras cidades do norte do Iraque. Os crist\u00e3os iraquianos tiveram que fugir ou pagaram com suas vidas, mas escolheram permanecer com Jesus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #339966;\"><strong>5) Como voc\u00ea tem lidado com o sofrimento humano t\u00e3o pr\u00f3ximo e que tem sua causa t\u00e3o aparente: a maldade e viol\u00eancia da guerra?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Confesso que \u00e9 muito doloroso para n\u00f3s. Eu e minha esposa sofremos junto com cada fam\u00edlia, choramos juntos, sentimos a sua dor. Soubemos de alguns obreiros que, ap\u00f3s seis ou oito meses de visitas, tiveram burnout e chegaram at\u00e9 voltar para seus pa\u00edses. \u00c0s vezes, sentimos raiva dos mau tratos e abandono que os refugiados enfrentam e, outras vezes, nos sentimos incapazes e pequenos demais para atender tamanha necessidade aqui da regi\u00e3o. Em uma visita a uma fam\u00edlia mu\u00e7ulmana s\u00edrio-curda no L\u00edbano tivemos uma experi\u00eancia que \u00e9 sempre muito dif\u00edcil de compartilhar. Fomos levar uma cesta b\u00e1sica para a fam\u00edlia e chegamos numa noite chuvosa no corti\u00e7o pequeno e mal cheiroso em que viviam sete pessoas. A matriarca tem o marido e o filho mais velho desaparecidos desde o in\u00edcio da guerra. Ela e os familiares restantes fugiram para o L\u00edbano, mas no caminho uma bomba caiu perto deles e, Mustafa, um menino de menos de tr\u00eas anos, neto desta senhora, ficou com ferimentos nos t\u00edmpanos por causa do barulho da explos\u00e3o. Como n\u00e3o tinham meios de buscar tratamento adequado no L\u00edbano, algo terr\u00edvel aconteceu. Alguns dias antes de eu chegar para atender a fam\u00edlia, o menino ficou surdo. Quando aquela senhora soube que eu era pastor, pegou a crian\u00e7a, que se assustou e come\u00e7ou a chorar, e a colocou em nossa frente pedindo que or\u00e1ssemos por ela para que Jesus a curasse. Olhei para o menino e comecei afanar sua cabe\u00e7a. Eu apenas queria chorar, pois ao olhar para Mustafa via meu filho Athos, um pouco mais novo. Essa talvez tenha sido a ora\u00e7\u00e3o mais dif\u00edcil que eu fiz em toda minha vida. Meu desejo era apenas chorar, mas recobrei as for\u00e7as e orei. O garoto continua surdo, mas creio que Deus pode fazer um milagre na vida dele e de tantas outras crian\u00e7as que t\u00eam sofrido injustamente com a guerra. Nosso pastor no Brasil nos acompanha semanalmente e temos nos cercado de amigos brasileiros, estrangeiros e \u00e1rabes que nos cobrem em ora\u00e7\u00e3o e cuidado enquanto desenvolvemos nosso minist\u00e9rio. Al\u00e9m disto, temos que viver debaixo de muito compromisso com a Palavra e em ora\u00e7\u00e3o, pois essa \u00e9 \u00fanica maneira de temos for\u00e7as para dividir o fardo de tantas fam\u00edlias no Oriente M\u00e9dio e n\u00e3o nos ferirmos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #339966;\"><strong>6) Qual \u00e9 o seu apelo para a Igreja Brasileira? Podemos fazer alguma coisa?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Nosso apelo para a Igreja Brasileira \u00e9 que ela se desperte. Antes de nos mudarmos para a regi\u00e3o, tive o privil\u00e9gio de ter rodado ao longo de sete anos quase todo o Brasil ministrando sobre a realidade da Igreja Sofredora. Confesso que vimos com nossos pr\u00f3prios olhos a indiferen\u00e7a de muitos em rela\u00e7\u00e3o a essa nobre causa. S\u00e3o milh\u00f5es e milh\u00f5es de crist\u00e3os sofrendo agora por causa de Cristo. Precisamos fazer algo por eles. A Igreja iraquiana est\u00e1 \u00e0 beira da extin\u00e7\u00e3o e n\u00e3o podemos deixar isto acontecer. Al\u00e9m disto, \u00e9 tempo de colheita! Nunca se viu na hist\u00f3ria da cristandade recente tamanha oportunidade de se apresentar o evangelho de Cristo aos povos mu\u00e7ulmanos ainda n\u00e3o alcan\u00e7ados como nos dias de hoje. Pastores, enviem seus vocacionados para o Mundo Mu\u00e7ulmano. Organiza\u00e7\u00f5es mission\u00e1rias, se despertem para a realidade dos refugiados no Oriente M\u00e9dio. Crist\u00e3os brasileiros, se importem com as crian\u00e7as perdidas desta regi\u00e3o. Elas precisam conhecer o verdadeiro Pai, o \u00fanico que pode leva-las a um lugar seguro.\u00a0 E \u00e9 pensando nisto que come\u00e7amos uma campanha de distribui\u00e7\u00e3o de B\u00edblias entre as crian\u00e7as refugiadas e se voc\u00eas quiserem se envolver conosco, esta \u00e9 uma boa maneira de come\u00e7ar, doe uma B\u00edblia infantil para uma crian\u00e7a refugiada[5]. \u00a0Deus os aben\u00e7oe!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Pr. Homero, D\u00e9bora e Athos (Fam\u00edlia Aziz)<\/em><br \/>\n<code><!-- Place this tag in your head or just before your close body tag. --><br \/>\n<script src=\"https:\/\/apis.google.com\/js\/plusone.js\" type=\"text\/javascript\"><\/script><\/code><\/p>\n<p><!-- Place this tag where you want the widget to render. --><\/p>\n<div class=\"g-post\" data-href=\"https:\/\/plus.google.com\/111700021162190097257\/posts\/DgACvGqLxsJ\"><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_ _ _ _ _ _ _\u00a0_ _ _ _ _ _ _\u00a0_ _ _ _ _ _ _\u00a0_ _ _ _ _ _ _\u00a0_ _ _ _ _ _ _\u00a0_ _ _ _ _ _ _\u00a0_ _ _ _ _ _ _\u00a0_ _ _ _ _ _ _<\/p>\n<p>[1] <a href=\"http:\/\/syrianrefugees.eu\/\" target=\"_blank\">http:\/\/syrianrefugees.eu<\/a><br \/>\n[2] <a href=\"http:\/\/www.unicefusa.org\/mission\/emergencies\/conflict\/syria\" target=\"_blank\">http:\/\/www.unicefusa.org\/mission\/emergencies\/conflict\/syria<\/a><br \/>\n[3] <a href=\"http:\/\/www.refugeesinternational.org\/where-we-work\/middle-east\/iraq\" target=\"_blank\">http:\/\/www.refugeesinternational.org\/where-we-work\/middle-east\/iraq<\/a><br \/>\n[4] <a href=\"http:\/\/www.nrc.no\/syriaresponse#.VIsFHzHF_pV\" target=\"_blank\">http:\/\/www.nrc.no\/syriaresponse#.VHnBl4sqBU0<\/a><br \/>\n[5] O link para doa\u00e7\u00e3o \u00e9: <a href=\"http:\/\/www10.vakinha.com.br\/VaquinhaE.aspx?e=323637\" target=\"_blank\">http:\/\/www10.vakinha.com.br\/VaquinhaE.aspx?e=323637<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na semana em que Kailash Satyarthi e Malala Yousafzai receberam o Pr\u00eamio Nobel da Paz por seu trabalho incans\u00e1vel de luta pelas crian\u00e7as cujo direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o \u00e9 negado, conversamos com o Pr. 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