{"id":3715,"date":"2014-05-28T15:20:36","date_gmt":"2014-05-28T18:20:36","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/?p=3715"},"modified":"2014-06-03T08:38:55","modified_gmt":"2014-06-03T11:38:55","slug":"o-que-e-preciso-para-que-um-turista-faca-o-bem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/2014\/05\/28\/o-que-e-preciso-para-que-um-turista-faca-o-bem\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 preciso para que um turista fa\u00e7a o bem?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2014\/04\/quartas.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-3715\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-3430\" alt=\"quartas\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2014\/04\/quartas-1024x230.jpg\" width=\"614\" height=\"138\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2014\/04\/quartas-1024x230.jpg 1024w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2014\/04\/quartas-300x67.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2014\/04\/quartas-150x33.jpg 150w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2014\/04\/quartas.jpg 1135w\" sizes=\"auto, (max-width: 614px) 100vw, 614px\" \/><\/a><\/p>\n<div id=\"attachment_3716\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2014\/05\/Nueva-Esperanza.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-3715\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3716\" class=\" wp-image-3716 \" alt=\"Crian\u00e7as brincando no lar Nueva Esperanza\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2014\/05\/Nueva-Esperanza.jpg\" width=\"300\" height=\"289\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2014\/05\/Nueva-Esperanza.jpg 428w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2014\/05\/Nueva-Esperanza-300x289.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2014\/05\/Nueva-Esperanza-150x144.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-3716\" class=\"wp-caption-text\">Crian\u00e7as brincando no lar Nueva Esperanza<\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #808000;\"><strong>A hist\u00f3ria narrada abaixo aconteceu em 2008 com John Collier, m\u00e9dico aposentado e tamb\u00e9m um dos fundadores da Revista M\u00e3os Dadas. Ela foi publicada pela primeira vez <a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/?s=john+collier\"><span style=\"color: #808000;\">neste blog<\/span><\/a> h\u00e1 um ano.<\/strong> <\/span><span style=\"color: #808000;\"><strong>Reescrevemos e republicamos a hist\u00f3ria aqui, usando o estilo de conto de fadas &#8220;Era uma vez&#8230;&#8221; com o objetivo de ser lida ou apresentada oralmente para as crian\u00e7as em escolas, igrejas e projetos sociais. Al\u00e9m disso, ela pode ser usada em associa\u00e7\u00e3o com a hist\u00f3ria da serva de Naam\u00e3, publicada na semana passada <a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/2014\/05\/21\/as-criancas-sabe-o-que-a-biblia-diz-sobre-elas\/\"><span style=\"color: #808000;\">aqui<\/span><\/a>. <\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #808000;\"><strong>O que \u00e9 necess\u00e1rio para que um turista fa\u00e7a o bem? John Collier diria que \u00e9 necess\u00e1rio discernimento para saber quando Deus est\u00e1 falando com voc\u00ea e a disposi\u00e7\u00e3o de gastar tempo e recursos (que voc\u00ea tem, \u00e9 claro, ou n\u00e3o estaria viajando)!<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #808000;\"><strong>Aconteceu<\/strong><\/span> n\u00e3o h\u00e1 muito tempo, num pa\u00eds n\u00e3o muito distante do Brasil, neste tempo em que os grandes e poderosos est\u00e3o sempre tentando ganhar vantagem sobre os pobres e mais fracos, que uma m\u00e3e resolveu colocar sua filha para trabalhar para ajudar a fam\u00edlia. A garota tinha de vender bombons na pra\u00e7a de uma cidade chamada Arequipa no Peru. O nome desta menina era Sofia que quer dizer \u201csabedoria\u201d.<\/p>\n<p>Sofia passava muitas noites trabalhando na pra\u00e7a. Por l\u00e1 passavam muitas pessoas importantes. Dava para ver que eram importantes por causa das roupas que vestiam, do jeito que andavam apressadas, dos carros que as conduziam para l\u00e1 ou para c\u00e1. Sofia logo descobriu que ela era quase invis\u00edvel. Poderia ficar parada num banco da pra\u00e7a o dia todo e ningu\u00e9m se incomodaria em perguntar o que estava fazendo ali.<!--more--><\/p>\n<p>Para efetuar uma venda era necess\u00e1rio interromper as pessoas. E mesmo assim, era preciso saber a quem abordar porque nem todas as pessoas eram gentis com ela. Ela sabia que alguns eram na verdade pessoas muito m\u00e1s que n\u00e3o exitariam em se aproveitar dela, se pudessem. Destes ela procurava manter dist\u00e2ncia. S\u00f3 que do novo padrasto ela n\u00e3o conseguia manter dist\u00e2ncia e ela sabia que n\u00e3o havia bondade em seu olhar.<\/p>\n<p>Um certo s\u00e1bado \u00e0 noite, Sofia se aproximou de dois homens importantes. As pessoas os chamavam de turistas. Percebeu que o menino engraxate j\u00e1 estava quase terminando de polir os sapatos deles. Falavam aquela l\u00edngua esquisita que as pessoas chamavam de ingl\u00eas. Mesmo assim, ela ofereceu seus bombons. Os homens pararam, olharam para ela e por um instante ela os encarou. Um dos homens falou com ela em espanhol. Ele perguntava, ela respondia, ele falava com o outro homem em ingl\u00eas. E assim foi: Qual \u00e9 o seu nome? Onde voc\u00ea mora? Por que voc\u00ea est\u00e1 trabalhando na pra\u00e7a? Voc\u00ea est\u00e1\u00a0 sozinha, onde est\u00e1 sua m\u00e3e? Voc\u00ea estuda? Quantos irm\u00e3os voc\u00ea tem?<\/p>\n<p>Sofia sabia que os homens estavam preocupados com ela porque n\u00e3o \u00e9 bom que uma menina esteja s\u00f3 numa pra\u00e7a e muito menos que fique falando com pessoas estranhas. Enquanto Sofia esperava o primeiro turista traduzir para o segundo ela pensava. \u201cPor que estou conversando com estes homens? Acho que \u00e9 porque os olhos deles s\u00e3o bons. Eles n\u00e3o querem me fazer mal.\u201d Sentiu vontade de contar para eles que estar ali n\u00e3o era plano seu, que existia uma outra alternativa bem melhor. \u201cDevo ou n\u00e3o devo contar?\u201d \u00a0O problema \u00e9 que se ficasse conversando venderia menos bombons e corria o risco de fazer o seu padrasto ficar mais bravo ainda.<\/p>\n<p>Mas, Sofia n\u00e3o se conteve e perguntou \u201cPor que voc\u00eas n\u00e3o apadrinham uma crian\u00e7a pobre?\u201d Primeiro o turista que falava espanhol e depois o outro fizeram cara de espanto! Sofia resolveu se explicar melhor. Antes ela morava no lar Nueva Esperanza porque sua m\u00e3e n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es de cri\u00e1-la. \u00a0Sofia gostava muito daquele lugar porque l\u00e1 ela se sentia segura e sentia a presen\u00e7a de Deus nas pessoas. Ela n\u00e3o podia mais morar no lar Nueva Esperanza porque sua m\u00e3e n\u00e3o deixava, mas outras crian\u00e7as poderiam e o lar precisava de ajuda. L\u00e1 era muito bom, ela contou. L\u00e1, crian\u00e7as como ela estudavam, tinham lugar para dormir, roupas, comida, e conselheiros. L\u00e1 tinha tudo.<\/p>\n<p>Os dois turistas ficaram meio que sem palavras. Compraram seus bombons, pagaram o menino engraxate e se foram. Sofia os seguiu com o olhar.<\/p>\n<p>Duas semanas mais tarde, alguns funcion\u00e1rios do lar <a href=\"http:\/\/www.peruhope.org\/\">Nueva Esperanza<\/a> foram \u00e0 casa de Sofia. Tinham ordem do juiz que obrigava sua m\u00e3e a deixar Sofia voltar para o lar Nueva Esperanza. Eles avisaram a m\u00e3e de Sofia: \u201cSe voc\u00ea continuar levando seus filhos para a pra\u00e7a para trabalhar, vai perder todos eles.\u201d Sofia ficou muito feliz com sua volta ao lar porque apesar de sentir a falta da m\u00e3e e irm\u00e3os, l\u00e1 ela n\u00e3o precisaria ter medo do padrasto! E al\u00e9m disso, ela poderia visit\u00e1-los de vez em quando. Ela s\u00f3 n\u00e3o entendeu como isto tudo tinha acontecido.<\/p>\n<p>No lar Nueva Esperanza ela ficou sabendo que os dois turistas tinham visitado a institui\u00e7\u00e3o. Os turistas tinham contado sobre o que estava acontecendo com Sofia, que ela estava sendo obrigada a trabalhar \u00e0 noite numa pra\u00e7a perigosa. \u201cEles adiaram a viagem e ficaram procurando voc\u00ea, Sofia,\u201d disseram os funcion\u00e1rios. \u201cQuando n\u00e3o conseguiram te encontrar,\u00a0 procuraram o lar Nueva Esperanza. Eles vieram aqui pedir que n\u00f3s f\u00f4ssemos buscar voc\u00ea de volta para voc\u00ea poder estudar e n\u00e3o ter que trabalhar na rua.\u201d<\/p>\n<p>N\u00e3o precisa nem dizer que foi grande a alegria dos funcion\u00e1rios do lar Nueva Esperanza\u00a0ao receberem Sofia de volta. E ela j\u00e1 chegou com dois padrinhos distintos, um que falava espanhol e o outro que s\u00f3 falava ingl\u00eas. Os dois s\u00e3o m\u00e9dicos, um mora em Portugal e o outro nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>A menina foi s\u00e1bia e generosa ao falar o que sabia mesmo correndo o risco de perder seu tempo e sofrer maus tratos do padastro. Mas ela conhecia pessoas bondosas, acreditava na bondade daqueles que temem a Deus e sabia que de alguma forma o seu Criador poderia usar suas palavras para fazer o bem. Os dois turistas foram muito aben\u00e7oados porque ouviram a menina e acreditaram nela.<\/p>\n<p>_\u00a0_ _ _ _ _ _ _ _ _ _\u00a0<strong>_ _ _ _ _ _ _ _ _ _\u00a0_ _ _ _ _ _ _ _ _ _\u00a0<\/strong>_ _ _ _ _ _ _ _ _ _\u00a0_ _ _ _ _ _ _ _ _ _\u00a0_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria escrita por Elsie B. C. Gilbert a partir de informa\u00e7\u00f5es fornecidas por John Collier<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria narrada abaixo aconteceu em 2008 com John Collier, m\u00e9dico aposentado e tamb\u00e9m um dos fundadores da Revista M\u00e3os Dadas. 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