{"id":2968,"date":"2013-11-01T08:50:22","date_gmt":"2013-11-01T11:50:22","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/?p=2968"},"modified":"2017-01-25T13:07:57","modified_gmt":"2017-01-25T16:07:57","slug":"por-que-as-maes-nao-conseguem-proteger-suas-filhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/2013\/11\/01\/por-que-as-maes-nao-conseguem-proteger-suas-filhas\/","title":{"rendered":"Por que as m\u00e3es n\u00e3o conseguem proteger suas filhas?"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_2969\" style=\"width: 544px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2013\/11\/Mulher_fornalha7.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-2968\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\" data-lightview-title=\"M\u00f4nica Bonilha\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2969\" class=\"wp-image-2969 \" title=\"M\u00f4nica Bonilha\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2013\/11\/Mulher_fornalha7.jpg\" alt=\"Mulher_fornalha7\" width=\"534\" height=\"374\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2013\/11\/Mulher_fornalha7.jpg 659w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2013\/11\/Mulher_fornalha7-300x209.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2013\/11\/Mulher_fornalha7-150x104.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 534px) 100vw, 534px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2969\" class=\"wp-caption-text\">O que ela precisa para agir com maturidade?<\/p><\/div>\n<h6><span style=\"color: #993300;\">Entrevista com Isabelle Ludovico\u00a0<\/span><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\"><strong>M\u00c3OS DADAS<\/strong><\/span>\u00a0\u2013 Por que as m\u00e3es muitas vezes n\u00e3o conseguem proteger suas filhas de um pai ou padrasto abusivo?<br \/>\n<span style=\"color: #993300;\"><strong>ISABELLE<\/strong><\/span>\u00a0\u2013 Muitas m\u00e3es foram, elas mesmas, v\u00edtimas de abuso na inf\u00e2ncia e n\u00e3o tiveram a quem recorrer. Para sobreviver, elas procuram esconder a ferida e ficam emocionalmente paralisadas diante do risco de se deparar com esse fantasma da sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">000<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\"><strong>M\u00c3OS DADAS<\/strong><\/span>\u00a0\u2013 As m\u00e3es geralmente sabem do abuso? O que \u00e9 preciso acontecer para que elas consigam identificar situa\u00e7\u00f5es de perigo?<br \/>\n<span style=\"color: #993300;\"><strong>ISABELLE<\/strong><\/span>\u00a0\u2013 Algumas m\u00e3es n\u00e3o conseguem admitir que existe abuso porque s\u00e3o emocionalmente dependentes do abusador, que \u00e9 uma pessoa sedutora e envolvente. Outras sabem, mas se sentem incapazes de lidar com a situa\u00e7\u00e3o e por isso preferem fazer de conta que nada est\u00e1 acontecendo. Outras, ainda, se v\u00eaem \u00e0 merc\u00ea do contexto em que vivem. Como exemplo, cito o caso de uma esposa de pastor que me confessou n\u00e3o ter tomado provid\u00eancia para n\u00e3o escandalizar a igreja.<\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">000<\/span><!--more--><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\"><strong>M\u00c3OS DADAS<\/strong><\/span>\u00a0\u2013 Quando elas ficam sabendo que uma filha est\u00e1 sendo v\u00edtima de abuso sexual, qual \u00e9 rea\u00e7\u00e3o mais comum?<strong><br \/>\n<span style=\"color: #993300;\">ISABELLE<\/span><\/strong>\u00a0\u2013 A rea\u00e7\u00e3o \u00e9 parecida com a de algu\u00e9m que descobre que tem uma doen\u00e7a terminal. A tend\u00eancia \u00e9 primeiro negar o que est\u00e1 acontecendo. Depois vem a raiva diante da quebra de confian\u00e7a, decep\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia emocional e sofrimento. Da\u00ed \u00e9 poss\u00edvel passar para a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><br \/>\n<span style=\"color: #333333;\">M\u00c3OS DADAS<\/span><\/strong>\u00a0\u2013 Por que tantas m\u00e3es negam a situa\u00e7\u00e3o ou tentam proteger o homem?<strong><br \/>\n<span style=\"color: #993300;\">ISABELLE<\/span><\/strong>\u00a0\u2013 A nega\u00e7\u00e3o \u00e9 um mecanismo de defesa que visa evitar a dor. \u00c9 a pol\u00edtica da avestruz, que enfia a cabe\u00e7a na areia para n\u00e3o enxergar o perigo e pensa que, com isso, est\u00e1 se protegendo. A tentativa de proteger o homem se deve \u00e0 depend\u00eancia emocional e material em rela\u00e7\u00e3o a ele, bem como ao medo das conseq\u00fc\u00eancias de um confronto.<\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">000<\/span><\/p>\n<p><strong>M\u00c3OS DADAS<\/strong>\u00a0\u2013 Que mudan\u00e7as emocionais a m\u00e3e precisa experimentar para que tome a iniciativa de proteger a filha?<br \/>\n<strong><span style=\"color: #993300;\">ISABELLE<\/span><\/strong>\u00a0\u2013 A m\u00e3e precisa ter uma certa autonomia emocional e material. Ela precisa ser capaz de andar com as pr\u00f3prias pernas. Precisa de uma boa auto-estima. Precisa ser forte para enfrentar as amea\u00e7as e conseq\u00fc\u00eancias do confronto com o abusador.<\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">000<\/span><\/p>\n<p><strong>M\u00c3OS DADAS<\/strong>\u00a0\u2013 Quais os passos que ela deve tomar para garantir uma prote\u00e7\u00e3o eficaz?<br \/>\n<span style=\"color: #993300;\"><strong>ISABELLE<\/strong><\/span>\u00a0\u2013 Ela n\u00e3o pode mais deixar a crian\u00e7a sozinha com o abusador at\u00e9 que ele tenha se tratado. Para isso, deve buscar o acompanhamento de um l\u00edder espiritual e, na medida do poss\u00edvel, de um terapeuta familiar. Geralmente isso n\u00e3o acontece porque ela n\u00e3o tem a autonomia emocional de que precisa.<br \/>\n<strong><span style=\"color: #ffffff;\">000<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><br \/>\nM\u00c3OS DADAS<\/strong>\u00a0\u2013 Que postura n\u00f3s (agentes sociais, envolvidos com a crian\u00e7a) devemos assumir para com essa m\u00e3e?<strong><br \/>\n<span style=\"color: #993300;\">ISABELLE<\/span><\/strong><span style=\"color: #993300;\">\u00a0<\/span>\u2013 Em vez de julgar e condenar, precisamos buscar entender a atitude dela e saber quais s\u00e3o seus medos e o que ela precisa para reagir com maturidade. Devemos procurar fortalec\u00ea-la, ajud\u00e1-la a considerar as op\u00e7\u00f5es e os recursos dispon\u00edveis, bem como avaliar as conseq\u00fc\u00eancias, e encoraj\u00e1-la a tomar as provid\u00eancias necess\u00e1rias para garantir n\u00e3o apenas a prote\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a que foi abusada, mas que outros abusos n\u00e3o venham a acontecer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6><span style=\"color: #993300;\">Nossa entrevistada sugere:\u00a0<\/span><\/h6>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>L\u00e1grimas Secretas<\/em>, de Dan Alleder (<a href=\"http:\/\/www.mundocristao.com.br\/\" target=\"_blank\">Editora Mundo Crist\u00e3o<\/a>), e <em>Sexo, Amor e Viol\u00eancia<\/em>, de Clo\u00e9 Madanes (<a href=\"http:\/\/www.livrariadopsicologo.com.br\/\" target=\"_blank\">Editorial Psy<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=aOF_TvoGc0Y\" target=\"_blank\"><em>Marcas do Sil\u00eancio<\/em><\/a>, filme que mostra o sil\u00eancio da m\u00e3e e a justifica\u00e7\u00e3o da filha para proteger a imagem da m\u00e3e. Este \u00e9 mais um aspecto a ser compreendido: a crian\u00e7a abusada assume a culpa pelo abuso e muitas vezes n\u00e3o busca prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">________________________________________________________________________________________________________________________________________________<\/span><br \/>\n<em>Isabelle Ludovico da Silva \u00e9 psic\u00f3loga com especializa\u00e7\u00e3o em terapia familiar sist\u00eamica.\u00a0<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Artigo publicado originalmente na\u00a0<a href=\"http:\/\/www.biblioteca.maosdadas.org\/?pg=show_artigos&amp;area=revista&amp;artigo=134&amp;sec=89&amp;num_edicao=7&amp;util=1\" target=\"_blank\">Revista M\u00e3os Dadas, Edi\u00e7\u00e3o 7, em novembro de 2003.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista com Isabelle Ludovico\u00a0 &nbsp; M\u00c3OS DADAS\u00a0\u2013 Por que as m\u00e3es muitas vezes n\u00e3o conseguem proteger suas filhas de um pai ou padrasto abusivo? ISABELLE\u00a0\u2013 Muitas m\u00e3es foram, elas mesmas, v\u00edtimas de abuso na inf\u00e2ncia e n\u00e3o tiveram a quem recorrer. 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