{"id":2585,"date":"2013-08-09T09:41:05","date_gmt":"2013-08-09T12:41:05","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/?p=2585"},"modified":"2017-01-26T14:58:13","modified_gmt":"2017-01-26T17:58:13","slug":"criancas-sem-certidao-de-nascimento-tem-nome","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/2013\/08\/09\/criancas-sem-certidao-de-nascimento-tem-nome\/","title":{"rendered":"Crian\u00e7as sem certid\u00e3o de nascimento t\u00eam nome!"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_2594\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.hakani.org\/pt\/\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2594\" class=\"size-medium wp-image-2594 \" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2013\/08\/Hakani-300x192.jpeg\" alt=\"Hakani\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2013\/08\/Hakani-300x192.jpeg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2013\/08\/Hakani-150x96.jpeg 150w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2013\/08\/Hakani.jpeg 445w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2594\" class=\"wp-caption-text\">Um ter\u00e7o dos beb\u00eas ind\u00edgenas est\u00e3o sem registro civil<\/p><\/div>\n<p>Veja hist\u00f3ria publicada no site do\u00a0<a title=\"Site Unicef\" href=\"http:\/\/www.unicef.org\/brazil\/pt\/index.html\" target=\"_blank\">UNICEF<\/a> sobre o sub-registro e sobre o combate a viola\u00e7\u00e3o de um direito t\u00e3o b\u00e1sico para todo brasileiro: o direito a ter um nome!<\/p>\n<blockquote><p>No Brasil, toda crian\u00e7a tem direito ao registro civil de nascimento. No entanto, mesmo com os avan\u00e7os registrados no pa\u00eds, ainda existem 600 mil crian\u00e7as de at\u00e9 10 anos n\u00e3o registradas, de acordo com o \u00faltimo Censo realizado em 2010. Grande parte dessas crian\u00e7as \u00e9 ind\u00edgena. Cerca de 32% da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena com at\u00e9 10 anos de idade n\u00e3o possui registro, enquanto que a m\u00e9dia nacional \u00e9 \u00a02%.<\/p>\n<p>Invis\u00edveis aos olhos do Estado, esses meninos e meninas sofrem com a viola\u00e7\u00e3o desse e de outros direitos. N\u00e3o podem, por exemplo, completar os estudos, enfrentam dificuldades para ter acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade ou aos benef\u00edcios de programas sociais do governo. Por n\u00e3o terem uma prova legal do nome e da idade, as crian\u00e7as sem registro s\u00e3o mais expostas ao trabalho infantil, \u00e0 explora\u00e7\u00e3o sexual e ao tr\u00e1fico de pessoas. Tamb\u00e9m correm risco de serem julgados como adultos se entrarem em conflito com a lei. No futuro, n\u00e3o poder\u00e3o exercer seu direito a votar ou casar.\u00a0<!--more--><\/p>\n<p>J\u00fanior Francisco Ramos seria mais uma dessas crian\u00e7as invis\u00edveis se n\u00e3o fosse uma das iniciativas do UNICEF, a Semana do Beb\u00ea Ind\u00edgena.\u00a0 O menino de origem Ticuna nasceu no dia 6 de junho de 2013 e havia sido indicado para representar as crian\u00e7as de sua comunidade, Umaria\u00e7u II, localizada no munic\u00edpio de Tabatinga, a 1.100 quil\u00f4metros de Manaus (AM). Mas n\u00e3o p\u00f4de receber o t\u00edtulo de Beb\u00ea Cacique, s\u00edmbolo da garantia dos direitos de crian\u00e7as na primeira inf\u00e2ncia, porque n\u00e3o tinha o registro de nascimento.<\/p>\n<p>Veja as a\u00e7\u00f5es da UNICEF e desfecho desta hist\u00f3ria <a title=\"Crian\u00e7as invis\u00edveis, direitos violados\" href=\"http:\/\/www.unicef.org\/brazil\/pt\/media_25734.htm\" target=\"_blank\">aqui<\/a>.<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A certid\u00e3o de nascimento \u00e9 um direito t\u00e3o b\u00e1sico e aparentemente t\u00e3o f\u00e1cil de ser garantido para a maioria de n\u00f3s, que ficamos com uma pergunta que precisa ser respondida. Por que para 600.000 brasileirinhos este direito \u00e9 negado?\u00a0De acordo com a <a href=\"http:\/\/cgj.tjrj.jus.br\/projetos-especiais\/sub-registro-civil\" target=\"_blank\">Corregedoria Geral da Justi\u00e7a do Estado do Rio de Janeiro<\/a>, o sub-registro acontece por v\u00e1rias raz\u00f5es, todas elas relacionadas ao problema maior da desigualdade s\u00f3cio-econ\u00f4mica do pa\u00eds:<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"font-size: 13px;\">Dist\u00e2ncias dos cart\u00f3rios;<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 13px;\">Custos de deslocamento;<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 13px;\">Desconhecimento da import\u00e2ncia do registro;<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 13px;\">Aus\u00eancia de cart\u00f3rios em alguns munic\u00edpios;<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 13px;\">Dificuldades de implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de fundos compensat\u00f3rios para os atos gratuitos do registro civil;<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 13px;\">M\u00e3es que adiam o registro de filhos que n\u00e3o t\u00eam o reconhecimento inicial ou espont\u00e2neo da paternidade;<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 13px;\">Dificuldade de comprova\u00e7\u00e3o por parte dos pais que tamb\u00e9m perderam ou nunca foram documentados, algo que afeta principalmente aqueles que vivem em entidades de abrigo, a popula\u00e7\u00e3o de rua, as pessoas com transtorno mental, al\u00e9m da popula\u00e7\u00e3o migrat\u00f3ria que chega \u00e0 regi\u00e3o de destino sem documenta\u00e7\u00e3o e n\u00e3o consegue registrar os filhos.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>a hist\u00f3ria de\u00a0S\u00f4nia Maria Francelino da Silva\u00a0(publicada na Edi\u00e7\u00e3o 26 da Revista M\u00e3os Dadas) \u00a0revela mais uma causa n\u00e3o listada acima: o descaso e o mal trato dos cart\u00f3rios da comarca de Recife. Uma fam\u00edlia inteira, atingindo at\u00e9 a terceira gera\u00e7\u00e3o, ficou sem registro por conta de um inc\u00eandio no cart\u00f3rio local. <a title=\"Certid\u00e3o de nascimento queimada\" href=\"http:\/\/biblioteca.maosdadas.org\/?pg=show_artigos&amp;area=revista&amp;util=1&amp;artigo=429&amp;sec=246&amp;num_edicao=26&amp;palavra=Sonia\" target=\"_blank\">Confira a hist\u00f3ria aqui<\/a><\/p>\n<p>Qualquer que seja a raz\u00e3o pela qual uma crian\u00e7a se encontre privada de seu registro de nascimento, \u00e9 fato que a aus\u00eancia deste documento a colocar\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o ainda mais vulner\u00e1vel diante de outros direitos como alimenta\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o, habita\u00e7\u00e3o, direito de ir e vir, etc. N\u00f3s da Rede M\u00e3os Dadas acreditamos que em primeiro lugar, <strong>\u00e9 poss\u00edvel erradicar este problema<\/strong>\u00a0no Brasil, e que em segundo, <strong>vamos precisar da boa vontade de todos<\/strong>, especialmente das pessoas, igrejas e organiza\u00e7\u00f5es localizadas na Regi\u00e3o Norte do Brasil onde se concentram a maioria das crian\u00e7as sem registro no pa\u00eds. Se voc\u00ea trabalha em miss\u00e3o na Regi\u00e3o Norte ou junto a algum grupo \u00e9tnico cujo problema do sub-registro \u00e9 uma realidade, aproprie-se da <a title=\"Site Semana do Beb\u00ea\" href=\"www.semanadobebe.org.br\" target=\"_blank\">Campanha Semana do Beb\u00ea do UNICEF<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Veja hist\u00f3ria publicada no site do\u00a0UNICEF sobre o sub-registro e sobre o combate a viola\u00e7\u00e3o de um direito t\u00e3o b\u00e1sico para todo brasileiro: o direito a ter um nome! No Brasil, toda crian\u00e7a tem direito ao registro civil de nascimento. 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