{"id":1971,"date":"2013-05-15T12:43:23","date_gmt":"2013-05-15T15:43:23","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/?p=1971"},"modified":"2021-03-05T10:30:42","modified_gmt":"2021-03-05T13:30:42","slug":"1971","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/2013\/05\/15\/1971\/","title":{"rendered":"Falem jovens sobre sua atua\u00e7\u00e3o em trabalho comunit\u00e1rio no Baixo Amazonas"},"content":{"rendered":"<p><code><object width=\"288\" height=\"192\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"https:\/\/picasaweb.google.com\/s\/c\/bin\/slideshow.swf\" \/><param name=\"flashvars\" value=\"host=picasaweb.google.com&amp;hl=en_US&amp;feat=flashalbum&amp;RGB=0x000000&amp;feed=https%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2F111700021162190097257%2Falbumid%2F5878225553144720113%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26hl%3Den_US\" \/><param name=\"pluginspage\" value=\"http:\/\/www.macromedia.com\/go\/getflashplayer\" \/><embed width=\"288\" height=\"192\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" src=\"https:\/\/picasaweb.google.com\/s\/c\/bin\/slideshow.swf\" flashvars=\"host=picasaweb.google.com&amp;hl=en_US&amp;feat=flashalbum&amp;RGB=0x000000&amp;feed=https%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2F111700021162190097257%2Falbumid%2F5878225553144720113%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26hl%3Den_US\" pluginspage=\"http:\/\/www.macromedia.com\/go\/getflashplayer\" \/><\/object><\/code><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por meio de uma parceria entre Rede M\u00e3os Dadas e Asas de Socorro, Talitha, Thiago, Luciana e Tiago puderam participar de trabalho comunit\u00e1rio no Rio Mamuru, Baixo Amazonas. Veja o que cada um trouxe como aprendizado para a vida. Asas de Socorro realiza cl\u00ednicas com atendimento m\u00e9dico e dent\u00e1rios h\u00e1 mais de 20 anos para comunidades ribeirinhas isoladas. \u00a0Durante as cl\u00ednicas s\u00e3o realizadas <a title=\"Veja mat\u00e9ria no site de Asas de Socorro\" href=\"http:\/\/asasdesocorro.org.br\/2012\/pt\/informa%C3%A7%C3%A3o.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">oficinas de preven\u00e7\u00e3o ao abuso e explora\u00e7\u00e3o sexual<\/a> de crian\u00e7as e adolescentes que conta com a participa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adultos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><span style=\"color: #808000;\">Talitha Kumi Silva<\/span><\/h4>\n<p>Quando viajei para o Amazonas, estava feliz por conhecer um lugar diferente, mas sem expectativas, pois n\u00e3o sabia nem o que iria fazer l\u00e1, foi tudo uma surpresa.<\/p>\n<p>Cheguei ao avi\u00e3o de Manaus para Parintins senti que ali come\u00e7ava a minha aventura, pois nunca tinha andado em um avi\u00e3ozinho t\u00e3o pequenininho e que balan\u00e7ava tanto. Mas foi chegando em Parintins que descobri que ali teria uma experi\u00eancia \u00fanica, come\u00e7ando pelo fato que dormiria em uma rede dentro de um barco.<\/p>\n<p>Ficar com as crian\u00e7as durante o dia era \u00f3timo, mas as melhores partes da viagem eram quando acabava nosso trabalho, pois fic\u00e1vamos apenas brincando com as crian\u00e7as, jog\u00e1vamos rouba bandeira, rod\u00e1vamos pi\u00e3o, nad\u00e1vamos no rio. Era muito bom passar aquele momento com elas, pois sent\u00edamos o carinho e felicidade delas para conosco, apenas por passarmos aquele tempo com elas.<\/p>\n<p>No ultimo dia da viagem fiquei doente, s\u00f3 sai do barco a noite para me despedir das crian\u00e7as, Fiquei realmente chateada por n\u00e3o aproveitar meu ultimo dia da viagem. Mas ao mesmo tempo estava feliz, ao ver que as crian\u00e7as sentiram minha falta, e perguntavam o porque eu n\u00e3o fui v\u00ea-las durante o dia. Esses dias foram inesquec\u00edveis, eu amei estar aqui e foi a melhor experi\u00eancia da minha vida, nunca imaginei o quanto era bom me doar ao pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>O que mais me marcou ao ver as pessoas que moravam naquela comunidade, foi como eles viviam uma vida simples, dormindo em redes, sem luxos, mas n\u00f3s v\u00edamos em seus rostos o quanto eram felizes.<\/p>\n<p>Ir para o Amazonas me proporcionou conhecer uma realidade que eu nem sabia que existia, totalmente diferente at\u00e9 dos menos favorecidos que vemos na nossa regi\u00e3o. O mais marcante \u00e9 saber que h\u00e1 pessoas que se importam e usam seus dons para ajudar essas pessoas \u201cesquecidas\u201d pela sociedade. Esses dias em Parintins me deu a convic\u00e7\u00e3o do quanto esse mundo \u00e9 desigual e o m\u00ednimo que devermos fazer \u00e9 tentar ajudar quem mais precisa, e n\u00e3o deixar que essa viagem seja apenas uma lembran\u00e7a mas sim uma experi\u00eancia que transformou minha vida, \u201cN\u00e3o vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e julgar, para que possais distinguir o que \u00e9 da vontade de Deus, a saber, o que \u00e9 bom, o que lhe agrada, o que \u00e9 perfeito.\u201d (Rm 12,2).<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4><span style=\"color: #808000;\">Thiago Pereira\u00a0Maia<\/span><\/h4>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil escolher um \u00fanico momento marcante nessa viagem, que foi uma experi\u00eancia incr\u00edvel em seu todo. Mas acho que um momento que sintetiza toda a experi\u00eancia aconteceu num dos \u00faltimos dias. Ap\u00f3s trabalhar com as crian\u00e7as da comunidade de Santo Ant\u00f4nio do Cracaj\u00e1 durante a manh\u00e3 e a tarde, brincando, ensinando, cantando e conversando com elas, eu e outros jovens do projeto resolvemos nadar no rio pr\u00f3ximo aos barcos onde est\u00e1vamos hospedados. O rio era bem raso pr\u00f3ximo a margem, e a \u00e1rea que n\u00f3s escolhemos dava de frente para uma pra\u00e7a da cidade onde as crian\u00e7as pareciam passar grande parte do tempo brincando. Muitas das crian\u00e7as com quem trabalhamos mais cedo estavam nessa pra\u00e7a, e se aproximaram de n\u00f3s. N\u00e3o passou mais de cinco minutos antes do rio estar cheio de pequenas crian\u00e7as nadando e brincando na \u00e1gua. A maior parte das crian\u00e7as da comunidade sabiam nadar desde os 3 ou 4 anos, e agora j\u00e1 se davam melhor na \u00e1gua que n\u00f3s do barco, bem mais velhos. Elas se juntavam em volta de n\u00f3s, querendo falar, mostrar o que sabiam fazer na \u00e1gua, ensinar brincadeiras, e fazer muitas e muitas perguntas. Esse momento de divers\u00e3o com as crian\u00e7as me marcou, por me mostrar duas coisas. Primeiro, ao ver o quanto aquelas crian\u00e7as se divertiam, longe de todas as coisas que n\u00f3s consideramos progresso: comida industrializada, celulares, internet, at\u00e9 mesmo carros, eu percebi o quanto n\u00f3s supervalorizamos o que temos, o quanto tudo isso n\u00e3o faz falta, e o quanto se pode ser feliz sem nada disso. E segundo, ao ver as crian\u00e7as atr\u00e1s de n\u00f3s o tempo todo, buscando nossa aten\u00e7\u00e3o e carinho, querendo aprender conosco e nos imitando, eu percebi a import\u00e2ncia do cuidado e do amor para essas crian\u00e7as. Inicialmente eu pensara que o que faz\u00edamos por essas crian\u00e7as n\u00e3o significava nada, mas o jeito com que elas iam atr\u00e1s de n\u00f3s e queriam brincar conosco, nos abra\u00e7avam e ficavam felizes por estarmos l\u00e1 me fez ver que esse amor simples e despretensioso era importante para elas. E tamb\u00e9m foi muito importante para n\u00f3s ver seu inocente amor por n\u00f3s. Ent\u00e3o, acho que o que mais aprendi com toda a viagem, na miss\u00e3o de asas de socorro foi: \u201cValorize as pequenas coisas\u201d, n\u00e3o os luxos, o dinheiro, a tecnologia, mas a amizade, a natureza, e as brincadeiras de crian\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><span style=\"color: #808000;\">Luciana Marina Arruda<\/span><\/h4>\n<p>Quando soube da possibilidade da viagem fiquei euf\u00f3rica. Experi\u00eancia \u00fanica e de fato foi, mas n\u00e3o pelo motivos que eu imaginava. H\u00e1 uma semana da viagem descobri como seria realmente, fiquei despontada: uma semana sem celular, computador, televis\u00e3o e outras regalias. No entanto, n\u00e3o dava mais para desistir. Ap\u00f3s dois dias de viagem chegou a hora de iniciar os melhores sete dias da minha vida. Nos quais as expectativas at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o eram t\u00e3o boas assim.<br \/>\nNo primeiro dia fiquei meio receosa, desconfiada. Mas assim que come\u00e7ou os trabalhos eu vi que as coisas que eu achei que iria sentir saudade n\u00e3o me fizeram a menor falta. As \u00fanicas vezes que eu lembrei delas foi pra dizer pra mim mesma o quanto eu estava equivocada. O meu dia estava preenchido de coisas boas e \u00fateis e pessoas apaixonantes.<br \/>\nNa metade da semana antes de sa\u00edmos da primeira comunidade, houve a despedida que por si s\u00f3 j\u00e1 foi emocionante com a homenagem que os moradores fizeram para n\u00f3s. No entanto, devido a minha personalidade me mantive distante, preferi apenas observar e foi a\u00ed que me surpreendi. Veio at\u00e9 mim uma mulher que me deu um abra\u00e7o e me agradeceu por ter estado ali, \u00a0me senti aben\u00e7oada e uma imensa vontade de ficar e fazer mais. \u00a0Percebi que tudo que no come\u00e7o eu acreditei que faria a viagem perfeita era surpreendentemente insignificante. Eu n\u00e3o estava a passeio e ainda bem que n\u00e3o. Agradeci e ainda agrade\u00e7o a Deus pela oportunidade.<br \/>\nAgora de volta a rotina, n\u00e3o s\u00f3 eu, mas as demais pessoas que estiveram l\u00e1 t\u00eam um grande desafio: como n\u00e3o perder essa vontade de fazer mais? Como transportar toda o aprendizado para a nossa realidade? Tudo o que vivemos l\u00e1 n\u00e3o pode e n\u00e3o ser\u00e1 em v\u00e3o. O gesto daquela mulher me fez crer: \u201cesse \u00e9 o caminho certo\u201d. E eu n\u00e3o quero desviar-me dele.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><span style=\"color: #808000;\">Tiago Sacramento<\/span><\/h4>\n<p>T\u00e3o marcante quanto um primeiro emprego completamente inesperado \u00e9 uma viagem surpreendente a come\u00e7ar pelo endere\u00e7o ao qual se dirige. N\u00e3o imaginei que iria para o estado do Amazonas &#8220;t\u00e3o cedo&#8221; e n\u00e3o contava com t\u00e3o incr\u00edveis momentos, pessoas, experi\u00eancias e uma destas especialmente marcante, e c\u00f4mica, foi uma das vezes que perdi meus \u00f3culos (acredite, teve mais de uma!). Era noite, e aproveitando o tempo livre, est\u00e1vamos conversando eu, Thiago, Luciana e Patr\u00edcia, que conhecemos em Parintins, e decidimos ir para o barco ao lado do nosso. Mas entre os barcos, por um esbarr\u00e3o do Thiago, meus \u00f3culos caem na \u00e1gua e no desespero me lan\u00e7o no rio. Como est\u00e1vamos atracados, a \u00e1gua n\u00e3o era t\u00e3o funda quanto se imagina, mas meus \u00f3culos estavam submersos da mesma forma, o que me deixava louco, ent\u00e3o procurei, mergulhei e pedindo a Deus miseric\u00f3rdia at\u00e9 usei uma lanterna achando que ajudaria, enquanto os meninos morriam de rir da situa\u00e7\u00e3o. Por gra\u00e7a divina por fim reencontrei meus \u00f3culos, mas pra mim o mais interessante n\u00e3o foi o acontecimento, mas como isso contribuiu pra minha comunh\u00e3o com Deus, como Ele me mostrou mais uma vez que posso sempre confiar e descansar n&#8217;Ele.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; Por meio de uma parceria entre Rede M\u00e3os Dadas e Asas de Socorro, Talitha, Thiago, Luciana e Tiago puderam participar de trabalho comunit\u00e1rio no Rio Mamuru, Baixo Amazonas. Veja o que cada um trouxe como aprendizado para a vida. 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