{"id":1210,"date":"2013-02-26T11:54:10","date_gmt":"2013-02-26T14:54:10","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/?p=1210"},"modified":"2017-01-25T13:13:52","modified_gmt":"2017-01-25T16:13:52","slug":"fale-teologo-as-pracas-das-cidades-como-espacos-de-bons-tratos-da-infancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/2013\/02\/26\/fale-teologo-as-pracas-das-cidades-como-espacos-de-bons-tratos-da-infancia\/","title":{"rendered":"Fale te\u00f3logo: as pra\u00e7as das cidades como espa\u00e7os de bons tratos da inf\u00e2ncia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2013\/02\/2013.02.26_MD_Blog_Pra\u00e7a_Bons_Tratas-0328.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-1242\" title=\"Foto James Gilbert\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2013\/02\/2013.02.26_MD_Blog_Pra\u00e7a_Bons_Tratas-0328-300x300.jpg\" alt=\"D\" width=\"270\" height=\"270\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2013\/02\/2013.02.26_MD_Blog_Pra\u00e7a_Bons_Tratas-0328-300x300.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2013\/02\/2013.02.26_MD_Blog_Pra\u00e7a_Bons_Tratas-0328-150x150.jpg 150w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2013\/02\/2013.02.26_MD_Blog_Pra\u00e7a_Bons_Tratas-0328-64x64.jpg 64w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2013\/02\/2013.02.26_MD_Blog_Pra\u00e7a_Bons_Tratas-0328.jpg 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 270px) 100vw, 270px\" \/><\/a>Transcrevemos aqui o final da reflex\u00e3o de Jorge Henrique Barro sobre crian\u00e7a e urbanidade contido no livro <em>Para Falar de Crian\u00e7a<\/em>. \u00c9 leitura obrigat\u00f3ria para aqueles que lamentam o fim dos espa\u00e7os livres percorridos pelas crian\u00e7as de ontem, vedados e perigosos \u00e0s crian\u00e7as de hoje. Aprecie:<\/p>\n<blockquote><p>Vimos como as pra\u00e7as surgiram e se devolveram, passando a ter diferentes significados de acordo com as \u00e9pocas. \u00c9 certo que as gera\u00e7\u00f5es mais antigas lembram-se das pra\u00e7as com nostalgia. Mas tamb\u00e9m \u00e9 certo que a gera\u00e7\u00e3o atual mal a conhece pessoalmente. A vida urbana vai nos conduzindo para o sectarismo e individualismo. O futuro de nossas pra\u00e7as ser\u00e1 para os animais fazerem suas necessidades, com donos que nem se prestam pelo menos a levar um saco pl\u00e1stico para retir\u00e1-los? Ser\u00e1 um espa\u00e7o paisag\u00edstico, verde, de passagem, mas sem vida humana? Ser\u00e1 um espa\u00e7o transformado em feiras regionais?<\/p>\n<p>Minha posi\u00e7\u00e3o foi clara: que a pra\u00e7a seja um espa\u00e7o <i>ordenado <\/i>e <i>controlado<\/i>, mas aberto a todos por ser p\u00fablica. Isso n\u00e3o significa que as pessoas podem fazer com a pra\u00e7a o que bem entendem por ter esse car\u00e1ter p\u00fablico. Para a constru\u00e7\u00e3o e desenvolvimento desse espa\u00e7o ordenado e controlado \u00e9 de vital import\u00e2ncia se pensar e agir em parceria, com o poder p\u00fablico, as associa\u00e7\u00f5es, federa\u00e7\u00f5es e confedera\u00e7\u00f5es de moradores do bairro, al\u00e9m das institui\u00e7\u00f5es, funda\u00e7\u00f5es e empresas. Juntos somos mais; juntos podemos mais. Se as pra\u00e7as n\u00e3o forem revitalizadas e re-conceitualizadas, restar\u00e3o os <i>espa\u00e7os institucionais constru\u00eddos por adultos<\/i> privados e pagos, sendo mais uma vez uma forma excludente de conviv\u00eancia social.<\/p>\n<p>O cantor cantou:<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00a0\u201cHouve um dia aqui uma pra\u00e7a<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\">Onde tantas crian\u00e7as cantavam<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\">Houve um dia aqui uma pra\u00e7a<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\">Onde os velhos sorriam lembran\u00e7as<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\">Houve um dia aqui uma pra\u00e7a<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\">Onde os jovens em bando se amavam<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\">E os homens brincavam trabalho<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\">Um trabalho sem desesperan\u00e7a<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\">Digo, meu filho, que esse jardim<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\">Era vi\u00e7o da vida vingando<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\">Digo, meu filho, que esse jardim<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\">Era o brilho dos olhos despertos<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\">Digo, meu filho, que esse jardim<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\">Era o branco dos dentes brilhando<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\">E a festa da vida seguia<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\">Pelo franco dos gestos libertos<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\">Digo fresca mem\u00f3ria que aqui n\u00e3o havia<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\">Do medo este cheiro<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\">Digo de fresca mem\u00f3ria que aqui n\u00e3o havia<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\">De est\u00e1tuas canteiros<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\">Houve um dia aqui uma pra\u00e7a,<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\">Uma rua, uma esquina, um pa\u00eds<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\">Houve crian\u00e7as e jovens e homens<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\">e velhos, um povo feliz\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">(<i>Mem\u00f3ria, <\/i>Gonzaguinha)<\/p>\n<p>O profeta profetizou:<\/p>\n<p>Assim diz o Senhor dos Ex\u00e9rcitos: <i>Ainda nas pra\u00e7as <\/i>de Jerusal\u00e9m sentar-se-\u00e3o velhos e velhas, levando cada um na m\u00e3o o seu arrimo, por causa da sua muita idade. <i>As pra\u00e7as da cidade se encher\u00e3o <\/i>de meninos e meninas, que nelas brincar\u00e3o (Zc 8.4-5, grifo nosso).<\/p>\n<p>E aqui estamos n\u00f3s no tempo e nos espa\u00e7o: entre o \u201chouve um dia aqui uma pra\u00e7a\u201d e o \u201cainda nas pra\u00e7as\/as pra\u00e7as da cidade se encher\u00e3o\u201d. No passado, a saudosa mem\u00f3ria. No futuro, a esperan\u00e7a. E no presente, <i>as pra\u00e7as das cidades como espa\u00e7os de bons tratos da inf\u00e2ncia?<\/i> Respondo como o cantor:<\/p>\n<p align=\"center\">Depende de n\u00f3s<\/p>\n<p align=\"center\">Quem j\u00e1 foi ou ainda \u00e9 crian\u00e7a<\/p>\n<p align=\"center\">Que acredita ou tem esperan\u00e7a<\/p>\n<p align=\"center\">Quem faz tudo pra um mundo melhor<\/p>\n<p align=\"center\">Depende de n\u00f3s<\/p>\n<p align=\"center\">Que o circo esteja armado<\/p>\n<p align=\"center\">Que o palha\u00e7o esteja engra\u00e7ado<\/p>\n<p align=\"center\">Que o riso esteja no ar<\/p>\n<p align=\"center\">Sem que a gente precise sonhar<\/p>\n<p align=\"center\">Que os ventos cantem nos galhos<\/p>\n<p align=\"center\">Que as folhas bebam orvalhos<\/p>\n<p align=\"center\">Que o sol descortine mais as manh\u00e3s<\/p>\n<p align=\"center\">Depende de n\u00f3s<\/p>\n<p align=\"center\">Se esse mundo ainda tem jeito<\/p>\n<p align=\"center\">Apesar do que o homem tem feito<\/p>\n<p align=\"center\">Se a vida sobreviver\u00e1<\/p>\n<p align=\"center\">Depende de n\u00f3s<\/p>\n<p align=\"center\">(<i>Depende de n\u00f3s<\/i>, Ivan Lins)<\/p>\n<p>Depende de n\u00f3s se queremos que as pra\u00e7as das nossas cidades sejam espa\u00e7os de bons tratos da inf\u00e2ncia!<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1211 alignleft\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2013\/02\/Para-falar-de-Infancia_333x500-199x300.jpg\" alt=\"Para falar de Infancia_333x500\" width=\"119\" height=\"180\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2013\/02\/Para-falar-de-Infancia_333x500-199x300.jpg 199w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2013\/02\/Para-falar-de-Infancia_333x500-99x150.jpg 99w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/maosdadas\/files\/2013\/02\/Para-falar-de-Infancia_333x500.jpg 333w\" sizes=\"auto, (max-width: 119px) 100vw, 119px\" \/><\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-align: justify;\">O texto acima foi retirado de um dos cap\u00edtulos<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">do livro <em>Para Falar de Crian\u00e7a<\/em>\u00a0publicado pela Editora Di\u00e1logos.<em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para saber mais detalhes ou adquir\u00ed-lo <a title=\"Para Falar de Crian\u00e7a\" href=\"http:\/\/www.novosdialogos.com\/produtos.asp?id=23\" target=\"_blank\">clique aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Transcrevemos aqui o final da reflex\u00e3o de Jorge Henrique Barro sobre crian\u00e7a e urbanidade contido no livro Para Falar de Crian\u00e7a. \u00c9 leitura obrigat\u00f3ria para aqueles que lamentam o fim dos espa\u00e7os livres percorridos pelas crian\u00e7as de ontem, vedados e perigosos \u00e0s crian\u00e7as de hoje. 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