Com mais de 17 anos de experiência, Andrea Espirito Santo e Terezinha Candieiro dão início a uma nova organização que visa garantir a salvaguarda, prevenir violências contra as crianças e mitigar os riscos de danos dentro das organizações através de soluções customizadas para cada público.

A organização Salvaguarda Infantil chega como uma nova iniciativa qualificada, lançada para fortalecer a segurança e proteção de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis nos espaços institucionais. Isso ocorreu após larga experiência e parceria das duas colegas, quase duas décadas de trabalho missionário voltado para proteção infantil, Andrea Espirito Santo e Terezinha Candieiro agora trabalham juntas. Nomeada de Salvaguarda Infantil, a iniciativa tem como objetivo fornecer serviços de assessoria, consultoria, capacitação e desenvolvimento de políticas internas na área de salvaguarda infantil. Embora as fundadoras tenham forte atuação e reconhecimento no meio cristão, a iniciativa é voltada para qualquer tipo de organização, pública ou privada, que necessite estruturar suas medidas de proteção e segurança contra abusos. Sejam elas: igrejas, projetos sociais, empresas, prefeituras, escolas, entre outros. 

 

“Nós vimos que há uma necessidade de fortalecimento, de oferecer esses serviços para que as organizações se mantenham seguras para a proteção das crianças e isso então impacta a sociedade a nível dos seus relacionamentos e da construção da sua cidadania…” 

Terezinha, sobre o impacto social do projeto.

 

O que é o conceito de Salvaguarda?

É o conjunto de medidas e esforços que uma organização adota para garantir que crianças e adolescentes estejam protegidos de qualquer forma de abuso dentro das suas dependências. 

O foco principal é a proteção de pessoas na faixa etária de 0 a 18 anos incompletos (segundo o padrão internacional de definição de criança).

 

Salvaguarda vs. Proteção: 

A salvaguarda ocorre no nível institucional, enquanto a proteção é a ação direta (na ponta, realizada por educadores, pais ou professores) para proteger quem já está em risco.

 

Como é o trabalho na prática?

A atuação da Salvaguarda Infantil é customizada de acordo com a realidade, o tamanho e o orçamento de cada instituição. O acompanhamento pode acontecer de forma presencial, online ou híbrida. O processo é dividido em etapas:

  • Diagnóstico Inicial: É realizada uma análise detalhada da estrutura da organização. São avaliados fatores como o número de crianças e adultos atendidos, fluxo de voluntários e funcionários, horários de funcionamento, características físicas dos espaços (como salas de aula e vestiários) e as políticas de comunicação e uso de imagem.
  • Proposta Customizada: Com base no diagnóstico, a consultoria propõe um plano de ação para ser executado.
  • Serviços Oferecidos: Elaboração ou revisão de políticas de salvaguarda e códigos de conduta, treinamentos para equipes, e estabelecimento de meios para lidar com suspeitas ou denúncias.
  • Implementação: A consolidação de uma cultura de salvaguarda é um processo contínuo que costuma levar de meses a anos para ser plenamente implementado na rotina da instituição e a Salvaguarda Infantil pode acompanhar em todo o período. 

 

Quem são as responsáveis?

A criação da Salvaguarda Infantil é a consolidação de uma longa parceria entre as fundadoras.  Ambas possuem uma extensa trajetória na área de proteção à infância, iniciada a partir do contato com a Rede Mãos Dadas e estudos sobre Teologia da Criança. 

 

Andrea Espiríto Santo: Atua há 17 anos no setor. Foi líder de assessoria de salvaguarda para o Brasil na organização global Keeping Children Safe (Inglaterra), fundou a plataforma Espaço de Proteção, coordena voluntariamente o departamento de salvaguarda da Associação de Missões Transculturais do Brasil (AMTB) e foi responsável por implementar do zero o setor de salvaguarda na Mocidade para Cristo (MPC) do Brasil.

 

 

Terezinhas Candieiro: Atua na área há quase 20 anos, tendo iniciado sua trajetória em 2007. É missionária na Junta de Missões Mundiais, onde liderou a implementação de salvaguarda no Programa de Educação Pré-Escolar (PEPE) Internacional, presente em diversos países. Trabalhou na metodologia igreja Segura (Visão Mundial), colaborou com as redes Rede Evangélica Nacional de Ação Social (Renas) e Mãos Dadas, e é autora de cartilhas, revistas e artigos acadêmicos sobre proteção infantil.

 

“E naquela época, há quase 20 anos, eu falava com Deus: ‘Senhor, eu sinto que é uma loucura querer falar sobre proteção contra abusos. Ninguém quer ouvir, será que alguém vai ouvir?’ E a gente tá aqui, 16 anos depois, as vezes ainda me pergunto: ‘será que é uma loucura? Alguém quer proteger as crianças?’. O que posso dizer é que não é loucura, é perceber uma necessidade, responder a um chamado, ouvir a voz de Deus, confiar nele e seguir…” 

Andrea, relembrando sua caminhada.

 

Lançamento Oficial

A Salvaguarda Infantil fará uma capacitação online gratuita no dia 23/11, pela plataforma Zoom. Mais informações e detalhes sobre a iniciativa podem ser acompanhados no perfil oficial da organização no Instagram (@salvaguardainfantil).

Por Talles Trindade.

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