{"id":59,"date":"2013-08-22T09:05:47","date_gmt":"2013-08-22T12:05:47","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/lausanne\/?p=59"},"modified":"2013-09-06T09:02:15","modified_gmt":"2013-09-06T12:02:15","slug":"compromisso-da-cidade-do-cabo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/lausanne\/2013\/08\/22\/compromisso-da-cidade-do-cabo\/","title":{"rendered":"Compromisso da Cidade do Cabo"},"content":{"rendered":"<p>\u201cO Compromisso atuar\u00e1 como um roteiro para o Movimento Lausanne durante os pr\u00f3ximos dez anos. Esperamos que o seu chamado prof\u00e9tico para o trabalho e para a ora\u00e7\u00e3o leve igrejas, ag\u00eancias mission\u00e1rias, crist\u00e3os em seus locais de trabalho e alian\u00e7as estudantis em universidades a abra\u00e7ar o chamado e a encontrar o seu papel nesse trabalho\u201d.<\/p>\n<p align=\"right\"><strong>Doug Birdsall e Lindsay Brown<\/strong><\/p>\n<p align=\"right\">(<a title=\"lancamento Compromisso Cabo livro\" href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/conteudo\/lancado-o-compromisso-da-cidade-do-cabo#iit=1378468544687&amp;tmr=load%3D1378468535291%26core%3D1378468535447%26main%3D1378468544687%26ifr%3D1378468544703&amp;cb=0&amp;cdn=0&amp;chr=iso-8859-1&amp;kw=&amp;ab=-&amp;dh=www.ultimato.com.br&amp;dr=&amp;du=http%3A%2F%2Fwww.ultimato.com.br%2Fconteudo%2Flancado-o-compromisso-da-cidade-do-cabo&amp;dt=Lan%C3%A7ado%20o%20Compromisso%20da%20Cidade%20do%20Cabo%20%7C%20Ultimatoonline%20%7C%20Editora%20Ultimato&amp;dbg=0&amp;md=0&amp;cap=tc%3D0%26ab%3D0&amp;inst=1&amp;irt=1&amp;jsl=8353&amp;prod=undefined&amp;lng=en-us&amp;ogt=&amp;pc=men&amp;pub=ultimato&amp;ssl=0&amp;sid=5229c2b739772015&amp;srpl=1&amp;srcs=0&amp;srd=1&amp;srf=0.02&amp;srp=0.2&amp;srl=1&amp;srx=1&amp;ver=300&amp;xck=0&amp;xtr=0&amp;og=&amp;aa=0&amp;rev=123045&amp;ct=1&amp;xld=1&amp;xd=1\">pref\u00e1cio do &#8216;Compromisso\u00a0da Cidade do Cabo&#8217; <\/a>&#8211; Encontro Publica\u00e7\u00f5es, Editora Ultimato)\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<!--more--><\/p>\n<p><b>CONTE\u00daDO\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/b><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/pt\/pt\/1661-compromisso-da-cidade-do-cabo.html#forward\">Pref\u00e1cio<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/pt\/pt\/1661-compromisso-da-cidade-do-cabo.html#preamble\">PR\u00d3LOGO<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/pt\/pt\/1661-compromisso-da-cidade-do-cabo.html#p1\"><b>PARTE I &#8211;\u00a0PARA O SENHOR QUE AMAMOS:\u00a0A CONFISS\u00c3O DE F\u00c9 DA CIDADE DO CABO<\/b><\/a><\/p>\n<ol>\n<li><a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/pt\/pt\/1661-compromisso-da-cidade-do-cabo.html#p1-1\">N\u00f3s amamos porque Deus nos amou primeiro<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/pt\/pt\/1661-compromisso-da-cidade-do-cabo.html#p1-2\">N\u00f3s amamos o Deus vivo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/pt\/pt\/1661-compromisso-da-cidade-do-cabo.html#p1-3\">N\u00f3s amamos o Deus Pai<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/pt\/pt\/1661-compromisso-da-cidade-do-cabo.html#p1-4\">N\u00f3s amamos o Deus Filho<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/pt\/pt\/1661-compromisso-da-cidade-do-cabo.html#p1-5\">N\u00f3s amamos o Deus Esp\u00edrito Santo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/pt\/pt\/1661-compromisso-da-cidade-do-cabo.html#p1-6\">N\u00f3s amamos a Palavra de Deus<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/pt\/pt\/1661-compromisso-da-cidade-do-cabo.html#p1-7\">N\u00f3s amamos o mundo de Deus<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/pt\/pt\/1661-compromisso-da-cidade-do-cabo.html#p1-8\">N\u00f3s amamos o evangelho de Deus<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/pt\/pt\/1661-compromisso-da-cidade-do-cabo.html#p1-9\">N\u00f3s amamos o povo de Deus<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/pt\/pt\/1661-compromisso-da-cidade-do-cabo.html#p1-10\">N\u00f3s amamos a miss\u00e3o de Deus<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p><a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/pt\/pt\/1661-compromisso-da-cidade-do-cabo.html#p2\"><b>PARTE II &#8211;\u00a0PARA O MUNDO QUE SERVIMOS: \u00a0O CHAMADO \u00c0 A\u00c7\u00c3O DA CIDADE DO CABO<\/b><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/pt\/pt\/1661-compromisso-da-cidade-do-cabo.html#p2-intro\">INTRODU\u00c7\u00c3O<\/a><br \/>\nIIA\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/pt\/pt\/1661-compromisso-da-cidade-do-cabo.html#p2-1\">Testemunhando a verdade de Cristo em um mundo globalizado e pluralista<\/a><br \/>\nIIB \u00a0<a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/pt\/pt\/1661-compromisso-da-cidade-do-cabo.html#p2-2\">Construindo a paz de Cristo em nosso mundo dividido e ferido<\/a><br \/>\nIIC\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/pt\/pt\/1661-compromisso-da-cidade-do-cabo.html#p2-2\">Vivendo o amor de Cristo entre pessoas de outras cren\u00e7as<\/a><br \/>\nIID\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/pt\/pt\/1661-compromisso-da-cidade-do-cabo.html#p2-4\">Discernindo a vontade de Cristo para a evangeliza\u00e7\u00e3o mundial<\/a><br \/>\nIIE\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/pt\/pt\/1661-compromisso-da-cidade-do-cabo.html#p2-5\">Chamando a Igreja de Cristo de volta \u00e0 humildade, \u00e0 integridade e \u00e0 simplicidade<\/a><br \/>\nIIF\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/pt\/pt\/1661-compromisso-da-cidade-do-cabo.html#p2-6\">Formando parcerias no corpo de Cristo pela unidade em miss\u00f5es<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/pt\/pt\/1661-compromisso-da-cidade-do-cabo.html#p2-conclusion\">CONCLUS\u00c3O<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Pref\u00e1cio<\/b><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/lausanne-1974\/lausanne-1974.html\" target=\"_blank\">O Terceiro Congresso Lausanne sobre Evangeliza\u00e7\u00e3o Mundial<\/a>\u00a0(Cidade do Cabo, 16-25 de outubro de 2010) reuniu 4.200 l\u00edderes evang\u00e9licos de 198 pa\u00edses e se estendeu a outras centenas de milhares de l\u00edderes que participaram de reuni\u00f5es, locais e online, realizadas em todo o mundo. Seu objetivo? Trazer um novo desafio \u00e0 Igreja global a fim de que ela testemunhe de Jesus e de todo o seu ensinamento, em todas as na\u00e7\u00f5es, em todas as esferas da sociedade e em todos os campos de reflex\u00e3o.<\/p>\n<p>O Compromisso da Cidade do Cabo \u00e9 fruto desse esfor\u00e7o. Ele se posiciona em uma linha hist\u00f3rica, tendo como base tanto o <a title=\"Pacto de Lausanne\" href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/lausanne\/2013\/07\/19\/pacto-de-lausanne\/\">Pacto de Lausanne<\/a> quanto o Manifesto de Manila. Est\u00e1 dividido em duas partes. A Parte I estabelece as convic\u00e7\u00f5es b\u00edblicas, transmitidas a n\u00f3s nas escrituras, e a Parte II ecoa o chamado para a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como a Parte I tomou forma?Ela foi discutida pela primeira vez em Minneapolis, em dezembro de 2009, num encontro entre 18 te\u00f3logos e l\u00edderes evang\u00e9licos trazidos de todos os continentes. Um grupo menor, liderado por Dr. Christopher J H Wright, presidente do Grupo de Trabalho Teol\u00f3gico Lausanne, foi convidado para elaborar o documento final, a ser apresentado ao Congresso.<\/p>\n<p>Como a Parte II tomou forma? Um extenso processo de pesquisa iniciou-se pouco mais de tr\u00eas anos antes do Congresso. Cada um dos Diretores Internacionais do Movimento Lausanne organizou consultas em suas regi\u00f5es, nas quais foi solicitado aos l\u00edderes crist\u00e3os que identificassem os principais desafios enfrentados pela Igreja. Seis quest\u00f5es principais surgiram. Essas quest\u00f5es (i) definiram a programa\u00e7\u00e3o do Congresso e (ii) deram forma \u00e0 estrutura do chamado \u00e0 a\u00e7\u00e3o. Este processo de pesquisa prosseguiu durante o Congresso, enquanto Chris Wright e o Grupo de Trabalho da Declara\u00e7\u00e3o trabalhavam para registrar fielmente todas as contribui\u00e7\u00f5es. Um esfor\u00e7o herc\u00faleo e monumental.<\/p>\n<p>O Compromisso da Cidade do Cabo atuar\u00e1 como um roteiro para o Movimento Lausanne durante os pr\u00f3ximos dez anos. Esperamos que o seu chamado prof\u00e9tico para o trabalho e para a ora\u00e7\u00e3o leve igrejas, ag\u00eancias mission\u00e1rias, crist\u00e3os em seus locais de trabalho e alian\u00e7as estudantis em universidades a abra\u00e7ar o chamado e a encontrar o seu papel neste trabalho.<\/p>\n<p>Muitas declara\u00e7\u00f5es doutrinais afirmam o que a Igreja acredita.\u00a0Gostar\u00edamos de ir al\u00e9m e unir cren\u00e7a e pr\u00e1tica. O modelo que usamos foi o do Ap\u00f3stolo Paulo, cujo ensinamento teol\u00f3gico foi substanciado em instru\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas. Por exemplo, em Colossenses, sua profunda e maravilhosa representa\u00e7\u00e3o da supremacia de Cristo resulta num ensinamento pr\u00e1tico do que significa estar enraizado em Cristo.<\/p>\n<p>Podemos distinguir entre o que est\u00e1 no cerne do evangelho crist\u00e3o, ou seja, as verdades b\u00e1sicas sobre as quais devemos estar unidos, e as quest\u00f5es secund\u00e1rias, onde h\u00e1 diverg\u00eancia entre crist\u00e3os sinceros no que se refere \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o do que a B\u00edblia ensina ou exige.\u00a0 Trabalhamos aqui para formular o princ\u00edpio Lausanne de \u201cliberdade dentro dos limites\u201d e na Parte I esses limites est\u00e3o claramente definidos.<\/p>\n<p>Durante todo este processo, tivemos o prazer de trabalhar em conjunto com a Alian\u00e7a Evang\u00e9lica Mundial. Os l\u00edderes da AEM est\u00e3o de pleno acordo tanto com a Confiss\u00e3o de F\u00e9 quanto com o Chamado \u00e0 A\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora falemos e escrevamos a partir da tradi\u00e7\u00e3o evang\u00e9lica dentro do Movimento Lausanne, afirmamos a unidade do Corpo de Cristo e de bom grado reconhecemos a exist\u00eancia de muitos outros seguidores do Senhor Jesus Cristo no contexto de outras tradi\u00e7\u00f5es. Na Cidade do Cabo, recebemos com alegria representantes respeitados de igrejas hist\u00f3ricas de outras tradi\u00e7\u00f5es, ali presentes no papel de observadores, e confiamos que o Compromisso da Cidade do Cabo seja \u00fatil para igrejas de todas as tradi\u00e7\u00f5es. N\u00f3s o oferecemos em esp\u00edrito de humildade.<\/p>\n<p>Qual \u00e9 a nossa expectativa em rela\u00e7\u00e3o ao Compromisso da Cidade do Cabo?\u00a0 Cremos que ele ser\u00e1 comentado, discutido e valorizado como uma afirma\u00e7\u00e3o un\u00edssona dos evang\u00e9licos em todo o mundo; que definir\u00e1 pautas no minist\u00e9rio crist\u00e3o; que fortalecer\u00e1 formadores de opini\u00e3o na arena p\u00fablica; e que iniciativas e parcerias arrojadas surgir\u00e3o a partir dele.<\/p>\n<p>Que a Palavra de Deus ilumine nosso caminho e que a gra\u00e7a do nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunh\u00e3o do Esp\u00edrito Santo estejam com cada um de n\u00f3s.<\/p>\n<p>S Douglas Birdsall<br \/>\n<em>Presidente Executivo<\/em><\/p>\n<p>Lindsay Brown<br \/>\n<em>Diretor Internacional<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>PRE\u00c2MBULO<\/b><\/p>\n<p><i>Como membros da Igreja de Jesus Cristo em todo o mundo, afirmamos com alegria nosso compromisso com o Deus vivo e com seus prop\u00f3sitos de salva\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do Senhor Jesus Cristo. Por ele, renovamos nosso compromisso com a vis\u00e3o e os objetivos do Movimento Lausanne.<\/i><br \/>\nEsta afirma\u00e7\u00e3o significa duas coisas:<\/p>\n<p><i>Em primeiro lugar<\/i>, mantemos nosso compromisso com a tarefa de testemunhar a todo o mundo sobre Jesus e todos os seus ensinamentos.<a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/lausanne-1974\/lausanne-1974.html\" target=\"_blank\">O primeiro Congresso Lausanne<\/a>\u00a0(1974) foi convocado para a tarefa da evangeliza\u00e7\u00e3o mundial. Entre suas maiores contribui\u00e7\u00f5es para a Igreja mundial est\u00e3o: (i)\u00a0<a title=\"Pacto de Lausanne\" href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/lausanne\/2013\/07\/19\/pacto-de-lausanne\/\"><i>O Pacto de Lausanne<\/i><\/a>; (ii) uma nova consci\u00eancia do n\u00famero de povos n\u00e3o alcan\u00e7ados; e (iii) uma nova percep\u00e7\u00e3o da natureza hol\u00edstica do evangelho b\u00edblico e da miss\u00e3o crist\u00e3.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/manila-1989\/manila-1989.html\" target=\"_blank\">O segundo Congresso Lausanne, em Manila<\/a>\u00a0(1989), deu origem a mais de 300 parcerias estrat\u00e9gicas na evangeliza\u00e7\u00e3o mundial, muitas, inclusive, envolveram coopera\u00e7\u00e3o entre na\u00e7\u00f5es de todas as partes do globo.<\/p>\n<p>E\u00a0<i>em segundo lugar,<\/i>\u00a0mantemos nosso compromisso com os principais documentos do Movimento \u2013\u00a0<a title=\"Pacto de Lausanne\" href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/lausanne\/2013\/07\/19\/pacto-de-lausanne\/\"><i>O Pacto de Lausanne<\/i><\/a>(1974) e\u00a0<a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/manila-1989\/manila-manifesto.html\" target=\"_blank\">o\u00a0<\/a><a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/manila-1989\/manila-manifesto.html\" target=\"_blank\"><i>Manifesto de Manila<\/i><\/a>\u00a0(1989). Estes documentos exprimem claramente as verdades fundamentais do evangelho b\u00edblico e aplicam essas verdades \u00e0 nossa miss\u00e3o pr\u00e1tica por meios que continuam relevantes e desafiadores. Confessamos que n\u00e3o temos sido fi\u00e9is aos compromissos assumidos nos referidos documentos. Mas n\u00f3s os reafirmamos e os apoiamos, \u00e0 medida que procuramos discernir como devemos expressar e aplicar a verdade eterna do evangelho neste mundo, nossa pr\u00f3pria gera\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 em constante mudan\u00e7a.<\/p>\n<p><b>As realidades da mudan\u00e7a<\/b><\/p>\n<p>Praticamente todas as coisas relacionadas ao modo como vivemos, pensamos ou nos relacionamos uns com os outros est\u00e3o se transformando a um ritmo acelerado. Para o bem ou para o mal, sentimos o impacto da globaliza\u00e7\u00e3o, da revolu\u00e7\u00e3o digital e da mudan\u00e7a no equil\u00edbrio do poder econ\u00f4mico e pol\u00edtico no mundo. Alguns fatos que enfrentamos nos trazem tristeza e ansiedade \u2013 a pobreza global, a guerra, os conflitos \u00e9tnicos, as doen\u00e7as, as crises ecol\u00f3gicas e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Mas uma mudan\u00e7a importante no mundo de hoje \u00e9 motivo de alegria \u2013 o crescimento da Igreja global de Cristo.<\/p>\n<p>Prova disso \u00e9 o fato do Terceiro Congresso Lausanne ter sido realizado na \u00c1frica. Pelo menos dois ter\u00e7os dos crist\u00e3os de todo o mundo hoje vivem no sul e no leste global. A realiza\u00e7\u00e3o do nosso Congresso na Cidade do Cabo refletiu a enorme mudan\u00e7a do cristianismo no mundo, neste s\u00e9culo, desde a Confer\u00eancia Mission\u00e1ria de Edimburgo, em 1910. Estamos felizes com o crescimento espantoso da Igreja na \u00c1frica e nos alegramos por ter nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s africanos como anfitri\u00f5es deste Congresso.\u00a0 Ao mesmo tempo, n\u00e3o poder\u00edamos ter nos reunido na \u00c1frica do Sul sem a lembran\u00e7a dos anos de sofrimento sob o regime apartheid.\u00a0 Assim, damos gra\u00e7as pelo progresso do evangelho e pela justi\u00e7a soberana de Deus operante na hist\u00f3ria contempor\u00e2nea, embora ainda lutemos com o atual legado do mal e da injusti\u00e7a.\u00a0 Este \u00e9 o duplo testemunho da Igreja e o seu papel em todo o lugar.<\/p>\n<p>Devemos responder \u00e0s realidades da nossa pr\u00f3pria gera\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da miss\u00e3o crist\u00e3. Tamb\u00e9m devemos aprender com esta associa\u00e7\u00e3o entre sabedoria e erro e entre conquista e fracasso, que herdamos das gera\u00e7\u00f5es passadas.\u00a0 Honramos e lamentamos o passado e nos envolvemos com o futuro, em nome do Deus que tem toda a hist\u00f3ria em suas m\u00e3os.<\/p>\n<p><b>Realidades Inalteradas<\/b><\/p>\n<p>Em um mundo que trabalha para reinventar-se a um ritmo sempre acelerado, algumas coisas permanecem as mesmas. Estas verdades t\u00e3o importantes fornecem o racioc\u00ednio b\u00edblico para o nosso engajamento mission\u00e1rio.<\/p>\n<ul>\n<li><i>Os seres humanos est\u00e3o perdidos.<\/i>\u00a0A condi\u00e7\u00e3o humana subjacente continua sendo a que a B\u00edblia descreve: estamos em pecado e rebeli\u00e3o, sob o justo ju\u00edzo de Deus e, sem Cristo, n\u00e3o h\u00e1 esperan\u00e7a para n\u00f3s.<\/li>\n<li><i>O evangelho \u00e9 a boa nova.\u00a0<\/i>O evangelho n\u00e3o \u00e9 um conceito que precisa de ideias novas, mas uma hist\u00f3ria que precisa ser contada de maneira renovada. \u00c9 a hist\u00f3ria inalterada do que Deus fez para salvar o mundo, acima de tudo, nos eventos hist\u00f3ricos da vida, morte, ressurrei\u00e7\u00e3o e reinado de Jesus Cristo. Em Cristo h\u00e1 esperan\u00e7a.<\/li>\n<li><i>A miss\u00e3o da Igreja continua.\u00a0<\/i>A miss\u00e3o da igreja continua at\u00e9 os confins da terra e at\u00e9 o fim do mundo. Chegar\u00e1 o dia em que os reinos do mundo se tornar\u00e3o o reino do nosso Deus e do seu Cristo e Deus habitar\u00e1 com sua humanidade redimida na nova cria\u00e7\u00e3o. At\u00e9 esse dia, a participa\u00e7\u00e3o da Igreja na miss\u00e3o de Deus continua, em feliz urg\u00eancia, e com novas e emocionantes oportunidades em todas as gera\u00e7\u00f5es, inclusive a nossa.<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>A paix\u00e3o do nosso amor<\/b><\/p>\n<p>Esta Declara\u00e7\u00e3o \u00e9 constru\u00edda na linguagem do amor. O amor \u00e9 a linguagem da alian\u00e7a. As alian\u00e7as b\u00edblicas, antiga e nova, s\u00e3o a express\u00e3o do amor e da gra\u00e7a redentora de Deus alcan\u00e7ando a humanidade perdida e a cria\u00e7\u00e3o deteriorada. Em troca, essas alian\u00e7as pedem o nosso amor. O nosso amor se manifesta na confian\u00e7a, na obedi\u00eancia e no compromisso apaixonado com o Senhor da nossa alian\u00e7a. <a title=\"Pacto de Lausanne\" href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/lausanne\/2013\/07\/19\/pacto-de-lausanne\/\">O Pacto de Lausanne<\/a> definiu a evangeliza\u00e7\u00e3o como \u201ctoda a Igreja levando todo o evangelho para o mundo todo\u201d. Esta ainda \u00e9 nossa paix\u00e3o. Por isso renovamos esta alian\u00e7a afirmando mais uma vez:<\/p>\n<ul>\n<li><i>Nosso amor por todo o evangelho,<\/i>\u00a0como a boa nova gloriosa de Deus em Cristo, para cada dimens\u00e3o de sua cria\u00e7\u00e3o, pois tudo foi destru\u00eddo pelo pecado e pelo mal;<\/li>\n<li><i>Nosso amor por toda a Igreja,<\/i>\u00a0como povo de Deus, redimido por Cristo, reunido de todas as na\u00e7\u00f5es da terra e de todas as eras da hist\u00f3ria, para partilhar a miss\u00e3o de Deus no presente e glorific\u00e1-lo para sempre no porvir;<\/li>\n<li><i>Nosso amor por todo o mundo,<\/i>\u00a0t\u00e3o distante de Deus, mas t\u00e3o pr\u00f3ximo do seu cora\u00e7\u00e3o, o mundo que Deus tanto amou, a ponto de dar Seu \u00fanico Filho para sua salva\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Tomados por esse amor tr\u00edplice, n\u00f3s renovamos nosso compromisso de ser<i>\u00a0<\/i>a Igreja em sua plenitude, de\u00a0<i>crer, obedecer e compartilhar\u00a0<\/i>todo o evangelho e de\u00a0<i>fazer<\/i>\u00a0disc\u00edpulos de todas as na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Parte I<\/b><\/p>\n<p><b>Para o Senhor que Amamos: \u00a0Confiss\u00e3o de F\u00e9 da Cidade do Cabo<\/b><\/p>\n<p><b>1. N\u00f3s amamos porque Deus nos amou primeiro<\/b><\/p>\n<p><i>A miss\u00e3o de Deus flui do amor de Deus. A miss\u00e3o do povo de Deus flui do nosso amor a Deus e a tudo o que Deus ama. A Evangeliza\u00e7\u00e3o mundial \u00e9 o derramamento do amor de Deus em n\u00f3s e atrav\u00e9s de n\u00f3s. N\u00f3s afirmamos a primazia da gra\u00e7a de Deus e ent\u00e3o respondemos a esta gra\u00e7a pela f\u00e9, demonstrada atrav\u00e9s da obedi\u00eancia em amor. N\u00f3s amamos porque Deus nos amou primeiro e enviou seu Filho como propicia\u00e7\u00e3o pelos nossos pecados.\u00a0<b>[1]<\/b><\/i><\/p>\n<p>A) \u00a0O amor a Deus e o amor ao pr\u00f3ximo constituem os primeiros e mais importantes mandamentos, dos quais dependem toda a lei e os profetas. O amor \u00e9 o cumprimento da lei e o primeiro fruto, chamado do Esp\u00edrito. O amor \u00e9 a evid\u00eancia de que nascemos de novo; a garantia de que conhecemos a Deus e a prova de que Deus habita em n\u00f3s. O amor \u00e9 o novo mandamento de Cristo, que disse aos seus disc\u00edpulos que somente se obedecessem a este mandamento a miss\u00e3o deles seria vis\u00edvel e cr\u00edvel. O amor crist\u00e3o de uns pelos outros \u00e9 a maneira atrav\u00e9s da qual o Deus invis\u00edvel, que se fez vis\u00edvel em seu Filho encarnado, continua a fazer-se vis\u00edvel para o mundo. O amor estava entre as primeiras coisas que Paulo observou e elogiou entre os novos crentes, juntamente com a f\u00e9 e a esperan\u00e7a. Mas o amor \u00e9 o maior, porque o amor jamais acaba.[2]<\/p>\n<p>B) \u00a0Tal amor n\u00e3o \u00e9 fraco nem sentimental. O amor de Deus \u00e9 pactualmente fiel, comprometido, abnegado, sacrificial, forte e santo. Visto que Deus \u00e9 amor, o amor permeia todo o seu ser e todas as suas a\u00e7\u00f5es; a sua justi\u00e7a, bem como a compaix\u00e3o. O amor de Deus se estende a toda a sua cria\u00e7\u00e3o. Recebemos o mandamento de amar de forma que o amor de Deus seja refletido em todas essas dimens\u00f5es. \u00c9 isto o que significa andar no caminho do Senhor.\u00a0[3]<\/p>\n<p>C) \u00a0Assim, ao estruturarmos nossas convic\u00e7\u00f5es e nossos compromissos nos termos do amor, assumimos o desafio b\u00edblico mais b\u00e1sico e dif\u00edcil de todos de:<\/p>\n<ol>\n<li>amar o Senhor nosso Deus de todo cora\u00e7\u00e3o, alma, mente e for\u00e7a;<\/li>\n<li>amar nosso pr\u00f3ximo (inclusive o estrangeiro e o inimigo) como a n\u00f3s mesmos;<\/li>\n<li>amar uns aos outros como Deus em Cristo nos amou e<\/li>\n<li>amar o mundo com o amor Daquele que deu seu \u00fanico Filho para que atrav\u00e9s dele o mundo pudesse ser salvo.[4]<\/li>\n<\/ol>\n<p>D) \u00a0Tal amor \u00e9 dom de Deus derramado em nossos cora\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m \u00e9 mandamento de Deus que exige obedi\u00eancia da nossa vontade. Tal amor significa ser como o pr\u00f3prio Cristo: firme na perseveran\u00e7a, mas manso em humildade; forte para resistir o mal, mas gentil em compaix\u00e3o pelo sofredor; corajoso no sofrimento e fiel, mesmo at\u00e9 a morte. Tal amor tem como modelo Cristo na terra e \u00e9 mensurado pelo Cristo ressuscitado em gl\u00f3ria.[5]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><i>Afirmamos que este amor, b\u00edblico abrangente, deve ser a autentica\u00e7\u00e3o da identidade e a marca dos disc\u00edpulos de Jesus. Em resposta \u00e0 ora\u00e7\u00e3o e ao mandamento de Jesus, esperamos que seja assim conosco. Infelizmente confessamos que muitas vezes n\u00e3o \u00e9 assim. Por isso reafirmamos nosso compromisso de nos esfor\u00e7ar para viver, pensar, falar e agir de forma a expressar o que significa andar em amor \u2013 amor a Deus, amor de uns para com os outros e amor pelo mundo.<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>2. N\u00f3s amamos o Deus Vivo<\/b><\/p>\n<p><i>Nosso Deus, a quem amamos, se revela na B\u00edblia como o \u00fanico Deus vivo e eterno, que governa todas as coisas de acordo com a sua vontade e para seu prop\u00f3sito de salva\u00e7\u00e3o. Na unidade do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo, somente Deus \u00e9 o Criador, o Soberano, o Juiz e o Salvador do mundo.[6]\u00a0Por isso amamos a Deus \u2013 dando-lhe gra\u00e7as por nosso lugar na cria\u00e7\u00e3o, submetendo-nos \u00e0 sua soberana provid\u00eancia, confiando na sua justi\u00e7a e louvando-o pela salva\u00e7\u00e3o que ele conquistou por n\u00f3s.<\/i><\/p>\n<p><i>A) \u00a0N\u00f3s amamos a Deus acima de todos os rivais.\u00a0<\/i>Recebemos o mandamento de amar e adorar apenas ao Deus vivo. Mas assim como Israel no Antigo Testamento, deixamos que nosso amor a Deus seja adulterado ao seguirmos os deuses deste mundo, os deuses dos povos que nos rodeiam.[7] Ca\u00edmos no sincretismo, seduzidos por \u00eddolos como a gan\u00e2ncia,o poder e o sucesso, servindo a mamon em vez de servir Deus. Aceitamos o dom\u00ednio de ideologias pol\u00edticas e econ\u00f4micas sem respaldo b\u00edblico. Somos tentados a comprometer nossa f\u00e9 na singularidade de Cristo diante da press\u00e3o do pluralismo religioso. Assim como Israel, precisamos ouvir o apelo dos profetas e do pr\u00f3prio Jesus ao arrependimento, e a que abandonemos todos esses rivais e voltemos ao amor obediente e \u00e0 adora\u00e7\u00e3o a Deus somente.<\/p>\n<p><i>B) \u00a0N\u00f3s amamos a Deus com paix\u00e3o pela sua gl\u00f3ria.\u00a0<\/i>A maior motiva\u00e7\u00e3o para a nossa miss\u00e3o \u00e9 a mesma que impulsiona a miss\u00e3o do pr\u00f3prio Deus \u2013 que o \u00fanico e verdadeiro Deus vivo seja conhecido e glorificado em toda a sua cria\u00e7\u00e3o. Este \u00e9 o objetivo final de Deus e deve ser a nossa maior alegria.<\/p>\n<p><i><br \/>\n<\/i>\u201cOra, se Deus deseja que todo joelho se dobre a Jesus e toda l\u00edngua confesse seu nome, esse deve ser tamb\u00e9m o nosso desejo. N\u00f3s dever\u00edamos \u201cter ci\u00fames\u201d ou, como \u00e0s vezes diz a Escritura, \u201czelar\u201d pela honra do seu nome: preocupar-nos quando ele ainda continua desconhecido, sofrer quando \u00e9 ignorado, indignar-nos quando \u00e9 blasfemado e empenhar-nos firmemente para que lhe deem a honra e a gl\u00f3ria que lhe s\u00e3o devidas. De tudo o que nos impele \u00e0 obra mission\u00e1ria, a maior motiva\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9, nem a obedi\u00eancia \u00e0 Grande Comiss\u00e3o (apesar de toda a sua import\u00e2ncia), nem o amor aos pecadores que est\u00e3o alienados e perecendo (por mais forte que seja este incentivo, principalmente diante da ira de Deus), mas sim o zelo \u2013 zelo ardente e cheio de paix\u00e3o \u2013 pela gl\u00f3ria de Jesus Cristo&#8230;Diante deste prop\u00f3sito supremo da miss\u00e3o crist\u00e3, qualquer outra motiva\u00e7\u00e3o defina e morre\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 .\u201d[8]<i>\u00a0 John Stott<\/i><\/p>\n<p>Nossa maior tristeza deve ser o fato de que o Deus vivo n\u00e3o \u00e9 glorificado em nosso mundo. O Deus vivo \u00e9 negado num ate\u00edsmo agressivo. O \u00fanico Deus verdadeiro \u00e9 substitu\u00eddo e distorcido na pr\u00e1tica das religi\u00f5es do mundo. O nosso Senhor Jesus Cristo \u00e9 insultado e deturpado em algumas culturas populares. E a face de Deus revelada na b\u00edblia \u00e9 obscurecida pelo nominalismo, pelo sincretismo e pela hipocrisia crist\u00e3os.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><i>Amar a Deus em meio a um mundo que o rejeita e o distorce, exige um testemunho corajoso, por\u00e9m humilde do nosso Deus; uma defesa en\u00e9rgica, por\u00e9m graciosa da verdade do evangelho de Cristo, o Filho de Deus; e confian\u00e7a piedosa na obra de convencimento do Esp\u00edrito Santo. N\u00f3s nos comprometemos com tal testemunho, pois se declaramos que amamos a Deus, devemos partilhar a primazia de Deus, qual seja, que o Seu nome e a Sua Palavra sejam exaltados acima de todas as coisas [9].<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>3. N\u00f3s amamos o Deus Pai<\/b><\/p>\n<p><i>Atrav\u00e9s de Jesus Cristo, o Filho de Deus, e sendo ele o \u00fanico caminho, a verdade e a vida, viemos a conhecer e a amar a Deus como Pai. Quando o Esp\u00edrito Santo testifica com o nosso esp\u00edrito que somos filhos de Deus, ent\u00e3o clamamos as palavras que Jesus orou \u201cAba Pai\u201d e oramos a ora\u00e7\u00e3o que Jesus ensinou, o \u201cPai Nosso\u201d. Nosso amor por Jesus, comprovado pela nossa obedi\u00eancia a ele, vai ao encontro do amor do Pai por n\u00f3s quando o Pai e o Filho fazem morada em n\u00f3s, em uma troca m\u00fatua de amor.[10]\u00a0Esta rela\u00e7\u00e3o \u00edntima tem profundas bases b\u00edblicas.<\/i><\/p>\n<p><i>A) \u00a0N\u00f3s amamos a Deus como o Pai do seu povo.<\/i>\u00a0O Israel do Antigo Testamento conhecia a Deus como Pai, como aquele que os trouxe \u00e0 exist\u00eancia e que os guiou, disciplinou e chamou \u00e0 obedi\u00eancia; Pai daqueles cujo amor desejou e por quem demonstrou perd\u00e3o, compaix\u00e3o e amor paciente e inabal\u00e1vel.[11] Todas essas coisas permanecem verdadeiras para n\u00f3s, como povo de Deus em Cristo, em nosso relacionamento com nosso Deus Pai.<\/p>\n<p><i>B) \u00a0N\u00f3s amamos a Deus como o Pai, que tanto amou o mundo que deu Seu \u00fanico Filho pela nossa salva\u00e7\u00e3o<\/i>. Qu\u00e3o grande \u00e9 o amor de Deus para conosco, ao ponto de sermos chamados filhos de Deus. Qu\u00e3o imensur\u00e1vel \u00e9 o amor de Deus, que n\u00e3o poupou seu \u00fanico Filho, antes o deu por todos n\u00f3s. Este amor do Pai ao entregar o Filho, foi refletido pelo amor abnegado do Filho. Houve completa concord\u00e2ncia de decis\u00e3o entre o Pai e o Filho na obra de expia\u00e7\u00e3o que realizaram na cruz por meio do Esp\u00edrito eterno. O Pai amou o mundo e deu seu Filho; \u201co Filho de Deus me amou e se entregou por mim\u201d. Esta unidade entre o Pai e o Filho, confirmada pelo pr\u00f3prio Jesus, encontra eco na sauda\u00e7\u00e3o t\u00e3o repetida de Paulo: \u201cgra\u00e7a e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo, que se entregou a si mesmo por nossos pecados&#8230;de acordo com a vontade do nosso Deus e Pai, a quem seja a gl\u00f3ria para todo o sempre. Am\u00e9m\u201d.\u2019[12]<\/p>\n<p><i>C) \u00a0N\u00f3s amamos a Deus como o Pai cujo car\u00e1ter refletimos e em cujo cuidado confiamos.\u00a0<\/i>No Serm\u00e3o do Monte, Jesus aponta repetidamente para nosso Pai celestial como modelo ou foco de nossa a\u00e7\u00e3o. Devemos ser pacificadores, como filhos de Deus. Devemos praticar boas obras, para que nosso Pai receba o louvor. Devemos amar nossos inimigos refletindo o amor paternal de Deus. Devemos exercer a pr\u00e1tica de dar, orar e jejuar somente diante dos olhos do Pai. Devemos perdoar aos outros como nosso Pai nos perdoa.<i>\u00a0<\/i>N\u00e3o devemos viver ansiosos, mas confiar na provis\u00e3o do nosso Pai. Com este tipo de comportamento, decorrente do car\u00e1ter crist\u00e3o, faremos a vontade do nosso Pai no c\u00e9u, nos limites do reino de Deus.[13]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><i>Confessamos que, com frequ\u00eancia, temos negligenciado a verdade da Paternidade de Deus e nos privado das riquezas do nosso relacionamento com ele. Renovamos nosso compromisso de vir ao Pai atrav\u00e9s de Jesus, o Filho: para receber e responder ao seu amor Paternal; para viver em obedi\u00eancia \u00e0 sua disciplina Paternal; para refletir seu car\u00e1ter Paternal em nosso comportamento e em todas as nossas atitudes; e para confiar na sua provis\u00e3o Paternal em qualquer circunst\u00e2ncia para a qual ele nos guie.<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>4. N\u00f3s amamos o Deus Filho<\/b><\/p>\n<p><i>Deus ordenou a Israel que amasse o SENHOR Deus com lealdade exclusiva. Da mesma forma, para n\u00f3s, amar o Senhor Jesus Cristo significa afirmar de forma perseverante que somente ele \u00e9 Salvador, Senhor e Deus. A B\u00edblia ensina que Jesus opera os mesmos atos soberanos que Deus. Cristo \u00e9 o Criador do universo, Soberano da hist\u00f3ria, Juiz de todas as na\u00e7\u00f5es e Salvador de todos que se voltam para Deus.[14]\u00a0Ele compartilha a identidade de Deus na divina igualdade e unidade do Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo. Assim como Deus chamou Israel para am\u00e1-lo numa alian\u00e7a de f\u00e9, obedi\u00eancia e testemunho servil, n\u00f3s afirmamos nosso amor por Jesus Cristo confiando nele, obedecendo-o e tornando-o conhecido.<\/i><\/p>\n<p>A) \u00a0N\u00f3s confiamos em Cristo. Cremos no testemunho dos Evangelhos, de que Jesus de Nazar\u00e9 \u00e9 o Messias, o escolhido e enviado de Deus para cumprir a miss\u00e3o \u00fanica de Israel do Velho Testamento, que \u00e9 trazer a b\u00ean\u00e7\u00e3o da salva\u00e7\u00e3o de Deus a todas as na\u00e7\u00f5es, como Deus prometeu a Abra\u00e3o.<\/p>\n<ol>\n<li>Em Jesus, concebido pelo Esp\u00edrito Santo e nascido da Virgem Maria, Deus assumiu nossa forma humana e viveu entre n\u00f3s, totalmente Deus e totalmente humano.<\/li>\n<li>Em sua vida, Jesus andou em perfeita fidelidade e obedi\u00eancia a Deus. Ele anunciou e ensinou o reino de Deus, e foi um exemplo para seus disc\u00edpulos de como viver sob a soberania de Deus.<\/li>\n<li>Em seu minist\u00e9rio e em seus milagres, Jesus anunciou e demonstrou a vit\u00f3ria do reino de Deus sobre o mal e sobre os poderes do mal.<\/li>\n<li>Em sua morte na cruz, Jesus tomou nosso pecado sobre si em nosso lugar, suportando todo o seu pre\u00e7o, pena e vergonha, venceu a morte e os poderes do mal e completando a reconcilia\u00e7\u00e3o e a reden\u00e7\u00e3o de toda a cria\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Em sua ressurrei\u00e7\u00e3o corporal, Jesus foi vindicado e exaltado por Deus, completou e demonstrou a plena vit\u00f3ria da cruz, e tornou-se o precursor da humanidade redimida e da cria\u00e7\u00e3o restaurada.<\/li>\n<li>Desde sua ascens\u00e3o, Jesus est\u00e1 reinando como Senhor sobre toda hist\u00f3ria e cria\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Na sua volta, Jesus executar\u00e1 o julgamento de Deus, destruir\u00e1 Satan\u00e1s, o mal e a morte, e estabelecer\u00e1 o reino universal de Deus.<\/li>\n<\/ol>\n<p><i>B) \u00a0N\u00f3s obedecemos a Cristo.\u00a0<\/i>Jesus nos convida ao discipulado, a tomar a nossa cruz e a segui-lo no caminho da abnega\u00e7\u00e3o, da servid\u00e3o e da obedi\u00eancia. \u201cSe voc\u00eas me amam, obedecer\u00e3o aos meus mandamentos\u201d, ele disse. \u201cPor que voc\u00eas me chamam \u2018Senhor, Senhor\u2019 e n\u00e3o fazem o que eu digo?\u201d. Fomos chamados para viver como Cristo viveu e para amar como Cristo amou. Professar a Cristo e ignorar seus mandamentos \u00e9 uma insensatez perigosa. Jesus nos adverte que muitos que proclamam o seu nome com minist\u00e9rios milagrosos e espetaculares ser\u00e3o renegados por ele como malfeitores.\u00a0[15] Estejamos atentos \u00e0 advert\u00eancia de Cristo, pois nenhum de n\u00f3s est\u00e1 imune a este terr\u00edvel perigo.<\/p>\n<p><i>C) \u00a0N\u00f3s proclamamos Cristo.\u00a0<\/i>Foi somente em Cristo que Deus se revelou de maneira plena e definitiva, e somente atrav\u00e9s de Cristo Deus alcan\u00e7ou a salva\u00e7\u00e3o para o mundo.\u00a0 Portanto, como disc\u00edpulos de Jesus de Nazar\u00e9, nos ajoelhamos aos seus p\u00e9s e, com Pedro, dizemos: \u201cTu \u00e9 o Cristo, o Filho do Deus vivo\u201d, e com Tom\u00e9, \u201cSenhor meu e Deus meu\u201d.\u00a0 Apesar de n\u00e3o o termos visto, n\u00f3s o amamos.\u00a0 E nos alegramos com esperan\u00e7a enquanto aguardamos pelo dia da sua volta, quando o veremos como ele \u00e9. At\u00e9 aquele dia nos unimos a Pedro e a Jo\u00e3o proclamando que \u201cn\u00e3o h\u00e1 salva\u00e7\u00e3o em nenhum outro, pois, debaixo do c\u00e9u n\u00e3o h\u00e1 nenhum outro nome dado aos homens que qual devamos ser salvos\u201d.\u00a0[16]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><i>N\u00f3s renovamos nosso compromisso de testemunhar de Jesus e de tudo o que ele ensinou, em todo o mundo, sabendo que s\u00f3 podemos dar tal testemunho se n\u00f3s mesmos vivermos em obedi\u00eancia aos seus ensinamentos.<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>5. N\u00f3s amamos o Esp\u00edrito Santo<\/b><\/p>\n<p><i>N\u00f3s amamos o Esp\u00edrito Santo na unidade da Trindade, juntamente com o Deus Pai e o Deus Filho. Ele \u00e9 o Esp\u00edrito mission\u00e1rio enviado pelo Pai mission\u00e1rio e pelo Filho mission\u00e1rio, que sopra vida e poder na Igreja mission\u00e1ria de Deus. N\u00f3s amamos e oramos pela presen\u00e7a do Esp\u00edrito Santo, pois sem que o Esp\u00edrito testemunhe de Cristo, o nosso testemunho \u00e9 in\u00fatil. Sem a obra de convencimento do Esp\u00edrito, \u00e9 v\u00e3 nossa prega\u00e7\u00e3o. Sem os dons, a dire\u00e7\u00e3o e o poder do Esp\u00edrito, nossa miss\u00e3o \u00e9 mero esfor\u00e7o humano. E sem o fruto do Esp\u00edrito, nossas vidas desinteressantes n\u00e3o conseguem refletir a beleza do evangelho.<\/i><\/p>\n<p>A) \u00a0No Antigo Testamento vemos o Esp\u00edrito de Deus ativo na cria\u00e7\u00e3o, em obras de liberta\u00e7\u00e3o e de justi\u00e7a, enchendo pessoas do Esp\u00edrito e capacitando-as para todo tipo de servi\u00e7o. Profetas cheios do Esp\u00edrito aguardavam ansiosamente a vinda do Rei e Servo, cuja Pessoa e obra seriam capacitadas pelo Esp\u00edrito de Deus. Os profetas tamb\u00e9m aguardavam a era que seria marcada pelo derramamento do Esp\u00edrito de Deus, trazendo nova vida, obedi\u00eancia renovada e dons prof\u00e9ticos para todo o povo de Deus, jovens e velhos, homens e mulheres.[17]<\/p>\n<p>B) \u00a0No Pentecoste, Deus derramou o Esp\u00edrito Santo, conforme prometido pelos profetas e por Jesus. O Esp\u00edrito santificador produz o seu fruto nas vidas dos que creem e o primeiro fruto \u00e9 sempre o amor. O Esp\u00edrito equipa a Igreja com seus dons, os quais \u201cdesejamos ansiosamente\u201d como elementos indispens\u00e1veis para o servi\u00e7o crist\u00e3o. O Esp\u00edrito nos d\u00e1 poder para miss\u00f5es e para a grande variedade da obra de minist\u00e9rio. O Esp\u00edrito nos capacita para proclamar e demonstrar o evangelho, para discernir a verdade, para orar de maneira eficaz e para triunfar sobre as for\u00e7as das trevas. O Esp\u00edrito inspira e acompanha a nossa adora\u00e7\u00e3o. O Esp\u00edrito fortalece e consola aqueles disc\u00edpulos que s\u00e3o perseguidos ou provados por causa de seu testemunho de Cristo.[18]<\/p>\n<p>C) \u00a0O nosso compromisso em miss\u00f5es, ent\u00e3o, \u00e9 in\u00fatil e infrut\u00edfero sem a presen\u00e7a, a dire\u00e7\u00e3o e o poder do Esp\u00edrito Santo. Isto se aplica a miss\u00f5es em todas as suas dimens\u00f5es: evangelismo, testemunho da verdade, discipulado, pacifica\u00e7\u00e3o, envolvimento social, transforma\u00e7\u00e3o \u00e9tica, cuidado com a cria\u00e7\u00e3o, vit\u00f3ria sobre poderes do mal, liberta\u00e7\u00e3o de esp\u00edritos demon\u00edacos, cura de doentes, sofrimento e perseveran\u00e7a na persegui\u00e7\u00e3o. Tudo o que fazemos em o nome de Cristo deve ser guiado e capacitado pelo Esp\u00edrito Santo. O Novo Testamento deixa isso claro na vida da Igreja primitiva e no ensinamento dos ap\u00f3stolos. Hoje vemos isso demonstrado nos frutos e no crescimento das Igrejas onde os seguidores de Jesus agem confiantemente no poder do Esp\u00edrito Santo, com depend\u00eancia e esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><i>N\u00e3o h\u00e1 evangelho verdadeiro ou pleno, nem miss\u00e3o b\u00edblica aut\u00eantica sem a Pessoa, a obra e o poder do Esp\u00edrito Santo. Oramos por um maior despertamento para esta verdade b\u00edblica e para que sua experi\u00eancia seja realidade no corpo de Cristo presente em todo o mundo. Entretanto, estamos cientes dos muitos abusos cometidos em nome do Esp\u00edrito Santo, e das muitas maneiras pelas quais todo tipo de fen\u00f4meno \u00e9 praticado e valorizado, que n\u00e3o s\u00e3o, por\u00e9m, dons do Esp\u00edrito Santo conforme o claro ensino do Novo Testamento. H\u00e1 grande necessidade de um discernimento mais profundo, de advert\u00eancias claras contra enganos, para que sejam expostos os manipuladores fraudulentos que trabalham para seu pr\u00f3prio benef\u00edcio, que usam poderes espirituais para pr\u00f3prio enriquecimento pecaminoso. Acima de tudo, h\u00e1 uma grande necessidade de cont\u00ednua prega\u00e7\u00e3o e ensinamento b\u00edblicos, embebidos em humilde ora\u00e7\u00e3o, que equipar\u00e3o crist\u00e3os comuns para que compreendam e se alegrem no evangelho verdadeiro e para que reconhe\u00e7am e rejeitem falsos evangelhos.<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>6. N\u00f3s amamos a Palavra de Deus<\/b><\/p>\n<p><i>N\u00f3s amamos a Palavra de Deus nas Escrituras do Antigo e do Novo Testamento, ecoando o prazer alegre do salmista no Tor\u00e1: \u201cAmo os teus mandamentos mais do que o ouro&#8230; Como amo tua lei\u201d. Recebemos toda a B\u00edblia como a Palavra de Deus, inspirada pelo Esp\u00edrito de Deus, falada e escrita atrav\u00e9s de autores humanos. N\u00f3s nos submetemos a ela como suprema e \u00fanica autoridade, que rege a nossa f\u00e9 e o nossos atos. N\u00f3s testificamos o poder da Palavra de Deus para cumprir o seu prop\u00f3sito de salva\u00e7\u00e3o. Afirmamos que a B\u00edblia \u00e9 a palavra final, escrita, de Deus, insuper\u00e1vel por qualquer outra revela\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m nos alegramos que o Esp\u00edrito Santo ilumine a mente do povo de Deus a fim de que a B\u00edblia continue a falar a verdade de Deus de outras maneiras para pessoas de todas as culturas.[19]<\/i><\/p>\n<p><i>A) \u00a0A Pessoa que a B\u00edblia revela.\u00a0<\/i>N\u00f3s amamos a B\u00edblia como a noiva ama as cartas do seu marido, n\u00e3o pelo papel em si, mas pela pessoa que fala atrav\u00e9s dela. A B\u00edblia nos d\u00e1 a revela\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Deus de sua identidade, car\u00e1ter, prop\u00f3sitos e a\u00e7\u00f5es. \u00c9 a principal testemunha do Senhor Jesus Cristo. Ao l\u00ea-la, nos deparamos com ele atrav\u00e9s do seu Esp\u00edrito com grande alegria. Nosso amor pela B\u00edblia \u00e9 uma express\u00e3o do nosso amor por Deus.<\/p>\n<p>B) \u00a0<i>A hist\u00f3ria que a B\u00edblia conta.\u00a0<\/i>A B\u00edblia conta a hist\u00f3ria universal da cria\u00e7\u00e3o, da queda, da reden\u00e7\u00e3o na hist\u00f3ria e da nova cria\u00e7\u00e3o. Esta narrativa abrangente nos oferece uma perspectiva b\u00edblica coerente e molda nossa teologia. No centro desta hist\u00f3ria est\u00e3o os culminantes eventos salvadores da cruz e a da ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, que constituem o cora\u00e7\u00e3o do evangelho. \u00c9 esta hist\u00f3ria, (no Antigo e no Novo Testamento) que nos conta quem somos, por que estamos aqui e para onde vamos. Este relato da miss\u00e3o de Deus define nossa identidade, dirige\u00a0<i>nossa<\/i>\u00a0miss\u00e3o e nos assegura de que o fim est\u00e1 nas m\u00e3os de Deus. Esta hist\u00f3ria deve moldar a mem\u00f3ria e a esperan\u00e7a do povo de Deus e determinar o conte\u00fado do seu testemunho evangel\u00edstico, ao ser transmitido de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. Devemos usar todos os meios poss\u00edveis para tornar a B\u00edblia conhecida, pois sua mensagem \u00e9 para todos os povos da terra. Portanto, n\u00f3s renovamos nosso compromisso com a tarefa cont\u00ednua de traduzir, disseminar e ensinar as escrituras em todas as culturas e l\u00ednguas, inclusive naquelas que s\u00e3o predominantemente orais e n\u00e3o liter\u00e1rias.<\/p>\n<p>C) \u00a0<i>A verdade que a B\u00edblia ensina.\u00a0<\/i>A B\u00edblia toda nos ensina o pleno conselho de Deus, a verdade que Deus quer que saibamos. N\u00f3s nos submetemos a ela como verdadeira e fidedigna em tudo o que afirma, pois \u00e9 a Palavra do Deus que n\u00e3o pode mentir e que nunca falhar\u00e1. \u00c9 clara e suficiente para revelar o caminho da salva\u00e7\u00e3o. \u00c9 o fundamento para explorar e entender todas as dimens\u00f5es da verdade de Deus.<\/p>\n<p>Vivemos, no entanto, em um mundo cheio de mentiras e de rejei\u00e7\u00e3o da verdade. Muitas culturas apresentam um relativismo dominante que nega que qualquer verdade absoluta exista ou possa ser conhecida. Se amamos a B\u00edblia, ent\u00e3o devemos nos levantar em defesa da verdade que ela anuncia. Devemos encontrar novas formas de articular a autoridade b\u00edblica em todas as culturas. Mais uma vez, n\u00f3s nos comprometemos na luta para defender a verdade da revela\u00e7\u00e3o de Deus como parte do nosso trabalho de amor pela Palavra de Deus.<\/p>\n<p>D) \u00a0<i>A Vida que a B\u00edblia exige.\u00a0<\/i>\u201cA Palavra est\u00e1 em sua boca e em seu cora\u00e7\u00e3o; por isso voc\u00eas poder\u00e3o obedecer-lhe\u201d. Jesus e Tiago nos chamam para sermos praticantes da Palavra e n\u00e3o somente ouvintes.\u00a0[20] A B\u00edblia retrata uma qualidade de vida que deve marcar a vida do crist\u00e3o e da comunidade dos fi\u00e9is. De Abra\u00e3o a Mois\u00e9s, atrav\u00e9s dos salmistas, dos profetas, dos s\u00e1bios de Israel, e com Jesus e seus ap\u00f3stolos, aprendemos que este estilo de vida b\u00edblico inclui justi\u00e7a, compaix\u00e3o, humildade, integridade, honestidade, castidade sexual, generosidade, bondade, esp\u00edrito de sacrif\u00edcio, hospitalidade, pacifica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o retalia\u00e7\u00e3o, boas obras, perd\u00e3o, alegria, contentamento e amor \u2013 todas essas coisas reunidas em vidas de adora\u00e7\u00e3o, louvor e fidelidade a Deus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><i>N\u00f3s confessamos que com facilidade declaramos amar a B\u00edblia sem amar a vida que ela ensina \u2013 a vida de obedi\u00eancia a Deus, de pr\u00e1tica e sacrif\u00edcio, atrav\u00e9s de Cristo. No entanto, nada qualifica o evangelho de maneira mais eloquente do que uma vida transformada, e nada o leva a mais descr\u00e9dito do que a incoer\u00eancia pessoal. \u00c9 nossa responsabilidade viver de maneira digna do evangelho de Cristo, at\u00e9 mesmo \u2018tornando-o mais atraente\u201d e real\u00e7ando sua beleza atrav\u00e9s de vidas santas.[21]\u00a0Portanto, por causa do evangelho de Cristo, n\u00f3s renovamos nosso compromisso de provar nosso amor pela Palavra de Deus crendo nela e obedecendo-a. N\u00e3o h\u00e1 miss\u00e3o b\u00edblica sem vida b\u00edblica.<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>7. \u00a0N\u00f3s amamos a Palavra de Deus\u00a0<\/b><\/p>\n<p><i>N\u00f3s compartilhamos da paix\u00e3o de Deus pelo seu mundo, amando tudo o que Deus criou, nos alegrando na provid\u00eancia e na justi\u00e7a de Deus para com toda sua cria\u00e7\u00e3o, proclamando as boas novas para toda a cria\u00e7\u00e3o e para todas as na\u00e7\u00f5es, e aguardando o dia em que a terra ser\u00e1 cheia do conhecimento da gl\u00f3ria de Deus como as \u00e1guas cobrem o mar.<b>[22]<\/b>N\u00f3s amamos o mundo da cria\u00e7\u00e3o de Deus<\/i>. Este amor n\u00e3o \u00e9 apenas uma mera afei\u00e7\u00e3o sentimental pela natureza (que em nenhum lugar a B\u00edblia ordena) e, muito menos, \u00e9 uma adora\u00e7\u00e3o pante\u00edsta da natureza (que a B\u00edblia pro\u00edbe expressamente). Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 conseq\u00fc\u00eancia l\u00f3gica do nosso amor a Deus, ao cuidarmos do que lhe pertence. \u201cDo Senhor \u00e9 a terra e tudo o nela existe\u201d. A terra \u00e9 propriedade do Deus que afirmamos amar e obedecer. N\u00f3s cuidamos da terra, simplesmente porque ela pertence \u00e0quele a quem chamamos de Senhor.[23]<\/p>\n<p>A) \u00a0A terra \u00e9 criada, sustentada e redimida por Cristo.[24] N\u00e3o podemos dizer que amamos a Deus enquanto destru\u00edmos o que pertence a Cristo por direito de cria\u00e7\u00e3o, reden\u00e7\u00e3o e heran\u00e7a. N\u00f3s cuidamos da terra e de maneira respons\u00e1vel fazemos uso dos seus abundantes recursos, n\u00e3o de acordo com a mentalidade deste mundo secular, mas por causa do Senhor. Se Jesus \u00e9 o Senhor de toda a terra, n\u00e3o podemos desvincular nosso relacionamento com Cristo da forma como agimos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 terra. Proclamar o evangelho que diz que \u201cJesus \u00e9 Senhor\u201d \u00e9 proclamar o evangelho que inclui a terra, uma vez que o senhorio de Cristo \u00e9 sobre toda a cria\u00e7\u00e3o.\u00a0 O cuidado com a cria\u00e7\u00e3o \u00e9, portanto, uma quest\u00e3o do evangelho dentro do Senhorio de Cristo.<\/p>\n<p><i>Tal amor pela cria\u00e7\u00e3o de Deus<\/i>\u00a0exige que nos arrependamos da nossa contribui\u00e7\u00e3o na destrui\u00e7\u00e3o, no desperd\u00edcio e na polui\u00e7\u00e3o dos recursos da terra e do nosso consentimento com a idolatria t\u00f3xica do consumismo. Em vez disso, nos comprometemos com urgente e prof\u00e9tica responsabilidade ecol\u00f3gica. Apoiamos os crist\u00e3os cujo chamado mission\u00e1rio particular seja principalmente em defesa e a\u00e7\u00e3o em favor do meio ambiente, bem como aqueles comprometidos com o cumprimento do mandato divino de proporcionar bem estar e atender as necessidades humanas, exercendo dom\u00ednio e mordomia respons\u00e1veis. A B\u00edblia declara o prop\u00f3sito redentor de Deus para a pr\u00f3pria\u00a0<i>cria\u00e7\u00e3o<\/i>. Miss\u00e3o integral significa discernir, proclamar e viver a verdade b\u00edblica de que o evangelho \u00e9 a boa nova de Deus, atrav\u00e9s da cruz e da ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo para indiv\u00edduos\u00a0<i>e<\/i>\u00a0para a sociedade\u00a0<i>e<\/i>\u00a0para a cria\u00e7\u00e3o. Todos os tr\u00eas est\u00e3o feridos e sofrem por causa do pecado; todos os tr\u00eas est\u00e3o inclu\u00eddos no amor redentor e na miss\u00e3o de Deus; todos os tr\u00eas devem fazer parte da miss\u00e3o global do povo de Deus.<\/p>\n<p><i>B) \u00a0N\u00f3s amamos o mundo das na\u00e7\u00f5es e das culturas.\u00a0<\/i>\u201cDe um s\u00f3 fez ele todos os povos, para que povoassem toda a terra\u201d. A diversidade \u00e9tnica \u00e9 dom de Deus na cria\u00e7\u00e3o e ser\u00e1 preservada na nova cria\u00e7\u00e3o, quando ser\u00e1 libertada das divis\u00f5es e rivalidade advindas da queda.\u00a0 Nosso amor pelos povos reflete a promessa de Deus de aben\u00e7oar todas as na\u00e7\u00f5es da terra e a miss\u00e3o de Deus de criar para si um povo de toda tribo, l\u00edngua, povo e na\u00e7\u00e3o. Devemos amar tudo o que Deus escolheu aben\u00e7oar, o que inclui todas as culturas. Historicamente, a miss\u00e3o crist\u00e3, embora marcada por erros destrutivos, tem sido fundamental na prote\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o de culturas nativas e suas l\u00ednguas. O amor piedoso, no entanto, tamb\u00e9m inclui discernimento cr\u00edtico, uma vez que todas as culturas mostram n\u00e3o apenas a evid\u00eancia positiva da imagem de Deus nas vidas humanas, mas tamb\u00e9m as impress\u00f5es negativas de Satan\u00e1s e do pecado. Desejamos ardentemente ver o evangelho presente e incorporado em todas as culturas, redimindo-as de dentro para fora, para que possam exibir a gl\u00f3ria de Deus e a plenitude radiante de Cristo. Aguardamos com grande expectativa a riqueza, a gl\u00f3ria e o esplendor de todas as culturas sendo trazidas para a cidade de Deus \u2013 redimidas e purificadas de todo o pecado, enriquecendo a nova cria\u00e7\u00e3o.[25]<\/p>\n<p><i>Tal amor por todos os povos\u00a0<\/i>exige que rejeitemos os males do racismo e do etnocentrismo, e tratemos todos os grupos \u00e9tnicos e culturais com dignidade e respeito, em raz\u00e3o do seu valor para Deus na cria\u00e7\u00e3o e na reden\u00e7\u00e3o.[26]<\/p>\n<p><i>Tal amor<\/i>\u00a0tamb\u00e9m exige que busquemos fazer o evangelho conhecido entre todos os povos e culturas em todos os lugares. Nenhuma na\u00e7\u00e3o, judia ou gentia, est\u00e1 exclu\u00edda do escopo da grande comiss\u00e3o. O evangelismo flui de cora\u00e7\u00f5es cheios do amor de Deus por aqueles que ainda n\u00e3o o conhecem. Confessamos envergonhados que ainda existem muitas na\u00e7\u00f5es no mundo que jamais ouviram a mensagem do amor de Deus em Jesus Cristo. N\u00f3s renovamos o compromisso que inspirou o Movimento Lausanne desde o seu in\u00edcio, de usar todos os meios poss\u00edveis para alcan\u00e7ar todos os povos com o evangelho.<\/p>\n<p><i>C) \u00a0N\u00f3s amamos todos aqueles que vivem em pobreza e sofrimento no mundo.\u00a0<\/i>A B\u00edblia nos diz que o Senhor tem amor para com todas as suas criaturas, defende a causa do oprimido, ama o estrangeiro, alimenta o faminto, sustenta o \u00f3rf\u00e3o e a vi\u00fava.[27] A B\u00edblia tamb\u00e9m mostra que Deus deseja fazer essas coisas atrav\u00e9s de seres humanos comprometidos com tal a\u00e7\u00e3o. Deus responsabiliza principalmente aqueles que s\u00e3o nomeados para lideran\u00e7a pol\u00edtica ou jur\u00eddica na sociedade,[28] mas ao povo de Deus tamb\u00e9m foi ordenado \u2013 atrav\u00e9s da lei e dos profetas, dos Salmos e Prov\u00e9rbios, de Jesus e Paulo, Tiago e Jo\u00e3o \u2013 que refletisse o amor e a justi\u00e7a de Deus em atos de amor e justi\u00e7a para com o necessitado.[29]<\/p>\n<p><i>Tal amor pelo pobre<\/i>\u00a0exige n\u00e3o apenas nosso amor, nossa miseric\u00f3rdia e nossas obras de compaix\u00e3o, mas tamb\u00e9m que fa\u00e7amos justi\u00e7a, expondo e nos opondo a tudo o que oprime e explora o pobre. \u201cN\u00e3o devemos ter medo de denunciar o mal e a injusti\u00e7a onde quer que existam\u201d.[30] Envergonhados confessamos que falhamos em partilhar a paix\u00e3o de Deus, falhamos em assumir o amor de Deus, falhamos em refletir o car\u00e1ter de Deus e falhamos em fazer a vontade de Deus. Dispomo-nos a promover a justi\u00e7a, incluindo a solidariedade e a defesa em favor dos marginalizados e oprimidos. Reconhecemos tal luta contra o mal como uma dimens\u00e3o da guerra espiritual, que s\u00f3 pode ser travada atrav\u00e9s da vit\u00f3ria da cruz e da ressurrei\u00e7\u00e3o, no poder do Esp\u00edrito Santo, e em constante ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><i>D) \u00a0Amamos nosso pr\u00f3ximo como a n\u00f3s mesmos.\u00a0<\/i>Jesus convidou seus disc\u00edpulos a que obedecessem a esse mandamento como o segundo maior na lei, mas depois aprofundou radicalmente a exig\u00eancia (no mesmo cap\u00edtulo), de \u201came o estrangeiro como a si mesmo\u201d para \u201came o inimigo\u201d.\u00a0[31]<\/p>\n<p><i>Tal amor pelo nosso pr\u00f3ximo<\/i>\u00a0exige que respondamos a todos a partir do cora\u00e7\u00e3o do evangelho, em obedi\u00eancia ao mandamento de Cristo e seguindo o exemplo de Cristo. Este amor pelo pr\u00f3ximo inclui pessoas de todas as cren\u00e7as e se estende \u00e0queles que nos odeiam, fazem cal\u00fanias, perseguem e at\u00e9 matam. Jesus nos ensinou a responder \u00e0 mentira com a verdade, aos que nos fazem mal, com atos de bondade, miseric\u00f3rdia e perd\u00e3o, \u00e0 viol\u00eancia e morte dos seus disc\u00edpulos, com abnega\u00e7\u00e3o, a fim de atrair a ele todos e quebrar a cadeia do mal. Rejeitamos enfaticamente o uso de viol\u00eancia na propaga\u00e7\u00e3o do evangelho e renunciamos \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de retaliar com vingan\u00e7a contra aqueles que nos fazem mal. Tal desobedi\u00eancia \u00e9 incompat\u00edvel com o exemplo e ensinamento de Cristo e do Novo Testamento.[32] Ao mesmo tempo, o nosso dever de amar ao nosso pr\u00f3ximo em sofrimento nos obriga a buscar justi\u00e7a em seu benef\u00edcio, por meio de recursos apropriados junto a autoridades legais e p\u00fablicas, que agem como servos de Deus para punir infratores.[33]<\/p>\n<p><i>E) \u00a0O mundo que n\u00e3o amamos.\u00a0<\/i>O mundo da boa cria\u00e7\u00e3o de Deus tornou-se o mundo da rebeli\u00e3o humana e sat\u00e2nica contra Deus. Recebemos o mandamento de<i>n\u00e3o<\/i>\u00a0amar o mundo do desejo pecaminoso, da gan\u00e2ncia e do orgulho humano. Confessamos com pesar que exatamente s\u00e3o essas marcas de mundanismo que tantas vezes desfiguram a nossa presen\u00e7a crist\u00e3 e negam o nosso testemunho do evangelho.[34]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><i>N\u00f3s renovamos nosso compromisso de n\u00e3o flertar com o mundo ca\u00eddo e suas paix\u00f5es transit\u00f3rias, mas amar o mundo todo como Deus ama. Portanto, amamos o mundo com o desejo santo de ver reden\u00e7\u00e3o e renova\u00e7\u00e3o em Cristo de toda a cria\u00e7\u00e3o e de todas as culturas, de ver o ajuntamento do povo de Deus de todas as na\u00e7\u00f5es at\u00e9 os confins da terra e o fim de toda destrui\u00e7\u00e3o, toda pobreza e toda inimizade.<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>8. N\u00f3s Amamos o Evangelho de Deus<\/b><\/p>\n<p><i>Como disc\u00edpulos de Jesus, somos pessoas do evangelho. O cerne de nossa identidade \u00e9 a nossa paix\u00e3o pela boa nova b\u00edblica da obra salvadora de Deus atrav\u00e9s de Jesus Cristo. Somos unidos por nossa experi\u00eancia com a gra\u00e7a de Deus no evangelho e por nossa motiva\u00e7\u00e3o de fazer o evangelho da gra\u00e7a conhecido nos confins da terra atrav\u00e9s de todos os meios poss\u00edveis.<\/i><\/p>\n<p><i>A) \u00a0N\u00f3s amamos a boa nova em um mundo de m\u00e1s not\u00edcias.<\/i>\u00a0O evangelho aborda os efeitos terr\u00edveis do pecado, da incapacidade e da necessidade humana. Os serem humanos se rebelaram contra Deus, rejeitaram a autoridade de Deus e desobedeceram a Palavra de Deus. Neste estado pecaminoso, estamos alienados de Deus, uns dos outros e da ordem criada. O pecado merece a condena\u00e7\u00e3o de Deus. Aqueles que se recusam a arrepender-se e \u201ce n\u00e3o obedecem o evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo, ser\u00e3o punidos com destrui\u00e7\u00e3o eterna e separa\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a de Deus\u201d.[35] Os efeitos do pecado e do poder do mal corromperam todas as dimens\u00f5es da pessoa humana (espiritual, f\u00edsica, intelectual e relacional). Eles permeiam a vida cultural, econ\u00f4mica, social, pol\u00edtica e religiosa atrav\u00e9s de todas as culturas e gera\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria. Eles t\u00eam causado sofrimento incalcul\u00e1vel \u00e0 ra\u00e7a humana e danos \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de Deus. Neste contexto sombrio, o evangelho b\u00edblico \u00e9 realmente uma boa not\u00edcia.<\/p>\n<p><i>B) \u00a0N\u00f3s amamos a hist\u00f3ria que o evangelho conta.\u00a0<\/i>O Evangelho anuncia como boas novas os eventos hist\u00f3ricos da vida, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo de Nazar\u00e9. Como filho de Davi, o prometido Rei Messias, Jesus \u00e9 aquele atrav\u00e9s de quem Deus estabeleceu seu reino e atuou para a salva\u00e7\u00e3o do mundo, permitindo que todas as na\u00e7\u00f5es da terra fossem aben\u00e7oadas, conforme promessa a Abra\u00e3o. Paulo define o evangelho ao afirmar que \u201cCristo morreu pelos nossos pecados segundo as escrituras, que ele foi sepultado, que ele ressuscitou no terceiro dia, segundo as escrituras, e que apareceu a Pedro e depois aos Doze\u201d. O Evangelho declara que, na cruz de Cristo, Deus tomou sobre si, na pessoa do Seu Filho, o nosso lugar, o julgamento merecido pelos nossos pecados. No mesmo importante ato de salva\u00e7\u00e3o, finalizado, justificado e declarado atrav\u00e9s da ressurrei\u00e7\u00e3o, Deus teve vit\u00f3ria decisiva sobre Satan\u00e1s, sobre a morte e os poderes do mal, nos libertou do seu poder e temor e garantiu sua destrui\u00e7\u00e3o final. Deus realizou a reconcilia\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os com ele e uns com os outros cruzando todas as fronteiras e inimizades. Deus tamb\u00e9m cumpriu o seu prop\u00f3sito de reconcilia\u00e7\u00e3o final de toda a cria\u00e7\u00e3o e na ressurrei\u00e7\u00e3o corporal de Jesus nos deu as prim\u00edcias da nova cria\u00e7\u00e3o. \u201cDeus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo\u201d.\u00a0[36] Como amamos a hist\u00f3ria do evangelho!<\/p>\n<p><i>C) \u00a0N\u00f3s amamos a seguran\u00e7a que o evangelho traz.\u00a0<\/i>Somente atrav\u00e9s da confian\u00e7a unicamente em Cristo, somos unidos com Cristo atrav\u00e9s do Esp\u00edrito Santo e considerados justos em Cristo diante de Deus. Sendo justificados pela f\u00e9, temos paz com Deus e nenhuma outra condena\u00e7\u00e3o h\u00e1 para n\u00f3s. Recebemos o perd\u00e3o de nossos pecados. N\u00f3s nascemos de novo para uma viva esperan\u00e7a, partilhando a vida ressurreta de Cristo. Somos adotados como coerdeiros com Cristo. Tornamo-nos cidad\u00e3os do povo em alian\u00e7a com Deus, membros da fam\u00edlia de Deus e lugar de habita\u00e7\u00e3o de Deus. Assim, ao confiarmos em Cristo, temos plena certeza da salva\u00e7\u00e3o e da vida eterna, uma vez que a nossa salva\u00e7\u00e3o depende, em \u00faltima inst\u00e2ncia, n\u00e3o de n\u00f3s mesmos, mas da obra de Cristo e da promessa de Deus. \u201cNada na cria\u00e7\u00e3o ser\u00e1 capaz de nos separar do amor de Deus que est\u00e1 em Cristo Jesus, nosso Senhor\u201d[37]. Como amamos a promessa do evangelho!<\/p>\n<p><i>D) \u00a0N\u00f3s amamos a transforma\u00e7\u00e3o que o evangelho produz.<\/i>\u00a0O evangelho \u00e9 o poder transformador de Deus operante no mundo. \u201c\u00c9 o poder de Deus para salva\u00e7\u00e3o de todo aquele que cr\u00ea\u201d[38]. A f\u00e9 \u00e9 o \u00fanico meio pelo qual as b\u00ean\u00e7\u00e3os e a certeza do evangelho s\u00e3o recebidas. A f\u00e9 salvadora, no entanto, nunca permanece s\u00f3, mas invariavelmente se mostra em obedi\u00eancia. A obedi\u00eancia crist\u00e3 \u00e9 a \u201cf\u00e9 que atua pelo amor\u201d[39]. N\u00e3o somos salvos\u00a0<i>pelas\u00a0<\/i>boas obras, mas tendo sido salvos pela gra\u00e7a apenas, somos \u201ccriados em Cristo Jesus\u00a0<i>para<\/i>\u00a0<i>fazermos<\/i>\u00a0boas obras\u201d[40]. \u201cA f\u00e9, por si s\u00f3, se n\u00e3o for acompanhada de obras, est\u00e1 morta\u201d[41]. Paulo viu a transforma\u00e7\u00e3o \u00e9tica que o evangelho produz como obra da gra\u00e7a de Deus \u2013 gra\u00e7a que alcan\u00e7ou nossa salva\u00e7\u00e3o na primeira vinda de Cristo e gra\u00e7a que nos ensina a viver com \u00e9tica, \u00e0 luz da sua segunda vinda[42].<b>\u00a0<\/b>Para Paulo, \u201cobedecer o evangelho\u201d significava tanto confiar na gra\u00e7a como ser ensinado pela gra\u00e7a[43]. O objetivo mission\u00e1rio de Paulo era chamar dentre todas as na\u00e7\u00f5es um povo \u201cpara obedi\u00eancia que vem pela f\u00e9\u201d[44]. Esta linguagem fortemente pactual lembra Abra\u00e3o. Abra\u00e3o creu na promessa de Deus, e isto lhe foi imputado por justi\u00e7a, ele ent\u00e3o obedeceu ao mandamento de Deus em demonstra\u00e7\u00e3o da sua f\u00e9. \u201cPela f\u00e9 Abra\u00e3o&#8230; obedeceu\u201d[45]. Arrependimento e f\u00e9 em Jesus Cristo s\u00e3o os primeiros atos de obedi\u00eancia exigidos pelo evangelho; cont\u00ednua obedi\u00eancia aos mandamentos de Deus \u00e9 o modo de vida que a f\u00e9 evang\u00e9lica possibilita, atrav\u00e9s da santifica\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo[46]. A obedi\u00eancia \u00e9, portanto, a prova viva da f\u00e9 salvadora e seu fruto vivo. A obedi\u00eancia \u00e9 tamb\u00e9m o teste do nosso amor por Jesus. \u201cQuem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse \u00e9 o que me ama\u201d[47]. \u201cSabemos que o conhecemos, se obedecemos aos seus mandamentos[48]. Como n\u00f3s amamos o poder do evangelho!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>9. N\u00f3s amamos o Povo de Deus<\/b><\/p>\n<p><i>O povo de Deus \u00e9 feito de pessoas de todas as eras e de todas as na\u00e7\u00f5es a quem Deus em Cristo amou, escolheu, chamou, salvou e santificou como um povo para si mesmo, para compartilhar na gl\u00f3ria de Cristo como cidad\u00e3os da nova cria\u00e7\u00e3o. Como esses, ent\u00e3o, a quem Deus amou de eternidade a eternidade e por toda nossa hist\u00f3ria de turbul\u00eancia e rebeli\u00e3o, recebemos o mandamento de amar uns aos outros. Visto que \u201cDeus nos amou, tamb\u00e9m n\u00f3s devemos amar uns aos outros\u201d e, assim, ser \u201cimitadores de Deus&#8230; e viver uma vida de amor, como Cristo nos amou e se entregou por n\u00f3s\u201d. Amar uns aos outros na fam\u00edlia de Deus n\u00e3o \u00e9 uma mera escolha, mas um mandamento inevit\u00e1vel. Esse amor \u00e9 a primeira evid\u00eancia de obedi\u00eancia ao evangelho, a express\u00e3o imprescind\u00edvel de nossa submiss\u00e3o ao Senhorio de Cristo e um potente motor da miss\u00e3o mundial\u00a0[49].<\/i><\/p>\n<p><i>A) \u00a0O Amor exige Unidade.\u00a0<\/i>O mandamento de Jesus aos seus disc\u00edpulos para que amassem uns aos outros est\u00e1 ligado \u00e0 sua ora\u00e7\u00e3o para que eles fossem um. Tanto o mandamento como a ora\u00e7\u00e3o s\u00e3o missionais\u00a0 &#8211;\u00a0 \u201ccom isso todos saber\u00e3o que voc\u00eas s\u00e3o meus disc\u00edpulos\u201d, e para que \u2018o mundo creia que tu [o Pai] me enviaste\u201d[50]. A marca mais convincente e poderosa da verdade do evangelho \u00e9 quando os crist\u00e3os se unem em amor al\u00e9m das barreiras das divis\u00f5es arraigadas do mundo \u2013 barreiras de ra\u00e7a, cor, g\u00eanero, classe social, privil\u00e9gio econ\u00f4mico e alinhamento pol\u00edtico. No entanto, poucas coisas destroem tanto nosso testemunho como quando crist\u00e3os espelham e amplificam as mesmas divis\u00f5es entre si. Precisamos urgentemente buscar uma nova parceria global dentro do corpo de Cristo em todos os continentes, enraizados em profundo amor rec\u00edproco, em submiss\u00e3o m\u00fatua e na partilha econ\u00f4mica significativa, sem paternalismo ou depend\u00eancia doentia. E que essa busca n\u00e3o seja apenas como demonstra\u00e7\u00e3o da nossa unidade no evangelho, mas tamb\u00e9m pelo nome de Cristo e da miss\u00e3o de Deus em todo o mundo.<\/p>\n<p><i>O amor exige Honestidade.<\/i>\u00a0O amor fala a verdade com gra\u00e7a. Ningu\u00e9m amou mais o povo de Deus do que os profetas de Israel e o pr\u00f3prio Jesus. No entanto, ningu\u00e9m os confrontou de maneira mais honesta com a verdade do seu fracasso, de sua idolatria e rebeli\u00e3o contra o Senhor da sua alian\u00e7a. Ao fazer isso, eles chamaram o povo de Deus ao arrependimento, para que pudessem ser perdoados e restitu\u00eddos ao servi\u00e7o da miss\u00e3o de Deus. A mesma voz de amor prof\u00e9tico deve ser ouvida hoje, pela mesma raz\u00e3o. Nosso amor pela Igreja de Deus sofre com tristeza diante da fei\u00fara entre n\u00f3s que tanto desfigura a face do nosso querido Senhor Jesus Cristo e esconde a sua formosura do mundo\u00a0 \u2013 mundo este que precisa desesperadamente ser atra\u00eddo a ele.<\/p>\n<p><i>B) \u00a0O amor exige Solidariedade.<\/i>\u00a0Amar uns aos outros inclui principalmente importar-se com aqueles que s\u00e3o perseguidos ou aprisionados por causa da sua f\u00e9 e do seu testemunho. Se uma parte do corpo sofre, todas as partes sofrem com ela. Somo todos, como Jo\u00e3o, \u201ccompanheiros no sofrimento, no Reino e na perseveran\u00e7a em Jesus\u201d[51]. N\u00f3s nos comprometemos a partilhar do sofrimento dos membros do corpo de Cristo em todo o mundo, atrav\u00e9s da informa\u00e7\u00e3o, da ora\u00e7\u00e3o, da defesa e de outros meios de apoio. Vemos este compartilhamento, no entanto, n\u00e3o apenas com um exerc\u00edcio de piedade, mas tamb\u00e9m ansiando aprender o que a Igreja sofredora pode ensinar e oferecer \u00e0quelas partes do corpo de Cristo que n\u00e3o est\u00e3o sofrendo da mesma maneira. Somos advertidos que a Igreja que se sente \u00e0 vontade na sua riqueza e autossufici\u00eancia pode, como Laodic\u00e9ia, ser a Igreja que Jesus v\u00ea como a mais cega quanto \u00e0 sua pr\u00f3pria pobreza, e diante da qual ele pr\u00f3prio se sente um estranho do lado de fora.[52]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><i>Jesus chama todos os seus disc\u00edpulos para que sejam uma fam\u00edlia entre as na\u00e7\u00f5es, um corpo reconciliado no qual todas as barreiras pecaminosas est\u00e3o derrubadas atrav\u00e9s da sua gra\u00e7a reconciliadora. Esta Igreja \u00e9 uma comunidade de gra\u00e7a, obedi\u00eancia e amor, na comunh\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, na qual os atributos gloriosos de Deus e as caracter\u00edsticas da gra\u00e7a de Cristo s\u00e3o refletidos e a sabedoria multiforme de Deus \u00e9 demonstrada. Como a express\u00e3o mais v\u00edvida do reino de Deus no presente, a Igreja \u00e9 a comunidade dos reconciliados que n\u00e3o vivem mais para si mesmos, mas para o Salvador que os amou e se entregou por eles.<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>10. N\u00f3s Amamos a Miss\u00e3o de Deus<\/b><\/p>\n<p><i>N\u00f3s estamos comprometidos com a miss\u00e3o mundial, porque ela \u00e9 central para nosso entendimento de Deus, da B\u00edblia, da Igreja, da hist\u00f3ria humana e do futuro final. Toda a B\u00edblia revela a miss\u00e3o de Deus de trazer unidas sob Cristo todas as coisas, no c\u00e9u e na terra, reconciliando-as atrav\u00e9s do sangue da sua cruz. No cumprimento da sua miss\u00e3o, Deus transformar\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o ferida pelo pecado e pelo mal em uma nova cria\u00e7\u00e3o na qual n\u00e3o exista mais pecado nem maldi\u00e7\u00e3o. Deus cumprir\u00e1 sua promessa a Abra\u00e3o de aben\u00e7oar todas as na\u00e7\u00f5es na terra, atrav\u00e9s do evangelho de Jesus, o Messias, a semente de Abra\u00e3o. Deus transformar\u00e1 o mundo partido formado pelas na\u00e7\u00f5es espalhadas sob o ju\u00edzo de Deus em uma nova humanidade, de toda tribo, na\u00e7\u00e3o, povo e l\u00edngua, redimida pelo sangue de Cristo, reunidos ali para adorar nosso Deus e Salvador. Deus destruir\u00e1 o reino de morte, corrup\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia quando Cristo voltar para estabelecer seu reino eterno de vida, justi\u00e7a e paz. Ent\u00e3o, Deus, Emanuel, habitar\u00e1 conosco, e o reino do mundo se tornar\u00e1 o reino do nosso Senhor e do seu Cristo e ele reinar\u00e1 para sempre e sempre.<\/i>[53]<\/p>\n<p><i>A) Nossa participa\u00e7\u00e3o na miss\u00e3o de Deus.\u00a0<\/i>Deus chama seu povo para partilhar sua miss\u00e3o. A Igreja de todas as na\u00e7\u00f5es, atrav\u00e9s do Messias Jesus, est\u00e1 em continuidade com o povo de Deus no Antigo Testamento. Com eles, fomos chamados por meio de Abra\u00e3o e comissionados para ser ben\u00e7\u00e3o e luz para as na\u00e7\u00f5es. Com eles, somos moldados e ensinados atrav\u00e9s da lei e dos profetas para ser uma comunidade de santidade, compaix\u00e3o e justi\u00e7a em um mundo de pecado e sofrimento. Fomos redimidos atrav\u00e9s da cruz e da ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo e capacitados pelo Esp\u00edrito Santo para dar testemunho do que Deus fez em Cristo. A Igreja existe para adorar e glorificar a Deus por toda a eternidade e para participar da miss\u00e3o transformadora de Deus na hist\u00f3ria. Nossa miss\u00e3o origina-se totalmente na miss\u00e3o de Deus, tem como alvo toda a cria\u00e7\u00e3o de Deus e seu fundamento central na vit\u00f3ria redentora da cruz. Este \u00e9 o povo a quem pertencemos, cuja f\u00e9 confessamos e cuja miss\u00e3o compartilhamos.<\/p>\n<p><i>B) \u00a0A integridade da nossa miss\u00e3o.<\/i>\u00a0A\u00a0<i>origem<\/i>\u00a0de toda nossa miss\u00e3o \u00e9 o que Deus fez em Cristo pela reden\u00e7\u00e3o de todo o mundo, conforme revelado na B\u00edblia. Nossa tarefa evangel\u00edstica \u00e9 fazer as boas novas conhecidas a todas as na\u00e7\u00f5es. O contexto de toda a nossa miss\u00e3o \u00e9 o mundo no qual vivemos, o mundo de pecado, de sofrimento, de injusti\u00e7a e de desordem da Cria\u00e7\u00e3o, para onde Deus nos envia a fim de que amemos e sirvamos por amor a Cristo. Toda a nossa miss\u00e3o deve, portanto, refletir a integra\u00e7\u00e3o do evangelismo e do envolvimento comprometido com o mundo, sendo ambos ordenados e conduzidos por toda a revela\u00e7\u00e3o b\u00edblica do evangelho de Deus.<\/p>\n<p>\u201cEvangelismo propriamente dito \u00e9 a proclama\u00e7\u00e3o do Cristo b\u00edblico e hist\u00f3rico como Salvador e Senhor, com o intuito de persuadir outros a que venham a ele pessoalmente e, assim, sejam reconciliados com Deus. Os resultados da evangeliza\u00e7\u00e3o incluem a obedi\u00eancia a Cristo, o ingresso em sua Igreja e o servi\u00e7o respons\u00e1vel no mundo&#8230; Afirmamos que tanto a evangeliza\u00e7\u00e3o quanto o envolvimento sociopol\u00edtico fazem parte do nosso dever crist\u00e3o. Pois ambos s\u00e3o express\u00f5es necess\u00e1rias das nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, do nosso amor por nosso pr\u00f3ximo e da nossa obedi\u00eancia a Jesus Cristo&#8230; A salva\u00e7\u00e3o que alegamos possuir deve estar nos transformando na totalidade de nossas responsabilidades pessoais e sociais. A f\u00e9 sem obras \u00e9 morta\u201d.[54]<\/p>\n<p>\u201cA miss\u00e3o integral \u00e9 a proclama\u00e7\u00e3o e a demonstra\u00e7\u00e3o do evangelho. N\u00e3o significa simplesmente que a evangeliza\u00e7\u00e3o e o compromisso social devam ser realizados de forma concomitante. Mas sim, que na miss\u00e3o integral nossa proclama\u00e7\u00e3o tem consequ\u00eancias sociais quando convocamos as pessoas ao amor e ao arrependimento em todas as \u00e1reas da vida. E nosso compromisso social tem consequ\u00eancias para a evangeliza\u00e7\u00e3o na medida que testemunhamos da gra\u00e7a transformadora de Jesus Cristo.Se ignoramos o mundo, tra\u00edmos a Palavra de Deus, que nos envia para que sirvamos ao mundo. Se ignoramos a Palavra de Deus, n\u00e3o temos nada a oferecer ao mundo.\u201d[55]<\/p>\n<p><i>N\u00f3s nos comprometemos com o exerc\u00edcio integral e din\u00e2mico de todas as dimens\u00f5es da miss\u00e3o para a qual Deus chama sua Igreja.<\/i><\/p>\n<ul>\n<li><i>Deus ordena que fa\u00e7amos conhecida a todas as na\u00e7\u00f5es a verdade da revela\u00e7\u00e3o de Deus e o evangelho da gra\u00e7a salvadora de Deus atrav\u00e9s de Jesus Cristo, chamando todas as pessoas ao arrependimento, \u00e0 f\u00e9, ao batismo e ao discipulado obediente.<\/i><\/li>\n<li><i>Deus ordena que reflitamos o seu car\u00e1ter atrav\u00e9s do cuidado compassivo do necessitado e que demonstremos os valores e o poder do reino de Deus na luta por justi\u00e7a e paz e no cuidado da cria\u00e7\u00e3o de Deus.<\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p><i>Em resposta ao amor infinito de Deus por n\u00f3s em Cristo e ao nosso amor transbordante por ele, n\u00f3s nos dedicamos novamente, com a ajuda do Esp\u00edrito Santo, a obedecer plenamente a todos os mandamentos de Deus com humildade abnegada, alegria e coragem. N\u00f3s renovamos nossa alian\u00e7a com o Senhor \u2013 o Senhor que amamos porque ele nos amou primeiro.<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>PARTE II<\/b><\/p>\n<p><b>Para o Mundo que Servimos:\u00a0O Chamado \u00e0 A\u00e7\u00e3o da Cidade do Cabo<\/b><\/p>\n<p><b>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>Nossa alian\u00e7a com Deus vincula o amor \u00e0 obedi\u00eancia. Deus se alegra em ver nosso \u201ctrabalho que resulta da f\u00e9\u201d e nosso \u201cesfor\u00e7o motivado pelo amor\u201d,[56] pois \u201csomos cria\u00e7\u00e3o de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para n\u00f3s praticarmos\u201d.[57]<\/p>\n<p>Como membros da Igreja de Jesus Cristo em todo o mundo, temos procurado ouvir a voz de Deus atrav\u00e9s do Esp\u00edrito Santo. Ouvimos sua voz a partir da Palavra escrita na exposi\u00e7\u00e3o de Ef\u00e9sios e atrav\u00e9s das vozes do seu povo em todo o mundo. Os seis principais temas do nosso Congresso oferecem a base para discernir os desafios enfrentados pela Igreja de Cristo em todo o mundo e as nossas prioridades para o futuro. N\u00e3o inferimos que esses compromissos sejam os \u00fanicos que a Igreja deve considerar, nem que as prioridades sejam as mesmas em toda parte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>IIA\u00a0testemunhando da verdade de Cristo\u00a0em um mundo pluralista e globalizado.<\/b><\/p>\n<p><b>1.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>A Verdade e a pessoa de Cristo<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>Jesus Cristo \u00e9 a verdade do universo. Como Jesus \u00e9 a verdade, a verdade em Cristo \u00e9 (i) pessoal bem como proposicional; (ii) universal bem como contextual; (iii) final bem como presente.<\/p>\n<p>A) Como disc\u00edpulos de Cristo, somos chamados para ser pessoas da verdade.<\/p>\n<ol>\n<li>N\u00f3s devemos\u00a0<i>viver<\/i>\u00a0a verdade. Viver a verdade \u00e9 ser a face de Jesus, atrav\u00e9s de quem a gl\u00f3ria do evangelho \u00e9 revelada a mentes cegas. As pessoas ver\u00e3o a verdade na face daqueles que vivem suas vidas para Jesus, em fidelidade e amor.<\/li>\n<li>N\u00f3s devemos\u00a0<i>proclamar<\/i>\u00a0a verdade. A proclama\u00e7\u00e3o oral da verdade do evangelho continua fundamental em nossa miss\u00e3o. N\u00e3o pode ser separada do viver a verdade na pr\u00e1tica. Palavras e obras devem caminhar juntas.<\/li>\n<\/ol>\n<p>B) \u00a0N\u00f3s apelamos aos l\u00edderes da igreja, pastores e evangelistas que preguem e ensinem o evangelho b\u00edblico na sua plenitude, como Paulo fez, na totalidade do seu escopo e da sua verdade c\u00f3smicos. Devemos apresentar o evangelho n\u00e3o apenas como uma oferta individual de salva\u00e7\u00e3o nem como uma solu\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades que seja melhor do que os\u00a0outros deuses podem oferecer, mas como plano de Deus em Cristo para todo o universo. \u00c0s vezes, as pessoas v\u00eam a Cristo para satisfazer determinada necessidade pessoal, mas permanecem com Cristo quando encontram nele a verdade.<\/p>\n<p><b>2.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>A verdade e o desafio do pluralismo<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>A pluralidade cultural e religiosa \u00e9 um fato e os crist\u00e3os da \u00c1sia, por exemplo, convivem com isso h\u00e1 s\u00e9culos. Cada uma das diferentes religi\u00f5es afirma que o seu caminho \u00e9 o da verdade. A maioria procura respeitar as diferentes declara\u00e7\u00f5es da verdade de outras cren\u00e7as e convive com elas. Entretanto, o pluralismo relativista p\u00f3s-moderno \u00e9 diferente. Sua ideologia n\u00e3o permite a verdade universal ou absoluta. Embora tolere as declara\u00e7\u00f5es da verdade, as v\u00ea apenas como conceitos culturais (Esta posi\u00e7\u00e3o \u00e9 logicamente autodestrutiva. pois afirma como \u00fanica verdade absoluta que n\u00e3o h\u00e1 verdade absoluta \u00fanica). Tal pluralismo reivindica a \u201ctoler\u00e2ncia\u201d como um valor fundamental, mas pode tomar formar opressivas em pa\u00edses onde o secularismo ou o ate\u00edsmo agressivo governam a arena p\u00fablica.<\/p>\n<p>A) Esperamos ver um comprometimento maior com o duro trabalho da apolog\u00e9tica consistente. Isso deve acontecer em dois n\u00edveis.<\/p>\n<ol>\n<li>Precisamos identificar, preparar e orar por aqueles que podem se envolver na discuss\u00e3o e na defesa da verdade b\u00edblica nos altos n\u00edveis p\u00fablicos e intelectuais da arena p\u00fablica.<\/li>\n<li>N\u00f3s apelamos aos l\u00edderes da igreja e pastores para que equipem todos os crentes com a coragem e com as ferramentas para que relacionem a verdade com relev\u00e2ncia prof\u00e9tica nas conversas p\u00fablica de todo dia, e tamb\u00e9m para que se envolvam em todos os aspectos da cultura em que vivemos.<\/li>\n<\/ol>\n<p><b>3.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>A Verdade e o local de trabalho<\/b><\/p>\n<p>Na B\u00edblia vemos a verdade de Deus a respeito do trabalho humano, como parte do bom prop\u00f3sito de Deus na cria\u00e7\u00e3o. A B\u00edblia traz para a esfera de minist\u00e9rio, todo o trabalho que executamos, como servi\u00e7o para Deus em diferentes voca\u00e7\u00f5es. Por outro lado, a falsidade da \u201cdivis\u00e3o entre secular e sagrado\u201d tem permeado o pensamento e o comportamento da Igreja. Essa divis\u00e3o nos diz que a atividade religiosa pertence a Deus, ao contr\u00e1rio do que acontece com outras atividades. A maioria dos crist\u00e3os passa quase todo o seu tempo no trabalho, que consideram de baixo valor espiritual (o chamado trabalho secular). Mas Deus \u00e9 Senhor de\u00a0<i>toda<\/i>\u00a0a vida. \u201cTudo o que fizerem, fa\u00e7am de todo cora\u00e7\u00e3o, como para o Senhor, e n\u00e3o para homens\u201d[58], Paulo falou, dirigindo-se a escravos no local de trabalho pag\u00e3o.<\/p>\n<p>Apesar da enorme oportunidade de evangelismo e transforma\u00e7\u00e3o no local de trabalho, onde adultos crist\u00e3os t\u00eam a maioria dos seus relacionamentos com n\u00e3o crist\u00e3os, poucas igrejas t\u00eam a vis\u00e3o de preparar sua congrega\u00e7\u00e3o para aproveitar essa oportunidade. Falhamos em considerar o trabalho propriamente dito como intr\u00ednseca e biblicamente importante, pois falhamos em colocar a totalidade da nossa vida sob o Senhorio de Cristo.<\/p>\n<p>A) \u00a0Consideramos esta divis\u00e3o entre santo e secular um grande obst\u00e1culo para a mobiliza\u00e7\u00e3o de todo o povo de Deus na miss\u00e3o de Deus e convocamos os crist\u00e3os em todo o mundo a que rejeitem essa pressuposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o b\u00edblica e resistam aos seus efeitos mal\u00e9ficos. N\u00f3s desafiamos a tend\u00eancia de encarar minist\u00e9rio e miss\u00e3o (local e transcultural) como um trabalho principalmente de ministros e mission\u00e1rios pagos pela igreja, que correspondem a uma porcentagem muito pequena de todo o corpo de Cristo.<\/p>\n<p>B) \u00a0N\u00f3s desafiamos todos os crentes a aceitar e confirmar como seu pr\u00f3prio minist\u00e9rio e miss\u00e3o di\u00e1ria, qualquer local para onde Deus os tenha chamado. Desafiamos pastores e l\u00edderes de igrejas a apoiar a congrega\u00e7\u00e3o neste minist\u00e9rio \u2013 nas comunidades e nos locais de trabalho \u2013 \u201ca preparar os santos para obra de minist\u00e9rio\u201d \u2013 em todas as \u00e1reas de suas vidas.<\/p>\n<p>C) \u00a0Precisamos concentrar esfor\u00e7os no treinamento de todo o povo de Deus para a vida de discipulado, que significa viver, pensar, trabalhar e falar a partir de uma perspectiva b\u00edblica e com efici\u00eancia mission\u00e1ria em todo lugar e em toda circunst\u00e2ncia da vida di\u00e1ria e do trabalho.<\/p>\n<p>Crist\u00e3os com diferentes habilidades, of\u00edcios, neg\u00f3cios e profiss\u00f5es t\u00eam acesso a lugares onde tradicionais plantadores de igreja e evangelistas n\u00e3o t\u00eam. O que esses \u201cfazedores de tendas\u201d e profissionais fazem no local de trabalho deve ser valorizado como parte do minist\u00e9rio das igrejas locais.<\/p>\n<p>D) \u00a0N\u00f3s apelamos aos l\u00edderes da igreja que compreendam o impacto estrat\u00e9gico do minist\u00e9rio no local de trabalho e que mobilizem, preparem e enviem os membros de sua igreja como mission\u00e1rios no local de trabalho, tanto em suas comunidades locais como em pa\u00edses que est\u00e3o fechados para as formas tradicionais de testemunho do evangelho.<\/p>\n<p>E) \u00a0N\u00f3s apelamos aos l\u00edderes mission\u00e1rios que integrem completamente os \u201cfazedores de tenda\u201d na estrat\u00e9gia mission\u00e1ria global.<\/p>\n<p><b>4.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>A verdade e a m\u00eddia globalizada<\/b><\/p>\n<p>N\u00f3s nos comprometemos com um novo envolvimento critico e criativo com a m\u00eddia e com a tecnologia, como parte da defesa da verdade de Cristo em nossas culturas das m\u00eddias. Devemos fazer isso como embaixadores de Deus da verdade, da gra\u00e7a, do amor, da paz e da justi\u00e7a.<\/p>\n<p>N\u00f3s identificamos as seguintes principais necessidades:<\/p>\n<p><i>A) \u00a0Consci\u00eancia de m\u00eddia:<\/i>\u00a0ajudar as pessoas a desenvolver uma consci\u00eancia mais cr\u00edtica a respeito das mensagens que recebem e da vis\u00e3o de mundo por tr\u00e1s delas. A m\u00eddia pode ser neutra e, \u00e0s vezes, favor\u00e1vel ao evangelho. Mas tamb\u00e9m \u00e9 usada para pornografia, viol\u00eancia e gan\u00e2ncia. N\u00f3s incentivamos pastores e igrejas a enfrentar essas quest\u00f5es abertamente e a providenciar ensinamento e orienta\u00e7\u00e3o a fim de que os crist\u00e3os resistam a tais press\u00f5es e tenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><i>B) \u00a0Presen\u00e7a na m\u00eddia:<\/i>\u00a0desenvolver comunicadores e exemplos crist\u00e3os verdadeiros, aut\u00eanticos e dignos de confian\u00e7a para a m\u00eddia jornal\u00edstica em geral e de entretenimento, e recomendar essas carreiras com um meio digno de influ\u00eancia para Cristo.<\/p>\n<p>C) \u00a0Minist\u00e9rios de m\u00eddia: desenvolver usos criativos, associados e interativos das m\u00eddias \u201ctradicional\u201d, \u201cantiga\u201d e \u201cnova\u201d para comunicar o evangelho de Cristo no contexto de uma cosmovis\u00e3o b\u00edblica e hol\u00edstica.<\/p>\n<p><b>5.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>A verdade e a arte em miss\u00f5es<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>N\u00f3s possu\u00edmos o dom da criatividade, pois somos feitos \u00e0 imagem de Deus. A arte em suas v\u00e1rias formas \u00e9 parte integral do que fazemos como humanos e pode refletir algo da beleza e da verdade de Deus. Os artistas, no seu melhor, s\u00e3o narradores da verdade e por isso a arte constitui um meio importante atrav\u00e9s do qual podemos comunicar a verdade do evangelho. O teatro, a dan\u00e7a, a hist\u00f3ria, a m\u00fasica e as artes pl\u00e1sticas podem expressar a realidade de nossa condi\u00e7\u00e3o de perdidos e a esperan\u00e7a, firmada no evangelho, de que tudo pode ser novo.<\/p>\n<p>No mundo das miss\u00f5es, a arte \u00e9 um recurso ainda n\u00e3o explorado. De maneira ativa, n\u00f3s incentivamos um envolvimento maior dos crist\u00e3os com a arte.<\/p>\n<p>A) \u00a0N\u00f3s ansiamos ver a Igreja, em todas as culturas, usando amplamente as artes como um contexto para miss\u00f5es:<\/p>\n<ol>\n<li>Trazendo a arte de volta para a vida da comunidade de f\u00e9 como um elemento v\u00e1lido e valioso do nosso chamado para o discipulado;<\/li>\n<li>Apoiando aqueles que possuem dons art\u00edsticos, principalmente as irm\u00e3s e os irm\u00e3os em Cristo, para que eles possam florescer no seu trabalho;<\/li>\n<li>Permitindo que a arte sirva com um ambiente acolhedor no qual possamos reconhecer e conhecer o pr\u00f3ximo e o estrangeiro;<\/li>\n<li>Respeitando as diferen\u00e7as culturais e valorizando express\u00f5es art\u00edsticas naturais do pa\u00eds.<\/li>\n<\/ol>\n<p><b>6.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>A verdade e as tecnologias emergentes<\/b><\/p>\n<p>Este s\u00e9culo \u00e9 amplamente conhecido como o \u201cS\u00e9culo Biotech\u201d, com avan\u00e7os em todas as tecnologias emergentes (bio, info\/digital, nano, realidade virtual, intelig\u00eancia artificial e rob\u00f3tica). Este fato tem grandes implica\u00e7\u00f5es para a Igreja e para as miss\u00f5es, principalmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 verdade b\u00edblica sobre o que significa ser humano. Precisamos promover respostas autenticamente crist\u00e3s e a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas na arena de pol\u00edticas p\u00fablicas, para assegurar que a tecnologia n\u00e3o seja usada para manipular, distorcer ou destruir, mas para preservar e permitir a completude de nossa humanidade, como aqueles que Deus criou conforme a sua imagem. N\u00f3s convocamos:<\/p>\n<p>A) Os l\u00edderes de igrejas locais para (i) incentivar, apoiar e questionar os membros da igreja que estejam profissionalmente engajados na ci\u00eancia, tecnologia, sa\u00fade e pol\u00edticas p\u00fablicas, e (ii) para mostrar aos estudantes com base teol\u00f3gica a necessidade de crist\u00e3os que estejam presentes nessas arenas.<\/p>\n<p>B) Os semin\u00e1rios a incluir essas mat\u00e9rias em seus curr\u00edculos, a fim de que os futuros l\u00edderes da igreja e os educadores teol\u00f3gicos desenvolvam uma cr\u00edtica crist\u00e3 bem informada sobre as novas tecnologias.<\/p>\n<p>C) Os te\u00f3logos e crist\u00e3os das \u00e1reas governamentais, empresariais, acad\u00eamicas e t\u00e9cnicas para formar \u201cthink tanks\u201d (usina de id\u00e9ias) nacionais ou regionais, ou parcerias para engajamento com novas tecnologias e para orientar a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas com uma voz b\u00edblica e pertinente.<\/p>\n<p>D) Todas as comunidades crist\u00e3s locais para demonstrar respeito pela dignidade singular e pela santidade da vida humana, atrav\u00e9s do cuidado pr\u00e1tico e\u00a0hol\u00edstico, que integre os aspectos f\u00edsico, emocional, relacional e espiritual de nossa humanidade criada.<\/p>\n<p><b>7.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>A verdade e as arenas p\u00fablicas<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>As esferas interligadas das \u00e1reas Governamental, Empresarial e Acad\u00eamica t\u00eam forte influ\u00eancia sobre os valores de cada na\u00e7\u00e3o e, em termos humanos, definem a liberdade da Igreja.<\/p>\n<p>A) \u00a0N\u00f3s incentivamos os seguidores de Cristo a estarem ativamente envolvidos nessas esferas, tanto do servi\u00e7o p\u00fablico como empresarial, a fim de moldar valores sociais e influenciar o debate p\u00fablico. N\u00f3s incentivamos o apoio \u00e0s escolas e universidades cristoc\u00eantricas que sejam comprometidas com a excel\u00eancia acad\u00eamica e com a verdade b\u00edblica.<\/p>\n<p>B) \u00a0A corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 condenada na B\u00edblia. Ela debilita o desenvolvimento econ\u00f4mico, distorce processos decis\u00f3rios justos e destr\u00f3i a coes\u00e3o social. Nenhuma na\u00e7\u00e3o est\u00e1 livre da corrup\u00e7\u00e3o. Convidamos os crist\u00e3os nos locais de trabalho, principalmente os jovens empreendedores, a refletir de maneira criativa sobre a melhor maneira de se posicionarem contra este flagelo.<\/p>\n<p>C) \u00a0N\u00f3s incentivamos os jovens acad\u00eamicos crist\u00e3os a considerar uma carreira de longo prazo em universidades seculares, para (i) ensinar e (ii) desenvolver suas disciplinas a partir de uma perspectiva b\u00edblica, e assim influenciar seu campo de ensino. N\u00e3o nos\u00a0atrevemos a negligenciar o meio acad\u00eamico.[59]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>IIB \u00a0Construindo a Paz de Cristo\u00a0em nosso mundo dividido e ferido<\/b><\/p>\n<p><b>1.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>A paz que Cristo promoveu<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>N\u00e3o se pode separar a reconcilia\u00e7\u00e3o com Deus da reconcilia\u00e7\u00e3o de uns com os outros. Cristo, que\u00a0<i>\u00e9<\/i>\u00a0a nossa paz,\u00a0<i>trouxe<\/i>\u00a0a paz atrav\u00e9s da cruz, e\u00a0<i>pregou<\/i>\u00a0a paz para o mundo dividido dos judeus e dos gentios. A unidade do povo de Deus \u00e9 tanto um fato (\u201cde dois ele fez um\u201d) como um mandamento (\u201cfa\u00e7am todo o esfor\u00e7o para conservar a unidade do Esp\u00edrito pelo v\u00ednculo da paz\u201d). O plano de Deus para a integra\u00e7\u00e3o de toda cria\u00e7\u00e3o em Cristo est\u00e1 moldada na reconcilia\u00e7\u00e3o \u00e9tnica da nova humanidade de Deus. Este \u00e9 o poder do evangelho conforme prometido a Abra\u00e3o.[60]<\/p>\n<p>N\u00f3s afirmamos que, embora os judeus conhecessem as alian\u00e7as e promessas de Deus, pela forma como Paulo descreve os gentios, entende-se que eles ainda precisam de reconcilia\u00e7\u00e3o com Deus atrav\u00e9s do Messias Jesus. N\u00e3o existe diferen\u00e7a, afirmou Paulo, entre judeu e gentio em rela\u00e7\u00e3o ao pecado, nem existe diferen\u00e7a de salva\u00e7\u00e3o. Somente na cruz e atrav\u00e9s dela que os dois podem ter acesso ao Deus Pai atrav\u00e9s do mesmo Esp\u00edrito.[61]<\/p>\n<p>A) Continuamos, portanto, declarando enfaticamente a necessidade de toda a Igreja compartilhar com o povo judeu as boas novas de Jesus como Messias, Senhor e Salvador. E no mesmo esp\u00edrito de Romanos 14-15, instamos os crentes gentios a aceitar, incentivar e orar pelos crentes judeus messi\u00e2nicos, no seu testemunho entre o seu pr\u00f3prio povo.<\/p>\n<p>A reconcilia\u00e7\u00e3o com Deus e uns com os outros \u00e9 tamb\u00e9m o fundamento e a motiva\u00e7\u00e3o da busca pela justi\u00e7a que Deus requer, sem a qual, Deus afirma, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel haver paz. A reconcilia\u00e7\u00e3o verdadeira e duradoura demanda reconhecimento do pecado, passado e presente, arrependimento diante de Deus, confiss\u00e3o para com a parte ferida, e a busca e o recebimento do perd\u00e3o. Tamb\u00e9m inclui compromisso da Igreja com a busca pela justi\u00e7a ou repara\u00e7\u00e3o, quando apropriado, aos que tenham sido atingidos pela viol\u00eancia e pela opress\u00e3o.<\/p>\n<p>B) \u00a0N\u00f3s ansiamos ver a Igreja de Cristo em todo o mundo, os que foram reconciliados com Deus, colocando em pr\u00e1tica essa reconcilia\u00e7\u00e3o uns com os outros e comprometidos com a tarefa e com a luta pela pacifica\u00e7\u00e3o b\u00edblica em nome de Cristo.<\/p>\n<p><b>2.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>A paz de Cristo no conflito \u00e9tnico<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>A diversidade \u00e9tnica \u00e9 d\u00e1diva e plano de Deus na cria\u00e7\u00e3o.[62] Ela foi corrompida pelo pecado e pelo orgulho humano, resultando em confus\u00e3o, conflito, viol\u00eancia e guerra entre as na\u00e7\u00f5es. No entanto, a diversidade \u00e9tnica ser\u00e1 preservada na nova cria\u00e7\u00e3o, quando pessoas de toda a na\u00e7\u00e3o, tribo, povo e l\u00edngua se reunir\u00e3o como povo redimido de Deus[63]. N\u00f3s confessamos que muitas vezes n\u00e3o levamos a s\u00e9rio a identidade \u00e9tnica e n\u00e3o a valorizamos, assim como a B\u00edblia faz, na cria\u00e7\u00e3o e na reden\u00e7\u00e3o. Deixamos de respeitar a identidade \u00e9tnica dos outros e ignoramos as feridas profundas que causadas por desrespeito t\u00e3o duradouro.<\/p>\n<p>A) \u00a0N\u00f3s apelamos aos pastores e l\u00edderes de igreja a que ensinem a verdade b\u00edblica a respeito da diversidade \u00e9tnica. Devemos ratificar positivamente a identidade \u00e9tnica de todos os membros da igreja. Mas tamb\u00e9m devemos mostrar como nossas lealdades \u00e9tnicas est\u00e3o manchadas pelo pecado e ensinar os crentes que todas as nossas identidades \u00e9tnicas est\u00e3o subordinadas \u00e0 nossa identidade redimida como nova humanidade em Cristo atrav\u00e9s da cruz.<\/p>\n<p>Reconhecemos com tristeza e vergonha a\u00a0cumplicidade de crist\u00e3os em alguns dos acontecimentos mais devastadores de viol\u00eancia \u00e9tnica e opress\u00e3o, e o lament\u00e1vel sil\u00eancio de grande parte da Igreja no decorrer dos conflitos. Tais conflitos incluem o legado do racismo e da escravid\u00e3o negra; o holocausto contra os judeus; o apartheid; a \u201climpeza \u00e9tnica\u201d; a viol\u00eancia sect\u00e1ria entre crist\u00e3os; a dizima\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas; a viol\u00eancia inter-religiosa, pol\u00edtica e \u00e9tnica; o sofrimento palestino; as castas oprimidas e o genoc\u00eddio tribal. Os crist\u00e3os que, por a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, agravam o sofrimento do mundo, comprometem seriamente nosso testemunho do evangelho de paz. Portanto:<\/p>\n<p>B) \u00a0Por causa do evangelho, lamentamos, e chamamos ao arrependimento os crist\u00e3os que t\u00eam participado da viol\u00eancia \u00e9tnica, da injusti\u00e7a e da opress\u00e3o. Tamb\u00e9m chamamos ao arrependimento os crist\u00e3os que muitas vezes foram c\u00famplices de tais males, atrav\u00e9s do sil\u00eancio, da apatia ou de presumida neutralidade ou ainda oferecendo falsa justificativa teol\u00f3gica para tais atos.<\/p>\n<p>Se o evangelho n\u00e3o estiver profundamente enraizado nos contextos, desafiando e transformando cosmovis\u00f5es subjacentes e sistemas de injusti\u00e7a, ent\u00e3o, quando vier o dia mau, a fidelidade crist\u00e3 ser\u00e1 descartada como uma capa indesejada e as pessoas voltar\u00e3o aos antigos compromissos e atos pecaminosos. A evangeliza\u00e7\u00e3o sem discipulado, ou o avivamento sem obedi\u00eancia radical aos mandamentos de Cristo, n\u00e3o s\u00e3o apenas deficientes, s\u00e3o perigosos.<\/p>\n<p>N\u00f3s ansiamos pelo dia em que a Igreja ser\u00e1 para o mundo o mais brilhante e vis\u00edvel modelo de reconcilia\u00e7\u00e3o \u00e9tnica e sua defensora mais presente na resolu\u00e7\u00e3o de conflitos,<\/p>\n<p>Tal aspira\u00e7\u00e3o, enraizada no evangelho, nos chama a:<\/p>\n<p><i>C) \u00a0Abra\u00e7ar a plenitude do poder reconciliador do evangelho e ensin\u00e1-lo conformemente.<\/i>Isso inclui um completo entendimento b\u00edblico da expia\u00e7\u00e3o: que Jesus n\u00e3o apenas carregou nossos pecados na cruz para nos reconciliar com Deus, mas destruiu nossa inimizade, para nos reconciliar uns com os outros.<\/p>\n<p>D) \u00a0<i>Adotar o estilo de vida de reconcilia\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/i>Em termos pr\u00e1ticos, isso \u00e9 demonstrado quando os crist\u00e3os:<\/p>\n<ol>\n<li>Perdoam os perseguidores, embora tenham coragem para desafiar a injusti\u00e7a em favor de outros;<\/li>\n<li>Prestam socorro e oferecem hospitalidade ao pr\u00f3ximo que est\u00e1 \u201cdo outro lado do conflito\u201d, tomando a iniciativa de transpor as barreiras e buscar a reconcilia\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Persistem no testemunho de Cristo em contextos de viol\u00eancia; e est\u00e3o dispostos a suportar o sofrimento e at\u00e9 mesmo a morte, em vez de tomar parte em atos de destrui\u00e7\u00e3o ou vingan\u00e7a;<\/li>\n<li>Envolvem-se no longo processo de cura de feridas depois do conflito, fazendo da Igreja um lugar seguro para ref\u00fagio e cura para todos, inclusive para antigos inimigos.<\/li>\n<\/ol>\n<p><i>E) \u00a0Ser farol e portador da esperan\u00e7a<\/i>.\u00a0N\u00f3s damos testemunho de Deus que estava em Cristo reconciliando consigo o mundo. Somente no nome de Cristo e na vit\u00f3ria da sua cruz e ressurrei\u00e7\u00e3o que temos autoridade para confrontar poderes demon\u00edacos do mal que agravam conflitos humanos e poder para ministrar sua reconcilia\u00e7\u00e3o e paz.<\/p>\n<p><b>3.\u00a0<\/b><b>\u00a0<\/b><b>A paz de Cristo para o pobre e oprimido<\/b><\/p>\n<p>O fundamento b\u00edblico do nosso compromisso de buscar justi\u00e7a e\u00a0<i>shalom<\/i>\u00a0para o pobre e oprimido est\u00e1 sintetizado na se\u00e7\u00e3o 7 (c) da Confiss\u00e3o da Cidade do Cabo. Com base nisso, esperamos uma a\u00e7\u00e3o mais efetiva da Igreja nas seguintes quest\u00f5es:<\/p>\n<p><i>Escravid\u00e3o e tr\u00e1fico humano<\/i><b><\/b><\/p>\n<p>Existem hoje mais pessoas escravizadas em todo o mundo (estima-se 27 milh\u00f5es de pessoas) do que h\u00e1 200 anos, quando Wilberforce lutou pela aboli\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico de escravos no Atl\u00e2ntico. Somente na \u00cdndia, estima-se que haja 15 milh\u00f5es de crian\u00e7as escravizadas. O sistema de castas oprime grupos de castas inferiores e exclui os Dalits. Mas infelizmente, em muitos lugares, a Igreja crist\u00e3 em si est\u00e1 infectada com as mesmas formas de discrimina\u00e7\u00e3o.\u00a0 As vozes da Igreja global devem se erguer em protesto un\u00edssono contra o que, na verdade, \u00e9 um dos sistemas de escravid\u00e3o mais antigos do mundo. Mas para que esta defesa global tenha autenticidade, a Igreja deve rejeitar toda e qualquer desigualdade e discrimina\u00e7\u00e3o dentro de si mesma.<\/p>\n<p>A migra\u00e7\u00e3o em escala sem precedentes no mundo de hoje, por diversas raz\u00f5es, tem levado ao tr\u00e1fico humano a todos os continentes, \u00e0 escravid\u00e3o generalizada de mulheres e crian\u00e7as no com\u00e9rcio sexual e ao abuso de crian\u00e7as atrav\u00e9s do trabalho for\u00e7ado ou alistamento militar.<\/p>\n<p>A) \u00a0Vamos nos erguer como a Igreja mundial, para combater o mal do tr\u00e1fico humano e falar e agir profeticamente para \u201clibertar os cativos\u201d. Isso deve incluir a abordagem dos fatores sociais, econ\u00f4micos e pol\u00edticos que alimentam esse com\u00e9rcio. Os escravos em todo o mundo apelam \u00e0 Igreja de Cristo: \u201cLibertem nossas crian\u00e7as. Libertem nossas mulheres. Sejam a nossa voz. Mostrem-nos a nova sociedade que Jesus prometeu\u201d.<\/p>\n<p><i>Pobreza<\/i><b><\/b><\/p>\n<p>N\u00f3s abra\u00e7amos o testemunho de toda a B\u00edblia, visto que ela mostra o desejo de Deus, tanto para a justi\u00e7a econ\u00f4mica sist\u00eamica, quanto para a compaix\u00e3o pessoal, para o respeito e a generosidade com o pobre e necessitado. Alegramo-nos, pois este ensinamento b\u00edblico abrangente tornou-se mais integrado em nossa pr\u00e1tica e estrat\u00e9gia mission\u00e1ria, como era para a Igreja primitiva e para o Ap\u00f3stolo Paulo.[64]<\/p>\n<p>Assim, vamos:<\/p>\n<p>B) \u00a0Reconhecer a grande oportunidade que os Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio representam para a igreja local e global. Apelamos para que as igrejas advoguem por eles junto aos governos e que participem dos esfor\u00e7os para eles sejam alcan\u00e7ados, como o Desafio Miqu\u00e9ias.<\/p>\n<p>C) \u00a0Ter coragem de declarar que o mundo n\u00e3o consegue tratar, muito menos resolver, o problema da pobreza sem tamb\u00e9m desafiar a gan\u00e2ncia e a riqueza excessiva. O evangelho desafia a idolatria do consumismo desenfreado. Somos chamados, como servos a Deus e n\u00e3o de mamon, a reconhecer que a gan\u00e2ncia perpetua a pobreza e devemos renunci\u00e1-la. Ao mesmo tempo, nos alegramos, pois o evangelho inclui o rico no seu apelo ao arrependimento e o convida a juntar-se em comunh\u00e3o \u00e0queles que foram transformados pela gra\u00e7a perdoadora.<\/p>\n<p><b>4.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>A paz de Cristo para as pessoas com defici\u00eancia<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>As pessoas com algum tipo de defici\u00eancia formam um dos maiores grupos minorit\u00e1rios do mundo, com uma estimativa que excede os 600 milh\u00f5es. A maioria delas vive nos pa\u00edses menos desenvolvidos e s\u00e3o as mais pobres entre as mais pobres. Apesar da defici\u00eancia f\u00edsica ou mental fazer parte da sua experi\u00eancia di\u00e1ria, a maioria \u00e9 incapacitada por atitudes sociais, por injusti\u00e7a ou pela falta de acesso a recursos. Servir \u00e0s pessoas com defici\u00eancia n\u00e3o se limita a lhes oferecer atendimento m\u00e9dico ou servi\u00e7o social; envolve lutar ao seu lado, ao lado dos que lhes prestam cuidados e ao lado de suas fam\u00edlias, por inclus\u00e3o e igualdade, tanto na sociedade como na Igreja. Deus nos chama para a justi\u00e7a, a amizade, o respeito e o amor m\u00fatuos.<\/p>\n<p>A) \u00a0Vamos nos erguer como crist\u00e3os em todo mundo para rejeitar estere\u00f3tipos culturais, pois como comentou o Ap\u00f3stolo Paulo, \u201ca ningu\u00e9m mais consideramos do ponto de vista humano\u201d[65]. Feitos \u00e0 imagem de Deus, todos n\u00f3s temos dons que Deus pode usar no seu servi\u00e7o. N\u00f3s nos comprometemos a ministrar \u00e0s pessoas com defici\u00eancias, e receber delas a ministra\u00e7\u00e3o que elas t\u00eam para dar.<\/p>\n<p>B) \u00a0N\u00f3s incentivamos igrejas e l\u00edderes de miss\u00f5es a pensar n\u00e3o apenas em miss\u00f5es\u00a0<i>entre<\/i>\u00a0aqueles com defici\u00eancias, mas a reconhecer, afirmar e facilitar o chamado mission\u00e1rio de crist\u00e3os que possuam defici\u00eancias, como parte do Corpo de Cristo.<\/p>\n<p>C) \u00a0N\u00f3s nos entristecemos, pois tantas pessoas com defici\u00eancia ouvem que sua defici\u00eancia \u00e9 resultante de pecado pessoal, falta de f\u00e9 ou de relut\u00e2ncia para ser curado. N\u00f3s negamos que a B\u00edblia ensine isso como uma verdade universal[66]. Tal falso ensinamento \u00e9 pastoralmente insens\u00edvel e espiritualmente incapacitante; acrescenta o peso de culpa e de esperan\u00e7as frustradas a outras barreiras que as pessoas com defici\u00eancia enfrentam.<\/p>\n<p>D) \u00a0N\u00f3s nos comprometemos a fazer das nossas igrejas locais de inclus\u00e3o e igualdade para pessoas com defici\u00eancia e a nos posicionar ao lado delas resistindo ao preconceito e advogando pelas suas necessidades na sociedade em geral.<\/p>\n<p><b>5.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>A paz de cristo para as pessoas que vivem com o HIV<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>O HIV e AIDS constituem um grande problema em muitas na\u00e7\u00f5es. Milh\u00f5es de pessoas est\u00e3o infectadas com o HIV, muitos, inclusive, em nossas igrejas, e milh\u00f5es de crian\u00e7as s\u00e3o \u00f3rf\u00e3s devido \u00e0 AIDS. Deus est\u00e1 nos chamando para mostrar o seu profundo amor e compaix\u00e3o a todos os que j\u00e1 foram infectados ou afetados pelo HIV e AIDS e a concentrar esfor\u00e7os para salvar vidas. N\u00f3s acreditamos que o ensinamento e o exemplo de Jesus, assim como o poder transformador da sua cruz e ressurrei\u00e7\u00e3o, s\u00e3o essenciais para a resposta hol\u00edstica do evangelho para o v\u00edrus HIV e AIDS, que nosso mundo precisa t\u00e3o urgentemente.<\/p>\n<p>A) \u00a0N\u00f3s repudiamos e denunciamos toda forma de condena\u00e7\u00e3o, hostilidade, estigma e discrimina\u00e7\u00e3o contra aqueles que vivem com o HIV e a AIDS. Tais atos s\u00e3o pecado e desgra\u00e7a dentro do corpo de Cristo. Todos n\u00f3s pecamos e fomos destitu\u00eddos da gl\u00f3ria de Deus; fomos salvos somente pela gra\u00e7a e devemos ser tardios para julgar e r\u00e1pidos para restaurar e perdoar. Tamb\u00e9m reconhecemos com tristeza e compaix\u00e3o que muitos s\u00e3o infectados com o HIV, n\u00e3o o fazem por erro pr\u00f3prio, mas, muitas vezes, por cuidarem de outros infectados.<\/p>\n<p>B) \u00a0N\u00f3s desejamos que todos os pastores estabele\u00e7am um exemplo de castidade e fidelidade sexual, como Paulo ordenou, e que ensinem, com frequ\u00eancia e clareza, que o casamento \u00e9 o lugar exclusivo para a uni\u00e3o sexual. Isso \u00e9 necess\u00e1rio n\u00e3o apenas por ser o claro ensino da B\u00edblia, mas tamb\u00e9m porque a preval\u00eancia de parceiros sexuais simult\u00e2neas fora do casamento \u00e9 um fator importante na r\u00e1pida dissemina\u00e7\u00e3o do HIV nos pa\u00edses mais afetados.<\/p>\n<p>C) \u00a0Vamos, como Igreja em todo o mundo, nos levantar para este desafio em nome de Cristo e no poder do Esp\u00edrito Santo. Vamos nos unir a outros irm\u00e3os e irm\u00e3s em Cristo nas \u00e1reas mais atingidas pelo HIV e AIDS, por meio de apoio pr\u00e1tico, cuidado compassivo (incluindo o cuidado com as vi\u00favas e os \u00f3rf\u00e3os), defesa social e pol\u00edtica, programas de educa\u00e7\u00e3o (principalmente aqueles que orientam mulheres), e estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o eficazes, apropriadas para o contexto local. N\u00f3s nos comprometemos com esta a\u00e7\u00e3o prof\u00e9tica e urgente, como parte da miss\u00e3o integral da Igreja.<\/p>\n<p><b>6.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>A paz de Cristo para sua cria\u00e7\u00e3o em sofrimento<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>Nosso mandamento b\u00edblico em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de Deus \u00e9 apresentado na se\u00e7\u00e3o 7 (A) da Confiss\u00e3o de F\u00e9 da Cidade do Cabo. Todos os seres humanos devem ser mordomos da rica abund\u00e2ncia da boa cria\u00e7\u00e3o de Deus. Estamos autorizados a exercer o dom\u00ednio piedoso ao us\u00e1-la tendo em vista o bem estar do ser humano e suas necessidades, por exemplo, na agricultura, pesca, minera\u00e7\u00e3o, gera\u00e7\u00e3o de energia, engenharia, constru\u00e7\u00e3o, com\u00e9rcio e medicina. Ao fazermos isso, tamb\u00e9m recebemos a ordem de cuidar da terra e de todas as suas criaturas, porque a terra pertence a Deus e n\u00e3o a n\u00f3s. Fazemos isso por amor ao Senhor Jesus Cristo, que \u00e9 o criador, dono, sustentador, redentor e herdeiro de toda cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Lamentamos pelo abuso generalizado e pela destrui\u00e7\u00e3o dos recursos da terra, inclusive de sua biodiversidade. Provavelmente o desafio mais urgente e importante enfrentado pelo mundo f\u00edsico hoje seja a amea\u00e7a das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Ela afetar\u00e1 de maneira desproporcional os que vivem nos pa\u00edses pobres, pois \u00e9 l\u00e1 que os eventos clim\u00e1ticos extremos ser\u00e3o mais severos e onde h\u00e1 pouca capacidade de adapta\u00e7\u00e3o a eles. A pobreza mundial e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas devem ser tratadas em conjunto e com a mesma urg\u00eancia.<\/p>\n<p>Incentivamos os crist\u00e3os em todo mundo a:<\/p>\n<p>A) \u00a0Adotar estilos de vida que renunciem h\u00e1bitos de consumo destrutivos ou poluentes;<\/p>\n<p>B) \u00a0Exercer meios leg\u00edtimos para persuadir os governos a colocar imperativos morais acima de interesses pol\u00edticos em quest\u00f5es relacionadas \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o ambiental e \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica em potencial.<\/p>\n<p>C) \u00a0Reconhecer e incentivar o chamado mission\u00e1rio tanto de (i) crist\u00e3os envolvidos no uso apropriado dos recursos da terra para as necessidades humanas e o bem comum atrav\u00e9s da agricultura, ind\u00fastria e medicina, como de (ii) crist\u00e3os que se dedicam \u00e0 prote\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o dos habitats da terra e das esp\u00e9cies por meio da conserva\u00e7\u00e3o e defesa.\u00a0 Ambos compartilham o mesmo objetivo, pois ambos servem o mesmo Criador, Provedor e Redentor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>IIC \u00a0Vivendo o amor de Cristo\u00a0entre pessoas de outras cren\u00e7as<\/b><\/p>\n<p><b>1.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>\u201cAme o seu pr\u00f3ximo como a si mesmo\u201d inclui pessoas de outras cren\u00e7as.<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>Em vista das afirma\u00e7\u00f5es feitas na se\u00e7\u00e3o 7 (d) da Confiss\u00e3o de F\u00e9 da Cidade do Cabo; n\u00f3s respondemos ao nosso chamado como disc\u00edpulos de Jesus Cristo para ver pessoas de outras cren\u00e7as como nossos pr\u00f3ximos, no sentido b\u00edblico. Eles s\u00e3o seres humanos criados \u00e0 imagem de Deus, a quem Deus amou e por cujos pecados Cristo morreu. N\u00f3s nos esfor\u00e7amos, n\u00e3o apenas para v\u00ea-los como nosso pr\u00f3ximo, mas para obedecer ao ensinamento de Cristo sendo para eles o seu pr\u00f3ximo. Somos chamados para ser gentis, mas n\u00e3o ing\u00eanuos; para discernir e n\u00e3o para ser simpl\u00f3rios, para estar atentos a qualquer amea\u00e7a que possamos enfrentar, mas n\u00e3o para sermos governados pelo medo.<\/p>\n<p>N\u00f3s somos chamados para compartilhar as boas novas atrav\u00e9s do evangelismo, mas n\u00e3o nos envolver em proselitismo indigno. O evangelismo, que inclui argumenta\u00e7\u00e3o racional convincente, seguindo o exemplo do Ap\u00f3stolo Paulo, \u00e9 \u201cfazer uma declara\u00e7\u00e3o franca e aberta do evangelho que deixe os ouvintes inteiramente livres para formar sua pr\u00f3pria opini\u00e3o\u201d. Desejamos ser sens\u00edveis aos de outras cren\u00e7as e rejeitamos qualquer abordagem que vise for\u00e7ar a sua convers\u00e3o\u201d[67]. Proselitismo, pelo contr\u00e1rio, \u00e9 a tentativa de obrigar outros a se tornarem \u201cum de n\u00f3s\u201d, para \u201cque aceitem nossa religi\u00e3o\u201d, ou mesmo a se \u201cjuntem \u00e0 nossa denomina\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A) \u00a0N\u00f3s nos comprometemos a ser escrupulosamente \u00e9ticos em nosso evangelismo. Nosso testemunho deve ser marcado por \u201cmansid\u00e3o e respeito, conservando boa consci\u00eancia\u201d[68]. Por isso, rejeitamos qualquer forma de testemunho que seja coercitivo, anti\u00e9tico, enganoso ou desrespeitoso.<\/p>\n<p>B) \u00a0Em nome do Deus do amor, n\u00f3s nos arrependemos por n\u00e3o procurar criar la\u00e7os de amizade com mu\u00e7ulmanos, hindus, budistas e pessoas de outras religi\u00f5es. No esp\u00edrito de Jesus, tomaremos a iniciativa de demonstrar amor, boa vontade e hospitalidade para com eles.<\/p>\n<p>C) \u00a0Em nome do Deus da verdade, nos (i) recusamos a divulgar mentiras e caricaturas de outras cren\u00e7as e (ii) denunciamos e resistimos ao preconceito racista, ao \u00f3dio e ao medo incitado na m\u00eddia popular e na ret\u00f3rica pol\u00edtica.<\/p>\n<p>D) \u00a0Em nome do Deus da paz, n\u00f3s rejeitamos o caminho da viol\u00eancia e da vingan\u00e7a em todas as nossas rela\u00e7\u00f5es com pessoas de outras cren\u00e7as, mesmo quando violentamente atacados.<\/p>\n<p>E) \u00a0N\u00f3s afirmarmos que o local apropriado para di\u00e1logo com pessoas de outras cren\u00e7as s\u00e3o os lugares p\u00fablicos, como fez Paulo ao debater com judeus e gentios em sinagogas e arenas. Este di\u00e1logo \u00e9 parte leg\u00edtima da nossa miss\u00e3o crist\u00e3 e combina a confian\u00e7a na unicidade de Cristo e na verdade do evangelho com a capacidade de respeitosamente ouvir outros.<\/p>\n<p><b>2.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>O amor de Cristo nos chama ao sofrimento e at\u00e9 a morrer pelo evangelho<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>O sofrimento pode ser necess\u00e1rio em nosso envolvimento mission\u00e1rio como testemunhas de Cristo, como foi para os seus ap\u00f3stolos e para os profetas do Antigo Testamento.[69].\u00a0 Estar disposto a sofrer \u00e9 um teste dif\u00edcil para a genuinidade da nossa miss\u00e3o. Deus pode usar o sofrimento, a persegui\u00e7\u00e3o e o mart\u00edrio para avan\u00e7ar sua miss\u00e3o. \u201cO mart\u00edrio \u00e9 uma forma de testemunho pela qual Cristo prometeu honra especial\u201d[70]. Muitos crist\u00e3os que vivem no conforto e na prosperidade precisam ouvir novamente o chamado de Cristo para estarem dispostos a morrer por ele. Pois muitos outros crentes vivem em meio a tal sofrimento, pagando o custo de testemunhar de Jesus Cristo em uma cultura religiosa hostil. Eles podem ter visto seus queridos martirizados, passando por tortura ou persegui\u00e7\u00e3o por causa da sua obedi\u00eancia fiel e mesmo assim continuam a amar aqueles que os feriram.<\/p>\n<p>A) N\u00f3s ouvimos e lembramos com l\u00e1grimas e ora\u00e7\u00f5es os testemunhos daqueles que sofrem pelo evangelho. Oramos por gra\u00e7a e coragem, juntamente com eles, para \u201camar nossos inimigos\u201d como Cristo nos ordenou. Oramos para que o evangelho d\u00ea frutos em lugares que s\u00e3o t\u00e3o hostis aos seus mensageiros. Ao lamentarmos com raz\u00e3o por aqueles que sofrem, devemos nos lembrar da infinita tristeza de Deus por causa daqueles que resistem e rejeitam seu amor, seu evangelho e seus servos. Desejamos ardentemente que eles se arrependam, sejam perdoados e encontrem a alegria de estar reconciliado com Deus.<\/p>\n<p><b>3.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>\u00a0<\/b><b>O amor em a\u00e7\u00e3o personifica e manifesta o evangelho da gra\u00e7a<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>\u201cSomos o aroma de Cristo\u201d[71]. Nosso chamado \u00e9 para viver entre pessoas de outras religi\u00f5es de maneira que elas fiquem t\u00e3o saturadas com a fragr\u00e2ncia da gra\u00e7a de Deus que sintam o cheiro de Cristo, e venham experimentar e ver que Deus \u00e9 bom. Com este amor personificado, faremos o evangelho atraente em qualquer contexto cultural e religioso. Quando os crist\u00e3os amam pessoas de outras cren\u00e7as atrav\u00e9s de vidas de amor e atos de servi\u00e7o, eles personificam a gra\u00e7a transformadora de Deus.<\/p>\n<p>Em culturas de \u201chonra\u201d, onde a vergonha e a vingan\u00e7a est\u00e3o aliadas ao legalismo religioso, a \u201cgra\u00e7a\u201d \u00e9 um conceito estranho. Nestes contextos, o amor de Deus, vulner\u00e1vel e sacrificial n\u00e3o deve ser debatido; ele \u00e9 considerado muito estranho, at\u00e9 repulsivo. A gra\u00e7a \u00e9 um sabor a ser assimilado no decorrer do tempo, em pequenas doses, para os que tenham fome suficiente e se atrevam a experimentar. O aroma de Cristo permeia gradativamente tudo aquilo com o que seus seguidores entram em contato.<\/p>\n<p>A) \u00a0N\u00f3s ansiamos para que Deus levante mais homens e mulheres da gra\u00e7a, que assumam compromissos de longo prazo para viver, amar e servir em lugares dif\u00edceis, dominados por outras religi\u00f5es, para levar o aroma e o sabor da gra\u00e7a de Jesus Cristo para culturas onde isso \u00e9 indesej\u00e1vel e perigoso. Isso requer paci\u00eancia, perseveran\u00e7a e, \u00e0s vezes o tempo de uma vida inteira e, por vezes, at\u00e9 a morte.<\/p>\n<p><b>4.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>O amor respeita a diversidade de discipulado<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>Os chamados \u201cmovimentos internos\u201d podem ser encontrados dentro de v\u00e1rias religi\u00f5es. S\u00e3o grupos de pessoas que agora seguem a Jesus como seu Deus e Salvador. Elas se encontram em pequenos grupos para comunh\u00e3o, ensino, adora\u00e7\u00e3o e ora\u00e7\u00e3o centrados em Jesus e na B\u00edblia, ao mesmo tempo em que continuam a viver social e culturalmente dentro das suas comunidades, observando, inclusive, alguns de seus elementos religiosos. Este \u00e9 um fen\u00f4meno<\/p>\n<p>complexo e existe muita discord\u00e2ncia a respeito de como reagir a ele. Alguns recomendam tais movimentos. Outros alertam quanto ao perigo do sincretismo. Sincretismo, entretanto, \u00e9 um perigo encontrado entre crist\u00e3os em qualquer lugar, ao expressarmos nossa f\u00e9 dentro de nossas pr\u00f3prias culturas. Devemos evitar a tend\u00eancia, quando vemos Deus agindo de maneira inesperada ou desconhecida, de, (i) apressadamente classificar e promover como uma nova estrat\u00e9gia mission\u00e1ria, ou (ii) condenar apressadamente, sem um sens\u00edvel estudo contextual.<\/p>\n<p>A) \u00a0No esp\u00edrito de Barnab\u00e9, que ao chegar em Antioquia, \u201cvendo a gra\u00e7a de Deus, ficou alegre e os animou a permanecerem fi\u00e9is ao Senhor\u201d[72], apelamos a todos que est\u00e3o preocupados com esta quest\u00e3o a:<\/p>\n<ol>\n<li>Tomar a decis\u00e3o e pr\u00e1tica apost\u00f3lica como importante princ\u00edpio para orienta\u00e7\u00e3o: \u201cn\u00e3o devemos por dificuldades aos gentios que est\u00e3o se convertendo a Deus\u201d[73].<\/li>\n<li>Exercer a humildade, a paci\u00eancia e a bondade para reconhecer a diversidade de pontos de vista, e manter conversas sem estrid\u00eancia nem condena\u00e7\u00e3o m\u00fatua.[74].<\/li>\n<\/ol>\n<p><b>5.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>O amor alcan\u00e7a os povos dispersos<\/b><\/p>\n<p>Nunca houve tanta movimenta\u00e7\u00e3o de povos. A migra\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das realidades globais mais importantes da nossa era. Estima-se que 200 milh\u00f5es de pessoas vivam fora de seus pa\u00edses de origem, volunt\u00e1ria ou involuntariamente. O termo \u201cdi\u00e1spora\u201d \u00e9 usado aqui para se referir a pessoas que, por alguma raz\u00e3o, tenham se deslocado da sua terra natal. Um grande n\u00famero de pessoas, de v\u00e1rias religi\u00f5es, inclusive crist\u00e3os, vive em condi\u00e7\u00f5es de di\u00e1spora: migrantes econ\u00f4micos em busca de trabalho; pessoas que foram desalojadas devido a guerra ou desastres naturais, refugiados e os que buscam asilo pol\u00edtico; v\u00edtimas de limpeza \u00e9tnica; pessoas que fogem de viol\u00eancia e persegui\u00e7\u00e3o religiosa; aqueles que sofrem com a fome \u2013 seja causada pela seca, por enchentes ou guerra; v\u00edtimas de pobreza rural que se mudam para centros urbanos. Estamos convencidos de que as migra\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas est\u00e3o sujeitas ao prop\u00f3sito missional de Deus, sem ignorar o mal e o sofrimento que pode estar envolvido.<a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/pt\/pt\/1661-compromisso-da-cidade-do-cabo.html#_ftn75\">[75]<\/a><\/p>\n<p>A) \u00a0N\u00f3s incentivamos a Igreja e os l\u00edderes de miss\u00f5es a reconhecer e responder \u00e0s oportunidades mission\u00e1rias apresentadas pela migra\u00e7\u00e3o global e pelas comunidades em di\u00e1spora, com planejamento estrat\u00e9gico, treinamento espec\u00edfico e recursos para aqueles que s\u00e3o chamados para trabalhar entre os que est\u00e3o em di\u00e1spora.<\/p>\n<p>B) \u00a0N\u00f3s incentivamos os crist\u00e3os nos pa\u00edses que acolhem comunidades de imigrantes de outras religi\u00f5es ao testemunho transcultural do amor de Cristo, por meio de palavras e a\u00e7\u00f5es, atrav\u00e9s da obedi\u00eancia aos mandamentos b\u00edblicos de amar o estrangeiro e defender sua causa, de visitar os que est\u00e3o na pris\u00e3o, de praticar a hospitalidade, desenvolver amizades, de convid\u00e1-los \u00e0s suas casas e de oferecer ajuda e assist\u00eancia.[76]<\/p>\n<p>C) \u00a0N\u00f3s incentivamos os crist\u00e3os que fazem parte de comunidades em di\u00e1spora a discernir a m\u00e3o de Deus, mesmo em circunst\u00e2ncias que eles n\u00e3o tenham escolhido, e a buscar qualquer oportunidade que Deus oferece para testemunhar de Cristo em suas comunidades anfitri\u00e3s e contribuir para sua prosperidade[77]. Sempre que houver no pa\u00eds anfitri\u00e3o igrejas crist\u00e3s, n\u00f3s apelamos \u00e0s igrejas imigrantes e nativas a que ou\u00e7am e aprendam umas com as outras, e iniciem esfor\u00e7os cooperativos para alcan\u00e7ar com o evangelho todos os setores da na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>6.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>O Amor trabalha pela liberdade religiosa para todos<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>O apoio aos direitos humanos atrav\u00e9s da defesa da liberdade religiosa n\u00e3o \u00e9 incompat\u00edvel quando, diante da persegui\u00e7\u00e3o, escolhe-se seguir o caminho da cruz. N\u00e3o h\u00e1 contradi\u00e7\u00e3o entre estar pessoalmente disposto a sofrer abuso ou perda dos nossos pr\u00f3prios direitos por amor de Cristo e estar comprometido a ser defensor e porta-voz dos que est\u00e3o emudecidos diante da viola\u00e7\u00e3o dos seus direitos humanos. Devemos tamb\u00e9m discernir entre a defesa os direitos de pessoas de outras religi\u00f5es e o endosso \u00e0 verdade de suas cren\u00e7as. Podemos defender a liberdade religiosa de outros e a pr\u00e1tica da sua religi\u00e3o sem aceitar essa religi\u00e3o como verdadeira.<\/p>\n<p>A) \u00a0Esforcemo-nos por alcan\u00e7ar a liberdade religiosa para todos os povos. Isso implica em interceder, junto aos governos, pelos crist\u00e3os\u00a0<i>e<\/i>pelas pessoas de outras religi\u00f5es que passam por persegui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>B) \u00a0Vamos obedecer conscientemente o ensinamento b\u00edblico de ser bons cidad\u00e3os, de buscar a prosperidade da na\u00e7\u00e3o onde vivemos, de honrar e orar pelas autoridades, de pagar\u00a0 impostos, de fazer o bem e de procurar viver em paz e tranquilidade. O crist\u00e3o \u00e9 chamado para submeter-se ao Estado, a menos que o Estado exija o que Deus pro\u00edbe, ou pro\u00edba o que Deus ordena. Se o Estado, portanto, nos obriga a escolher entre a lealdade a ele e nossa lealdade maior a Deus, devemos dizer \u201cN\u00e3o\u201d ao Estado porque dissemos \u201cSim\u201d a Jesus\u00a0Cristo como Senhor<a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/pt\/pt\/1661-compromisso-da-cidade-do-cabo.html#_ftn78\">[78]<\/a>.<\/p>\n<p>Em meio a todos nossos esfor\u00e7os leg\u00edtimos pela liberdade religiosa para todas as pessoas, o desejo mais profundo de nossos cora\u00e7\u00f5es continua sendo que todos venham a conhecer o Senhor Jesus Cristo, que livremente depositem nele sua f\u00e9 e sejam salvos e que entrem no reino de Deus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>IID \u00a0Discernindo a vontade de Cristo\u00a0para a evangeliza\u00e7\u00e3o mundial<\/b><\/p>\n<p><b>1.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>Os povos n\u00e3o alcan\u00e7ados e n\u00e3o inclu\u00eddos<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>O cora\u00e7\u00e3o de Deus deseja que\u00a0<i>todos<\/i>\u00a0tenham acesso ao conhecimento do amor de Deus e da sua obra salvadora atrav\u00e9s de Jesus Cristo.\u00a0 Reconhecemos com tristeza e vergonha que h\u00e1 milhares de grupos de povos em todo o mundo aos quais esse acesso ainda n\u00e3o foi disponibilizado atrav\u00e9s do testemunho crist\u00e3o. Estes s\u00e3o os povos\u00a0<i>n\u00e3o alcan\u00e7ados<\/i>, no sentido de que n\u00e3o h\u00e1 entre eles igrejas ou pessoas reconhecidamente crist\u00e3s. Muitos desses povos tamb\u00e9m s\u00e3o\u00a0<i>n\u00e3o inclu\u00eddos<\/i>, no sentido de que atualmente n\u00e3o temos conhecimento de nenhuma igreja ou ag\u00eancia que esteja sequer tentando compartilhar com eles o evangelho. Na realidade, apenas uma pequena porcentagem dos recursos da Igreja (humanos e materiais) est\u00e1 sendo destinada aos povos menos alcan\u00e7ados. Por defini\u00e7\u00e3o, esses s\u00e3o os povos que n\u00e3o nos convidar\u00e3o para que levemos a eles a Boa Nova, pois n\u00e3o t\u00eam conhecimento algum dela. Entretanto, a presen\u00e7a deles entre n\u00f3s, em nosso mundo, 2.000 anos ap\u00f3s a ordem que nos foi dada por Jesus de fazer disc\u00edpulos de todas as na\u00e7\u00f5es, representa n\u00e3o apenas uma censura \u00e0 nossa obedi\u00eancia, n\u00e3o apenas uma forma de injusti\u00e7a espiritual, mas tamb\u00e9m um \u201cChamado Maced\u00f4nico\u201d silencioso.<\/p>\n<p>Vamos nos levantar como Igreja em todo o mundo para enfrentar este desafio e:<\/p>\n<p>A) \u00a0Vamos nos arrepender da nossa cegueira diante da exist\u00eancia continuada de tantos povos n\u00e3o alcan\u00e7ados em nosso mundo e da nossa passividade diante da urg\u00eancia da evangeliza\u00e7\u00e3o entre eles.<\/p>\n<p>B) \u00a0Vamos renovar nosso compromisso de ir aos que ainda n\u00e3o ouviram o evangelho, de nos envolver profundamente com sua l\u00edngua e cultura, de viver o evangelho entre eles com amor encarnacional e servi\u00e7o sacrificial, de comunicar a luz e a verdade do Senhor Jesus Cristo em palavra e a\u00e7\u00e3o, despertando-os atrav\u00e9s do poder do Esp\u00edrito Santo para a surpreendente gra\u00e7a de Deus.<\/p>\n<p>C) \u00a0Vamos buscar erradicar a pobreza b\u00edblica no mundo, pois a B\u00edblia continua sendo indispens\u00e1vel para o evangelismo. Para que isto aconte\u00e7a, devemos:<\/p>\n<ol>\n<li>Acelerar a tradu\u00e7\u00e3o da B\u00edblia para as l\u00ednguas dos povos que ainda n\u00e3o possuem qualquer por\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus em sua l\u00edngua materna;<\/li>\n<li>Tornar a mensagem da B\u00edblia amplamente dispon\u00edvel atrav\u00e9s de meios orais. (Ver tamb\u00e9m abaixo Culturas Orais)<\/li>\n<\/ol>\n<p>D) \u00a0Ter como objetivo a erradica\u00e7\u00e3o da ignor\u00e2ncia b\u00edblica na Igreja, pois a B\u00edblia continua indispens\u00e1vel para o discipulado dos crentes \u00e0 semelhan\u00e7a com Cristo.<\/p>\n<ol>\n<li>Desejamos ardentemente ver uma convic\u00e7\u00e3o renovada, em toda a Igreja de Deus, a respeito da necessidade real do ensino da B\u00edblia para o crescimento da Igreja no que se refere a minist\u00e9rio, unidade e maturidade.[79] N\u00f3s nos alegramos por todos aqueles a quem Cristo deu o dom de pastores e mestres. N\u00f3s faremos todo o esfor\u00e7o para identific\u00e1-los, incentiv\u00e1-los, trein\u00e1-los e apoi\u00e1-los na prega\u00e7\u00e3o e no ensino da Palavra de Deus. Ao faz\u00ea-lo, no entanto, devemos rejeitar o tipo de clericalismo que restringe o minist\u00e9rio da Palavra de Deus a alguns profissionais pagos ou a uma prega\u00e7\u00e3o formal nos p\u00falpitos das igrejas. Muitos homens e mulheres, que demonstram claramente ter recebido o dom para pastorear e ensinar o povo de Deus, exercem o seu dom informalmente, ou sem estruturas denominacionais oficiais, mas com a clara b\u00ean\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito de Deus. Eles tamb\u00e9m precisam ser reconhecidos, incentivados e preparados para o correto manejo da Palavra de Deus.<\/li>\n<li>Devemos promover a instru\u00e7\u00e3o b\u00edblica nesta gera\u00e7\u00e3o que se identifica principalmente com a comunica\u00e7\u00e3o digital, em substitui\u00e7\u00e3o aos livros, incentivando m\u00e9todos digitais de estudo indutivo das escrituras, com a profundidade de questionamento que, hoje, necessita de papel, caneta e l\u00e1pis.<\/li>\n<\/ol>\n<p>E) \u00a0Vamos manter o evangelismo como parte central do escopo plenamente integrado de toda nossa miss\u00e3o, na medida em que o evangelho propriamente dito seja a fonte, o conte\u00fado e a autoridade de\u00a0toda miss\u00e3o biblicamente v\u00e1lida. Tudo o que fazemos deve ser tanto uma personifica\u00e7\u00e3o quando uma declara\u00e7\u00e3o do amor e da gra\u00e7a de Deus e da sua obra salvadora atrav\u00e9s de Jesus Cristo.<\/p>\n<p><b>2.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>Culturas orais<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>A maior parte da popula\u00e7\u00e3o mundial \u00e9 formada por comunicadores orais, que n\u00e3o conseguem ou se recusam a aprender atrav\u00e9s de meio letrado, e mais da metade deles est\u00e1 entre os grupos n\u00e3o alcan\u00e7ados, definidos acima. Entre esses, estima-se que existam 350 milh\u00f5es de pessoas sem um \u00fanico vers\u00edculo das Escrituras na sua l\u00edngua. Al\u00e9m dos \u201caprendizes basicamente orais\u201d, existem muitos \u201caprendizes orais secund\u00e1rios\u201d, que s\u00e3o tecnicamente alfabetizados, mas que preferem se comunicar por meios orais, com o aumento da aprendizagem visual e o dom\u00ednio das imagens na comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao reconhecer e agir sobre as quest\u00f5es de oralidade, vamos:<\/p>\n<p>A) \u00a0Fazer melhor uso de metodologias orais em programas de discipulado, mesmo entre crist\u00e3os alfabetizados.<\/p>\n<p>B) \u00a0Como quest\u00e3o priorit\u00e1ria, disponibilizar hist\u00f3rias b\u00edblicas em formato de \u00e1udio nas principais l\u00ednguas dos grupos de povos n\u00e3o alcan\u00e7ados ou n\u00e3o inclu\u00eddos.<\/p>\n<p>C) \u00a0Incentivar as ag\u00eancias mission\u00e1rias a desenvolver estrat\u00e9gias orais, que incluam: grava\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias b\u00edblicas em \u00e1udio para evangelismo, discipulado e treinamento de lideran\u00e7a, acompanhadas do devido treinamento de oralidade aos evangelistas e plantadores de igrejas pioneiros; esses poderiam usar m\u00e9todos frut\u00edferos de comunica\u00e7\u00e3o oral e visual para transmitir toda a hist\u00f3ria b\u00edblica da salva\u00e7\u00e3o, como, por exemplo, narra\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias, artes, poesia, c\u00e2nticos e teatro.<\/p>\n<p>D) \u00a0Incentivar as igrejas locais no Sul Global a se envolver com grupos de povos n\u00e3o alcan\u00e7ados em sua \u00e1rea atrav\u00e9s de m\u00e9todos orais que sejam espec\u00edficos para sua vis\u00e3o de mundo.<\/p>\n<p>E) \u00a0Incentivar semin\u00e1rios a oferecer curr\u00edculos que preparem mission\u00e1rios e pastores em metodologias orais.<\/p>\n<p><b>3.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>L\u00edderes Cristoc\u00eantricos<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>O r\u00e1pido crescimento da Igreja em tantos lugares continua superficial e vulner\u00e1vel, em parte devido \u00e0 falta de l\u00edderes discipulados, e em parte porque muitos usam suas posi\u00e7\u00f5es para obter poder secular, status arrogante ou enriquecimento pessoal. Como resultado, o povo de Deus sofre, Cristo \u00e9 desonrado e a miss\u00e3o do evangelho \u00e9 prejudicada. O \u201ctreinamento de lideran\u00e7a\u201d \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o priorit\u00e1ria comumente proposta. De fato, programas de treinamento de lideran\u00e7a de todos os tipos t\u00eam se multiplicado, mas o problema persiste, por duas prov\u00e1veis raz\u00f5es.<\/p>\n<p><i>Primeiro,\u00a0<\/i>treinar l\u00edderes para que sejam piedosos e semelhantes a Cristo \u00e9 o caminho inverso. Em primeiro lugar, biblicamente, apenas aqueles cujas vidas j\u00e1 demonstram as caracter\u00edsticas b\u00e1sicas do discipulado maduro devem ser indicados para a lideran\u00e7a.[80] Se hoje nos deparamos com muitas pessoas na lideran\u00e7a que mal foram discipuladas, ent\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 alternativa sen\u00e3o incluir esse discipulado b\u00e1sico no seu desenvolvimento de lideran\u00e7a. Indiscutivelmente, a escala de l\u00edderes mundanos e n\u00e3o semelhantes a Cristo na Igreja global hoje \u00e9 prova patente de evangelismo reducionista, discipulado negligenciado e crescimento superficial. A resposta para o fracasso da lideran\u00e7a n\u00e3o \u00e9 apenas mais treinamento de\u00a0<i>lideran\u00e7a<\/i>, mas antes, melhor treinamento de\u00a0<i>discipulado<\/i>. Os l\u00edderes devem primeiro ser disc\u00edpulos de Cristo.<\/p>\n<p><i>Segundo,\u00a0<\/i>alguns programas de treinamento de lideran\u00e7a enfocam pacotes prontos de conhecimento, e t\u00e9cnicas e habilidade em detrimento do car\u00e1ter piedoso. Em contrapartida, l\u00edderes autenticamente crist\u00e3os devem ser semelhantes a Cristo no que se refere a ter humildade, integridade, cora\u00e7\u00e3o servil, aus\u00eancia de gan\u00e2ncia, vida de ora\u00e7\u00e3o, depend\u00eancia no Esp\u00edrito de Deus e um profundo amor pelas pessoas. Al\u00e9m disso, alguns programas de treinamento de lideran\u00e7a n\u00e3o oferecem treinamento espec\u00edfico no ponto chave inclu\u00eddo por Paulo em sua lista de qualifica\u00e7\u00f5es \u2013 a capacidade de ensinar a Palavra de Deus ao povo de Deus. No entanto, o ensino da B\u00edblia \u00e9 o mais importante meio de fazer disc\u00edpulos e a maior defici\u00eancia nos l\u00edderes da igreja contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p>A) \u00a0Ansiamos por ver esfor\u00e7os intensificados na forma\u00e7\u00e3o de disc\u00edpulos, por meio do trabalho de ensino e sustento de novos crentes a longo prazo, a fim de que aqueles a quem Deus chama e entrega \u00e0 igreja como l\u00edderes estejam qualificados de acordo com o crit\u00e9rio b\u00edblico de maturidade e servi\u00e7o.<\/p>\n<p>B) \u00a0N\u00f3s renovamos nosso compromisso de orar por nossos l\u00edderes. Desejamos que Deus multiplique, proteja e encoraje l\u00edderes a ser biblicamente fi\u00e9is e obedientes. Oramos para que Deus repreenda, remova ou leve ao arrependimento l\u00edderes que desonram o seu nome e difamam o evangelho. E oramos para que Deus levante uma nova gera\u00e7\u00e3o de servos-l\u00edderes discipulados, cuja maior paix\u00e3o seja conhecer a Cristo e ser semelhante a ele.<\/p>\n<p>C) \u00a0Aqueles entre n\u00f3s que est\u00e3o na lideran\u00e7a crist\u00e3 precisam reconhecer nossa vulnerabilidade e aceitar o fato de que temos que prestar contas dentro do corpo de Cristo. N\u00f3s recomendamos a pr\u00e1tica de submiss\u00e3o a um grupo para presta\u00e7\u00e3o de contas.<\/p>\n<p>D) \u00a0Encorajamos firmemente os semin\u00e1rios e todos os que oferecem programas de treinamento de lideran\u00e7a a que se concentrem mais na forma\u00e7\u00e3o espiritual e de car\u00e1ter, e n\u00e3o apenas na transmiss\u00e3o de conhecimento\u00a0ou classifica\u00e7\u00e3o de desempenho, e nos alegramos intensamente com os que j\u00e1 fazem isso como parte do desenvolvimento abrangente e integral da lideran\u00e7a.<\/p>\n<p><b>4.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>Cidades<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>As cidades s\u00e3o extremamente importantes para o futuro humano e para a miss\u00e3o mundial. Metade do mundo hoje vive em cidades. \u00c9 nas cidades que se encontram os quatro principais tipos de pessoas: (i) a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de jovens; (ii) a maioria dos povos menos alcan\u00e7ados que migraram; (iii) os formadores de cultura; (iv) os mais pobres entre os pobres.<\/p>\n<p>A) \u00a0N\u00f3s discernimos a soberana m\u00e3o de Deus no aumento massivo da urbaniza\u00e7\u00e3o em nosso tempo e apelamos \u00e0 Igreja e aos l\u00edderes de miss\u00f5es em todo mundo a que respondam a esse fato dando aten\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica e urgente \u00e0 miss\u00e3o urbana. Devemos amar nossas cidades como Deus as ama, com discernimento santo e compaix\u00e3o semelhante \u00e0 de Cristo, e obedecer\u00a0ao seu mandamento de \u201cbuscar a prosperidade da cidade\u201d, onde quer que ela esteja. Vamos procurar aprender m\u00e9todos adequados e flex\u00edveis de miss\u00e3o que respondam \u00e0s realidades urbanas.<\/p>\n<p><b>5.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>Crian\u00e7as<\/b><b><\/b><\/p>\n<p><i>Todas\u00a0<\/i>as crian\u00e7as est\u00e3o em risco. H\u00e1 cerca de dois bilh\u00f5es de crian\u00e7as no mundo e metade delas est\u00e1 em risco em decorr\u00eancia da pobreza. Milh\u00f5es est\u00e3o em risco em decorr\u00eancia da prosperidade. Os filhos dos ricos e est\u00e1veis t\u00eam tudo para viver, mas nada pelo qu\u00ea viver.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as e os jovens s\u00e3o a Igreja de hoje e n\u00e3o apenas de amanh\u00e3. Os jovens t\u00eam grande potencial como agentes ativos na miss\u00e3o de Deus. Eles representam uma grande e pouco utilizada fonte de formadores de opini\u00e3o com sensibilidade para ouvir a voz de Deus e disposi\u00e7\u00e3o para responder a ele. Alegramo-nos com os excelentes minist\u00e9rios que servem entre as crian\u00e7as e juntamente com elas e desejamos que esse trabalho seja multiplicado, diante de t\u00e3o grande necessidade. Como vemos na B\u00edblia, Deus pode usar e realmente usa as crian\u00e7as e os jovens \u2013 suas ora\u00e7\u00f5es, suas percep\u00e7\u00f5es, suas palavras, suas iniciativas \u2013 para transformar cora\u00e7\u00f5es. Elas representam uma \u201cnova energia\u201d para transformar o mundo. Vamos ouvir e n\u00e3o reprimir sua espiritualidade infantil com nossas abordagens adultas e racionalistas.<\/p>\n<p>N\u00f3s assumimos o compromisso de:<\/p>\n<p>A) \u00a0Levar as crian\u00e7as a s\u00e9rio, atrav\u00e9s de estudos b\u00edblicos e questionamentos teol\u00f3gicos estimulantes, que reflitam o amor de Deus e o seu prop\u00f3sito para elas e atrav\u00e9s delas. E redescobrir o profundo significado para a teologia e para a miss\u00e3o, da atitude provocadora de Jesus ao \u201ctomar uma crian\u00e7a e coloc\u00e1-la entre eles\u201d.[81].<\/p>\n<p>B) \u00a0Buscar treinar pessoas e fornecer recursos para atender as necessidades das crian\u00e7as em todo o mundo, sempre que poss\u00edvel, trabalhando com suas fam\u00edlias e comunidades, com a convic\u00e7\u00e3o de que o minist\u00e9rio hol\u00edstico para e atrav\u00e9s de cada gera\u00e7\u00e3o seguinte de crian\u00e7as e jovens, \u00e9 um componente vital para a miss\u00e3o mundial.<\/p>\n<p>C) \u00a0Expor, resistir e agir contra toda e qualquer forma de abuso contra as crian\u00e7as, seja viol\u00eancia, explora\u00e7\u00e3o, escravid\u00e3o, tr\u00e1fico, prostitui\u00e7\u00e3o, sexo e discrimina\u00e7\u00e3o \u00e9tnica, alvo publicit\u00e1rio e neglig\u00eancia intencional.<\/p>\n<p><b>6.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>Ora\u00e7\u00e3o<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>Diante de tantas prioridades, vamos renovar nosso compromisso de orar. A ora\u00e7\u00e3o \u00e9 um chamado, um mandamento e um dom. A ora\u00e7\u00e3o \u00e9 o fundamento indispens\u00e1vel para todos os elementos da nossa miss\u00e3o.<\/p>\n<p>A) \u00a0N\u00f3s oraremos com uni\u00e3o, foco, persist\u00eancia e esclarecimento b\u00edblico:<\/p>\n<ol>\n<li>Para que Deus envie trabalhadores para todos os cantos do mundo, no poder do seu Esp\u00edrito;<\/li>\n<li>Para que os perdidos de todos os povos e lugares sejam atra\u00eddos a Deus pelo seu Esp\u00edrito, atrav\u00e9s da declara\u00e7\u00e3o da verdade do evangelho e da demonstra\u00e7\u00e3o do amor e do poder de Cristo.<\/li>\n<li>Para que a gl\u00f3ria de Deus seja revelada e o nome de Cristo seja conhecido e louvado gra\u00e7as ao car\u00e1ter, as obras e as palavras do seu povo. Vamos clamar pelos nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s que sofrem por causa do nome de Cristo.<\/li>\n<li>Pela vinda do reino de Deus, para que a vontade de Deus seja feita na terra como \u00e9 feita no c\u00e9u, pelo estabelecimento da justi\u00e7a, pela mordomia e cuidado para com a cria\u00e7\u00e3o e pela b\u00ean\u00e7\u00e3o da paz de Deus em nossas comunidades.<\/li>\n<\/ol>\n<p>B) \u00a0Daremos gra\u00e7as continuamente ao presenciarmos a obra de Deus entre as na\u00e7\u00f5es, ansiosos\u00a0pelo dia em que o reino deste mundo se tornar\u00e1 o reino do nosso Deus e do seu Cristo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>IIE \u00a0Chamando a igreja de Cristo\u00a0de volta \u00e0 humildade, \u00e0 integridade e \u00e0 simplicidade<\/b><\/p>\n<p>Andar \u00e9 a met\u00e1fora b\u00edblica para nosso modo de vida ou de conduta di\u00e1ria. Paulo, em Ef\u00e9sios, fala sete vezes sobre como os crist\u00e3os devem ou n\u00e3o devem andar.[82]<\/p>\n<p><b>1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/b><b>Andar de maneira diferenciada, como nova humanidade de Deus<\/b><b>\u00a0[83]<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>O povo de Deus escolhe entre andar no caminho do Senhor ou nos caminhos de outros deuses. A B\u00edblia mostra que o maior problema de Deus n\u00e3o \u00e9 apenas com as na\u00e7\u00f5es do mundo, mas com o povo que ele criou e chamou para que fossem canal de b\u00ean\u00e7\u00e3os para as na\u00e7\u00f5es. E o maior obst\u00e1culo para o cumprimento desta miss\u00e3o \u00e9 a idolatria entre o pr\u00f3prio povo de Deus. Pois se somos chamados para levar as na\u00e7\u00f5es a adorar ao \u00fanico Deus vivo e verdadeiro, falhamos vergonhosamente quando n\u00f3s mesmos corremos atr\u00e1s de deuses falsos dos povos ao nosso redor.<\/p>\n<p>Quando n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a entre a conduta de crist\u00e3os e n\u00e3o crist\u00e3os \u2013 por exemplo, na pr\u00e1tica da corrup\u00e7\u00e3o e da gan\u00e2ncia, na promiscuidade sexual, no alto \u00edndice de div\u00f3rcio, no retorno a pr\u00e1ticas anteriores \u00e0 religiosa crist\u00e3, na hostilidade em rela\u00e7\u00e3o a pessoas de outras ra\u00e7as, nos estilos de vida consumistas, ou no preconceito social \u2013 ent\u00e3o, o mundo est\u00e1 certo ao questionar se o cristianismo faz alguma diferen\u00e7a. Diante o mundo que nos observa, n\u00e3o h\u00e1 autenticidade em nossa mensagem.<\/p>\n<p>A) \u00a0Desafiamo-nos mutuamente, como povo de Deus presente em todas as culturas, a encarar at\u00e9 que ponto estamos, consciente ou inconscientemente, enredados nas idolatrias da cultura que nos cerca. Oramos por discernimento prof\u00e9tico para identificar e expor esses deuses falsos e a sua presen\u00e7a dentro da pr\u00f3pria Igreja, e por coragem para que nos arrependamos e os renunciemos no nome e na autoridade de Jesus como Senhor.<\/p>\n<p>B) \u00a0Uma vez que n\u00e3o h\u00e1 miss\u00e3o b\u00edblica sem vida b\u00edblica, com urg\u00eancia renovamos nosso compromisso e desafiamos a todos aqueles que professam o nome de Cristo a viver de maneira radicalmente diferente dos caminhos do mundo, a \u201crevestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justi\u00e7a e em santidade provenientes da verdade\u201d.<\/p>\n<p><b>2.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>Andar em amor, rejeitando a idolatria da sexualidade desordenada<\/b><b>\u00a0[84]<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>O plano de Deus na cria\u00e7\u00e3o \u00e9 que o casamento seja constitu\u00eddo pelo relacionamento fiel e comprometido entre um homem e uma mulher, no qual eles se tornem uma s\u00f3 carne e uma nova unidade social que seja distinta de suas fam\u00edlias de origem, e que a rela\u00e7\u00e3o sexual, como express\u00e3o daquela \u201cuma s\u00f3 carne\u201d, seja desfrutada exclusivamente dentro dos la\u00e7os do casamento. Essa uni\u00e3o sexual amorosa dentro do casamento, na qual \u201cdois se tornam um\u201d, reflete tanto o relacionamento de Cristo com a Igreja, como a unidade de judeus e gentios na nova humanidade.[85]<\/p>\n<p>Paulo contrasta a pureza do amor de Deus com a feiura do amor falso que se disfar\u00e7a na sexualidade desordenada e em tudo o que a acompanha. A sexualidade desordenada de todo tipo, em qualquer pr\u00e1tica de intimidade sexual antes ou fora do casamento, conforme definido biblicamente, n\u00e3o se alinha com as b\u00ean\u00e7\u00e3os e com a vontade de Deus na cria\u00e7\u00e3o e na reden\u00e7\u00e3o. O abuso e a idolatria que cercam a sexualidade desordenada contribuem para um decl\u00ednio maior da sociedade, causando a ruptura de casamentos e fam\u00edlias, e produz sofrimento incalcul\u00e1vel de solid\u00e3o e de explora\u00e7\u00e3o. Esta \u00e9 um problema s\u00e9rio dentro da pr\u00f3pria igreja e, tragicamente, uma causa comum de fracasso na lideran\u00e7a.<\/p>\n<p>Reconhecemos nossa necessidade de profunda humildade e consci\u00eancia do fracasso nesta \u00e1rea. Ansiamos por ver crist\u00e3os desafiando as culturas que nos rodeiam vivendo de acordo com os padr\u00f5es para os quais a B\u00edblia nos chamou.<\/p>\n<p>A) \u00a0N\u00f3s encorajamos firmemente todos os pastores a:<\/p>\n<ol>\n<li>Facilitar o di\u00e1logo mais aberto sobre sexualidade em nossas igrejas, declarando positivamente a boa nova do plano de Deus para relacionamentos saud\u00e1veis e para a vida familiar, mas tamb\u00e9m abordando com honestidade pastoral as \u00e1reas onde os crist\u00e3os compartilham as realidades disfuncionais e de ruptura de sua cultura circundante;<\/li>\n<li>Ensinar claramente os padr\u00f5es de Deus, mas fazer isso com a compaix\u00e3o pastoral de Cristo pelos pecadores, reconhecendo qu\u00e3o vulner\u00e1veis \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o sexual e ao pecado todos n\u00f3s somos;<\/li>\n<li>Lutar para estabelecer um exemplo positivo de vida segundo os padr\u00f5es b\u00edblicos de fidelidade sexual;<\/li>\n<\/ol>\n<p>B) \u00a0Como membros da Igreja, n\u00f3s assumimos o compromisso de:<\/p>\n<ol>\n<li>Fazer tudo o que pudermos na Igreja e na sociedade para fortalecer casamentos fieis e vida familiar saud\u00e1vel;<\/li>\n<li>Reconhecer a presen\u00e7a e a contribui\u00e7\u00e3o daqueles que s\u00e3o solteiros, vi\u00favos ou sem filhos, assegurar-lhes que a igreja \u00e9 uma fam\u00edlia em Cristo acolhedora e amparadora, e capacit\u00e1-los a exercer seus dons nos variados minist\u00e9rios da igreja;<\/li>\n<li>Resistir \u00e0s m\u00faltiplas formas de sexualidade desordenada nas culturas que nos cercam, incluindo a pornografia, o adult\u00e9rio e a promiscuidade.<\/li>\n<li>Procurar compreender e abordar as quest\u00f5es profundas do cora\u00e7\u00e3o relacionadas \u00e0 identidade e \u00e0 experi\u00eancia, que levam algumas pessoas \u00e0 pr\u00e1tica homossexual; alcan\u00e7\u00e1-las com amor, compaix\u00e3o e justi\u00e7a de Cristo e rejeitar e condenar toda forma de \u00f3dio e abuso verbal ou f\u00edsico e vitimiza\u00e7\u00e3o de pessoas homossexuais;<\/li>\n<li>Lembrar que, pela gra\u00e7a redentora de Deus, nenhuma pessoa ou situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 al\u00e9m da possibilidade de mudan\u00e7a e restaura\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>3.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>Andar em humildade, rejeitando a idolatria do poder<\/b><b>\u00a0[86]<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>Devido \u00e0 queda e ao pecado, o poder \u00e9 geralmente exercido para abusar e explorar pessoas. N\u00f3s exaltamos a n\u00f3s mesmos, alegando superioridade de sexo, ra\u00e7a e status social. Paulo se op\u00f5e a todas essas formas de idolatria do orgulho e do poder exigindo que aqueles que s\u00e3o cheios do Esp\u00edrito de Deus se submetam uns aos outros por amor a Cristo.\u00a0 Essa submiss\u00e3o m\u00fatua e esse amor rec\u00edproco devem ser expressos no casamento, na fam\u00edlia e nas rela\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas.<\/p>\n<p>A) \u00a0N\u00f3s desejamos ver todos os maridos e esposas, pais e filhos, funcion\u00e1rios e empregadores crist\u00e3os, praticando o ensinamento b\u00edblico de \u201csubmeter-se uns aos outros no temor de Cristo\u201d.<\/p>\n<p>B) \u00a0N\u00f3s incentivamos os pastores a ajudarem os crentes a entender, a discutir honestamente e a praticar a submiss\u00e3o m\u00fatua que Deus exige de seus filhos. Em um mundo de poder, gan\u00e2ncia e abuso, Deus est\u00e1 chamando sua Igreja para ser o lugar de humildade am\u00e1vel e amor abnegado entre seus membros.<\/p>\n<p>C) \u00a0N\u00f3s clamamos aos maridos crist\u00e3os de maneira particular e urgente a que observem o equil\u00edbrio das responsabilidades entre maridos e esposas conforme o ensino Paulo. A submiss\u00e3o m\u00fatua significa que a submiss\u00e3o da esposa ao seu marido tem como alvo um homem cujo amor e cuidado por ela seja inspirado no amor abnegado de Jesus Cristo por sua Igreja. Qualquer tipo de abuso contra uma mulher \u2013 verbal, emocional e f\u00edsico \u2013 \u00e9 incompat\u00edvel com o amor de Cristo, em qualquer cultura. N\u00f3s negamos que qualquer tradi\u00e7\u00e3o cultural ou interpreta\u00e7\u00e3o distorcida da B\u00edblia possa justificar a viol\u00eancia contra a mulher. Lamentamos que isso aconte\u00e7a entre crist\u00e3os professos, incluindo pastores e l\u00edderes. N\u00e3o hesitamos em denunciar tal ato como um pecado e chamar ao arrependimento e \u00e0 ren\u00fancia dessa pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>4.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>Andar em integridade, rejeitando a idolatria do sucesso\u00a0<\/b><b>[87]<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos edificar o reino do Deus da verdade sobre fundamentos de desonestidade. No entanto, em nosso desejo por \u201csucesso\u201d e \u201cresultados\u201d somos tentados a sacrificar nossa integridade, com alega\u00e7\u00f5es exageradas e distorcidas que levam a mentiras. Andar na luz, entretanto, \u201cconsiste em&#8230; justi\u00e7a e verdade\u201d.<a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/pt\/pt\/1661-compromisso-da-cidade-do-cabo.html#_ftn88\">[88]<\/a><\/p>\n<p>A) \u00a0N\u00f3s\u00a0apelamos a todos os l\u00edderes e mission\u00e1rios a que resistam \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de ser menos do que totalmente verdadeiros na apresenta\u00e7\u00e3o do seu trabalho. Somos desonestos quando exageramos nossos relat\u00f3rios com estat\u00edsticas infundadas, ou torcemos a verdade para nosso benef\u00edcio. Oramos por uma onda purificadora de honestidade e pelo fim de tais distor\u00e7\u00f5es, manipula\u00e7\u00f5es e exageros. Apelamos a todos os que sustentam financeiramente a obra a que n\u00e3o fa\u00e7am exig\u00eancias irrealistas de resultados vis\u00edveis e mensur\u00e1veis, al\u00e9m da necessidade da devida presta\u00e7\u00e3o de contas. Vamos lutar por uma cultura de total integridade e transpar\u00eancia. Escolheremos andar na luz e na verdade de Deus, pois o Senhor prova o cora\u00e7\u00e3o e se agrada com a integridade.[89]<\/p>\n<p><b>5.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>Andar em simplicidade, rejeitando a idolatria da gan\u00e2ncia\u00a0<\/b><b>[90]<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>A prega\u00e7\u00e3o e o ensino generalizado do \u201cevangelho da prosperidade\u201d em todo o mundo levanta s\u00e9rias preocupa\u00e7\u00f5es. Definimos o evangelho da prosperidade como o ensino de que os crentes t\u00eam direito \u00e0s b\u00ean\u00e7\u00e3os da sa\u00fade e da riqueza e que podem obter essas b\u00ean\u00e7\u00e3os por meio de confiss\u00f5es positivas de f\u00e9 e da \u201csemeadura\u201d, atrav\u00e9s de doa\u00e7\u00f5es financeiras e materiais. O ensino da prosperidade \u00e9 um fen\u00f4meno que atravessa muitas denomina\u00e7\u00f5es em todos os continentes.[91]<\/p>\n<p>N\u00f3s ratificamos a gra\u00e7a e o poder milagroso de Deus e congratulamo-nos com o crescimento das igrejas e dos minist\u00e9rios que levam pessoas a exercer a f\u00e9 expectante no Deus vivo e no seu poder sobrenatural. N\u00f3s cremos no poder do Esp\u00edrito Santo. No entanto, negamos que o poder milagroso de Deus possa ser tratado como uma t\u00e9cnica autom\u00e1tica ou \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de humanos, ou ainda, manipulada por palavras, a\u00e7\u00f5es, dons, objetos ou rituais humanos.<\/p>\n<p>N\u00f3s afirmamos que existe uma perspectiva b\u00edblica da prosperidade humana e que a B\u00edblia inclui o bem estar material (tanto sa\u00fade como riqueza) em seu ensinamento sobre a ben\u00e7\u00e3o de Deus. No entanto, consideramos como contr\u00e1rio \u00e0 B\u00edblia o ensinamento de que o bem estar espiritual possa ser medido em termos de bem estar material, ou que a riqueza seja sempre um sinal da ben\u00e7\u00e3o de Deus. A B\u00edblia mostra que a riqueza muitas vezes pode ser obtida atrav\u00e9s da opress\u00e3o, do engano ou da corrup\u00e7\u00e3o. Negamos tamb\u00e9m que a pobreza, a doen\u00e7a ou a morte f\u00edsica sejam sempre sinais da maldi\u00e7\u00e3o de Deus, ou evid\u00eancia de falta de f\u00e9, ou o resultado de maldi\u00e7\u00e3o humana, j\u00e1 que a B\u00edblia rejeita tais explica\u00e7\u00f5es simplistas.<\/p>\n<p>N\u00f3s admitimos que seja bom exaltar o poder e a vit\u00f3ria de Deus. Mas cremos que os ensinamentos de muitos que promovem energicamente o evangelho da prosperidade distorcem seriamente a B\u00edblia; que suas pr\u00e1ticas e seu estilo de vida geralmente s\u00e3o anti\u00e9ticos e n\u00e3o semelhantes a Cristo; que eles costumam substituir o evangelismo genu\u00edno pela busca de milagres, e substituem o chamado ao arrependimento pelo chamado para a contribui\u00e7\u00e3o financeira destinada a organiza\u00e7\u00e3o do pastor. Lamentamos que o impacto de seu ensino em muitas Igrejas seja pastoralmente prejudicial e espiritualmente doentio. \u00c9 com alegria e firmeza que ratificamos toda iniciativa em nome de Cristo que busque trazer cura ao doente ou livramento duradouro da pobreza e do sofrimento. O evangelho da prosperidade n\u00e3o oferece nenhuma solu\u00e7\u00e3o duradoura para a pobreza e pode desviar as pessoas da verdadeira mensagem e do verdadeiro caminho para a salva\u00e7\u00e3o eterna. Por essas raz\u00f5es, usando de sensatez, ele pode ser descrito como um evangelho falso. Por isso rejeitamos o excesso de ensino sobre prosperidade por ser incompat\u00edvel com o cristianismo b\u00edblico equilibrado.<\/p>\n<p>A) \u00a0Com insist\u00eancia encorajamos os l\u00edderes da igreja e de miss\u00f5es presentes em contextos onde o evangelho da prosperidade seja popular, a compar\u00e1-lo com aten\u00e7\u00e3o e cuidado ao ensino e exemplo de Jesus Cristo. Particularmente, todos n\u00f3s precisamos interpretar e ensinar, segundo seu contexto e harmonia, os textos b\u00edblicos comumente usados para sustentar o evangelho da prosperidade. Onde houver o ensino da prosperidade no contexto de pobreza, devemos nos opor a ele, com compaix\u00e3o aut\u00eantica e a\u00e7\u00e3o que traga justi\u00e7a e transforma\u00e7\u00e3o duradoura para o pobre. Acima de tudo, devemos substituir o interesse pr\u00f3prio e a gan\u00e2ncia pelo ensinamento b\u00edblico a respeito do sacrif\u00edcio pr\u00f3prio e da doa\u00e7\u00e3o generosa, como as marcas do verdadeiro discipulado de Cristo. N\u00f3s ratificamos o apelo hist\u00f3rico de Lausanne por estilos de vida mais simples.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>IIF \u00a0Formando parcerias no Corpo de Cristo\u00a0pela unidade em miss\u00f5es<\/b><\/p>\n<p>Paulo nos ensina que a unidade crist\u00e3 \u00e9 cria\u00e7\u00e3o de Deus, com base em nossa reconcilia\u00e7\u00e3o com Deus e uns com os outros. Essa dupla reconcilia\u00e7\u00e3o foi realizada atrav\u00e9s da cruz. Quando vivemos em unidade e trabalhamos em parcerias demonstramos o poder sobrenatural e contra cultural da cruz. Mas quando demonstramos nossa desuni\u00e3o atrav\u00e9s da incapacidade de formar parcerias, rebaixamos nossa miss\u00e3o e mensagem e negamos o poder da cruz.<\/p>\n<p><b>1.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>Unidade na Igreja<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>Uma igreja dividida n\u00e3o tem mensagem para um mundo dividido. A nossa incapacidade de viver em unidade reconciliada \u00e9 um obst\u00e1culo importante \u00e0 autenticidade e efic\u00e1cia em miss\u00f5es.<\/p>\n<p>A) \u00a0Lamentamos a divisibilidade e divis\u00e3o de nossas igrejas e organiza\u00e7\u00f5es. Temos o desejo profundo e urgente de que os crist\u00e3os cultivem um esp\u00edrito de gra\u00e7a e que sejam obedientes ao mandamento de Paulo de \u201cfazer todo o esfor\u00e7o para conservar a unidade do Esp\u00edrito pelo v\u00ednculo da paz\u201d.<\/p>\n<p>B) \u00a0Embora reconhe\u00e7amos que nossa unidade mais profunda seja espiritual, ansiamos por maior reconhecimento do poder missional da unidade vis\u00edvel, pr\u00e1tica e terrena. Portanto apelamos aos irm\u00e3os e irm\u00e3s em todo o mundo, por causa do nosso testemunho e miss\u00e3o em comum, que resistam \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de dividir o corpo de Cristo e que busquem caminhos de reconcilia\u00e7\u00e3o e de restaura\u00e7\u00e3o da unidade sempre que poss\u00edvel.<\/p>\n<p><b>2.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>Parceria em miss\u00e3o global<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>A parceria em miss\u00f5es n\u00e3o se trata apenas de efici\u00eancia. \u00c9 o resultado pr\u00e1tico e estrat\u00e9gico de nossa submiss\u00e3o a Jesus Cristo como Senhor. Muitas vezes nos envolvemos em miss\u00f5es que priorizam e preservam nossa pr\u00f3pria identidade (\u00e9tnica, denominacional, teol\u00f3gica etc.) e deixamos de submeter nossas paix\u00f5es e prefer\u00eancias ao nosso \u00fanico Senhor e Mestre. A supremacia e centralidade de Cristo em nossa miss\u00e3o devem ser mais do que uma confiss\u00e3o de f\u00e9; devem tamb\u00e9m reger nossa estrat\u00e9gia, pr\u00e1tica e unidade.<\/p>\n<p>Alegramo-nos com o crescimento e a for\u00e7a de movimentos mission\u00e1rios emergentes em pa\u00edses em desenvolvimento e com o fim do antigo padr\u00e3o \u201cdo Leste para o Resto\u201d. Mas n\u00e3o aceitamos a ideia de que o bast\u00e3o da responsabilidade sobre as miss\u00f5es tenha passado de uma parte da Igreja mundial para outra. N\u00e3o faz sentido rejeitar o antigo triunfalismo do Ocidente para, simplesmente, deslocar o mesmo esp\u00edrito \u00edmpio para a \u00c1sia, \u00c1frica ou Am\u00e9rica Latina. Nenhum grupo \u00e9tnico, na\u00e7\u00e3o ou continente pode reivindicar o privil\u00e9gio exclusivo de ser o \u00fanico a completar a Grande Comiss\u00e3o. Somente Deus \u00e9 soberano.<\/p>\n<p>A) \u00a0Permanecemos unidos como l\u00edderes e mission\u00e1rios em todas as partes do mundo, chamados a reconhecer e a aceitar uns aos outros, com igualdade de oportunidades, para juntos contribuirmos para a miss\u00e3o mundial. Vamos, em submiss\u00e3o a Cristo, colocar de lado a desconfian\u00e7a, a competi\u00e7\u00e3o e o orgulho e estar dispostos a aprender com aqueles que Deus est\u00e1 usando, mesmo que n\u00e3o sejam do nosso continente, nem da nossa teologia em particular, nem de nossa organiza\u00e7\u00e3o ou de nosso c\u00edrculo de amigos.<\/p>\n<p>B) \u00a0A parceria vai al\u00e9m do dinheiro, e a inje\u00e7\u00e3o insensata de dinheiro geralmente corrompe e divide a Igreja. Vamos, finalmente, provar que a Igreja n\u00e3o opera sob o princ\u00edpio de que aqueles que t\u00eam mais dinheiro t\u00eam o poder de decis\u00e3o. Vamos deixar de impor em outras partes da Igreja nossos nomes, slogans, programas, sistemas e m\u00e9todos preferidos. Vamos sim trabalhar por reciprocidade verdadeira entre Norte e Sul, Leste e do Oeste, por interdepend\u00eancia em dar e receber, pelo respeito e dignidade que caracteriza amigos genu\u00ednos e verdadeiros parceiros em miss\u00f5es.<\/p>\n<p><b>3.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>Homens e mulheres em parceria<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>As Escrituras afirmam que Deus criou homens e mulheres \u00e0 sua imagem e que lhes deu o dom\u00ednio sobre a terra. O pecado entrou na vida e na hist\u00f3ria humana atrav\u00e9s do homem e da mulher agindo em conjunto em rebeli\u00e3o contra Deus. Atrav\u00e9s da cruz de Cristo, Deus trouxe salva\u00e7\u00e3o, aceita\u00e7\u00e3o e unidade a homens e mulheres igualmente. No Pentecoste, Deus derramou o seu Esp\u00edrito de profecia sobre toda carne, filhos e filhas semelhantemente. Mulheres e homens, portanto, s\u00e3o iguais na cria\u00e7\u00e3o, no pecado, na salva\u00e7\u00e3o e no Esp\u00edrito.[92]<\/p>\n<p>Todos n\u00f3s, mulheres e homens, solteiros e casados, somos respons\u00e1veis por empregar os dons de Deus para o benef\u00edcio de outros, como mordomos da gra\u00e7a de Deus, e para o louvor e gl\u00f3ria de Cristo. Todos n\u00f3s, portanto, tamb\u00e9m somos respons\u00e1veis por capacitar todo o povo de Deus para exercer todos os dons dados por Deus em todas as \u00e1reas de servi\u00e7o para as quais Deus chama a Igreja.[93] N\u00e3o devemos apagar o Esp\u00edrito desprezando os minist\u00e9rios de ningu\u00e9m.[94] Al\u00e9m disso, estamos determinados a ver o minist\u00e9rio dentro do corpo de Cristo como dom e responsabilidade no qual somos chamados a servir, e n\u00e3o como\u00a0<i>status<\/i>\u00a0ou direito que exigimos.<\/p>\n<p>A) \u00a0Defendemos a posi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica Lausanne: \u201cN\u00f3s afirmamos que os dons do Esp\u00edrito s\u00e3o distribu\u00eddos a todo o povo de Deus, mulheres e homens, e que a parceria deles na evangeliza\u00e7\u00e3o deve ser bem recebida visando o bem comum\u201d[95]. Reconhecemos a enorme contribui\u00e7\u00e3o e sacrif\u00edcio que as mulheres t\u00eam feito pela miss\u00e3o mundial, ministrando tanto para homens como para mulheres, desde os tempos b\u00edblicos at\u00e9 o presente.<\/p>\n<p>B) \u00a0Reconhecemos que h\u00e1 opini\u00f5es diferentes sinceramente sustentadas por aqueles que procuram ser fi\u00e9is e obedientes \u00e0s Escrituras. Alguns interpretam o ensino apost\u00f3lico de modo a inferir que mulheres n\u00e3o devem ensinar nem pregar, ou que podem faz\u00ea-lo, mas n\u00e3o como autoridade \u00fanica sobre homens. Outros entendem a igualdade espiritual das mulheres, o exerc\u00edcio de edifica\u00e7\u00e3o do dom de profecia por mulheres na igreja do Novo Testamento e a acolhida da igreja em suas casas, implicando que os dons espirituais de lideran\u00e7a e ensinopodem ser recebidos e exercidos no minist\u00e9rio tanto por mulheres como por homens.<a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/pt\/pt\/1661-compromisso-da-cidade-do-cabo.html#_ftn96\">[96]<\/a>\u00a0Convidamos aqueles que est\u00e3o em lados opostos nesta discuss\u00e3o a:<\/p>\n<ol>\n<li>Aceitar um ao outro sem condena\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a quest\u00f5es divergentes. Embora possamos discordar, n\u00e3o temos motivos para divis\u00e3o, para palavras destrutivas, ou hostilidade de uns para com os outros;[97]<\/li>\n<li>Estudar juntos as Escrituras com aten\u00e7\u00e3o, levando em conta o contexto e a cultura originais de seus respectivos autores e leitores contempor\u00e2neos;<\/li>\n<li>Reconhecer que onde houver dor genu\u00edna, devemos mostrar compaix\u00e3o; onde houver injusti\u00e7a e falta de integridade, devemos nos opor; e onde houver resist\u00eancia \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o da obra do Esp\u00edrito Santo em alguma irm\u00e3 ou irm\u00e3o, devemos nos arrepender.<\/li>\n<li>Comprometer-se com um padr\u00e3o de minist\u00e9rio, de homens e de mulheres, que reflita o esp\u00edrito de servo de Jesus Cristo e n\u00e3o a busca de poder e status caracter\u00edsticos do mundo.<\/li>\n<\/ol>\n<p>C) \u00a0Encorajamos as igrejas a reconhecer as mulheres reverentes que ensinam e s\u00e3o exemplos do que \u00e9 bom, como Paulo ordenou,[98]\u00a0e a abrir portas mais largas de oportunidades para mulheres na educa\u00e7\u00e3o, no servi\u00e7o e na lideran\u00e7a, principalmente em contextos onde o evangelho desafia tradi\u00e7\u00f5es culturais injustas. Esperamos que as mulheres n\u00e3o sejam impedidas de exercer os dons de Deus ou de seguir o chamado de Deus em suas vidas.<\/p>\n<p><b>4.<\/b><b>\u00a0<\/b><b>Educa\u00e7\u00e3o Teol\u00f3gica e miss\u00f5es<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>O Novo Testamento mostra a estreita parceria entre o trabalho de evangelizar e plantar igrejas (por exemplo, o Ap\u00f3stolo Paulo), e o trabalho de fortalecimento das igrejas (por exemplo, Tim\u00f3teo e Apolo). As duas tarefas est\u00e3o integradas na Grande Comiss\u00e3o, onde Jesus descreve o fazer disc\u00edpulos em termos de evangelismo (antes de \u201cbatizando-os\u201d) e \u201censinando-os a obedecer a tudo o eu lhes ordenei\u201d. A educa\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica \u00e9 parte da miss\u00e3o que vai al\u00e9m do evangelismo.\u00a0[99]<\/p>\n<p>A miss\u00e3o da Igreja na terra \u00e9 servir \u00e0 miss\u00e3o de Deus, e a miss\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica \u00e9 fortalecer e acompanhar a miss\u00e3o da Igreja. A educa\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica serve\u00a0<i>primeiro<\/i>\u00a0para treinar aqueles que lideram a Igreja como professores-pastores, capacitando-os para ensinar a verdade da Palavra de Deus com fidelidade, relev\u00e2ncia e clareza; e\u00a0<i>segundo,\u00a0<\/i>para capacitar todo o povo de Deus para a tarefa missional de entender e comunicar com relev\u00e2ncia a verdade de Deus em qualquer contexto cultural. A educa\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica envolve guerra espiritual, uma vez que \u201cdestru\u00edmos argumentos e toda pretens\u00e3o que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torn\u00e1-lo obediente a Cristo\u201d[100].<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A) \u00a0Aqueles de n\u00f3s que lideram igrejas e ag\u00eancias mission\u00e1rias precisam reconhecer que a educa\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica \u00e9 intrinsecamente missional. Aqueles que oferecem educa\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica precisam garantir que ela seja intencionalmente missional, uma vez que seu lugar na \u00e1rea acad\u00eamica n\u00e3o \u00e9 um fim em si, mas \u00e9 servir a miss\u00e3o da Igreja no mundo.<\/p>\n<p>B) \u00a0A educa\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica caminha em parceria com todas as formas de envolvimento missional. N\u00f3s incentivaremos e apoiaremos todos os que oferecerem educa\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica biblicamente fiel, formal e n\u00e3o formal, em n\u00edveis local, nacional, regional e internacional.<\/p>\n<p>C) \u00a0N\u00f3s apelamos \u00e0s institui\u00e7\u00f5es e programas de educa\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica a conduzir uma \u201cauditoria missional\u201d em seus curr\u00edculos, estruturas e etos, para assegurar que eles realmente atendam \u00e0s necessidades e oportunidades da Igreja em suas culturas.<\/p>\n<p>D) \u00a0N\u00f3s desejamos que todos plantadores de igreja e educadores teol\u00f3gicos coloquem a B\u00edblia no centro de suas parcerias, n\u00e3o apenas nas declara\u00e7\u00f5es doutrin\u00e1rias, mas tamb\u00e9m na pr\u00e1tica. Os evangelistas devem usar a B\u00edblia como fonte suprema do conte\u00fado e da autoridade de suas mensagens. Os educadores teol\u00f3gicos devem recentrar o estudo da B\u00edblia como disciplina fundamental na teologia crist\u00e3, integrando e permeando todos os outros campos de estudo e da aplica\u00e7\u00e3o. Acima de tudo, a educa\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica deve servir para preparar professores pastores para sua principal responsabilidade de pregar e ensinar a B\u00edblia.[101]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>CONCLUS\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo. O Esp\u00edrito de Deus estava na Cidade do Cabo, chamando a Igreja de Cristo para ser embaixadora do amor reconciliador de Deus para o mundo. Deus manteve a promessa da sua Palavra enquanto o seu povo se reuniu em o nome de Cristo, pois o pr\u00f3prio Senhor Jesus Cristo habitou entre n\u00f3s e andou entre n\u00f3s.[102]<\/p>\n<p>N\u00f3s buscamos ouvir \u00e0 voz do Senhor Jesus Cristo. E na sua miseric\u00f3rdia, atrav\u00e9s do seu Santo Esp\u00edrito, Cristo falou ao povo que o ouvia. Atrav\u00e9s das muitas vozes na exposi\u00e7\u00e3o b\u00edblica, nas palestras de plen\u00e1rias e na discuss\u00e3o em grupo, dois temas foram repetidos e ouvidos.<\/p>\n<ul>\n<li>A necessidade de discipulado radicalmente obediente, que conduza \u00e0 maturidade, ao crescimento em profundidade, bem como ao crescimento num\u00e9rico.<\/li>\n<li>A necessidade de reconcilia\u00e7\u00e3o radical centrada na cruz, levando \u00e0 unidade, ao crescimento em amor, assim como ao crescimento em f\u00e9 e em esperan\u00e7a.<\/li>\n<\/ul>\n<p>O discipulado e a reconcilia\u00e7\u00e3o s\u00e3o indispens\u00e1veis para nossa miss\u00e3o. Lamentamos pelo esc\u00e2ndalo da nossa superficialidade e falta de discipulado e pelo esc\u00e2ndalo da nossa desuni\u00e3o e falta de amor. Ambos prejudicaram gravemente nosso testemunho do evangelho.<\/p>\n<p>N\u00f3s discernimos a voz do Senhor Jesus Cristo nesses dois desafios, pois eles correspondem \u00e0s duas palavras mais enf\u00e1ticas de Cristo \u00e0 Igreja, de acordo com os evangelhos. No Evangelho de Mateus, Jesus deu o mandamento principal \u2013 o de fazer disc\u00edpulos de todas as na\u00e7\u00f5es. No Evangelho de Jo\u00e3o, Jesus deu o nosso m\u00e9todo principal \u2013 o de amar uns aos outros para que o mundo saiba que somos disc\u00edpulos de Jesus. N\u00e3o devemos ficar surpresos, mas nos alegrar ao ouvir a voz do Mestre, quando 2 mil anos depois, Cristo diz as mesmas coisas ao seu povo reunido de todas as partes do mundo.\u00a0<i>Fazer disc\u00edpulos. Amar uns aos outros<\/i>.<\/p>\n<p><b>Fa\u00e7am disc\u00edpulos<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>A miss\u00e3o b\u00edblica exige que aqueles que reivindicam o nome de Cristo sejam como ele, tomando a sua cruz, negando a si mesmos, e seguindo-o no caminho da humildade, do amor, da integridade, da generosidade e da servid\u00e3o. Falhar no discipulado e na tarefa de fazer disc\u00edpulos \u00e9 falhar no n\u00edvel mais elementar de nossa miss\u00e3o. O chamado de Cristo \u00e0 sua Igreja vem a n\u00f3s, mais uma vez, das p\u00e1ginas dos evangelhos: \u201cVenham e sigam-me\u201d; \u201cV\u00e3o e fa\u00e7am disc\u00edpulos\u201d.<\/p>\n<p><b>Amem aos outros<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>Tr\u00eas vezes Jesus repetiu: \u201cUm novo mandamento lhes dou:\u00a0<i>Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, voc\u00eas devem amar uns aos outros<\/i>\u201d[103]. Tr\u00eas vezes Jesus orou: \u201c<i>que todos sejam um, Pai<\/i>\u201d[104]. Tanto o mandamento quanto a ora\u00e7\u00e3o s\u00e3o missionais. \u2018\u201d<i>Com isso todos saber\u00e3o que voc\u00eas s\u00e3o meus disc\u00edpulos, se voc\u00eas se amarem uns aos outros\u201d<\/i>. \u201c<i>Que eles sejam levados \u00e0 plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste<\/i>\u201d. Jesus n\u00e3o poderia ter expressado seu desejo de maneira mais enf\u00e1tica. A evangeliza\u00e7\u00e3o do mundo e o reconhecimento da deidade de Cristo s\u00e3o auxiliados ou prejudicados conforme o obedecemos ou n\u00e3o na pr\u00e1tica. O chamado de Cristo e de seus ap\u00f3stolos nos \u00e9 novamente apresentado: \u201cAmemos uns aos outros\u201d, \u201cFa\u00e7am todo esfor\u00e7o para conservar a unidade do Esp\u00edrito pelo v\u00ednculo da paz\u201d[105]. \u00c9 por amor \u00e0 miss\u00e3o de Deus que renovamos nosso compromisso de obedecer a esta \u201cmensagem que ouvimos desde o princ\u00edpio\u201d[106]. Quando os crist\u00e3os viverem na unidade reconciliada do amor pelo poder do Esp\u00edrito Santo, o mundo conhecer\u00e1 Jesus, de quem somos disc\u00edpulos, e conhecer\u00e3o o Pai que o enviou.<\/p>\n<p><i>Em nome do Deus Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo, e sobre o \u00fanico fundamento de f\u00e9 na infinita miseric\u00f3rdia de Deus e na sua gra\u00e7a salvadora, sinceramente desejamos e oramos por uma reforma do discipulado b\u00edblico e por uma revolu\u00e7\u00e3o de amor como o de Cristo.<\/i><\/p>\n<p><i>\u00a0<\/i><\/p>\n<p><i>Fazemos desta a nossa ora\u00e7\u00e3o e assumimos este nosso compromisso pelo Senhor que amamos e pelo mundo que servimos em seu nome.<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<hr align=\"left\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<\/div>\n<p>[1]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 G\u00e1latas 5:6; Jo\u00e3o 14:21; 1 Jo\u00e3o 4:9,19<\/p>\n<p>[2]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mateus 22:37-40; Romanos 13:8-10; G\u00e1latas 5:22; 1 Pedro 1:22; 1 Jo\u00e3o 3:14; 4:7-21; Jo\u00e3o 13:34-35; Jo\u00e3o 1:18 + 1 Jo\u00e3o 4:12; 1 Tessalonicenses 1:3; 1 Cor\u00edntios 13:8, 13<\/p>\n<p>[3]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Deuteron\u00f4mio 7:7-9; Os\u00e9ias 2:19-20; 11:1; Salmos 103; 145:9, 13, 17; G\u00e1latas 2:20; Deuteron\u00f4mio 10:12-19<\/p>\n<p>[4]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Deuteron\u00f4mio 6:4-5; Mateus 22:37; Lev\u00edtico 19: 18, 34; Mateus 5:43-45; Jo\u00e3o 15:12;Ef\u00e9sios 4:32; Jo\u00e3o 3:16-17<\/p>\n<p>[5]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Romanos 5:5; 2 Cor\u00edntios 5:14; Apocalipse 2:4<\/p>\n<p>[6]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Deuteron\u00f4mio 4:35, 39; Salmos 33:6-9; Jeremias 10:10-12; Deuteron\u00f4mio 10:14; Isa\u00edas 40:22-24; Salmos 33:10-11, 13-15; Salmos 96:10-13; Salmos 36:6; Isa\u00edas 45:22<\/p>\n<p>[7]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Deuteron\u00f4mio 4 and 6<\/p>\n<p>[8]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Mensagem de Romanos, John Stott, Cole\u00e7\u00e3o a B\u00edblia Fala Hoje, ABU Editora, 1\u00aa. Edi\u00e7\u00e3o, 2000<\/p>\n<p>[9]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Salmos 138:2<\/p>\n<p>[10]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jo\u00e3o 14:6; Romanos 8:14-15; Mateus 6:9; Jo\u00e3o 14:21-23<\/p>\n<p>[11]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Deuteron\u00f4mio 32:6, 18; 1:31; 8:5; Isa\u00edas 1:2; Malaquias 1:6; Jeremias 3:4, 19; 31:9; Os\u00e9ias 11:2; Salmos 103:13; Isa\u00edas 63:16; 64:8-9<\/p>\n<p>[12]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jo\u00e3o 3:16; 1 Jo\u00e3o 3:1; Romanos 8:32; Hebreus 9:14; G\u00e1latas 2:20; 1:4-5<\/p>\n<p>[13]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mateus 5:9, 16, 43-48; 6:4, 6, 14-15, 18, 25-32; 7:21-23<\/p>\n<p>[14]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jo\u00e3o 1:3; 1 Cor\u00edntios 8:4-6; Hebreus 1:2; Colossenses 1:15-17; Salmos 110:1; Marcos 14:61-64; Ef\u00e9sios 1:20-23; Apocalipse 1:5; 3:14; 5:9-10; Romanos 2:16; 2 Tessalonicenses 1:5-10; 2 Cor\u00edntios 5:10; Romanos 14:9-12; Mateus 1:21; Lucas 2:30; Atos 4:12; 15:11; Romanos 10:9; Tito 2:13; Hebreus 2:10; 5:9; 7:25; Apocalipse 7:10<\/p>\n<p>[15]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Lucas 6:46; 1 Jo\u00e3o 2:3-6; Mateus 7:21-23<\/p>\n<p>[16]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mateus 16:16; Jo\u00e3o 20:28; 1 Pedro 1:8; 1 Jo\u00e3o 3:1-3; Atos 4:12<\/p>\n<p>[17]G\u00eanesis 1:1-2; Salmos 104:27-30; J\u00f3 33:4; \u00caxodo 35:30-36:1; Juizes 3:10; 6:34; 13:25; N\u00fameros 11:16-17, 29; Isa\u00edas 63:11-14; 2 Pedro 1:20-21; Miqu\u00e9ias 3:8; Neemias 9:20, 30; Zacarias 7:7-12; Isa\u00edas 11:1-5; 42:1-7; 61:1-3; 32:15-18; Ezequiel 36:25-27; 37:1-14; Joel 2:28-32<\/p>\n<p>[18]Atos 2; G\u00e1latas 5:22-23; 1 Pedro 1:2; Ef\u00e9sios 4:3-6; 11-12; Romanos 12:3-8; 1 Cor\u00edntios 12:4-11; 1 Cor\u00edntios 14:1; Jo\u00e3o 20:21-22; 14:16-17, 25-26; 16:12-15; Romanos 8:26-27; Ef\u00e9sios 6:10-18; Jo\u00e3o 4:23-24; 1 Cor\u00edntios 12:3; 14:13-17; Mateus 10:17-20; Lucas 21:15<\/p>\n<p>[19]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Salmos 119:47, 97; 2 Tim\u00f3teo 3:16-17; 2 Pedro 1:21<\/p>\n<p>[20]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Deuteron\u00f4mio 30:14; Mateus 7:21-27; Lucas 6:46; Tiago 1:22-24<\/p>\n<p>[21]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/manila-1989\/manila-manifesto.html\" target=\"_blank\"><i>O Manifesto de Manila<\/i><\/a><i>\u00a0<\/i>Par\u00e1grafo 7; Tito 2:9-10<\/p>\n<p>[22]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Salmos 145:9, 13, 17; Salmos 104:27-30; Salmos 50:6; Marcos 16:15; Colossenses 1:23; Mateus 28:17-20; Habacuque 2:14<\/p>\n<p>[23]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Salmos 24:1; Deuteron\u00f4mio 10:14;<\/p>\n<p>[24]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Colossenses 1:15-20; Hebreus 1:2-3<\/p>\n<p>[25]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Atos 17:26; Deuteron\u00f4mio 32:8; G\u00eanesis 10:31-32; 12:3; Apocalipse 7:9-10; 21:24-27<\/p>\n<p>[26]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Atos 10:35; 14:17; 17:27<\/p>\n<p>[27]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Salmos 145:9, 13, 17; 147:7-9; Deuteron\u00f4mio 10:17-18<\/p>\n<p>[28]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 G\u00eanesis 18:19; \u00caxodo 23:6-9; Deuteron\u00f4mio 16:18-20; J\u00f3 29:7-17; Salmos 72:4, 12-14; 82; Prov\u00e9rbios 31:4-9; Jeremias 22:1-3; Daniel 4:27<\/p>\n<p>[29]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00caxodo 22:21-27; Lev\u00edtico 19:33-34; Deuteron\u00f4mio 10:18-19; 15:7-11; Isa\u00edas 1:16-17; 58:6-9; Am\u00f3s 5:11-15, 21-24; Salmos 112; J\u00f3 31:13-23; Prov\u00e9rbios 14:31; 19:17; 29:7; Mateus 25:31-46; Lucas 14:12-14; G\u00e1latas 2:10; 2 Cor\u00edntios 8-9; Romanos 15:25-27; 1 Tim\u00f3teo 6:17-19; Tiago 1:27; 2:14-17; 1 Jo\u00e3o 3:16-18<\/p>\n<p>[30]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a title=\"Pacto de Lausanne\" href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/lausanne\/2013\/07\/19\/pacto-de-lausanne\/\"><i>O Pacto de Lausanne<\/i><\/a><i>\u00a0<\/i>Par\u00e1grafo 5<\/p>\n<p>[31]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Lev\u00edtico 19:34; Mateus 5:43-4<\/p>\n<p>[32]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mateus 5:38-39; Lucas 6:27-29; 23:34; Romanos 12:17-21; 1 Pedro 3:18-23; 4:12-16<\/p>\n<p>[33]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Romanos 13:4<\/p>\n<p>[34]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 1 Jo\u00e3o 2:15-17<\/p>\n<p>[35]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 G\u00eanesis 3; 2 Tessalonicenses 1:9<\/p>\n<p>[36]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Marcos 1:1, 14-15; Romanos 1:1-4; 4;<b>\u00a0<\/b>1 Cor\u00edntios 15:3-5; 1 Pedro 2:24; Colossenses 2:15; Hebreus 2:14-15; Ef\u00e9sios 2:14-18; Colossenses 1:20; 2 Cor\u00edntios 5:19<\/p>\n<p>[37]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Romanos 4; Filipenses 3:1-11; Romanos 5:1-2; 8:1-4; Ef\u00e9sios 1:7; Colossenses 1:13-14; 1 Pedro 1:3; G\u00e1latas 3:26-4:7; Ef\u00e9sios 2:19-22; Jo\u00e3o 20:30-31; 1 Jo\u00e3o 5:12-13; Romanos 8:31-39<\/p>\n<p>[38]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Romanos 1:16<\/p>\n<p>[39]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 G\u00e1latas 5:6<\/p>\n<p>[40]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ef\u00e9sios 2:10<\/p>\n<p>[41]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tiago 2:17<\/p>\n<p>[42]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tito 2:11-14<\/p>\n<p>[43]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Romanos 15:18-19; 16:19; 2 Cor\u00edntios 9:13<\/p>\n<p>[44]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Romanos 1:5; 16:26<\/p>\n<p>[45]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 G\u00eanesis 15:6; G\u00e1latas 6:6-9; Hebreus 11:8; G\u00eanesis 22:15-18; Tiago 2:20-24<\/p>\n<p>[46]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Romanos 8:4<\/p>\n<p>[47]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jo\u00e3o 14:21<\/p>\n<p>[48]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 1 Jo\u00e3o 2:3<\/p>\n<p>[49]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 2 Tessalonicenses 2:13-14;<b>\u00a0<\/b>1 Jo\u00e3o 4:11; Ef\u00e9sios 5:2; 1Tessalonicenses 1:3; 4:9-10; Jo\u00e3o 13:35<\/p>\n<p>[50]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jo\u00e3o 13:34-35; 17:21<\/p>\n<p>[51]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Hebreus 13:1-3; 1 Cor\u00edntios 12:26; Apocalipse 1:9<\/p>\n<p>[52]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Apocalipse 3:17-20<\/p>\n<p>[53]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ef\u00e9sios 1:9-10; Colossenses 1:20; G\u00eanesis 1-12; Apocalipse 21-22<\/p>\n<p>[54]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a title=\"Pacto de Lausanne\" href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/lausanne\/2013\/07\/19\/pacto-de-lausanne\/\"><i>O Pacto de Lausanne<\/i><\/a>, Par\u00e1grafos 4 e 5<\/p>\n<p>[55]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<i>Declara\u00e7\u00e3o de Miqu\u00e9ias Sobre Miss\u00e3o Integral<\/i><\/p>\n<p>[56]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 1 Tessalonicenses 1:3<\/p>\n<p>[57]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ef\u00e9sios 2:10<\/p>\n<p>[58]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Colossenses 3:23<\/p>\n<p>[59]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pois \u2018a universidade \u00e9 nitidamente o sustent\u00e1culo utilizado para mover o mundo. N\u00e3o h\u00e1 melhor maneira da Igreja prestar servi\u00e7o a si mesma e \u00e0 causa do evangelho do que procurar resgatar as universidades para Cristo. N\u00e3o h\u00e1 recurso mais poderoso: mude a universidade e voc\u00ea mudar\u00e1 o mundo.\u2019 Charles Habib Malik, ex-presidente da Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas em 1981, Pascal Lectures,\u00a0<i>A Christian Critique of the University<\/i>.<\/p>\n<p>[60]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ef\u00e9sios 1:10; 2:1-16; 3:6; G\u00e1latas 3:6-8. Ver tamb\u00e9m a Se\u00e7\u00e3o VI sobre a quest\u00e3o de unidade e parceria dentro da Igreja.<\/p>\n<p>[61]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ef\u00e9sios 2:11-22; Romanos 3:23; 10:12-13; Ef\u00e9sios 2:18<\/p>\n<p>[62]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Deuteron\u00f4mio 32:8; Atos 17:26.<\/p>\n<p>[63]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Apocalipse 7:9; 21:3, onde se l\u00ea, \u201celes ser\u00e3o os seus povos\u201d (plural).<\/p>\n<p>[64]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Atos 4:32-37; G\u00e1latas 2:9-10; Romanos 15:23-29; 2 Cor\u00edntios 8-9<\/p>\n<p>[65]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 2 Cor\u00edntios 5:16<\/p>\n<p>[66]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jo\u00e3o 9:1-3<\/p>\n<p>[67]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/manila-1989\/manila-manifesto.html\" target=\"_blank\"><i>O Manifesto de Manila<\/i><\/a><i>,\u00a0<\/i>Par\u00e1grafo 12<\/p>\n<p>[68]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 1 Pedro 3:15-16. Compare Atos 19:37<\/p>\n<p>[69]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 2 Cor\u00edntios 12:9-10; 4:7-10<\/p>\n<p>[70]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/manila-1989\/manila-manifesto.html\" target=\"_blank\"><i>O Manifesto de Manila<\/i><\/a>, \u00a712<\/p>\n<p>[71]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 2 Cor\u00edntios 2:15<\/p>\n<p>[72]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Atos 11:20-24<\/p>\n<p>[73]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Atos 15:19.<\/p>\n<p>[74]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Romanos 14:1-3<\/p>\n<p>[75]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 G\u00eanesis 50:20<\/p>\n<p>[76]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Lev\u00edtico 19:33-34; Deuteron\u00f4mio 24:17; Ruth 2; J\u00f3 29:16; Mateus 25:35-36; Lucas 10:25-37; 14:12-14; Romanos 12:13; Hebreus 13:2-3; 1 Pedro 4:9<\/p>\n<p>[77]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jeremias 29:7<\/p>\n<p>[78]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jeremias 29:7; 1 Pedro 2:13-17; 1 Tim\u00f3teo 2:1-2; Romanos 13:1-7; \u00caxodo 1:15-21; Daniel 6; Atos 3:19-20; 5:29<\/p>\n<p>[79]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ef\u00e9sios 4:11-12<\/p>\n<p>[80]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 1 Tim\u00f3teo 3:1-13; Tito 1:6-9; 1 Pedro 5:1-3<\/p>\n<p>[81]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Marcos 9:33-37<\/p>\n<p>[82]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Apesar da tradu\u00e7\u00e3o ser diferente, todos os seguintes vers\u00edculos usam o verbo \u201candar\u201d: Ef\u00e9sios 2:2, 10; 4:1, 17; 5:2, 8, 15<\/p>\n<p>[83]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ef\u00e9sios 4:16-31<\/p>\n<p>[84]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ef\u00e9sios 5:1-7<\/p>\n<p>[85]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ef\u00e9sios 5:31, 2:15<\/p>\n<p>[86]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ef\u00e9sios 5:15-6:4<\/p>\n<p>[87]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ef\u00e9sios 5:8-9<\/p>\n<p>[88]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ef\u00e9sios 5:10<\/p>\n<p>[89]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 1 Cr\u00f4nicas 29:17<\/p>\n<p>[90]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ef\u00e9sios 5:5<\/p>\n<p>[91]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ver tamb\u00e9m o texto completo\u00a0<i>The Akropong Statement, a critique of Prosperity Gospel (Declara\u00e7\u00e3o Akropongo, uma cr\u00edtica sobre o Evangelho da Prosperidade)<\/i>\u00a0produzido por te\u00f3logos africanos, reunidos pelo Grupo de Trabalho Teol\u00f3gico Lausanne, no site:<a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/akropong\" target=\"_blank\">http:\/\/www.lausanne.org\/akropong<\/a><\/p>\n<p>[92]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 G\u00eanesis 1:26-28; 3; Atos 2:17-18; G\u00e1latas 3:28; 1 Pedro 3:7<\/p>\n<p>[93]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Romanos 12:4-8; 1 Cor\u00edntios 12:4-11; Ef\u00e9sios 4:7-16; 1 Pedro 4:10-11<\/p>\n<p>[94]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 1 Tessalonicenses 5:19-20; 1 Tim\u00f3teo 4:11-14<\/p>\n<p>[95]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.lausanne.org\/manila-1989\/manila-manifesto.html\" target=\"_blank\"><i>O Manifesto de Manila<\/i><\/a>, Afirma\u00e7\u00e3o 14<\/p>\n<p>[96]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 I Tim\u00f3teo 2:12; 1 Cor\u00edntios 14:33-35; Tito 2:3-5; Atos 18:26; 21:9; Romanos 16:1-5, 7; Filipenses 4:2-3; Colossenses 4:15; 1 Cor\u00edntios 11:5; 14:3-5<\/p>\n<p>[97]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Romanos 14:1-13<\/p>\n<p>[98]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tito 2:3-5<\/p>\n<p>[99]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Colossenses 1:28-29; Atos 19:8-10; 20:20, 27; 1 Cor\u00edntios 3:5-9<\/p>\n<p>[100]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 2 Cor\u00edntios 10:4-5<\/p>\n<p>[101]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 2 Tim\u00f3teo 2:2; 4:1-2; 1 Tim\u00f3teo 3:2b; 4:11-14; Tito 1:9; 2:1<\/p>\n<p>[102]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Lev\u00edtico 26:11-12; Mateus 18:20; 28:20<\/p>\n<p>[103]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jo\u00e3o 13:34; 15:12; 17<\/p>\n<p>[104]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jo\u00e3o 17:21-23<\/p>\n<p>[105]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ef\u00e9sios 4:1-6; Colossenses 3:12-14; 1 Tessalonicenses 4:9-10; 1 Pedro 1:22; 1 Jo\u00e3o 3:11-14; 4:7-21<\/p>\n<p>[106]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 1 Jo\u00e3o 3:11<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO Compromisso atuar\u00e1 como um roteiro para o Movimento Lausanne durante os pr\u00f3ximos dez anos. Esperamos que o seu chamado prof\u00e9tico para o trabalho e para a ora\u00e7\u00e3o leve igrejas, ag\u00eancias mission\u00e1rias, crist\u00e3os em seus locais de trabalho e alian\u00e7as estudantis em universidades a abra\u00e7ar o chamado e a encontrar o seu papel nesse trabalho\u201d. 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