{"id":262,"date":"2014-01-03T08:37:40","date_gmt":"2014-01-03T11:37:40","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/lausanne\/?p=262"},"modified":"2014-01-03T08:39:42","modified_gmt":"2014-01-03T11:39:42","slug":"riqueza-do-pobre-mulheres-e-o-movimento-de-poupanca-na-africa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/lausanne\/2014\/01\/03\/riqueza-do-pobre-mulheres-e-o-movimento-de-poupanca-na-africa\/","title":{"rendered":"Riqueza do Pobre: Mulheres e o Movimento de Poupan\u00e7a na \u00c1frica"},"content":{"rendered":"<p>Observa\u00e7\u00e3o do Editor:\u00a0Este Documento Avan\u00e7ado Cape Town 2010 foi escrito por Stephan Bauman, Wendy Wellman e Megan Laughlin e oferece um panorama global do t\u00f3pico a ser discutido na sess\u00e3o Multiplex sobre \u201cRiqueza, Pobreza e Poder: Resposta Eficaz atrav\u00e9s da Igreja Global e Local\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Resumo<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b>Este documento explora princ\u00edpios b\u00edblicos de riqueza, pobreza e poder sob a perspectiva dos programas de desenvolvimento econ\u00f4mico &#8216;Savings for Life&#8217; (Poupando para a Vida)<i>\u00a0<\/i>do World Relief (Ajuda ao Mundo) na regi\u00e3o dos Grandes Lagos, na \u00c1frica.\u00a0 Princ\u00edpios s\u00e1bios e pr\u00e1ticos comprovados s\u00e3o agora muito importantes, e a Igreja global busca responder ao chamado de Cristo para promover \u201cesperan\u00e7a e um futuro\u201d para o pobre e oprimido, principalmente para as mulheres do mundo em desenvolvimento.\u00a0 Desafiando percep\u00e7\u00f5es tradicionais de riqueza, pobreza e poder, os grupos de poupan\u00e7a das comunidades mobilizam seus recursos financeiros, cuidam uns dos outros entre si em tempos de necessidade, e buscam transformar a pr\u00f3pria coletividade.\u00a0 Como resultado, mulheres simples africanas promovem paz e esperan\u00e7a em algumas das comunidades mais pobres do mundo. A compreens\u00e3o b\u00edblica de riqueza, no sentido pleno da palavra \u2013\u00a0 dons divinos, capital, espiritual e social, incluindo criatividade\u2014 \u00e9 necess\u00e1ria para liberar todo o potencial do indiv\u00edduo materialmente pobre e engaj\u00e1-lo como agente na cria\u00e7\u00e3o de seu novo futuro com Deus. Esta ampla defini\u00e7\u00e3o de riqueza, que vai al\u00e9m da defini\u00e7\u00e3o usual como bem estar econ\u00f4mico, \u00e9 explorada culminando com tr\u00eas exemplos de mulheres africanas participantes do movimento de poupan\u00e7a.<!--more--><\/p>\n<p><b>Introdu\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>\u201cEle \u00e9 Aquele<\/p>\n<p>Que cozinha Sua comida em grande potes de \u00f3leo de palmeira.<\/p>\n<p>Milhares de pessoas comeram,<\/p>\n<p>E as sobras enchem doze cestos.<\/p>\n<p>Se deixarmos tudo isso e sairmos por ai<\/p>\n<p>Se deixarmos o Seu maior dom,<\/p>\n<p>Para onde iremos?\u201d\u00a0(1) \u2014Afua Kuima<\/p>\n<p>No final, somente Deus d\u00e1. Todos n\u00f3s temos necessidades e todos dependemos do \u201cSeu maior dom\u201d, mas vivemos num mundo onde as d\u00e1divas d\u2019Ele n\u00e3o se distribuem igualmente.\u00a0 Nossa vila global est\u00e1 encolhendo: decad\u00eancia e destitui\u00e7\u00e3o nunca foram t\u00e3o conhecidas. Hoje, os que t\u00eam e os n\u00e3o t\u00eam se misturam.\u00a0 Compre uma garrafa de \u00e1gua mineral e pense nos bilh\u00f5es de pessoas que vivem sem \u00e1gua. Escolha uma causa e marque a passagem de avi\u00e3o. Sinta um pingo de culpa por gastar com um cafezinho o mesmo que mais de 3 bilh\u00f5es de pessoas gastam num dia interio para sobreviver (2).\u00a0 Compre alguma coisa \u201cvermelha\u201d (3) e saiba que 8 mil pessoas morreram de AIDS hoje. Ligue o r\u00e1dio e ou\u00e7a que uma crian\u00e7a morre a cada 3 segundos de fome e de doen\u00e7as relacionadas (4).\u00a0 Assista a um desastre ao vivo pela CNN.<\/p>\n<p><b>\u201cTodos os povos s\u00e3o naturalmente ricos por causa da imagem de Deus e pelo potencial criativo dado por Deus, e todos os povos s\u00e3o pobres por causa da queda<\/b>.\u201d\u00a0Todos n\u00f3s carregamos a imagem do Deus do cosmos, a\u00a0\u201cImago Dei\u201d<em>.<\/em>\u00a0 Todos os povos foram criados \u00e0 imagem de Deus, com o mesmo infinito valor e com o mesmo potencial criativo.\u00a0 Porque somos todos filhos de Deus, somos ricos. Nessa \u00e9poca de consumismo e materialismo, nunca foi t\u00e3o importante ir al\u00e9m da estreita defini\u00e7\u00e3o de humanismo.\u00a0 Devemos evitar julgar-nos com base na utilidade, produ\u00e7\u00e3o ou renda.<\/p>\n<p>Considere a riqueza do pobre.\u00a0 Pessoas materialmente pobres ao redor do mundo mostram ter entusiasmo, for\u00e7a, perseveran\u00e7a, engenhosidade, f\u00e9 e alegria sem precedentes \u2014 as circunst\u00e2ncias desastrosas deles geralmente se correlacionam \u00e0 sua \u201criqueza\u201d.\u00a0 Considere tamb\u00e9m a pobreza do rico. Observe sua busca por significado, a busca da decad\u00eancia, sua apatia.\u00a0 N\u00f3s tamb\u00e9m conhecemos nossa \u201cimagem\u201d, rica e pobre ao mesmo tempo, manchada pela Queda.(9) Ningu\u00e9m escapa da destrui\u00e7\u00e3o e da necessidade de reden\u00e7\u00e3o. Todos precisamos ser refeitos. Todos somos ricos, e todos somos pobres.<\/p>\n<p>Sem o entendimento b\u00edblico de riqueza no sentido pleno da palavra, como d\u00e1divas divinas, capital social e espiritual (10) e de criatividade, \u00e9 imposs\u00edvel liberar todo o potencial do\u00a0 materialmente pobre, e engaj\u00e1-lo como agente na cria\u00e7\u00e3o do seu novo futuro com Deus. Compreender e viver estes princ\u00edpios, no Ocidente e no Sul Global, \u00e9 essencial para abordar a pobreza e a injusti\u00e7a, e sustentar a esperan\u00e7a em nosso mundo de hoje.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>\u201cMaterial, ou econ\u00f4mica, a riqueza \u00e9 uma express\u00e3o do desejo de Deus de aben\u00e7oar Seu povo, atrav\u00e9s da qual, em contrapartida, o seu povo deve aben\u00e7oar todos os povos.<\/b>\u201d\u00a0\u00a0A b\u00ean\u00e7\u00e3o de Abra\u00e3o, (11) aben\u00e7oado para ser uma b\u00ean\u00e7\u00e3o, estrutura a compreens\u00e3o b\u00edblica de riqueza. Devemos \u201cser mordomos da riqueza de maneira que o reino de Deus seja expandido\u201d(12). A propriedade privada \u00e9 sancionada pelos Dez Mandamentos(13), pressup\u00f5e caridade (14), e \u00e9 a base para a igreja do Novo Testamento (15). E ainda, somente Deus \u00e9 o propriet\u00e1rio absoluto (16) e, assim, somos meramente mordomos de toda riqueza.<\/p>\n<p><em><b>\u00a0<\/b><\/em><\/p>\n<p><b>\u201cA riqueza material pode tamb\u00e9m nos levar para longe de Deus.<\/b>\u201d\u00a0A hist\u00f3ria mostrou que a Queda prejudicou significativamente nossa capacidade de aben\u00e7oar com as b\u00ean\u00e7\u00e3os que recebemos. Jesus nos advertiu contra as tenta\u00e7\u00f5es das riquezas (17), falou dos \u201cdois mestres\u201d (18), e nos exortou a colocar o Seu Reino acima de tudo (19).\u00a0 Hoje, pessoas materialmente ricas \u201cest\u00e3o descobrindo sozinhas que riqueza por si s\u00f3 n\u00e3o traz significado nem realiza\u00e7\u00e3o, e est\u00e3o come\u00e7ando a buscar respostas\u201d (20).\u00a0 Embora Deus nos aben\u00e7oe atrav\u00e9s da riqueza, geralmente, a abund\u00e2ncia material serve como obst\u00e1culo.<\/p>\n<p><em><b>\u00a0<\/b><\/em><\/p>\n<p><b>\u201cA riqueza material n\u00e3o \u00e9 uma promessa nem garantia decorrente da obedi\u00eancia ou de muito trabalho.<\/b>\u201d\u00a0Embora o povo de Deus v\u00e1 usufruir a abund\u00e2ncia de completa riqueza como uma b\u00ean\u00e7\u00e3o no c\u00e9u um dia, redimido, na Terra, nessa era, \u201cn\u00e3o se pode fazer previs\u00f5es quanto ao n\u00edvel de prosperidade material que Deus dar\u00e1 a qualquer crente\u201d ou povo (21).\u00a0 Nas palavras de John Stott, \u201cTemos de ter a coragem para rejeitar completamente o \u2018evangelho da sa\u00fade e da riqueza\u2019. Este \u00e9 um evangelho falso.\u201d (22)<\/p>\n<p><em><b>\u00a0<\/b><\/em><\/p>\n<p><b>\u201cAs causas da pobreza s\u00e3o muitas e complexas\u201d<\/b><em>:<\/em> \u2018desastres naturais, guerras, pecado, injusti\u00e7a estrutural, escassez de tecnologia, pol\u00edtica ou governo inoperante, corrup\u00e7\u00e3o, mau uso da m\u00e1quina do poder, leis contratuais e relacionadas \u00e0 terra injustas, colonialismo, degrada\u00e7\u00e3o do meio ambiente e vis\u00e3o contr\u00e1ria aos padr\u00f5es b\u00edblicos. Tudo isso contribui para a pobreza (23)\u2019<em>.<\/em><i>\u00a0<\/i>\u00a0As causas da pobreza tamb\u00e9m est\u00e3o interconectadas. Avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos ajudam, mas as pol\u00edticas de com\u00e9rcio a ela associadas podem prejudicar. Por exemplo, anos de importa\u00e7\u00f5es de produtos americanos a custos baixos pelo Haiti dizimaram sua agricultura, principalmente sua produ\u00e7\u00e3o de arroz (24). A revolu\u00e7\u00e3o verde estancou a fome na \u00c1sia, mas sua incapacidade de alcan\u00e7ar a \u00c1frica levou milh\u00f5es \u00e0 morte (25). Os subs\u00eddios agr\u00edcolas dos Estados Unidos e da Europa, e a falta de investimento em infraestrutura na \u00c1frica Subsaariana contribu\u00edram para esse fracasso.\u00a0 Em suma, tratar de uma ou mais causas da pobreza sem entender os seus fatores contribuintes pode acentu\u00e1-la ainda mais, em vez de minimiz\u00e1-la.<\/p>\n<p><em><b>\u00a0<\/b><\/em><\/p>\n<p><b>\u201cA Pobreza \u00e9 fundamentalmente relacional.\u201d<\/b><b><i>\u00a0<\/i><\/b>Temos a tend\u00eancia de definir a pobreza de maneira limitada, basicamente em termos financeiros, como car\u00eancia material. \u00a0Se pobreza fosse meramente uma quest\u00e3o de renda, j\u00e1 a ter\u00edamos solucionado h\u00e1 muito tempo.\u00a0 Nos \u00faltimos 45 anos j\u00e1 investimos quase $ 600 bilh\u00f5es em ajuda na \u00c1frica.\u00a0 Mas, de acordo com William Easterly, ex-economista chefe do Banco Mundial, \u201cn\u00e3o temos muito para mostrar como resultado disso. Durante esses 42 anos, o crescimento m\u00e9dio da renda per capita de uma na\u00e7\u00e3o africana foi de quase zero\u201d.\u00a0 De fato, o que vemos \u00e9 insuficiente. \u00c9 necess\u00e1rio um entendimento mais profundo.<\/p>\n<p>Baseando-se nos trabalhos de Robert Chambers, John Friedmann e Jayakumar Christian, Bryant Myers define a natureza da pobreza como sendo fundamentalmente relacional.\u00a0 \u201c&#8230;Tem a ver com relacionamentos que n\u00e3o funcionam, isolam, abandonam ou desvalorizam\u201d (26).\u00a0 Essencialmente, relacionamentos rompidos com Deus, com outras pessoas, com a comunidade, com o meio ambiente e consigo mesmo levam a problemas nas esferas espiritual, pol\u00edtica, social, econ\u00f4mica e f\u00edsica da sociedade.\u00a0 Os consequentes relacionamentos fragmentados levam a s\u00e9rias manifesta\u00e7\u00f5es de pobreza: depend\u00eancia, humilha\u00e7\u00e3o, injusti\u00e7a, opress\u00e3o e necessidades f\u00edsicas.\u00a0 Um relacionamento fragmentado com Deus leva a decep\u00e7\u00e3o espiritual. Geralmente, vis\u00f5es inadequadas de mundo levam a ideologias injustas; principados demon\u00edacos convidam a opress\u00e3o, e uma \u00e9tica de base fraca leva \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o. Problemas sociais resultam de relacionamentos rompidos, de ramifica\u00e7\u00f5es de pecados pessoais e sist\u00eamicos (27). A vis\u00e3o b\u00edblica para superar a pobreza, ou seja,\u00a0\u201crelacionamentos justos e pac\u00edficos com Deus, com outras pessoas, consigo mesmo e com o meio ambiente,<b>\u201d<\/b>\u00a0derivam dos mandamentos para \u201camar o Senhor, o seu Deus, de todo o seu cora\u00e7\u00e3o, de toda a sua alma, de todas as suas for\u00e7as e de todo o seu entendimento\u201d, e para \u201camar o seu pr\u00f3ximo como a si mesmo\u201d. (28)\u00a0<em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><b>\u201cA Pobreza tira a dignidade, o valor e a criatividade das pessoas<\/b><strong>.<\/strong><b>\u201d<\/b>\u00a0Nas palavras de uma mulher de Moldova, \u201cA pobreza \u00e9 dor; parece uma doen\u00e7a&#8230; Devora a dignidade da pessoa e a leva ao desespero total\u201d (29).\u00a0 Sua natureza e implica\u00e7\u00f5es s\u00e3o complexas, e a extens\u00e3o das suas causas, dif\u00edceis de identificar. Africanos, asi\u00e1ticos ou latinos definem pobreza em termos sociais e psicol\u00f3gicos, mencionando \u201cvergonha, inferioridade, impot\u00eancia, humilha\u00e7\u00e3o, medo e desesperan\u00e7a&#8230;\u201d. (30) \u00a0Na Uganda urbana, um estudante visitou duas casas na favela. No que se refere \u00e0 apar\u00eancia, as duas casas eram iguais. As duas lideradas por m\u00e3es de uns 30 anos de idade, as duas viviam com rendas similares. Mas a primeira casa era limpa e bem cuidada. A segunda, n\u00e3o. A primeira m\u00e3e mostrou hospitalidade incondicional e ofereceu o pouco de comida que tinha para seus convidados. A segunda, reclamou da sua circunst\u00e2ncia, da sua pobreza (31).\u00a0 Para a segunda mulher, a pobreza tinha invadido n\u00e3o apenas sua circunst\u00e2ncia, mas tamb\u00e9m o conceito que ela fazia de si mesma.<\/p>\n<p>O efeito da pobreza durante um certo per\u00edodo pode causar o que Augustine Muspole chama de \u201cpobreza do ser\u201d, ou como Jayakumar Christian afirma: uma \u201cidentidade danificada\u201d no pobre. De acordo com Myers, \u201cuma vida inteira de sofrimento, decep\u00e7\u00e3o e exclus\u00e3o \u00e9 internalizada de maneira que faz com que o pobre n\u00e3o saiba mais quem ele realmente \u00e9 ou por que foi criado. Esta \u00e9 a mais grave e profunda express\u00e3o da pobreza\u201d (32). O resultado \u00e9 que muitos realmente acreditam que foram esquecidos por Deus e cortados da express\u00e3o do amor d\u2019Ele. O primeiro resultado da \u201cpobreza do ser\u201d \u00e9 destrutivo, n\u00e3o apenas no relacionamento com Deus e consigo mesmo, mas no relacionamento com outras pessoas, com a comunidade e com a sociedade. Suas implica\u00e7\u00f5es v\u00e3o bem mais longe.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>\u201cA pobreza afeta mais as mulheres<\/b><b>.<\/b><b>\u201d<\/b><b>\u00a0<\/b>Hoje, em quase todo o mundo, ser mulher significa ser pobre.\u00a0 As mulheres compreendem 70 por cento da popula\u00e7\u00e3o pobre, 66 por cento dos analfabetos, quase 80 por cento dos refugiados pelo mundo e 75 por cento dos doentes.\u00a0 Embora as mulheres correspondam \u00e0 metade da popula\u00e7\u00e3o mundial, totalizam quase dois ter\u00e7os da m\u00e3o-de-obra e recebem apenas 10 por cento da renda mundial (33). Elas s\u00e3o a maioria dos agricultores no mundo, mas apenas um por cento das terras pertencem a elas. As mulheres cuidam da maioria da popula\u00e7\u00e3o pobre do mundo, mas t\u00eam menos chance de receber tratamento m\u00e9dico quando adoecem. Morte decorrente de trabalho de parto continua liderando a causa de morte e les\u00f5es em todo o mundo.\u00a0 Mulheres pegas em zonas de guerra enfrentam o estupro como arma do inimigo e pr\u00eamio para os vitoriosos (34). Mais de um milh\u00e3o de meninas s\u00e3o traficadas todo ano, muitas para a escravid\u00e3o sexual. Estes n\u00fameros n\u00e3o incluem mais de 100 milh\u00f5es de meninas desaparecidas em raz\u00e3o do \u201cginoc\u00eddio\u201d em pa\u00edses como a China e \u00cdndia, segundo a economista Amartya Sem. E depois t\u00eam as tantas outras que n\u00e3o est\u00e3o aqui.\u00a0 A economista Amartya Sem estima que mais de 100 milh\u00f5es de meninas est\u00e3o desaparecidas hoje em raz\u00e3o do \u201cginoc\u00eddio\u201d em pa\u00edses como a China e \u00cdndia. (35)<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Contrastando drasticamente com as normas de g\u00eanero de seus dias, Jesus n\u00e3o apenas se identificou com o pobre, mas tamb\u00e9m alcan\u00e7ou as mulheres. Um pequeno grupo de mulheres, amigas, n\u00e3o menos que isso, viajava com ele e lhe davam suporte financeiro (36). Ele conversou com uma mulher samaritana num po\u00e7o p\u00fablico, e o decorrente testemunho dela deixou a cidade vizinha de cabe\u00e7a para baixo (\u201c&#8230; Muitos creram por causa do testemunho da mulher&#8230;\u201d (37)).\u00a0 Jesus permitiu que uma mulher \u201cpecadora\u201d o tocasse, ungindo-o para a morte. Ele a perdoou e a enalteceu como quem \u201camou muito (38)\u201d. E depois da Sua ressurrei\u00e7\u00e3o, Ele Se revelou primeiro a uma mulher, Maria Madalena (39).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>\u201cO poder \u00e9 um meio para estabelecer justi\u00e7a.<\/b>\u201d\u00a0Toda a narrativa b\u00edblica est\u00e1 entremeada com o mandato de usar o poder para trazer justi\u00e7a a todos (40).\u00a0 A id\u00e9ia de shalom apresenta uma justi\u00e7a prim\u00e1ria (\u2018<em>tsadaq\u2019,<\/em><i>\u00a0<\/i>no texto hebraico<em>)<\/em>, na qual \u201crelacionamentos s\u00e3o justos\u201d (41) e a justica \u201ccorretiva\u201d (\u2018<em>mishpat<\/em>\u2019) flui destes relacionamentos justos. Usado com justi\u00e7a, poder traz shalom.<\/p>\n<p>Jesus \u201cfoi uma constante ame\u00e7a para os centros de poder: Ele provocou a f\u00faria dos l\u00edderes, que se levantaram contra Ele\u201d (42). \u00a0Mesmo assim, Jesus habitou com os impotentes: os marginalizados, os pobres camponeses (43). Jesus jantou com eles. Jesus os curou. Jesus se tornou pobre e viveu entre eles.\u00a0 A crucifica\u00e7\u00e3o de Jesus foi o \u00faltimo protesto contra o sofrimento e a opress\u00e3o dos poderosos (44).\u00a0 Nesse ato final, Jesus anulou as estruturas de poder do Seu tempo e de toda a hist\u00f3ria. Como seguidores de Cristo, temos o mandato para usar a Sua autoridade, o poder de Deus, para trazer justi\u00e7a, shalom, a um mundo ferido.<\/p>\n<p><b>\u201cO Poder \u00e9 frequentemente mal usado, resultando em opress\u00e3o e injusti\u00e7a.\u201d<\/b>\u00a0N\u00e3o existe \u00e1rea mais afetada pelo pecado, tanto pessoal como sist\u00eamica, do que a do poder. Constantemente a hist\u00f3ria mostra aquele que tem poder \u201cnegligenciando e mal tratando\u201d o que n\u00e3o tem poder. David Bosch definiu o poder como \u201co problema verdadeiro\u201d, afirmando que a pobreza n\u00e3o pode ser superada sem a transfer\u00eancia do poder (45).\u00a0\u2018Bread for the World\u2019 (P\u00e3o para o Mundo) afirma que<em> <\/em><i>\u00a0<\/i>\u201cOs famintos n\u00e3o t\u00eam poder para acabar com sua fome\u201d (46). Infelizmente, aqueles que sofrem da \u201cpobreza do ser\u201d n\u00e3o entendem a for\u00e7a que lhes foi dada por seu Criador. A impot\u00eancia deles pode ser imposta por eles mesmos, mas, infelizmente, \u00e9 explorada pelos poderosos que os rodeiam. Certamente, um entendimento b\u00edblico do poder e da reden\u00e7\u00e3o de suas estruturas abusivas \u00e9 essencial para trazer shalom.<\/p>\n<p>Quais s\u00e3o as implica\u00e7\u00f5es destes princ\u00edpios para aqueles que buscam superar a injusti\u00e7a e a opress\u00e3o?<\/p>\n<p>\u201cEm primeiro lugar, devemos redescobrir o Evangelho.\u201d\u00a0Somente o Evangelho, \u201cpelo seu testemunho, em palavra e a\u00e7\u00e3o e no dia-a-dia, apresenta a vis\u00e3o de um novo mundo, um mundo diferente, um mundo onde se possa ter esperan\u00e7a\u201d (47).\u00a0 O Evangelho re\u00fane pessoas para adora\u00e7\u00e3o, confirma a dignidade delas, incentiva a criatividade e as leva diretamente para o Deus da hist\u00f3ria.\u00a0 Ele estabelece um conjunto de valores para incentivar o povo a se superar.\u00a0 O Evangelho chama a comunidade para se abrir para outras pessoas. O Evangelho incentiva a\u00e7\u00f5es concretas\u00a0\u2018para a comunidade de dentro da pr\u00f3pria comunidade\u2019; \u00e9 um chamado intr\u00ednseco, capaz de superar as piores formas de injusti\u00e7a e opress\u00e3o.\u00a0 Al\u00e9m disso, o Evangelho \u00e9 auto-prof\u00e9tico: ele desafia o\u00a0\u2018status quo\u2019\u00a0para se proteger contra a apatia e o poder ego\u00edsta.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEm segundo lugar, de certa forma, buscamos resolver as quest\u00f5es da pobreza com solu\u00e7\u00f5es superficiais. Atualmente, esta uma tend\u00eancia principalmente entre os novatos na quest\u00e3o de pobreza que os exp\u00f5e ao risco de aprofundar o sofrimento.\u201d\u00a0Geralmente, solu\u00e7\u00f5es superficiais surgem de defini\u00e7\u00f5es simplistas de pobreza, como priva\u00e7\u00e3o material, falta de educa\u00e7\u00e3o ou uma concepc\u00e3o errada de Deus.\u00a0 Ao estudar sobre a pobreza na Eti\u00f3pia no Sud\u00e3o e em Uganda, um grupo de estudantes universit\u00e1rios descobriu que seus anfitri\u00f5es ficaram chocados e insultados ao perceberem que os estudantes os tinham identificado como pobres. (48) Apesar de estarem estudando quest\u00f5es da pobreza, aqueles estudantes tinham ideias preconcebidas sobre o que era a pobreza. Logo, eles perceberam que o que \u00e9 pobre para n\u00f3s\u00a0\u201cn\u00e3o\u201d\u00a0\u00e9 pobre para eles. O Ocidente se baseia nos rendimentos para definir pobreza, inclusive a medida arbitr\u00e1ria do Banco Mundial de considerar $1 por dia como padr\u00e3o de absoluta pobreza. Mas muitos tomam como base a propriedade de bens, como animais ou terras. Solu\u00e7\u00f5es simplistas n\u00e3o entendem o contexto, nem a l\u00edngua nem a cultura locais.\u00a0 Solu\u00e7\u00f5es apressadas podem levar ao pensamento inconsciente \u201cfaz de conta que sou Deus\u201d na vida daqueles que s\u00e3o materialmente pobres, refor\u00e7ando sentimentos de inferioridade. (49)<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>\u201cTerceiro, devemos explorar os pontos fortes da comunidade em vez de criar depend\u00eancia externa.\u201d\u00a0 Freq\u00fcentemente, pessoas bem intencionadas no mundo ocidental tentam ajudar o pobre fazendo doa\u00e7\u00f5es (50).\u00a0 Assumem que os pobres n\u00e3o t\u00eam nada, s\u00e3o destitu\u00eddos de bens ou recursos sobre os quais possam construir. Apesar de bem intencionados, os Bons Samaritanos procuram trabalhar \u201cpara o pobre (51)\u201d ou at\u00e9 mesmo \u201ccom o pobre\u201d, mas, nesse intuito, frequentemente reprimem a iniciativa local (52). Tal postura e correspondentes modelos de minist\u00e9rio podem acentuar a pobreza estabelecida, principalmente as formas de pobreza que resultam quando o materialmente pobre j\u00e1 se sente inferior (53). Minist\u00e9rio \u201cpelo pobre\u201d, dentro das pr\u00f3prias comunidades, tem o potencial de transform\u00e1-la de dentro para fora. O sentimento de posse \u00e9 maior. As mudan\u00e7as duram mais e at\u00e9 se multiplicam.\u00a0 O desenvolvimento que acontece com base na propriedade, numa abordagem que come\u00e7a com a an\u00e1lise dos pontos fortes e do potencial do povo, ao inv\u00e9s de limitar-se as suas necessidades e d\u00e9ficits, come\u00e7a \u201cperguntando ao materialmente pobre como eles podem ser mordomos de seus pr\u00f3prios dons e recursos, buscando restaurar indiv\u00edduos e comunidades para serem o que Deus criou para serem desde o in\u00edcio do relacionamento (54)\u201d. \u00a0\u00c9 construir a partir da premissa b\u00edblica de que Deus est\u00e1 e tem estado trabalhando dentro de todas as comunidades ao redor do mundo, e de que existe bondade em toda a cria\u00e7\u00e3o de Deus. Isso \u00e9 verdade mesmo nas comunidades mais pobres. Se bem aplicado, mesmo o talento mais simples pode ser multiplicado. Rowen Williams fala sobre este tema:<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>\u201cInvariavelmente, tentativas de contornar redes locais, estilos locais de tomada de decis\u00e3o e, acima de tudo, toda a l\u00f3gica local para agir ou mudar produz ressentimento e desconfian\u00e7a. O que o povo local v\u00ea \u00e9 uma agenda que n\u00e3o \u00e9 a deles, acionada por estrangeiros que alegam agir em favor deles. Se processos de desenvolvimento e programas n\u00e3o forem paralisados por tal ressentimento e falta de confian\u00e7a, uma vez que as comunidades locais n\u00e3o conseguem se ver como agentes das pr\u00f3prias mudan\u00e7as, um enorme potencial fica sem ser realizado. (55)\u201d<i><\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 precisamente porque s\u00e3o as mais pobres e vulner\u00e1veis, as mulheres devem tomar a lideran\u00e7a como agentes de mudan\u00e7a, para superar sua pobreza e a de suas comunidades.\u00a0 A lideran\u00e7a das mulheres por elas pr\u00f3prias \u00e9 fundamental para superar id\u00e9ias enraizadas de depend\u00eancia e poder. O futuro n\u00e3o est\u00e1 em as mulheres receberem doa\u00e7\u00f5es de entidades afluentes. Antes, as comunidades devem experimentar esperan\u00e7a para o pobre, pelo pobre, clamando pela dignidade dada por Deus e percebendo a promessa de restaura\u00e7\u00e3o para seu povo na sua plenitude.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Parte II. Pr\u00e1tica: Mulheres Africanas e Suas Riquezas atrav\u00e9s da Poupan\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estamos para ver a revolu\u00e7\u00e3o com metade da popula\u00e7\u00e3o da Terra: entre as mulheres do mundo. Pobreza e g\u00eanero est\u00e3o muito relacionados. Mas h\u00e1 esperan\u00e7a. Milh\u00f5es de mulheres, muitas delas entre os mais pobres e oprimidos, est\u00e3o come\u00e7ando pequenos neg\u00f3cios, mandando seus filhos para a escola e transformando suas comunidades a partir de suas pr\u00f3pria iniciativas. A evid\u00eancia \u00e9 convincente: pequenos aumentos nos rendimentos de mulheres beneficiam toda a casa: melhor educa\u00e7\u00e3o para as crian\u00e7as, melhor nutri\u00e7\u00e3o, mais visitas \u00e0 clinica local e aumento de bens para a casa. (56) As m\u00e3es ganham dinheiro, os filhos aprendem e comem melhor tamb\u00e9m.\u00a0 Al\u00e9m disso, em alguns pa\u00edses, os maridos respeitam mais suas esposas e as tratam melhor porque elas contribuem para os rendimentos da fam\u00edlia (57). Muito importante tamb\u00e9m \u00e9 que muitas clientes destas mulheres se tornam amigas, e se forma uma depend\u00eancia entre os grupos como uma fonte de encorajamento e um lugar para expressarem juntas a f\u00e9. \u00a0As clientes ajudam umas \u00e0s outras de maneira sacrificial. Grupos de clientes alcan\u00e7am suas comunidades para melhorarem a vida de seus vizinhos.<\/p>\n<p>Pesquisas demonstraram que pessoas materialmente pobres, mesmo as extremamente pobres, poupam dinheiro (58).\u00a0 Elas poupam para terem como se socorrerem em caso de emerg\u00eancias, para cumprir obriga\u00e7\u00f5es sociais como casamentos, funerais, festas, para come\u00e7ar ou expandir pequenos neg\u00f3cios e para atender eventuais mudan\u00e7as do seu caixa. Essas economias reduzem a vulnerabilidade, aumentam a confian\u00e7a e elevam o seu padr\u00e3o de vida.\u00a0 Elas conseguem economizar dinheiro com seu ganho atual e usam pr\u00e1ticas disciplinadas de economia. Esses grupos materialmente pobres est\u00e3o quebrando ciclos de pobreza, reduzindo a vulnerabilidade da fam\u00edlia e aumentando as oportunidades de crescimento econ\u00f4mico.\u00a0 Mais importante ainda, os materialmente pobres poupam dinheiro, principalmente as mulheres, formam novas comunidades atrav\u00e9s de seus grupos de poupan\u00e7a, e, juntos, alcan\u00e7am suas vizinhan\u00e7as.<\/p>\n<p>Este programa \u00e9 chamado de\u00a0\u2018Savings for Life\u2019 (Poupando para a Vida)<i>.<\/i>\u00a0 A metodologia \u00e9 simples o suficiente para permitir que fazendeiros analfabetos participem facilmente, e, ao mesmo tempo, flex\u00edvel o suficiente para acomodar abordagens mais complexas, \u00e0 medida que os investimentos precisem de mudan\u00e7as. Com o apoio das igrejas locais e da organiza\u00e7\u00e3o World Relief, um grupo de cerca de 20 a 35 membros da comunidade, geralmente mulheres, se re\u00fane para iniciar um grupo de poupan\u00e7a.\u00a0 Elas estabelecem as qualifica\u00e7\u00f5es para se tornar membro, elegem as l\u00edderes do grupo e determinam a quantia que cada membro vai poupar nas reuni\u00f5es regulares do grupo. Estes valores podem ser at\u00e9 inferiores a um d\u00f3lar.\u00a0 Aqueles que podem poupar mais compram \u201ccotas\u201d de poupan\u00e7a para aumentar a conta deles.\u00a0 Uma press\u00e3o positiva do grupo, aliada ao treinamento cont\u00ednuo, ajuda os membros a se manterem no plano de poupan\u00e7a, e um sistema transparente de presta\u00e7\u00e3o de contas permite que o grupo guarde o dinheiro em um cofre, uma vez que os requisitos m\u00ednimos de um banco tornam a abertura de conta imposs\u00edvel. Depois de juntar no \u201cpote\u201d de fundos do grupo por algum tempo, os membros podem entrar com pedido para um pequeno empr\u00e9stimo, geralmente variando de $15 a $35, que permite que um membro por vez atinja um bom capital. Muitos investem essa quantia na abertura ou expans\u00e3o de uma pequena atividade geradora de renda.\u00a0 Todos os membros pagam o empr\u00e9stimo ao grupo com juros, cuja taxa \u00e9 determinada pelo grupo. Assim o fundo de empr\u00e9stimo continua aumentando, permitindo que outros membros cres\u00e7am e aumentem seus neg\u00f3cios. Atrav\u00e9s da abordagem\u00a0\u2018Savings for Life\u2019 (Poupando para a Vida)\u00a0pessoas pobres,\u00a0 principalmente mulheres, ap\u00f3iam-se nos seus l\u00edderes, estabelecidos de acordo com seus pr\u00f3prios padr\u00f5es, dependem dos rendimentos que geram e apoiam umas \u00e0s outras.\u00a0 Elas controlam cada passo do processo e \u00e9 isso que permite que as mudan\u00e7as sejam duradouras.<\/p>\n<p>No ver\u00e3o de 2008, o parceiro local do World Relief em Burundi lan\u00e7ou na provincia rural de Bujumbora o \u2018Shigikirana\u2019\u00a0(que significa \u201cApoiamos um ao outro\u201d), um programa\u00a0\u2018Savings for Life\u2019.\u00a0 No primeiro ano e com metade das opera\u00e7\u00f5es, a equipe\u00a0\u2018Shigikirana\u2019\u00a0e os agentes das comunidades locais treinaram mais de quatro mil pessoas na metodologia do programa e nos projetos para alcan\u00e7ar 55.000 membros comunit\u00e1rios at\u00e9 2015. No final de fevereiro de 2010, os 3749 membros ativos do\u00a0\u2018Shigikirana\u2019\u00a0j\u00e1 tinham poupado mais de $29.000 em cotas de poupan\u00e7a.\u00a0 A quantia poupada at\u00e9 ent\u00e3o era surpreendente, principalmente se considerarmos que 93 por cento da popula\u00e7\u00e3o de Burndi vive com menos de $2 por dia. (59) Depois de lan\u00e7ar o programa de Burundi, a World Relief j\u00e1 lan\u00e7ou programas\u00a0\u2018<em>Savings for Life\u2019<\/em><em> <\/em>em Ruanda e Qu\u00eania, e est\u00e1 considerando expandir para \u00cdndia, Haiti, Cambodia e Malawi.<\/p>\n<p>Os relatos a seguir s\u00e3o do\u00a0<i>\u2018<\/i><em>Savings for Life\u2019<\/em>, organizados sobre tr\u00eas temas sobre \u201criqueza\u201d e apresentam mulheres africanas de Burundi, Ruanda e Qu\u00eania como hero\u00ednas; na verdade, at\u00e9 mesmo como profetizas dos tempos modernos, que superaram sua pr\u00f3pria pobreza e alcan\u00e7aram suas comunidades por meios sem precedentes.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><b>\u201cA Riqueza da Capacita\u00e7\u00e3o\u201d<\/b><strong>:<\/strong><strong> Mulheres Africanas Superando a Pobreza<\/strong><\/p>\n<p>Falta de esperan\u00e7a, vergonha, impot\u00eancia e falta de auto-estima entre as mulheres materialmente pobres formam uma \u201cidentidade manchada\u201d, ou uma \u201cpobreza do ser\u201d, que inibe as mulheres impedindo-as de conquistar o potencial que lhes foi dado por Deus.\u00a0 O minist\u00e9rio deve \u201cpenetrar no desespero para que novos futuros possam ser acreditados e abra\u00e7ados&#8230;\u201d (60). Os grupos de poupan\u00e7a proporcionam experi\u00eancias transformadoras.\u00a0 Mulheres se tornam poupadoras, credoras, gerentes, mordomos, fornecedoras, l\u00edderes, colegas de trabalho, cuidadoras e participantes ativas dentro das comunidades onde vivem.\u00a0 Ao gerenciar suas pr\u00f3prias opera\u00e7\u00f5es, elas adquirem conhecimento financeiro e capacidade de lideran\u00e7a.\u00a0 Muitas mulheres, depois de participarem nos seus grupos, continuam mobilizando outros grupos dentro da comunidade.\u00a0 Em Burundi, as mulheres dos grupos de poupan\u00e7a do Shigikirana s\u00e3o volunt\u00e1rias para agir como \u201csensibilizadoras comunit\u00e1rias\u201d, viajando pelos arredores de suas vizinhan\u00e7as falando para as pessoas sobre os grupos que est\u00e3o se formando, e sobre como Deus est\u00e1 trabalhando para transformar sua situa\u00e7\u00e3o.\u00a0 A participa\u00e7\u00e3o nos grupos de poupan\u00e7a desperta nova energia nas mulheres, que s\u00e3o agentes de mudan\u00e7a de suas pr\u00f3prias vidas e na vida daqueles que est\u00e3o ao seu redor.<\/p>\n<p>Alice \u00e9 um exemplo desse fortalecimento. Ela \u00e9 av\u00f3 e guardi\u00e3 de tr\u00eas crian\u00e7as pequenas, e vive com elas na comunidade Ruziba de Burundi na prov\u00edncia de Bujumbura.\u00a0 O filho de Alice morreu em um acidente, deixando a esposa e Alice para cuidar dos filhos com recursos limitados.\u00a0 Sentindo-se incapaz e desabilitada para produzir qualquer rendimento, Alice dependia da caridade de outras pessoas na comunidade para receber suporte para ela e seus netos.\u00a0 Alice se lembra que todo dia se sentava, sem esperan\u00e7a, temendo pelo futuro das crian\u00e7as. Depois de entrar para um grupo de poupan\u00e7a em Ruziba, Alice decidiu fazer um empr\u00e9stimo de 27.000 francos burundianos ($21) e come\u00e7ou um pequeno neg\u00f3cio de comercializa\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o e farinha.\u00a0 Com o aumento dos seus rendimentos, ela expandiu seus neg\u00f3cios incluindo outros items, como sab\u00e3o e outros produtos aliment\u00edcios.\u00a0 Ela planeja expandir ainda mais seus neg\u00f3cios, \u00e0 medida que sua renda aumentar, e comprar um peda\u00e7o de terra para ela e os netos viverem.\u00a0 Quando Alice ou um dos seus netos fica doente, os membros do seu grupo a ajudam.\u00a0 Apesar da idade avan\u00e7ada, Alice persevera, usando a criatividade que Deus lhe deu para construir uma vida melhor para sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Beatrice, de 37 anos, \u00e9 ex-refugiada e voltou para casa em Burundi.\u00a0 Seu marido morreu quatro anos atr\u00e1s e, apesar de ser vi\u00fava em um pa\u00eds p\u00f3s-guerra ser algo comum, normalmente a for\u00e7a de uma mulher est\u00e1 em seus filhos.\u00a0 Mas, Beatrice \u00e9 est\u00e9ril.\u00a0 Isso tinha dado ao seu marido a \u201cpermiss\u00e3o\u201d cultural de tomar uma segunda esposa.\u00a0 Depois da morte do marido de Beatrice, a fam\u00edlia dele deu os bens e as posses dele \u00e0 segunda esposa e aos filhos, deixando Beatrice praticamente sem nada.\u00a0 Despojada de estabilidade financeira e valor social, ela ainda herdou do marido uma coisa: o HIV.\u00a0 Ela estava vivendo \u00e0s margens da sociedade. Mas, um dia Beatrice se juntou a um grupo de poupan\u00e7a chamado \u201cRukundo\u201d, que na l\u00edngua de Kirundi significa \u201camor\u201d.\u00a0 Atrav\u00e9s deste grupo de poupan\u00e7a, Beatrice se encontrou regularmente com 20 outras mulheres.\u00a0 Sua dignidade e auto-estima cresceram quando outras pessoas a elegeram como presidente do grupo de poupan\u00e7a.\u00a0 Beatrice come\u00e7ou a poupar dinheiro pouco a pouco.\u00a0 Com um pequeno empr\u00e9stimo do grupo, ela come\u00e7ou um pequeno neg\u00f3cio e tamb\u00e9m contratou algu\u00e9m para ajud\u00e1-la.\u00a0 Ela est\u00e1 usando o lucro para pagar o empr\u00e9stimo e guardar mais dinherio.\u00a0 O seu grupo de poupan\u00e7a \u00e9 uma fonte de apoio e encorajamento: ela n\u00e3o \u00e9 mais uma mulher s\u00f3.\u00a0 Apesar de todo o sofrimento, hoje Beatrice considera-se uma mulher aben\u00e7oada. Ela \u00e9 uma mulher fortalecida, \u201ccapaz de cantar e dan\u00e7ar para curar e perdoar\u201d. (61)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>\u201cA Riqueza da Amizade\u201d<\/b><strong>: Mulher Africana Criando Comunidades de Esperan\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Alavancar e aumentar os bens de algu\u00e9m atrav\u00e9s dos grupos de poupan\u00e7a faz mas do que fortalecer. Como destaca Walter Brueggemann: \u201cas quest\u00f5es relacionadas \u00e0 liberdade de Deus e Seu desejo por justi\u00e7a nem sempre s\u00e3o expressas em quest\u00f5es di\u00e1rias importantes, mas precisam ser. \u00a0Elas podem ser discernidas onde quer que o povo tente viver em comunidade e mostre preocupa\u00e7\u00e3o pelo futuro e identidade compartilhados\u201d (62).\u00a0 A mulher que economiza encontra solidariedade e um \u201cfuturo compartilhado\u201d com outras de seu grupo.\u00a0 As reuni\u00f5es promovem um espa\u00e7o para as mulheres encorajarem umas \u00e0s outras, para discutirem preocupa\u00e7\u00f5es do dia-a-dia, compartilharem a f\u00e9 e orarem juntas.\u00a0 Freq\u00fcentemente, membros dos programas\u00a0\u2018<em>Savings for Life\u2019 do World Relief<\/em><i>\u00a0<\/i>dizem que essas coisas intang\u00edveis s\u00e3o os aspectos mais importantes da participa\u00e7\u00e3o delas.<\/p>\n<p>Glorious Kayoya, esposa de pastor de uma igreja em Ruziba, Burundi, \u00e9 membro de um grupo de poupan\u00e7a que sua igreja ajudou a promover.\u00a0 Glorious explica que a reconcilia\u00e7\u00e3o numa comunidade afetada por anos de conflitos violentos \u00e9 um dos benef\u00edcios intang\u00edveis que o grupo de poupan\u00e7a trouxe para sua comunidade:<\/p>\n<p>\u201cAntes de o grupo ser formado, os membros nunca tinha se visitado.\u00a0 Existia muito conflito entre os membros da igreja.\u00a0 Mas quando os grupos come\u00e7aram a se formar, eles se reuniram com um prop\u00f3sito.\u00a0 Quando voc\u00ea se une a algu\u00e9m com um objetivo em comum, passa a conhecer essa pessoa.\u00a0\u00a0Voc\u00eas trabalham juntos, e\u00a0assim a reconcilia\u00e7\u00e3o acontece.\u00a0 Nossa igreja j\u00e1 experimentou a reconcilia\u00e7\u00e3o.\u00a0 O conflito acabou.\u00a0 Juntos, vemos que temos um objetivo que queremos conquistar\u201d.<i><\/i><\/p>\n<p>Outro membro de um grupo de poupan\u00e7a em Ruziba conta:\u00a0 \u201cExiste amor. Neste grupo existe amor de uns pelos outros. Agora, quando temos um problema, recorremos ao nosso grupo. Existe um grande amor uns pelos outros que antes n\u00e3o t\u00ednhamos, que nos faz dar suporte e nos ajudarmos mutuamente\u201d.<\/p>\n<p>Quando o neg\u00f3cio de uma mulher cresce e prospera, todo o grupo de poupan\u00e7a se alegra.\u00a0 Se um membro enfrenta dificuldades financeiras, os membros do grupo a ajudam a resolv\u00ea-lo, facilitando para que ela possa pagar o empr\u00e9stimo e continue poupando.\u00a0 Os grupos de poupan\u00e7a formam uma rede de relacionamentos atrav\u00e9s de obriga\u00e7\u00f5es financeiras m\u00fatuas, amizade, trag\u00e9dias e triunfos compartilhados.\u00a0 Ao inv\u00e9s de indiv\u00edduos das classes mais pobres da sociedade, abatidos pela pobreza ou pelas circunst\u00e2ncias, mulheres que poupam trabalham juntas e se tornam uma equipe muito unida.\u00a0 Todas elas contribuem igualmente para um \u201cfundo social\u201d especial,(63) uma reserva de emerg\u00eancia compartilhada, usada para ajudar pessoas em necessidade.<\/p>\n<p>Nancy, membro do Grupo Kisa de Kitengela, \u00e9 uma jovem que sempre trazia seu beb\u00ea para as reuni\u00f5es do grupo, mas seu filho ficou doente e morreu.\u00a0 O grupo, relativamente novo naquele tempo, usou todo o seu fundo social de 500 Shillings Quenianos ($7), e mais uma contribui\u00e7\u00e3o adicional de 500 Shillings para ajudar Nancy com as despesas do enterro de seu filho.\u00a0 Os membros do grupo foram no vel\u00f3rio e consolaram Nancy.\u00a0 O marido dela ficou t\u00e3o impressionado com o apoio do grupo, que agora insiste para que ela n\u00e3o perca nenhuma reuni\u00e3o.<\/p>\n<p>A solidariedade e o futuro compartilhado entre os membros do grupo transcende o lado financeiro. O encorajamento, as ora\u00e7\u00f5es e o amor em tempos de crise servem para edificar um novo sentimento de comunidade.\u00a0 Os grupos de poupan\u00e7a se tornam comunidades de esperan\u00e7a \u201ccolocados sobre o monte\u201d (64) que inspiram outras pessoas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>\u201cA Riqueza da Compaix\u00e3o\u201d:<\/b><b>\u00a0<\/b><strong>Mulheres Africanas como Filantropas e Ativistas<\/strong><\/p>\n<p>As mulheres nos grupos de poupan\u00e7a exibem um profundo desejo de se sacrificar umas pelas outras e pela comunidade.\u00a0 Algumas eram t\u00e3o pobres que costumavam mendigar. Mas, com o tempo, o envolvimento delas nos grupos de poupan\u00e7a reverteu completamente seus pap\u00e9is \u00a0na comunidade. As mulheres nos grupos de poupan\u00e7a se tornam filantropas e ativistas, e estendem seus modestos recursos para servir outras pessoas, que estejam desamparadas.<\/p>\n<p>Entre os mais marginalizados nas comunidades pobres na \u00c1frica Subsaariana est\u00e3o aqueles que vivem com HIV, e os \u00f3rf\u00e3os, e as crian\u00e7as vulner\u00e1veis.\u00a0 Al\u00e9m dos efeitos f\u00edsicos, o estigma social isola ainda mais os que j\u00e1 sofrem com o HIV e com a AIDS.\u00a0 Assim, como Cristo alcan\u00e7ou os leprosos e aqueles considerados \u201cimpuros\u201d no Seu tempo, as mulheres nos grupos de poupan\u00e7a est\u00e3o servindo os marginalizados em suas sociedades.\u00a0 Em Gitega, Burundi, dois grupos de poupan\u00e7a foram movidos pelas necessidades de duas moradoras de rua, HIV-positivas.\u00a0 Nas duas circunst\u00e2ncias, os grupos deram apoio \u00e0s mulheres construindo-lhes casas.\u00a0 Um dos grupos usou o seu fundo social para comprar os materiais, enquanto o outro participou da contru\u00e7\u00e3o da casa.\u00a0 Neste segundo caso, o grupo construiu a casa, mas n\u00e3o teve os fundos para a constru\u00e7\u00e3o do telhado.\u00a0 Um administrador da cidade que estava passando pela casa parou e perguntou a um dos membros o que elas estavam fazendo.\u00a0 Ao ouvir que elas estavam construindo uma casa para uma mulher com HIV, o administrador mobilizou os fundos que faltavam para o telhado fosse finalizado.\u00a0 A vida de duas mulheres foram permanentemente transformadas quando as mulheres nos grupos de poupan\u00e7a colocaram sua compaix\u00e3o em pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>As mulheres dos grupos de poupan\u00e7a em Burundi, Qu\u00eania e Ruanda servem como plataformas para alcan\u00e7ar crian\u00e7as vulner\u00e1veis em suas comunidades.\u00a0 Em Burundi, Aninette Nzisabira, uma mulher casada, quando tornou-se membro de um dos grupos de poupan\u00e7a n\u00e3o podia imaginar os benef\u00edcios que viriam.\u00a0 Sua atitude mudou quando ela recebeu um empr\u00e9stimo de 20.000 Francos Burundis ($16) do grupo para comprar uma cabra.\u00a0 Com o tempo, ela comprou uma m\u00e1quina de costura e come\u00e7ou um pequeno neg\u00f3cio de confec\u00e7\u00e3o de toalhas de mesa.\u00a0 Tendo crescido como crian\u00e7a orf\u00e3, Aninette sempre sonhou em ajudar e cuidar de outros orf\u00e3os, mas era limitada pela sua situa\u00e7\u00e3o financeira.\u00a0 Aninette afirma: \u201cHoje eu cuido de uma orf\u00e3 e vou ensin\u00e1-la a fazer toalhas de mesa.\u00a0 Podemos trabalhar juntas na minha loja e nosso futuro vai mudar para melhor\u201d.\u00a0 A pobreza n\u00e3o paraliza mais a capacidade de Aninette de ajudar, e seus rendimentos mais altos n\u00e3o a fizeram esquecer o que j\u00e1 sofreu.\u00a0 Em vez disso, ela vive com uma nova compaix\u00e3o.<\/p>\n<p>Rose \u00e9 presidente do grupo Noonkipir Group, no Qu\u00eania, o grupo de 16 mulheres que se re\u00fane em um pequeno espa\u00e7o atr\u00e1s de um sal\u00e3o de beleza, pertencente \u00e0 secret\u00e1ria do grupo.\u00a0 Muitas crian\u00e7as em sua comunidade s\u00e3o orf\u00e3s por causa da epidemia de HIV\/AIDS.\u00a0 Diariamente, os orf\u00e3os visitam Rose; alguns dormem no ch\u00e3o de sua casa.\u00a0 Um dia, enquanto presidia uma das reuni\u00f5es do seu grupo, Rose explodiu em l\u00e1grimas de tristeza.\u00a0 Ela se sentia impotente e quebrantada diante das necessidades dos orf\u00e3os da comunidade, aos quais n\u00e3o tinha como ajudar sozinha.\u00a0 O grupo decidiu fazer um mandato em sua constitui\u00e7\u00e3o de usar uma porcentagem do fundo social para os orf\u00e3os da comunidade.\u00a0 E depois de uma reuni\u00e3o, todo o fundo social foi doado para duas orf\u00e3s que s\u00e3o respons\u00e1veis pelos irm\u00e3os menores.\u00a0 O grupo tamb\u00e9m decidiu que, como estavam preparando a doa\u00e7\u00e3o que faziam no final do ano, cada uma delas ia dedicar parte dos seus lucros para os orf\u00e3os.\u00a0 Este grupo de poupan\u00e7a estava fazendo uma diferen\u00e7a tang\u00edvel nas vidas daquelas crian\u00e7as vulner\u00e1veis.\u00a0 Como o fundo social delas continuou a ser reposto atrav\u00e9s de atividades cont\u00ednuas de poupan\u00e7a, o impacto daquela iniciativa s\u00f3 continuou crescendo.<\/p>\n<p>As mulheres africanas, antes consideradas pobres e destitu\u00eddas, est\u00e3o alcan\u00e7ando com socorro as vi\u00favas, os orf\u00e3os e portadores de HIV e AIDS de suas comunidades. Mais importante ainda \u00e9 que essas mulheres est\u00e3o servindo umas \u00e0s outras com seus pr\u00f3prios recursos, com sua pr\u00f3pria for\u00e7a e iniciativa. Suas a\u00e7\u00f5es v\u00e3o al\u00e9m da vis\u00e3o tradicional de riqueza, e elas superam a pobreza e a injusti\u00e7a atrav\u00e9s da restaura\u00e7\u00e3o e da compaix\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Elizabeth \u00e9 uma mulher de f\u00e9 e de sonhos. Vi\u00fava, Elizabeth vive com seus tr\u00eas filhos, dois dos quais s\u00e3o crescidos e, o terceiro, com 12 anos. Na pequena cidade de Biraka, no Qu\u00eania, Elizabeth entrou para o grupo Milagre Biraka.\u00a0 No idioma Maasai, \u201cBiraka\u201d significa \u201ccanal de \u00e1gua\u201d, promessa de sustento e refrig\u00e9rio.\u00a0 Elizabeth obtem seus rendimentos cozinhando e vendendo batatas fritas, mas seu sonho \u00e9 se tornar propriet\u00e1ria de uma loja.\u00a0 Da porta do pr\u00e9dio onde seu grupo de poupan\u00e7a se re\u00fane, ele avista a rua principal da cidade e um pr\u00e9dio comercial com espa\u00e7o para loca\u00e7\u00e3o.\u00a0 Ela quer economizar o suficiente para alugar um espa\u00e7o para come\u00e7ar sua pr\u00f3pria loja recorrendo a um empr\u00e9stimo do seu grupo.\u00a0 Ela afirma que, apesar de hoje ter pouco, ela continua esperando em Deus. Ela sabe que Deus tem um futuro para ela, um futuro melhor.<\/p>\n<p>Para mulheres como Elizabeth, os grupos de poupan\u00e7a geram sonhos; eles trazem \u00e0 luz um futuro e permitem que entendam e manifestem a riqueza dada por Deus. Os grupos de poupan\u00e7a transformam mulheres comuns em empres\u00e1rias, profetisas, ativistas e filantropas. \u201cSeus filhos se levantam\u201d\u2026Muitos \u201ca chamam aben\u00e7oada\u201d (64), e ela transforma o mundo ao seu redor.<\/p>\n<p>Ao estudarmos a Riqueza, Pobreza e Poder no mundo de hoje, n\u00e3o nos esque\u00e7amos do convite de Isa\u00edas: \u201c\u2026Soltar as correntes da injusti\u00e7a, desatar as cordas do jugo, p\u00f4r em liberdade os oprimidos e romper todo o jugo\u201d (65). Lembremo-nos de incluir o oprimido, entendendo plenamente quais s\u00e3o suas correntes, antes de tentarmos remover o seu jugo.\u00a0 Vamos buscar, junto com o oprimido, solu\u00e7\u00f5es de \u201cdentro para fora\u201d antes de assumirmos que as \u201cde fora para dentro\u201d s\u00e3o necess\u00e1rias. N\u00e3o vamos subestimar a riqueza do pobre. Para nossa surpresa, com a ajuda do nosso Senhor e Salvador, o oprimido continuar\u00e1 a remover o seu pr\u00f3prio jugo e a dan\u00e7ar \u00a0sobre a cova do seu desespero.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Stephan Bauman<\/b>\u00a0(<a href=\"mailto:sbauman@wr.org\">sbauman@wr.org<\/a>) Vice-Presidente Senior de Programas no World Relief (<a href=\"http:\/\/www.worldrelief.org\/\" target=\"_blank\">www.worldrelief.org<\/a>), onde supervisiona uma equipe de milhares de pessoas em 20 na\u00e7\u00f5es em todo o mundo para capacitar popula\u00e7\u00f5es pobres atrav\u00e9s de desenvolvimento econ\u00f4mico, sa\u00fade comunit\u00e1ria, servi\u00e7os de imigra\u00e7\u00e3o e com refugiados, desenvolvimento da paz e socorro em desastres.\u00a0<b>Wendy Wellman<\/b>\u00a0(<a href=\"mailto:wwellman@wr.org\">wwellman@wr.org<\/a>) \u00e9 Conselheira T\u00e9cnica na equipe de Desenvolvimento Econ\u00f4mico, dando suporte a programas no Qu\u00eania, Ruanda e Burundi.\u00a0<b>Megan Laughlin<\/b>\u00a0(<a href=\"mailto:mlaughlin@wr.org\">mlaughlin@wr.org<\/a>) \u00e9 conselheira T\u00e9cnica de Desenvolvimento da Crian\u00e7a para o World Relief, dando suporte a programas em todo o mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00a9 The Lausanne Movement 2010<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li>Traduzido do ingl\u00eas, escrito originalmente na l\u00edngua Twi, Gana.<\/li>\n<li>Dos aproximados 6.5 bilh\u00f5es de pessoas no mundo, cerca de 4 bilh\u00f5es vivem com menos de $4 por dia. Desses, um bilh\u00e3o vive com a quantia de $2 a $4 por dia; outro, entre $1 e $2 por dia.\u00a0 O restante vive com menos de um d\u00f3lar. Collier, P.,\u00a0<i>The Bottom Billion: Why the Poorest Countries Are Failing and What Can Be Done About It<\/i>\u00a0(O \u00daltimo Bilh\u00e3o: Por que os Mais Pobres Fracassam e o Que Pode Ser Feito a Respeito) pela Oxford: Oxford University Press, 2007, p. 29 .<\/li>\n<li><i>The Red Campaign(Tradu\u00e7\u00e3o Livre: A Campanha Vermelha)<\/i>,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.redcampaign.0rg\/\" target=\"_blank\">www.redcampaign.0rg<\/a>.<\/li>\n<li>From\u00a0<i>Freedom from Hunger (Tradu\u00e7\u00e3o Livre: Da Liberdade da Fome)<\/i>,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.freedomfromhunger.org\/\" target=\"_blank\">www.freedomfromhunger.org<\/a><\/li>\n<li>Walter Brueggemann, 2002, The Prophetic Imagination (<i>Tradu\u00e7\u00e3o Livre:\u00a0<\/i>A Imagina\u00e7\u00e3o Prof\u00e9tica): Minneapolis, MN:Augsburg Fortress Press,\u00a0 p. 65.<\/li>\n<li>Embora nosso enfoque seja o movimento microfinanceiro, outros movimentos importantes est\u00e3o acontecendo. Por exemplo, na Lib\u00e9ria. O que come\u00e7ou com um movimento de ora\u00e7\u00e3o entre mulheres pelo fim da guerra civil, culminou na elei\u00e7\u00e3o da primeira presidente feminina de continente, Ellen Jo\u00e3oson Sirleaf, que \u00e9 vencedora do fortalecimento das mulheres.<\/li>\n<li>Baseado em 130 milh\u00f5es de clientes em todo o mundo, 80 por cento dos quais s\u00e3o mulheres, Microcredit Summit Campaign (<a href=\"http:\/\/www.microcreditsummit.org\/\" target=\"_blank\">www.microcreditsummit.org<\/a>)<\/li>\n<li>Bruce, Bradshaw, 1994, Bridging the Gap: Evangelism, Development, and Shalom (<i>Tradu\u00e7\u00e3o Livre:<\/i>Preenchendo a Lacuna: Evangelismo, Desenvolvimento e Shalom). Monrovia, CA: Marc Publishing.<\/li>\n<li>G\u00eanesis 2.<\/li>\n<li>Spiritual Capital (Capital Espiritual), um subconjunto de capital social, \u00e9 o poder ou a influ\u00eancia criada pelas cren\u00e7as ou pr\u00e1ticas religiosas de uma uma pessoa ou comunidade. (Liu, Alex.\u201d Measuring Spiritual Capital as a Latent Variable\u201d(<i>\u00a0Tradu\u00e7\u00e3o Livre:\u00a0<\/i>Calcular o Capital Espiritual como uma Vari\u00e1vel Latente). RM Institute, California, 2007.<\/li>\n<li>G\u00eanesis 12:1<\/li>\n<li>David Befus e Stephan Bauman, 2004, \u201cEconomic Justice for the Poor (Juti\u00e7a Econ\u00f4mica para o Pobre),\u201d (em\u00a0<i>Holistic Mission: Occasional Paper No. 33) (Tradu\u00e7\u00e3o Livre: Miss\u00e3o Hol\u00edstica: Documento Ocasional)<\/i>, Comit\u00ea Lausanne para Evangeliza\u00e7\u00e3o Mundial.\u00a0 Online.<\/li>\n<li>Ronald Sider, 2005, Rich Christians in an Age of Hunger (<i>Tradu\u00e7\u00e3o Livre:\u00a0<\/i>Crist\u00e3os Ricos em u ma Era de Fome) . Nashville, TN: Thomas Nelson. p. 89.<\/li>\n<li>Mateus 6:2-4.<\/li>\n<li>Veja, por exemplo, Atos 2:45<\/li>\n<li>Salmo 24:1.<\/li>\n<li>\u201cHow hard it is for those who have riches to enter the Kingdom of God,(<i>\u00a0Tradu\u00e7\u00e3o Livre:\u00a0<\/i>A Dificuldade de Entrar no Reino de Deus Para os Que T\u00eam Riquezas)\u201d em Lucas 18:24, Mateus 19:23, e Marcos 10:23<\/li>\n<li>\u201cNingu\u00e9m pode servir a dois senhores; pois odiar\u00e1 um e amar\u00e1 o outro, ou se dedicar\u00e1 a um e desprezar\u00e1 o outro. Voc\u00eas n\u00e3o podem servir a Deus e ao Dinheiro.\u201d\u00a0 Mateus 6:24<\/li>\n<li>Mateus 6:33<\/li>\n<li>Michael Novak, 2000, citado por Dinesh D\u2019Souza, Virtue of Prosperity: Finding Values in an Age of Techo-Affluence (<i>Tradu\u00e7\u00e3o Livre:\u00a0<\/i>Virtude da Prosperidade: Encontrar Valores em uma era Tecno-Afluente). New York: Free Pres;\u00a0 pp. 143-144<\/li>\n<li>Craig Blomberg, 1999, Neither Poverty Nor Riches (<i>Tradu\u00e7\u00e3o Livre:Nem Pobreza Nem Riquecas<\/i>). Downers Grove, IL: Intervarsity Press; p. 242.<\/li>\n<li>Roy McCloughry, 1996, \u201cBasic Stott\u201d(<i>Christianity Today<\/i>, 40, 8 de janeiro de 1996); p. 29.<\/li>\n<li>Ver, por exemplo, Ron Sider, Rich Christians in an Age of Hunger (<i>Tradu\u00e7\u00e3o Livre:Crist\u00e3os Ricos em Uma Era de Fome<\/i>) (Nashville, TN: Thomas Nelson, 2005), pp. 122-132.<\/li>\n<li>O ex Presidente Bill Clinton se desculpou publicamente pelas pol\u00edticas que levaram ao fracasso das safras de arroz e outras safras do Haiti das. Ver em \u201cWith Cheap Food Imports, Haiti Can\u2019t Feed Itself,\u201d(<i>\u00a0Tradu\u00e7\u00e3o Livre:\u00a0<\/i>Com Importa\u00e7\u00e3o de Alimentos Ruim, Haiti N\u00e3o Consegue se Alimentar)<i>Washington Post<\/i>, Mar\u00e7o 20, 2010, online.<\/li>\n<li>Roger Thurow Scott Kilman, 2009, Enough: Whey the World\u2019s Poorest Starve in an Age of Plenty: New York: Public Affairs,); p. xviii<\/li>\n<li>Bryant Myers, 1999, Walking with the Poor. Maryknoll, NY: Orbis; p. 36.<\/li>\n<li>Para uma boa explica\u00e7\u00e3o sobre pecado sist\u00eamico, estrutura,\u00a0 ver Ron Sider, Rich Christians in an Age of Hunger (<i>Tradu\u00e7\u00e3o Livre:Crist\u00e3os Ricos em Uma Era de Fome<\/i>)(Nashville, TN: Thomas Nelson, 2005).<\/li>\n<li>Lucas 10:27.<\/li>\n<li>Deepa Narayan, 2002, Voices of the Poor: Can Anyone Hear Us? (<i>Tradu\u00e7\u00e3o Livre: Vozes do Povre: Algu\u00e9m nos Ouve?<\/i>)Oxford University Press, Oxford; p.2.<\/li>\n<li>Steve Corbett and Brian Fikkert, 2009, When Helping Hurts: How to Alleviate Poverty Without Hurting the Poor and Yourself (<i>Tradu\u00e7\u00e3o Livre<\/i>\u00a0: Quando Ajudar Prejudica: Como Aliviar a Pobreza Sem Prejudicar o Pobre<i>\u00a0<\/i>). Chicago: Moody Publishers; p. 53.<\/li>\n<li>Connie Harris Ostwald, 2009, \u201cA Deeper Look at Poverty: Challenges for Evangelical Development Workers.\u201d(<i>Tradu\u00e7\u00e3o Livre:Um Olhar Na Pobreza: Desafios para Trabalhadores Crist\u00e3os do Desenvolvimento<\/i>)\u00a0<i>Transforma\u00e7\u00e3o<\/i>; pp. 135, Volume 26 No 2.<\/li>\n<li>Bryant Myers, Walking with the Poor (<i>Tradu\u00e7\u00e3o Livre:\u00a0<\/i>Andando com o Pobre)(Maryknoll, NY: Orbis, 1999), p. 76<\/li>\n<li>David Barret e Todd Jo\u00e3oston, 2003, T., World Christian Trends (<i>Tradu\u00e7\u00e3o Livre:\u00a0<\/i>Tend\u00eancias do Mundo Crist\u00e3o), William Cary Library Publishers: Pasadena, CA.<\/li>\n<li>Clinton, H.R., 2010, \u201cReMarcoss at the UN Commission on the Status of Women(<i>Tradu\u00e7\u00e3o Livre:<\/i>Observa\u00e7\u00f5es da Comiss\u00e3o da ONU sobre o Status da Mulher)\u201d 12 de Mar\u00e7o de 2010, New York; \u00a0online.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.state.gov\/secretary\/rm\/2010\/138320.htm\" target=\"_blank\">www.state.gov\/secretary\/rm\/2010\/138320.htm<\/a><\/li>\n<li>\u201cGendercide (Ginoc\u00eddio)<i>\u201d<\/i>,\u00a0<i>The Economist<\/i>, 6 de Mar\u00e7o de 2010, p. 13.<\/li>\n<li>Marcos 15:40-41<\/li>\n<li>Jo\u00e3o 4:39.<\/li>\n<li>Lucas 7:47.<\/li>\n<li>Jo\u00e3o 20:16.<\/li>\n<li>Veja por exemplo Isa\u00edas 58 entre outros.<\/li>\n<li>Vine\u2019s Expository Dictionary of Biblical Words (<i>Tradu\u00e7\u00e3o Livre:\u00a0<\/i>Dicion\u00e1rio Explanat\u00f3rio da Videira de Palavras B\u00edblicas). Thomas Nelson Publishers, 1985; online.<\/li>\n<li>John R. Schneider, 2002, The Good of Affluence: Seeking God in a Culture of Wealth (<i>Tradu\u00e7\u00e3o Livre:<\/i>O Bom da Aflu\u00eancia: Buscando Deus em uma Cultura de Riqueza): Grand Rapids, MI: Eerdmans; p. 117.<\/li>\n<li>Na cultura hebraica dos tempos de Jesus \u201c\u2026o status de uma pessoa em uma comunidade n\u00e3o era uma fun\u00e7\u00e3o da realidade econ\u00f4mica, mas dependia de&#8230;educa\u00e7\u00e3o, g\u00eanero, heran\u00e7a familiar, pureza religiosa, voca\u00e7\u00e3o e economia\u201d Joel Green, 1997, O Evangelho de Lucas. Erdmanns: East Lansing, Michigan; p. 210<\/li>\n<li>Para um tratamento complete deste conceito, consulte Jurgan Moltmann, 1993, The Crucified God<i>(Tradu\u00e7\u00e3o Livre:\u00a0O Deus Crucifiado).\u00a0<\/i>Minneapolis, MN: Augsburg Fortress.<\/li>\n<li>David Bosch, 1991, Transforming Mission: Paradigm Shifts in Theology of Mission(<i>Tradu\u00e7\u00e3o Livre:<\/i>Miss\u00e3o Transformadora: Mudan\u00e7as de Paradigmas na Teologia de Miss\u00f5es). Maryknoll, NY.: Orbis Books.<\/li>\n<li>Citado por Ron Sider, 2005, Rich Christians in an Age of Hunger (<i>Tradu\u00e7\u00e3o Livre:\u00a0<\/i>Crist\u00e3os Ricos em Uma Era de Fome).Nashville, TN: Thomas Nelson; p. 125.<\/li>\n<li>Leslie Newbigin, 1989, The Gospel in a Pluralist Society (<i>Tradu\u00e7\u00e3o Livre:\u00a0<\/i>O Evangelho em uma Sociedade Pluralista). Grand Rapids, Eerdmanns;\u00a0 p. 129.<\/li>\n<li><i>Ibid<\/i>, p. 134.<\/li>\n<li>Steve Corbett e Brian Fikkert, 2009, When Helping Hurts: How to Alleviate Poverty Without Hurting the Poor and Yourself (<i>Tradu\u00e7\u00e3o Livre:\u00a0<\/i>Quando Ajudar Prejudica: Como Aliviar a Pobreza sem Prejudicar o Pobre e a Si Mesmo). Chicago: Moody Publishers; p. 67<\/li>\n<li>Os ocidentias devem reconhecer a superioridade que passam, intencionalmente ou n\u00e3o, para aqueles dos pa\u00edses em desenvolvimento (in the majority world).<\/li>\n<li>Frequentemente bem caracterizado como tendo se tornado \u201ca voz para o pobre\u201d<\/li>\n<li>Pedagogia do Oprimido, Autor FREIRE, PAULO Editora PAZ E TERRA. Paulo Freire se refere-se a essa \u201cconscientiza\u00e7\u00e3o\u201d, ou seja, quando o pobre deixa de ser mero objeto no processo de mudan\u00e7a para se tornar sujeito, ou agente de mudan\u00e7a.<\/li>\n<li>Jaykumar Christian, lida com este assunto identificando \u201cpobreza do ser\u201d e \u201cpobreza de voca\u00e7\u00e3o\u201d como as mais profundas e piores formas de pobres. Ver Bryant Myers, Walking with the Poor (<i>Tradu\u00e7\u00e3o Livre:\u00a0<\/i>Andando com o Pobre) (Maryknoll, New York: Orbis, 1999).<\/li>\n<li>Steve Corbett and Brian Fikkert, 2009, When Helping Hurts: How to Alleviate Poverty Without Hurting the Poor and Yourself. (<i>Tradu\u00e7\u00e3o Livre<\/i>\u00a0: Quando Ajudar Prejudica: Como Aliviar a Pobreza Sem Prejudicar o Pobre e a Si Mesmo)Chicago: Moody Publishers; p 126<\/li>\n<li>Rowen Williams, 2009,\u00a0<i>\u00a0\u201cRelating Intelligently to Religion\u201d(\u00a0Tradu\u00e7\u00e3o Livre\u00a0Relacionando Intelig\u00eancia \u00e0 Religi\u00e3o),<\/i>\u00a0Guardian.co. uk, November 12;\u00a0<i>online.<\/i><\/li>\n<li>CGAP Focus Note 24, World Bank, online.<\/li>\n<li>Nicolas Kristoff and Sheryl Wudunn, 2009, Half the Sky (<i>Tradu\u00e7\u00e3o Livre:\u00a0<\/i>Metade do C\u00e9u). New York: Knopf Publishing; \u00a0p. 191.<\/li>\n<li>Para mais informa\u00e7\u00f5es, ver CGAP Focus Note 37, \u201cSafe and Accessible:\u00a0 Bringing Poor Savers into the Formal Financial System,\u201d (<i>Tradu\u00e7\u00e3o Livre:\u00a0<\/i>Seguro e Acessivel: Trazendo Poupadores Pobres para o Sistema Financeiro Formal)\u00a0<a href=\"http:\/\/www.microfinancegateway.org\/gm\/document-1.9.28097\/36533_file_04.pdf\" target=\"_blank\">http:\/\/www.microfinancegateway.org\/gm\/document-1.9.28097\/36533_file_04.pdf<\/a>, September 2006<\/li>\n<li>Relat\u00f3rio Burundi, Relat\u00f3rio de Desenvolvimento Humano das Na\u00e7\u00f5es Unidas 2009,<a href=\"http:\/\/hdrstats.undp.org\/en\/countries\/data_sheets\/cty_ds_BDI.html\" target=\"_blank\">http:\/\/hdrstats.undp.org\/en\/countries\/data_sheets\/cty_ds_BDI.html<\/a><\/li>\n<li>Walter Brueggemann, 2002, The Prophetic Imagination (<i>Tradu\u00e7\u00e3o Livre:\u00a0<\/i>A Imagina\u00e7\u00e3o Prof\u00e9tica).\u00a0 Minneapolis, MN: Augsburg Fortress; p 117.<\/li>\n<li>Walter Brueggemann, 2002, The Prophetic Imagination (<i>Tradu\u00e7\u00e3o Livre:\u00a0<\/i>A Imagina\u00e7\u00e3o Prof\u00e9tica). Minneapolis, MN: Augsburg Fortress; p 112.<\/li>\n<li>Ibid, p 117.<\/li>\n<li>O fundo social de um grupo de poupan\u00e7a \u00e9 uma reserva de emerg\u00eancia usada para dar suporte aos seus membros em casos de emerg\u00eancia.\u00a0 Os membros do grupo contribuem para o fundo em cada reuni\u00e3o, com quantias que v\u00e3o de \u00bc a \u00bd da cota de poupan\u00e7a. O fundo social funciona como um produto de seguro.\u00a0 Entretanto, \u00e9 diferente de uma ap\u00f3lice de seguro, porque os membros decidem quando e como usar o fundo social para mostrar compaix\u00e3o com suas colegas que enfrentam alguma crise.\u00a0 Por exemplo, um grupo de poupan\u00e7a no Qu\u00eania oferece $27 para os membros que t\u00eam caso de morte ou doen\u00e7a grave na fam\u00edlia, ou, no caso de eventos da vida, como casamento.<\/li>\n<li>Prov\u00e9rbios 31:28<\/li>\n<li>Isa\u00edas 58:6<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Portugu\u00eas Translation by:\u00a0<\/b><a href=\"http:\/\/conversation.lausanne.org\/en\/people\/profile\/LGC_Translation\"><b>LGC_Translation<\/b><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Location: Baltimore, Maryland<br \/>\nCountry: United States<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/lausanne\/files\/2014\/01\/Stephan-Bauman.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-265\" alt=\"Stephan Bauman\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/lausanne\/files\/2014\/01\/Stephan-Bauman.png\" width=\"102\" height=\"104\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/lausanne\/files\/2014\/01\/Stephan-Bauman.png 102w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/lausanne\/files\/2014\/01\/Stephan-Bauman-64x64.png 64w\" sizes=\"auto, (max-width: 102px) 100vw, 102px\" \/><\/a>\u00a0\u00a0Stephan Bauman<\/p>\n<p>Author: Stephan Bauman, Wendy Wellman, and Megan Laughlin<\/p>\n<p>Date: 20.07.2010<br \/>\nCategory: Poverty and Wealth<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Observa\u00e7\u00e3o do Editor:\u00a0Este Documento Avan\u00e7ado Cape Town 2010 foi escrito por Stephan Bauman, Wendy Wellman e Megan Laughlin e oferece um panorama global do t\u00f3pico a ser discutido na sess\u00e3o Multiplex sobre \u201cRiqueza, Pobreza e Poder: Resposta Eficaz atrav\u00e9s da Igreja Global e Local\u201d. &nbsp; Resumo \u00a0Este documento explora princ\u00edpios b\u00edblicos de riqueza, pobreza e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":37,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[116],"tags":[19034,19032,123,19035],"class_list":["post-262","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog","tag-savings-for-life","tag-do-pobre","tag-pobreza","tag-riqueza-e-poder"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/lausanne\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/262","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/lausanne\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/lausanne\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/lausanne\/wp-json\/wp\/v2\/users\/37"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/lausanne\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=262"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/lausanne\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/262\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":271,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/lausanne\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/262\/revisions\/271"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/lausanne\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=262"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/lausanne\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=262"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/lausanne\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=262"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}