{"id":9677,"date":"2025-11-13T15:08:46","date_gmt":"2025-11-13T18:08:46","guid":{"rendered":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/?p=9677"},"modified":"2026-02-09T14:47:38","modified_gmt":"2026-02-09T17:47:38","slug":"nao-pode-odiar-mas-pode-ter-ranco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2025\/11\/13\/nao-pode-odiar-mas-pode-ter-ranco\/","title":{"rendered":"N\u00e3o pode odiar, mas pode ter \u201cran\u00e7o\u201d?"},"content":{"rendered":"<p><em>O desafio de amar mesmo quando o outro nos irrita<\/em><\/p>\n<p><strong>Por Layla Fischer<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-9678\" src=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2025\/11\/pexels-olly-3808008-scaled-e1763057316199.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"267\" \/>Ran\u00e7o.<\/p>\n<p>Palavra estranha.<\/p>\n<p>Quando me mudei para Curitiba e a ouvi pela primeira vez, achei que era uma g\u00edria do Sul. A\u00ed descobri que \u00e9 uma neologia da <em>internet<\/em>.<\/p>\n<p>\u00c9 o mesmo que irrita\u00e7\u00e3o. Achar tal coisa &#8211; o objeto do ran\u00e7o &#8211; chata ou desprez\u00edvel. At\u00e9 estressante.<\/p>\n<p>Eu, por exemplo, tenho ran\u00e7o de m\u00fasica sertaneja (com exce\u00e7\u00e3o da m\u00fasica \u201cevid\u00eancias\u201d \u2013 um hino, a bem da verdade). E ran\u00e7o de uva-passa no arroz. De desordem e falta de organiza\u00e7\u00e3o. Muito ran\u00e7o de tr\u00e2nsito e engarrafamento \u2013 que se triplica quando estou atrasada. E de an\u00fancio em tudo.<\/p>\n<p>O problema come\u00e7a quando o ran\u00e7o passa a ser direcionado a uma ou a algumas pessoas do nosso conv\u00edvio. Ou melhor dizendo: a nossos irm\u00e3os em Cristo.<\/p>\n<p>Quando n\u00e3o toleramos conviver, conversar, partilhar de momentos. Mal cumprimentamos ou olhamos nos olhos. Passamos longe, somos indiferentes \u00e0 sua presen\u00e7a. Seja qual for o motivo (ou mesmo sem motivo&#8230;).<\/p>\n<p>Todos sabemos que existem instru\u00e7\u00f5es b\u00edblicas muito claras sobre relacionamentos de modo geral, como: n\u00e3o odeie (1Jo 4.20), busque a paz (Rm 12.18), ame o pr\u00f3ximo (Mt 22.37-39).<\/p>\n<p>O X da quest\u00e3o, no entanto (tenho ran\u00e7o dessa express\u00e3o, inclusive, mas ela \u00e9 boa!), \u00e9 que n\u00e3o percebemos o quanto o nutrir o desprezo ou a indiferen\u00e7a atrapalha a comunh\u00e3o. Desgasta, sutilmente. Como uma planta que, sem cuidado, vai perdendo o vi\u00e7o at\u00e9 murchar.<\/p>\n<p>Achamos que n\u00e3o h\u00e1 problema algum, afinal, n\u00e3o estamos odiando nem desejando o mal para ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o percebemos que a falta de di\u00e1logo e intera\u00e7\u00e3o distancia o que foi criado para haver proximidade, ou algo muito mais profundo do que isso: depend\u00eancia.<\/p>\n<p>Paulo nos ensina que a Igreja \u00e9 comparada a um corpo, cujos membros dependem uns dos outros (1 Co. 12:12-27). O que n\u00e3o quer dizer que todos eles se conhecem profundamente e s\u00e3o melhores amigos. Mas algo os move \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o, a funcionar organicamente para que o todo viva. Quanto mais entrosados est\u00e3o os membros, melhor \u00e9 a funcionalidade do corpo.<\/p>\n<p>Mas gra\u00e7as a Deus, a solu\u00e7\u00e3o para o ran\u00e7o j\u00e1 nos foi dada. E ela come\u00e7a antes do tentar quebrar as barreiras da comunica\u00e7\u00e3o, deixar o orgulho de lado ou assumir qualquer outra postura ativa e intencional. Come\u00e7a com os joelhos no ch\u00e3o. Pois se Jesus nos disse para amar nossos inimigos e orar pelos que nos perseguem (Mt. 5.44), quanto mais pelos que nos causam sentimento de repulsa!<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que at\u00e9 o fim de nossas vidas carregaremos falhas e tra\u00e7os de nossa humanidade. Seremos irritantes uns com os outros, porque somos pecadores. S\u00e3o, por\u00e9m, rachaduras nas quais a gra\u00e7a encontra uma fresta para nos lembrar que somos todos filhos de um mesmo Pai. Que n\u00e3o sente ran\u00e7o de n\u00f3s.<\/p>\n<p>Que, assim, toda irrita\u00e7\u00e3o se transforme em ora\u00e7\u00e3o e atos pr\u00e1ticos e sinceros de amar como Ele nos ama.<\/p>\n<p>Afinal, \u00e9 esse o amor que cobre uma multid\u00e3o de pecados (1Pe. 4:8)&#8230;<\/p>\n<p>e ran\u00e7os.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><strong>Layla Fischer<\/strong>, 26 anos, \u00e9 assessora jur\u00eddica, congrega na Igreja Presbiteriana Silva Jardim, em Curitiba\/PR, e escreve para o blog Ultimato Jovem desde 2021. @laylafischer.<\/li>\n<\/ul>\n<hr \/>\n<p><strong>Saiba mais:<\/strong><\/p>\n<p>&gt;&gt; <a href=\"https:\/\/loja.ultimato.com.br\/livros\/o-cultivo-da-vida-crista\">O Cultivo da Vida Crist\u00e3<\/a>, Robert Liang Koo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desafio de amar mesmo quando o outro nos irrita Por Layla Fischer Ran\u00e7o. Palavra estranha. 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