{"id":9668,"date":"2025-11-10T17:06:30","date_gmt":"2025-11-10T20:06:30","guid":{"rendered":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/?p=9668"},"modified":"2025-11-11T07:40:16","modified_gmt":"2025-11-11T10:40:16","slug":"racismo-ambiental-justica-climatica-e-o-chamado-biblico-a-vida-plena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2025\/11\/10\/racismo-ambiental-justica-climatica-e-o-chamado-biblico-a-vida-plena\/","title":{"rendered":"Racismo ambiental, justi\u00e7a clim\u00e1tica e o chamado b\u00edblico \u00e0 vida plena"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p style=\"margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt;\"><span style=\"font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: black; font-weight: normal;\">Um olhar hist\u00f3rico e respons\u00e1vel sobre novembro<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #808000;\"><b>Por<\/b> <strong>D\u00e1lethe Melissa<\/strong>, <b>Maria Eduarda Teixeira e Maysa Sabino<\/b><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-9672\" src=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2025\/11\/blog_jovem_11-25_ambiente-264x300.jpg\" alt=\"\" width=\"352\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2025\/11\/blog_jovem_11-25_ambiente-264x300.jpg 264w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2025\/11\/blog_jovem_11-25_ambiente-768x874.jpg 768w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2025\/11\/blog_jovem_11-25_ambiente-732x833.jpg 732w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2025\/11\/blog_jovem_11-25_ambiente.jpg 879w\" sizes=\"auto, (max-width: 352px) 100vw, 352px\" \/><\/p>\n<p>Novembro \u00e9 um m\u00eas profundamente simb\u00f3lico. Enquanto o Brasil e o mundo voltam seus olhos para a <a href=\"https:\/\/www.ultimato.com.br\/conteudo\/quem-sao-e-o-que-querem-os-evangelicos-na-cop30\">COP30<\/a>, que acontecer\u00e1 em 2025 na cidade de Bel\u00e9m, no Par\u00e1, somos lembrados\/as da urg\u00eancia de enfrentar a crise clim\u00e1tica que amea\u00e7a a vida em todas as suas formas. A Confer\u00eancia das Partes da ONU sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (COP) \u00e9 o maior encontro global sobre o clima, reunindo chefes de Estado, cientistas e a sociedade civil para negociar a\u00e7\u00f5es de combate e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 crise clim\u00e1tica. Neste ano, ao ter sua 30\u00ba edi\u00e7\u00e3o sediada no cora\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, a COP30 carrega um peso simb\u00f3lico e pol\u00edtico, pois trata-se de um chamado para que a humanidade escute as vozes dos territ\u00f3rios historicamente silenciados, onde as injusti\u00e7as ambientais se manifestam de forma mais cruel. Tamb\u00e9m em novembro ocorre o Dia Nacional de Zumbi<sup>1<\/sup> e da Consci\u00eancia Negra, um marco de mem\u00f3ria e resist\u00eancia que denuncia o racismo estrutural ainda enraizado na sociedade brasileira. Essa data nos convoca a reconhecer que a desigualdade ambiental e clim\u00e1tica tem cor, territ\u00f3rio e classe, onde as popula\u00e7\u00f5es negras, ind\u00edgenas e perif\u00e9ricas continuam sendo as mais expostos \u00e0 polui\u00e7\u00e3o, aos desastres e \u00e0 exclus\u00e3o. Esse processo tem nome: racismo ambiental, uma das express\u00f5es concretas do pecado estrutural que fere a Cria\u00e7\u00e3o de Deus e nega a vida plena que o Evangelho anuncia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O termo racismo ambiental foi cunhado pelo reverendo Benjamin Chavis Jr., nos Estados Unidos, na d\u00e9cada de 1980, no contexto das mobiliza\u00e7\u00f5es do Movimento pelos Direitos Civis. Chavis denunciou que comunidades negras e empobrecidas eram desproporcionalmente expostas a riscos ambientais por viverem pr\u00f3ximas a dep\u00f3sitos de lixo qu\u00edmico e radioativo, bem como a ind\u00fastrias altamente poluentes. Ao dar voz \u00e0s popula\u00e7\u00f5es empobrecidas e racialmente discriminadas, o reverendo da Igreja Unida de Cristo, revelou que a forma como a sociedade lida com o meio ambiente \u00e9 profundamente atravessada por estruturas raciais e econ\u00f4micas. O termo, ent\u00e3o, nasce da rela\u00e7\u00e3o entre f\u00e9, justi\u00e7a e ecologia, reafirmando que a reivindica\u00e7\u00e3o por um ambiente saud\u00e1vel \u00e9 tamb\u00e9m uma luta pela dignidade humana e contra todas as formas de injusti\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisadora Tania Pacheco, doutora em hist\u00f3ria pela Universidade Federal Fluminense, o racismo ambiental \u00e9 estabelecido por injusti\u00e7as sociais e ambientais que recaem de forma implac\u00e1vel sobre etnias e popula\u00e7\u00f5es mais vulnerabilizadas. Ele n\u00e3o se configura apenas por meio de a\u00e7\u00f5es que tenham uma inten\u00e7\u00e3o racista, mas inclui tamb\u00e9m a\u00e7\u00f5es que possuem um forte impacto racial, independentemente de sua inten\u00e7\u00e3o de origem<sup>2<\/sup>. Nos centros urbanos brasileiros, por exemplo, um dos mecanismos do racismo ambiental se manifesta na tentativa de naturalizar a pobreza e a vulnerabilidade, atribuindo-as \u00e0 \u201cra\u00e7a\u201d, quando, na verdade, s\u00e3o o resultado de din\u00e2micas hist\u00f3ricas de exclus\u00e3o de determinadas popula\u00e7\u00f5es. Nesse sentido, popula\u00e7\u00f5es negras residentes em favelas, periferias e \u00e1reas de risco enfrentam, al\u00e9m da falta de acesso a servi\u00e7os b\u00e1sicos como \u00e1gua pot\u00e1vel e saneamento, a aus\u00eancia de infraestrutura adequada e moradia digna. Essa precariza\u00e7\u00e3o estrutural compromete a qualidade de vida e as exp\u00f5e de forma desproporcional a deslizamentos, inunda\u00e7\u00f5es e outros desastres socioambientais, riscos cada vez mais intensificados pela crise ecol\u00f3gica e pela neglig\u00eancia do poder p\u00fablico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esses impactos encontram confirma\u00e7\u00e3o concreta nos dados do Censo 2022<sup>3<\/sup>: entre pessoas que se declararam brancas no Brasil, 83,5% t\u00eam esgotamento sanit\u00e1rio considerado adequado, ao passo que esse percentual cai para 75% entre pessoas pretas, 68,9% entre pardas e somente 29,9% entre ind\u00edgenas. No Norte do pa\u00eds, onde 78% da popula\u00e7\u00e3o se declara preta ou parda, apenas 46,4% t\u00eam acesso adequado ao saneamento b\u00e1sico. Al\u00e9m disso, estudos revelam que 67% das pessoas que vivem em \u00e1reas de risco ambiental no Brasil s\u00e3o negras, e que em toda a Am\u00e9rica Latina, as mulheres negras e ind\u00edgenas est\u00e3o entre as mais afetadas por eventos clim\u00e1ticos extremos<sup>4<\/sup>. Esses n\u00fameros confirmam, portanto, a estrutura de racismo ambiental e clim\u00e1tico que marca o pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No meio rural, o racismo ambiental deixa marcas igualmente estruturantes. Comunidades remanescentes de quilombos, povos origin\u00e1rios e agricultores familiares s\u00e3o frequentemente exclu\u00eddos de pol\u00edticas p\u00fablicas e acesso justo \u00e0 terra, sendo atravessados pela contamina\u00e7\u00e3o dos solos e rios por fertilizantes, agrot\u00f3xicos e merc\u00fario, provenientes do agroneg\u00f3cio e da minera\u00e7\u00e3o. Destaca-se que a perda da biodiversidade,\u00a0 as mudan\u00e7as nos regimes de chuva e a contamina\u00e7\u00e3o dos ambientes de vida comprometem n\u00e3o apenas a vida material, mas as identidades culturais e os modos de viver desses povos. Por isso, torna-se imperativa a luta por justi\u00e7a clim\u00e1tica e a compreens\u00e3o de que o racismo ambiental se manifesta como pecado estrutural, que nega o direito \u00e0 terra e ao ambiente sadio, perpetuando a exclus\u00e3o hist\u00f3rica daqueles que s\u00e3o alvo do amor e da vida plena anunciada por Jesus. A natureza \u00e9 uma d\u00e1diva de Deus, lugar de comunh\u00e3o, e neg\u00e1-la a uns \u00e9 profanar a justi\u00e7a do Criador. A Igreja de Cristo, movida pela f\u00e9 e pela compaix\u00e3o, \u00e9 chamada a ser voz prof\u00e9tica junto aos povos historicamente vulnerabilizados, denunciando as estruturas de morte e anunciando uma nova vida, pois o nosso Deus n\u00e3o faz acep\u00e7\u00e3o de pessoas (Atos 10.34), nem de territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, a COP30 chega ao Brasil cercada de expectativas, especialmente pela possibilidade de uma participa\u00e7\u00e3o popular ampliada, j\u00e1 que, nos \u00faltimos anos, o evento foi sediado em pa\u00edses autorit\u00e1rios. Destaca-se que \u00e9 preciso olhar para a COP com senso cr\u00edtico, pois, apesar de sua import\u00e2ncia, o espa\u00e7o tem sido progressivamente capturado por grandes corpora\u00e7\u00f5es e institui\u00e7\u00f5es financeiras que buscam lucrar com a pr\u00f3pria crise que ajudaram a criar. Nesse sentido, a participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil ser\u00e1 crucial para fortalecer os movimentos de den\u00fancia e cobran\u00e7a. Durante a C\u00fapula dos Povos \u2013 evento paralelo organizado por movimentos sociais \u2013 espera-se a presen\u00e7a de mais de 10 mil pessoas na marcha global que acontecer\u00e1 em 15 de novembro, em Bel\u00e9m. No in\u00edcio deste ano, representantes dos Povos Ind\u00edgenas e dos Povos e Comunidades Tradicionais do Brasil e da Bacia Amaz\u00f4nica, divulgaram uma declara\u00e7\u00e3o pol\u00edtica durante um encontro regional preparat\u00f3rio<sup>5<\/sup>. E ao longo dos \u00faltimos meses, v\u00e1rias igrejas e movimentos crist\u00e3os estiveram envolvidos em articula\u00e7\u00f5es, eventos e a\u00e7\u00f5es que pautaram o papel prof\u00e9tico da nossa f\u00e9 na defesa da Terra, na den\u00fancia do racismo ambiental e na luta por justi\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A f\u00e9 crist\u00e3 sempre se sustentou em grandes promessas. No Antigo Testamento, enquanto Deus est\u00e1 na sua miss\u00e3o de reconciliar toda a Cria\u00e7\u00e3o, ele estabelece a figura dos profetas para denunciar as injusti\u00e7as geradas pelas na\u00e7\u00f5es. No Novo Testamento, por meio de Jesus, a mensagem \u00e9 de que o Esp\u00edrito Santo que habitou Nele, agora est\u00e1 em n\u00f3s e por isso devemos ser como Ele foi (Romanos 8). Mas quem foi Jesus, sen\u00e3o um profeta? Se Jesus foi profeta e n\u00f3s devemos ser como Ele, ent\u00e3o nosso dever tamb\u00e9m n\u00e3o seria sermos profetas e denunciar as injusti\u00e7as? A Igreja brasileira possui um perfil que \u00e9 predominantemente feminino, negro, jovem e pertencente a classes sociais mais baixas<sup>6<\/sup>, ou seja, a popula\u00e7\u00e3o diretamente afetada pelo colapso clim\u00e1tico e o racismo ambiental. A justi\u00e7a clim\u00e1tica e a equidade racial s\u00e3o, ent\u00e3o, assuntos urgentes para estarem na agenda dos nossos cultos e estudos b\u00edblicos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao lermos Jo\u00e3o 10:10, costumamos compreender o desejo por vida plena de forma individual. No entanto, o Reino de Deus \u00e9 coletivo. Se almejamos viver o \u201cano agrad\u00e1vel do Senhor\u201d, proclamado por Jesus (Lucas 4:18-19), precisamos recordar a profundidade do texto de Lev\u00edtico 25, onde Deus anuncia o tempo de libera\u00e7\u00e3o, repara\u00e7\u00e3o e descanso para o povo e a Terra. Esse tempo foi concretizado pelo Cristo encarnado, que representa a verdadeira liberta\u00e7\u00e3o do cativeiro do pecado e o caminho para a restaura\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es rompidas. Reviver esse esp\u00edrito jubilar, hoje, envolve lutar por um mundo em que a justi\u00e7a clim\u00e1tica e a equidade racial sejam express\u00e3o viva do Evangelho. O vers\u00edculo 13, por exemplo, determina que \u201ccada um retornar\u00e1 \u00e0 sua propriedade\u201d, e o vers\u00edculo 24 refor\u00e7a que \u201ca terra n\u00e3o ser\u00e1 vendida definitivamente, pois ela pertence ao Senhor\u201d. Esses mandamentos ecoam, hoje, no clamor pela demarca\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas e tradicionais, lembrando-nos de que a terra n\u00e3o \u00e9 mercadoria, mas d\u00e1diva de Deus. J\u00e1 o vers\u00edculo 17 exorta: \u201cn\u00e3o explorem uns aos outros, mas temam o seu Deus\u201d, apontando para a necessidade de rela\u00e7\u00f5es livres da explora\u00e7\u00e3o e da l\u00f3gica do lucro. E, nos vers\u00edculos 11 e 12, a pr\u00f3pria terra \u00e9 convocada a descansar e ser libertada, ensinando-nos que a Cria\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m possui direito \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o. Assim, a salva\u00e7\u00e3o anunciada por Cristo \u00e9 espiritual, social, ecol\u00f3gica e biol\u00f3gica, ou seja, um chamado \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o e \u00e0 justi\u00e7a reparadora em todas as dimens\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Portanto, \u00e9 urgente vincularmos a nossa f\u00e9 \u00e0 luta por justi\u00e7a clim\u00e1tica e o combate ao racismo ambiental, o que envolve conhecer e se engajar nas atividades promovidas por grupos<sup>7<\/sup> que j\u00e1 est\u00e3o nesta caminhada e, nesse tempo, orar diariamente pela COP 30 e por nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s que estar\u00e3o l\u00e1. Voc\u00ea pode fazer isso com o <a href=\"https:\/\/bit.ly\/guiaoracao-cop30\">Guia de Ora\u00e7\u00e3o<\/a>, com temas e vers\u00edculos inspiradores e motivos de ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Que Deus te aben\u00e7oe!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5><strong>Notas<\/strong><\/h5>\n<h5>1. A denomina\u00e7\u00e3o completa \u201cDia Nacional de Zumbi e da Consci\u00eancia Negra\u201d foi institu\u00edda pela Lei n\u00ba 12.519, de 10 de novembro de 2011, que reconhece oficialmente o dia 20 de novembro como momento de celebra\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o sobre a luta do povo negro, tomando Zumbi dos Palmares como figura hist\u00f3rica representativa dessa resist\u00eancia. Refer\u00eancia: BRASIL. Lei n\u00ba 12.519, de 10 de novembro de 2011. Institui o Dia Nacional de Zumbi e da Consci\u00eancia Negra. Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o: se\u00e7\u00e3o 1, Bras\u00edlia, DF, 2011.<\/h5>\n<h5>2. \u00a0HERCULANO, Selene; PACHECO, T\u00e2nia. <b>Racismo ambiental<\/b>, o que \u00e9 isso. Rio de Janeiro: Projeto Brasil Sustent\u00e1vel e Democr\u00e1tico: FASE, 2006.<\/h5>\n<h5>3. CONECTA DIREITOS HUMANOS. <b>O que o Censo de 2022 revela sobre racismo ambiental<\/b>. 2024, Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/conectas.org\/noticias\/o-que-o-censo-2022-revela-sobre-racismo-ambiental\/#:~:text=Falta%20de%20acesso%20a%20saneamento,pela%20disposi%C3%A7%C3%A3o%20inadequada%20de%20res%C3%ADduos.\">conectas.org\/noticias\/o-que-o-censo-2022-revela-sobre-racismo-ambiental\/#:~:text=Falta de acesso a saneamento,pela disposi\u00e7\u00e3o inadequada de res\u00edduos.<\/a><\/h5>\n<h5>4. OXFAM BRASIL. <b>Mulheres negras e a crise clim\u00e1tica<\/b>: entenda essa rela\u00e7\u00e3o. 2025. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.oxfam.org.br\/mulheres-negras-e-a-crise-climatica-entenda-essa-relacao\/#:~:text=Dados%20mostram%20que%2067%25%20das,ind%C3%ADgenas%20(ACNUR%2C%202023).\">https:\/\/www.oxfam.org.br\/mulheres-negras-e-a-crise-climatica-entenda-essa-relacao\/#:~:text=Dados%20mostram%20que%2067%25%20das,ind%C3%ADgenas%20(ACNUR%2C%202023).<\/a><\/h5>\n<h5>5. Declara\u00e7\u00e3o na \u00cdntegra: <a href=\"https:\/\/apiboficial.org\/files\/2025\/05\/PORT-DECLARACAO-Encontro-Regional-APIB-CNPCT-G9.pdf\">https:\/\/apiboficial.org\/files\/2025\/05\/PORT-DECLARACAO-Encontro-Regional-APIB-CNPCT-G9.pdf<\/a><\/h5>\n<h5>6. A partir da an\u00e1lise do Censo 2024 do IBGE.<\/h5>\n<h5>7. Movimento N\u00f3s na Cria\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nos.nacriacao\/\">@nos.nacriacao<\/a>), Movimento Negro Evang\u00e9lico (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/mnebrasil\/\">@mnebrasil<\/a>) e Renovar nosso Mundo (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/renovarnossomundo\/\">@renovarnossomundo<\/a>); acessar e se inspirar em igrejas que desenvolvem projetos socioambientais e de cunho racial como a Igreja Batista em Coqueiral (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ibcoqueiral\/\">@ibcoqueiral<\/a>) e a Igreja Presbiteriana da Alian\u00e7a em Salvador (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/igrejadaaliancasalvador\/\">@igrejadaaliancasalvador<\/a>); integrar redes tem\u00e1ticas como a Rede de Jovens Latinoamericana (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/red_juvenil_latam\/\">@red_juvenil_latam<\/a>).<\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>D\u00e1lethe Melissa<\/strong>, mais conhecida por Mel, \u00e9 uma jovem recifense, estudante de Servi\u00e7o Social (UFPE), que trabalha no Instituto N\u00f3s na Cria\u00e7\u00e3o h\u00e1 3 anos. \u00c9 membro daIgreja Batista em Coqueiral (IBC), onde faz parte da sua Pastoral Ambiental, e tamb\u00e9m integra a Rede de Jovens L\u00edderes daAm\u00e9rica Latina e Caribe \u2013 Tearfund e o Comit\u00ea Executivo do F\u00f3rum Popular do Rio Tejipi\u00f3 (FORTE), se dedicando em espa\u00e7os que pensam o papel da f\u00e9 e a atua\u00e7\u00e3o das igrejas locais na luta por justi\u00e7a socioambiental.<\/p>\n<p><strong>Maria Eduarda Teixeira<\/strong>, assistente Social, p\u00f3s-graduanda em F\u00e9 e Pol\u00edtica (CEFEP\/PUC-RIO) e p\u00f3s-graduanda em Controle Social e Monitoramento de Pol\u00edticas P\u00fablicas (UNICAP). Membro da Igreja Batista em Coqueiral e integrante da Rede de Jovens L\u00edderes Am\u00e9rica Latina e Caribe &#8211; Tearfund.<\/p>\n<p><strong>Maysa Sabino<\/strong>, graduada em ci\u00eancias biol\u00f3gicas e mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente. Participante do Projeto Ac\u00e1cias &#8211; Movimento Negro Evang\u00e9lico, que tem como objetivo a forma\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7as negras pelo clima. Monitora na Escola Comunit\u00e1ria de Adapta\u00e7\u00e3o Clim\u00e1tica (ECAC). Membro da Igreja Batista em Coqueiral e atuante na luta contra o racismo ambiental urbano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5><strong>Imagem<\/strong>: Zaire Ominira Nunes dos Santos. <a href=\"https:\/\/www.fotospublicas.com\/acervo\/meio-ambiente\/concurso-de-fotografia-%22olhar-pelo-clima%22\">Fotos p\u00fablicas<\/a>.<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um olhar hist\u00f3rico e respons\u00e1vel sobre novembro &nbsp; Por D\u00e1lethe Melissa, Maria Eduarda Teixeira e Maysa Sabino &nbsp; Novembro \u00e9 um m\u00eas profundamente simb\u00f3lico. 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