{"id":9423,"date":"2023-07-17T00:00:23","date_gmt":"2023-07-17T03:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/?p=9423"},"modified":"2023-07-10T16:34:59","modified_gmt":"2023-07-10T19:34:59","slug":"aprendi-sobre-santidade-e-preciso-praticar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2023\/07\/17\/aprendi-sobre-santidade-e-preciso-praticar\/","title":{"rendered":"Aprendi sobre santidade e preciso praticar"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #808000;\"><strong>Por Luiz Felipe Xavier<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A palavra \u201csantidade\u201d parece estar fora de moda. Talvez porque a p\u00f3s-modernidade consagre valores como relativismo e pluralismo. A vontade de Deus, revelada nas Escrituras e encarnada por Jesus, torna-se relativa. Cada um faz valer a sua pr\u00f3pria vontade num mundo marcado por uma pluralidade de vontades. Nesse contexto, a postura daqueles que se dizem disc\u00edpulos de Jesus deve ser semelhante \u00e0 do Mestre, que viveu neste mundo de modo santo. Ao refletir um pouco sobre santidade, aprendi algumas li\u00e7\u00f5es que, pela gra\u00e7a de Deus, preciso praticar.<\/p>\n<p><strong>Deus \u00e9 Santo e devemos ser santos<\/strong> (1Pe 1.16). Este \u00e9 o nosso ponto de partida.<\/p>\n<p><strong>A santidade \u00e9 pela gra\u00e7a<\/strong> (Cl 2.6). Assim como a salva\u00e7\u00e3o \u00e9 um presente de Deus, a santifica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m o \u00e9. O padr\u00e3o de Deus \u00e9 t\u00e3o elevado que jamais conseguiremos atingi-lo por conta pr\u00f3pria. A boa not\u00edcia: a gra\u00e7a que nos salvou \u00e9 a mesma que nos conduz \u00e0 santifica\u00e7\u00e3o (Fp 2.13).<\/p>\n<p><strong>A santidade \u00e9 de dentro para fora<\/strong> (Mt 15.10-11); nasce do cora\u00e7\u00e3o. Isso significa que seremos t\u00e3o puros quanto o nosso cora\u00e7\u00e3o o for. Assim, precisamos cuidar do cora\u00e7\u00e3o, guardando as suas \u201cduas portas\u201d: os olhos e os ouvidos.<\/p>\n<p><strong>A santidade \u00e9 produto da renova\u00e7\u00e3o da mente<\/strong> (Rm 12.1-2). O mundo, como um sistema anti-Deus, tem seus valores, diferentes dos valores do reino de Deus. Quando exercitamo-nos em renovar a nossa mente, Deus transforma nossos valores.<\/p>\n<p><strong>A santidade \u00e9 motivada pela certeza de que j\u00e1 fomos aceitos por Deus, em Cristo<\/strong> (Rm 7.24-25). Misteriosamente, a certeza de que n\u00e3o precisamos fazer nada para sermos aceitos por Deus transforma-se em for\u00e7a espiritual para fazermos tudo o que ele considera bom.<\/p>\n<p><strong>A santidade \u00e9 desejada por amor a Deus<\/strong> (Ef 1.4-5). Muitos buscam ser santos, n\u00e3o porque foram constrangidos pelo amor de Deus, mas pelo medo da condena\u00e7\u00e3o. Enquanto a motiva\u00e7\u00e3o para ser santo for as chamas do inferno, e n\u00e3o os bra\u00e7os abertos de Jesus crucificado, nenhuma santidade genu\u00edna ser\u00e1 encontrada em n\u00f3s.<\/p>\n<p><strong>A nossa santidade glorifica a Deus<\/strong> (1Co 10.31). John Piper afirma: \u201cDeus \u00e9 mais glorificado em n\u00f3s \u00e0 medida que somos mais satisfeitos nele\u201d. Isso significa que devemos buscar mais o prazer em fazer a vontade de Deus do que o prazer em satisfazer a vontade da nossa carne com o pecado.<\/p>\n<p><strong>Diante da tenta\u00e7\u00e3o, a batalha pela santidade \u00e9 vencida ou perdida nos tr\u00eas primeiros segundos<\/strong> (1Co 10.13). Se nesses instantes fugirmos, venceremos. Todavia, se tentarmos resistir, certamente perderemos.<\/p>\n<p><strong>Ser santo \u00e9 ser parecido com Jesus<\/strong> (Rm 8.28-30). Ser santo n\u00e3o \u00e9 copiar um modelo religioso preestabelecido (em geral, repleto de \u201cn\u00e3os\u201d). Esse modelo \u00e9 produto das \u201csantas\u201d tradi\u00e7\u00f5es e n\u00e3o se sustenta pela Palavra de Deus. Ser parecido com Jesus \u00e9 copiar o modelo dele, de sua vida, exatamente como est\u00e1 descrita nos Evangelhos.<\/p>\n<p><strong>A santidade nunca ser\u00e1 plena neste tempo<\/strong> (1Jo 1.8). Apesar de ansiarmos pela total liberta\u00e7\u00e3o do pecado, ela s\u00f3 acontecer\u00e1 depois da ressurrei\u00e7\u00e3o do nosso corpo. Por agora, quem diz n\u00e3o ter pecado, j\u00e1 est\u00e1 pecando.<\/p>\n<p>Que Deus, por sua gra\u00e7a, nos transforme \u00e0 imagem de Jesus! Que ele complete a boa obra que um dia come\u00e7ou em n\u00f3s!<\/span><\/p>\n<ul>\n<li><strong>Luiz Felipe Xavier<\/strong>\u00a0\u00e9 pastor na Igreja Batista da Reden\u00e7\u00e3o (Red\u00ea), em Belo Horizonte, MG, e professor no Semin\u00e1rio Teol\u00f3gico Servo de Cristo, no Centro Universit\u00e1rio UNIFEMM e nas Escolas de F\u00e9 e Pol\u00edtica. \u00c9 casado com Tha\u00eds e pai de Anne e Bernardo.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Luiz Felipe Xavier A palavra \u201csantidade\u201d parece estar fora de moda. Talvez porque a p\u00f3s-modernidade consagre valores como relativismo e pluralismo. A vontade de Deus, revelada nas Escrituras e encarnada por Jesus, torna-se relativa. Cada um faz valer a sua pr\u00f3pria vontade num mundo marcado por uma pluralidade de vontades. 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