{"id":9290,"date":"2023-01-18T10:50:32","date_gmt":"2023-01-18T13:50:32","guid":{"rendered":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/?p=9290"},"modified":"2023-01-18T10:50:32","modified_gmt":"2023-01-18T13:50:32","slug":"o-esgotamento-do-consumidor-quando-o-ter-nao-supre-o-ser","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2023\/01\/18\/o-esgotamento-do-consumidor-quando-o-ter-nao-supre-o-ser\/","title":{"rendered":"O esgotamento do consumidor: quando o ter n\u00e3o supre o ser"},"content":{"rendered":"<p><em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-9297\" title=\"Heidi Fin | Unsplash.com\" src=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2023\/01\/blog_jovem_vitoria_consumidor.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"227\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2023\/01\/blog_jovem_vitoria_consumidor.jpg 1195w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2023\/01\/blog_jovem_vitoria_consumidor-300x195.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2023\/01\/blog_jovem_vitoria_consumidor-1024x664.jpg 1024w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2023\/01\/blog_jovem_vitoria_consumidor-768x498.jpg 768w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2023\/01\/blog_jovem_vitoria_consumidor-732x475.jpg 732w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2023\/01\/blog_jovem_vitoria_consumidor-1140x739.jpg 1140w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/>Por Vit\u00f3ria Maria<\/em><\/p>\n<p>O avan\u00e7o do <em>Social Commerce<\/em> \u00e9 uma realidade inescap\u00e1vel. A jun\u00e7\u00e3o entre o e-commerce e as m\u00eddias sociais digitais se tornou ainda mais evidente com a pandemia da Covid-19. De acordo com uma pesquisa realizada pela All iN | Social Miner, em parceria com a Etus e a Opinion Box, 86% dos brasileiros fazem do consumo online um h\u00e1bito. Assim, 37% visitam as lojas digitais pelo menos uma vez por m\u00eas e 23% acessam as redes sociais semanalmente para fazer compras.\u00b9<\/p>\n<p>Pre\u00e7o, rapidez, informa\u00e7\u00e3o e facilidade de busca s\u00e3o crit\u00e9rios que fazem das m\u00eddias sociais uma ferramenta de procura por novos produtos. N\u00e3o obstante, estes apresentam-se como facilitadores para o consumo. Entretanto, em um mundo onde o \u2018ter\u2019 ocupa grande relev\u00e2ncia na exist\u00eancia, qual espa\u00e7o o \u2018ser\u2019 ocupa nas atribui\u00e7\u00f5es reais da vida? Precisamos discutir as ra\u00edzes dos nossos h\u00e1bitos de consumo.<\/p>\n<p><strong>Consumir: uma necessidade real ou inventada?<\/strong><\/p>\n<p>Bob Goudzwaard, nos apresenta uma publicidade que muda ao longo do desenvolvimento do capitalismo. Essa tamb\u00e9m molda a percep\u00e7\u00e3o do progresso. Em dado momento, as necessidades dos clientes determinavam a produ\u00e7\u00e3o. Com a inser\u00e7\u00e3o da tecnologia na influ\u00eancia do gosto do consumidor\u00b2, essa l\u00f3gica se inverte e a publicidade passa a ser determinante nos h\u00e1bitos de consumo.<\/p>\n<p>Desta forma, a publicidade atua no despertamento de necessidades reais ou inventadas? Em di\u00e1logo com Goudzwaard, localizamos essa atividade na decis\u00e3o sobre \u201cquais produtos dever\u00e3o estar dispon\u00edveis na sociedade em vez de quais \u201cnecessidades\u201d dever\u00e3o ser atendidas\u201d\u00b3. Assim, \u201cde acordo com as leis da evolu\u00e7\u00e3o social, o consumo enquanto uma entidade male\u00e1vel e dependente deve ser ajustado ao sistema existente de progresso econ\u00f4mico\u201d.<sup>4<\/sup><\/p>\n<p>Um exemplo disso s\u00e3o os lan\u00e7amentos anuais de novos modelos de smartphones. Vemos na pr\u00e1tica a defasagem dos produtos, que desencadeia uma nova necessidade desnecess\u00e1ria. Nos deparamos, portanto, com \u201ca ilus\u00e3o de que o consumidor se sentir\u00e1 melhor e mais feliz depois que tiver adquirido um determinado artigo\u201d.<sup>5<\/sup><\/p>\n<p><strong>Abertura para consci\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 importante que encontremos par\u00e2metros para nortear nosso modo de consumir. Nesse momento, somos recordados acerca da vida <em>coram Deo<\/em>, onde at\u00e9 \u201cmesmo na vida econ\u00f4mica, o homem trabalha e vive perante a face do Deus vivo\u201d.<sup>6<\/sup><\/p>\n<p>Ao adotarmos um modelo guiado pelos aspectos do progresso, colocamos em risco alguns aspectos da nossa experi\u00eancia humana.<\/p>\n<p>Dentre elas, podemos apontar a tentativa de satisfa\u00e7\u00e3o no consumo e a possibilidade de estarmos progressivamente mais presos em n\u00f3s mesmos, recaindo no processo de individualiza\u00e7\u00e3o. Por isso, \u00e9 fundamental entendermos que uma \u201cvida econ\u00f4mica que n\u00e3o considera a natureza de Deus, que n\u00e3o se preocupa com as demais criaturas, sem solidariedade e sem equidade&#8217; (&#8230;) se desvia da resposta amorosa a Deus e ao pr\u00f3ximo que tamb\u00e9m \u00e9 esperada na vida financeira\u201d.<sup>7<\/sup><\/p>\n<p>Em vista disso, \u00e9 correto resgatarmos aqui o conceito de abertura defendido por Bob Goudzwaard. Esse \u00e9 um processo sobre a recupera\u00e7\u00e3o da validade das \u201cnormas para a vida humana \u2014 como justi\u00e7a, confian\u00e7a e verdade\u201d.<sup>8<\/sup><\/p>\n<p>Esses aspectos devem estar presentes tamb\u00e9m nos nossos h\u00e1bitos de consumo. O ter n\u00e3o pode ser determinante para o nosso ser. Afinal \u00e9 finito nos consome e insuficiente para nos suprir. \u00c9 fundamental que consigamos olhar para fora de n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Notas:<\/strong><\/p>\n<p>1. REDA\u00c7\u00c3O. <strong>Social Commerce: 74% dos brasileiros usam redes sociais para compras<\/strong>. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/tiinside.com.br\/28\/06\/2021\/social-commerce-74-dos-brasileiros-usam-redes-sociais-para-compras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/tiinside.com.br\/28\/06\/2021\/social-commerce-74-dos-brasileiros-usam-redes-sociais-para-compras\/<\/a>&gt;. Acesso em: 3 out. 2022.<br \/>\n2. <em>Ibid<\/em>, p. 117.<br \/>\n3. <em>Ibid<\/em>, p. 118.<br \/>\n4. <em>Ibid<\/em>.<br \/>\n5. <em>Ibid<\/em>, p. 168.<br \/>\n6. <em>Ibid<\/em>, p. 88-89.<br \/>\n7. <em>Ibid<\/em>, p. 89.<br \/>\n8. <em>Ibid<\/em>, p. 202.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<p>[1] GOUDZWAARD, Bob. <em>Capitalismo e progresso<\/em>: Um diagn\u00f3stico da sociedade ocidental. Trad. Leonardo Ramos. 1a ed. Vi\u00e7osa: Ultimato, 2019. 280p.<\/p>\n<p>[2] REDA\u00c7\u00c3O. Social Commerce: 74% dos brasileiros usam redes sociais para compras. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/tiinside.com.br\/28\/06\/2021\/social-commerce-74-dos-brasileiros-usam-redes-sociais-para-compras\/&gt;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/tiinside.com.br\/28\/06\/2021\/social-commerce-74-dos-brasileiros-usam-redes-sociais-para-compras\/&gt;<\/a>. Acesso em: 3 out. 2022.<\/p>\n<p>[3] Uso das redes sociais pela popula\u00e7\u00e3o brasileira deve crescer nos pr\u00f3ximos cinco anos. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.mtitecnologia.com.br\/uso-das-redes-sociais-pela-populacao-brasileira-deve-crescer-nos-proximos-cinco-anos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.mtitecnologia.com.br\/uso-das-redes-sociais-pela-populacao-brasileira-deve-crescer-nos-proximos-cinco-anos\/<\/a>&gt;. Acesso em: 3 out. 2022.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Saiba mais:<br \/>\n<\/strong>\u00bb <a href=\"https:\/\/www.ultimato.com.br\/conteudo\/salvar-vidas-ou-proteger-a-economia#capitalismo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Salvar vidas ou proteger a economia?<\/a><br \/>\n\u00bb <a href=\"https:\/\/www.ultimato.com.br\/conteudo\/o-significado-secreto-do-dinheiro#capitalismo\">O significado secreto do dinheiro<\/a><br \/>\n<strong>\u00bb <\/strong><a href=\"https:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/capitalismo-e-progresso\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Capitalismo e Progresso<\/a><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Vit\u00f3ria Maria O avan\u00e7o do Social Commerce \u00e9 uma realidade inescap\u00e1vel. A jun\u00e7\u00e3o entre o e-commerce e as m\u00eddias sociais digitais se tornou ainda mais evidente com a pandemia da Covid-19. 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