{"id":8736,"date":"2021-09-14T10:44:34","date_gmt":"2021-09-14T13:44:34","guid":{"rendered":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/?p=8736"},"modified":"2021-09-28T09:20:35","modified_gmt":"2021-09-28T12:20:35","slug":"o-grande-eu-sou-salmo-1154-8","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2021\/09\/14\/o-grande-eu-sou-salmo-1154-8\/","title":{"rendered":"O Grande Eu Sou (Salmo 115:4, 8)"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Maur\u00edcio Avoletta J\u00fanior<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-8737\" src=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2021\/09\/blog_jovem_mauricio_avoletta_-o-grande-eu-sou-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2021\/09\/blog_jovem_mauricio_avoletta_-o-grande-eu-sou-300x200.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2021\/09\/blog_jovem_mauricio_avoletta_-o-grande-eu-sou-732x488.jpg 732w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2021\/09\/blog_jovem_mauricio_avoletta_-o-grande-eu-sou.jpg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>A idolatria \u00e9 um dos maiores problemas da humanidade. Substituir Deus por qualquer outra coisa \u00e9 nosso maior costume e pecado. Um desses \u00eddolos \u00e9 nossa identidade. Quem somos, muitas vezes, acaba substituindo o Eu sou. Nossas vontades, nossas perspectivas de futuro, nossos anseios, nossos medos, nossa sexualidade, nosso g\u00eanero, todas essas coisas e muitas outras s\u00e3o constantes em tentar roubar o lugar de Deus em nossos cora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A idolatria nos torna semelhantes aos nossos \u00eddolos. N\u00f3s somos aquilo que adoramos, aquilo que amamos. Quando amamos as coisas erradas, acabamos por nos tornar o pr\u00f3prio erro em si. Entretanto, mesmo nesses casos, o erro n\u00e3o passa a ser nossa identidade, mas uma mera fantasia, uma m\u00e1scara, um escudo. O salmista j\u00e1 nos alertou sobre isso, mas n\u00f3s n\u00e3o demos ouvidos a ele. Deus nos alerta desse problema desde o G\u00eanesis, mas n\u00f3s ainda n\u00e3o damos ouvidos a Ele.<\/p>\n<p>Vivemos um momento onde o secularismo tem dominado nossa vis\u00e3o de mundo. Secularismo \u00e9 um termo que remete a um modo de pensar, uma cosmovis\u00e3o n\u00e3o religiosa, um <em>modus operandi<\/em> que tira Deus da equa\u00e7\u00e3o. Entretanto, diversos te\u00f3logos na hist\u00f3ria do cristianismo se atentaram para o fato de que o ser humano \u00e9 um <em>hominis religiosi<\/em>, ou seja, um ser que possui uma necessidade intr\u00ednseca \u00e0 sua natureza por um algo al\u00e9m do \u00f3bvio. N\u00f3s somos sedentos por algo al\u00e9m. Jo\u00e3o Calvino dizia que h\u00e1 no homem um <em>sunsus divinitatis<\/em>, ou seja, um desejo pelo divino. Quando a cultura se seculariza e tira Deus da equa\u00e7\u00e3o, ela passa atribuir a outras coisas o papel de Deus.<\/p>\n<p>Um desses novos deuses seculares \u00e9 a nossa pr\u00f3pria identidade. O fil\u00f3sofo Charles Taylor chama essa identidade contempor\u00e2nea de <em>self<\/em>: \u00e9 o homem colocado no centro de todas as coisas, inclusive dele mesmo. Quando nossa identidade passa a ocupar o centro de nossas vidas, ela passa a adquirir um papel de divindade e, por isso, de legisladora. Acaba que nossas vontades, nossos desejos e nossos anseios passam a tomar conta de nossas vidas, passam a ser nossos deuses. Um ser humano que \u00e9 guiado apenas por seus desejos \u00e9 mais um animal do que um humano.<\/p>\n<p>Santo Agostinho percebeu esse problema e, baseando-se nas escrituras, prop\u00f4s uma solu\u00e7\u00e3o: a <em>ordo amoris<\/em> (ordem dos amores). Nossos amores, nossas paix\u00f5es, est\u00e3o, desde a Queda, desordenados. Cada um est\u00e1 apontado para um lugar. Nossa bussola espiritual perdeu seu norte. Precisamos, desse modo, \u00e0 luz da Palavra de Deus, reordenar nossos amores e nossas vontades, e isso vem atrav\u00e9s do que o fil\u00f3sofo americano James K. A. Smith chamou de poder espiritual do h\u00e1bito. A vida crist\u00e3 \u00e9 um h\u00e1bito e todo h\u00e1bito \u00e9 pedag\u00f3gico. Devemos nos habituar \u00e0 vontade de Deus e \u00e0 vida com Ele. Esse h\u00e1bito \u00e9 o respons\u00e1vel, juntamente do Esp\u00edrito Santo, por reordenar nossos amores, destruir nossos \u00eddolos e reconstruir nossa identidade.<\/p>\n<p>A reconstru\u00e7\u00e3o de nossa identidade \u00e9 o s\u00edmbolo m\u00e1ximo do batismo. No batismo n\u00f3s declaramos publicamente que abdicamos de nossa antiga vida e que, daquele momento em diante, por meio de uma gra\u00e7a especial, passamos a ser Cristo para o mundo. No batismo, nos comprometemos a honrar o nome do nosso salvador. O processo de reordena\u00e7\u00e3o de nossos amores \u00e9, portanto, um processo di\u00e1rio de batismo, onde deixamos aos poucos o nosso velho eu, nossos velhos h\u00e1bitos, tudo aquilo que antes nos definia, para ent\u00e3o abra\u00e7ar a vida de Deus e permitirmos que Ele, e apenas ele, defina a nossa identidade.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Maur\u00edcio Avoletta J\u00fanior<\/strong>, 26 anos. \u00c9 membro da Igreja Batista Lagoinha Mineir\u00e3o (BH). Marido da Amanda Almeida, te\u00f3logo formado, fil\u00f3sofo em forma\u00e7\u00e3o e literato de nascen\u00e7a; escravo de Cristo, um pessimista em potencial e um futuro \u201cseja o que Deus quiser\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Maur\u00edcio Avoletta J\u00fanior A idolatria \u00e9 um dos maiores problemas da humanidade. Substituir Deus por qualquer outra coisa \u00e9 nosso maior costume e pecado. Um desses \u00eddolos \u00e9 nossa identidade. 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