{"id":8418,"date":"2020-12-07T20:51:38","date_gmt":"2020-12-07T23:51:38","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/?p=8418"},"modified":"2020-12-07T20:51:38","modified_gmt":"2020-12-07T23:51:38","slug":"um-fim-de-ano-agridoce","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2020\/12\/07\/um-fim-de-ano-agridoce\/","title":{"rendered":"Um fim de ano agridoce"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Ion\u00e1 Nunes<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-8419\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2020\/12\/UltJovem_07_12_20_agridoce-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2020\/12\/UltJovem_07_12_20_agridoce-225x300.jpg 225w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2020\/12\/UltJovem_07_12_20_agridoce-768x1024.jpg 768w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2020\/12\/UltJovem_07_12_20_agridoce-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2020\/12\/UltJovem_07_12_20_agridoce-1536x2048.jpg 1536w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2020\/12\/UltJovem_07_12_20_agridoce-732x976.jpg 732w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2020\/12\/UltJovem_07_12_20_agridoce-1140x1520.jpg 1140w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2020\/12\/UltJovem_07_12_20_agridoce-scaled.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/>Ano Novo sempre traz um sabor agridoce. Voc\u00ea sente o gostinho amargo de 2020 misturado \u00e0 doce esperan\u00e7a de que 2021 seja melhor. Desta vez, a gente n\u00e3o esperou dezembro chegar para refletir sobre a vida, a pandemia empurrou todo mundo desse precip\u00edcio. Em queda livre, apenas certos das incertezas, refletimos sobre o significado da vida, prioridades e nossa total capacidade para sermos impotentes. Estar vivo em dezembro \u00e9 um privil\u00e9gio, mas ele chegou muito antes para todos n\u00f3s.<\/p>\n<p>Nada como trope\u00e7ar na finitude de nossa exist\u00eancia para buscarmos o Infinito. Se 2020 provou alguma coisa, foi que o aviso de \u201cfr\u00e1gil\u201d n\u00e3o vem somente em caixas com produtos delicados, mas tamb\u00e9m em cada ser humano.<\/p>\n<p>Entre o p\u00e2nico e a ansiedade, a gente dava uma puxada de ar para tentar respirar, porque at\u00e9 o ato realizado regularmente pelo nosso corpo tornou-se privil\u00e9gio. O pulm\u00e3o de milhares de pessoas ao redor do mundo parou&#8230; Os nossos ficaram assustados com a possibilidade de terem o mesmo destino&#8230;<\/p>\n<p>A ansiedade fez todo mundo tremer na base e nos deu uma amostra de como nos sentir\u00edamos se o ar faltasse. Finalmente o f\u00f4lego soprado em nossas narinas tornou-se t\u00e3o valioso quanto o tempo perdido com individualismos e vaidades. Cada manh\u00e3 em que o cheiro do caf\u00e9 era inalado era uma vit\u00f3ria. A gratid\u00e3o apressou-se em fazer as malas e morar em nosso cora\u00e7\u00e3o. A simplicidade do cotidiano, os detalhes que perd\u00edamos por estar sempre correndo come\u00e7aram a saltar aos nossos olhos. O canto dos p\u00e1ssaros, o sol aparecendo por tr\u00e1s das cortinas de nuvens&#8230;<!--more--><\/p>\n<p>A impress\u00e3o que eu tenho \u00e9 de que a pandemia foi o divisor de \u00e1guas que precis\u00e1vamos para fazer cair as escamas da pressa e da desvaloriza\u00e7\u00e3o das primeiras e mais importantes coisas ca\u00edrem dos nossos olhos.<\/p>\n<p>A nossa vida poderia ter acabado em 2020. N\u00e3o foi o muito querer ou incont\u00e1veis peti\u00e7\u00f5es para n\u00e3o morrermos, foi apenas a miseric\u00f3rdia do Senhor. Se ela n\u00e3o tivesse nos consumido, nos ter\u00edamos sido consumidos. O medo de partir revelou o quanto estamos envolvidos com as coisas desta terra. Para nossa vergonha, apontou que nosso tesouro era qualquer coisa menos o pr\u00f3prio Cristo. Se assim fosse, a alegria que infecta nosso corpo e se replica como um v\u00edrus ao pensarmos em estar com ele teria dominado nosso cora\u00e7\u00e3o. Mas porque Deus \u00e9 bom, Ele tratou os nossos olhos como a lente de uma c\u00e2mera e reajustou o foco.<\/p>\n<p>2020 foi um lembrete da brevidade dos nossos dias e como a busca pelo Reino \u00e9 constante e prim\u00e1ria. 2020 \u00e9 um memorial de que existem milh\u00f5es de pessoas carentes de reden\u00e7\u00e3o e a igreja DE DEUS est\u00e1 aqui para leva-las at\u00e9 ela. 2020 foi um ch\u00e1 de semancol para qualquer crist\u00e3o, um ch\u00e1 que com gosto de \u201ca B\u00edblia \u00e9 a ordem e Deus para o homem\u201d e com cheiro de \u201ce ela diz que sua vida deve ser moldada desde agora nos padr\u00f5es do Reino vindouro\u201d.<\/p>\n<p>Mesmo que tenha sido agridoce, Deus fez todos os 365 dias de 2020 e mostrou a sua soberania sobre cada um, deixando bem claro que temos uma miss\u00e3o e que, morrendo ou vivendo, estaremos junto com Cristo.<\/p>\n<p>Meu desejo \u00e9 que voc\u00ea n\u00e3o gaste tempo fazendo uma lista de metas totalmente centrada em voc\u00ea mesmo em 2021, mas que voc\u00ea invista tempo em seu relacionamento com Deus e com o pr\u00f3ximo. E que assim como Deus mudou minha ora\u00e7\u00e3o desde que a pandemia atacou, que Ele tamb\u00e9m mude a sua. \u201cSenhor, n\u00e3o me deixa ser in\u00fatil\u201d, foi o que Ele me levou a dizer. E nada \u00e9 mais in\u00fatil do que uma vida focada no eu.<\/p>\n<p>Que em 2021, inv\u00e9s de deixar o medo tomar o lugar da gravidade e te prender ao ch\u00e3o, voc\u00ea deixe-o ser substitu\u00eddo pela esperan\u00e7a de estar com Cristo e de poder contar tudo como perda. Que voc\u00ea n\u00e3o fique triste ao esbarrar com as amargas mazelas tempor\u00e1rias desta terra, \u00e0s quais voc\u00ea n\u00e3o controla, mas sorria ao pensar na doce alegria que a eternidade trar\u00e1.<\/p>\n<ul>\n<li><b>Ion\u00e1 Nunes,\u00a0<\/b><strong>24 anos<\/strong>. \u00c9 jornalista e congrega na Igreja Crist\u00e3 Evang\u00e9lica.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ion\u00e1 Nunes Ano Novo sempre traz um sabor agridoce. 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