{"id":8357,"date":"2020-10-24T13:46:21","date_gmt":"2020-10-24T16:46:21","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/?p=8357"},"modified":"2020-10-26T14:15:25","modified_gmt":"2020-10-26T17:15:25","slug":"amar-ao-proximo-como-a-si-mesmo-inclusive-as-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2020\/10\/24\/amar-ao-proximo-como-a-si-mesmo-inclusive-as-criancas\/","title":{"rendered":"Amar ao pr\u00f3ximo como a si mesmo&#8230; inclusive as crian\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Daniel Theodoro<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-8358 alignright\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2020\/10\/UltJovem_24_10_20_crianca-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2020\/10\/UltJovem_24_10_20_crianca-300x200.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2020\/10\/UltJovem_24_10_20_crianca-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2020\/10\/UltJovem_24_10_20_crianca-768x512.jpg 768w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2020\/10\/UltJovem_24_10_20_crianca-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2020\/10\/UltJovem_24_10_20_crianca-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2020\/10\/UltJovem_24_10_20_crianca-732x488.jpg 732w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2020\/10\/UltJovem_24_10_20_crianca-1140x760.jpg 1140w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Adultos t\u00eam dificuldade de olhar para cicatrizes da inf\u00e2ncia, aquelas marcas do passado que podem inflamar o presente.<\/p>\n<p>A conturbada rotina repele o exerc\u00edcio da reflex\u00e3o e n\u00e3o autoriza perder tempo resgatando assuntos pendentes de uma inf\u00e2ncia distante. H\u00e1 ainda certa soberba cronol\u00f3gica que diz aos adultos que passado \u00e9 ref\u00fagio dos fracos, gente crescida \u00e9 humano evolu\u00eddo focado no presente, segundo opini\u00e3o de alguns.<\/p>\n<p>A paternidade\/maternidade chega e rompe com a l\u00f3gica do imediatismo e da arrog\u00e2ncia, convidando o adulto a revisitar o rec\u00f4ndito da alma, obrigando pais a pensar na educa\u00e7\u00e3o que receberam e como (e se) ir\u00e3o transmiti-la, uma \u00e1rdua tarefa que precisa ser executada ao mesmo tempo em que fraldas s\u00e3o trocadas. <!--more--><\/p>\n<p>Em alguns lares crist\u00e3os, a chegada do primeiro filho e toda transforma\u00e7\u00e3o que ela promove \u00e9 a porta de entrada para a pr\u00e1tica de uma educa\u00e7\u00e3o infantil equivocada fundamentada numa leitura b\u00edblica errada. A teologia do oprimido \u00e9 uma falsa doutrina que afirma que a educa\u00e7\u00e3o num lar crist\u00e3o devem ser resultado exclusivo da obedi\u00eancia hier\u00e1rquica, onde a crian\u00e7a \u00e9 subjugada \u00e0s regras preestabelecidas pelos pais; em caso de insistente desobedi\u00eancia, o castigo \u00e9 a melhor ferramenta para recupera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o da ordem.<\/p>\n<p>Em geral, a pr\u00e1tica da teologia do oprimido \u00e9 defendida por doutores da lei analfabetos emocionais e adultos crist\u00e3os disfuncionais cuja falta de empatia e sensibilidade impossibilita entender a crian\u00e7a como um ser em forma\u00e7\u00e3o. Incapazes de interpretar as conflitantes emo\u00e7\u00f5es caracter\u00edsticas da inf\u00e2ncia, muitos adultos validam apenas as emo\u00e7\u00f5es que eles julgam aceit\u00e1veis. O resultado \u00e9 cont\u00ednua tens\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o entre adulto e crian\u00e7a, brigas e viol\u00eancia f\u00edsica em alguns casos.<\/p>\n<p>Amar a crian\u00e7a como amar ao pr\u00f3ximo dar\u00e1 aos pais uma nova perspectiva de educa\u00e7\u00e3o e disciplina. A crian\u00e7a deve ser vista pelos pais como um semelhante, nunca como um ser cujas emo\u00e7\u00f5es devem ser diminu\u00eddas ou desprezadas. Assim, \u00e0 luz do evangelho que ampara os fr\u00e1geis e os coloca no centro do debate, uma crian\u00e7a \u201cbirrenta\u201d passar\u00e1 a ser vista como uma crian\u00e7a frustrada que busca ser compreendida; uma crian\u00e7a \u201cmanipuladora\u201d e \u201cafrontosa\u201d passar\u00e1 a ser vista pelos pais como uma crian\u00e7a que explora os limites para compreender as regras que regem o ambiente onde ela vive.<\/p>\n<p>Os exemplos citados n\u00e3o s\u00e3o adapta\u00e7\u00e3o vocabular. Trata-se de analisar o comportamento da crian\u00e7a de modo amplo e profundo, evitando prejulgamento e, por consequ\u00eancia, uso do castigo como instrumento pedag\u00f3gico.<\/p>\n<p>Pais que aplicam castigo f\u00edsico aos filhos baseando-se em princ\u00edpios b\u00edblicos, desconhecem a verdade do evangelho, provocam cicatrizes no futuro adulto, e perpetuam uma cultura de viol\u00eancia na sociedade.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Daniel Theodoro, 33 anos<\/strong>. Crist\u00e3o em reforma, casado com a Fernanda e pai do Matteo. Formado em Jornalismo e Letras.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Daniel Theodoro Adultos t\u00eam dificuldade de olhar para cicatrizes da inf\u00e2ncia, aquelas marcas do passado que podem inflamar o presente. A conturbada rotina repele o exerc\u00edcio da reflex\u00e3o e n\u00e3o autoriza perder tempo resgatando assuntos pendentes de uma inf\u00e2ncia distante. 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