{"id":8181,"date":"2020-06-22T08:33:31","date_gmt":"2020-06-22T11:33:31","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/?p=8181"},"modified":"2020-06-23T08:48:08","modified_gmt":"2020-06-23T11:48:08","slug":"vidas-negras-importam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2020\/06\/22\/vidas-negras-importam\/","title":{"rendered":"Vidas Negras Importam"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Maur\u00edcio Avoletta J\u00fanior<\/em><\/p>\n<blockquote><p>\u201c<strong>Bernanos<\/strong>: A Juventude do mundo s\u00f3 pode escolher entre duas solu\u00e7\u00f5es extremas: a abdica\u00e7\u00e3o ou a revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Jornalista<\/strong>: Qual revolu\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p><strong>Bernanos<\/strong>: A meu ver, s\u00f3 existe uma: a que se iniciou h\u00e1 dois mil anos, no dia do Pentecostes.\u201d<\/p>\n<p>(George Bernanos, <em>A Fran\u00e7a Contra os Rob\u00f4s<\/em>)<\/p><\/blockquote>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-8183\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2020\/06\/UltJovem_23_06_20_negras-240x300.jpg\" alt=\"\" width=\"240\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2020\/06\/UltJovem_23_06_20_negras-240x300.jpg 240w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2020\/06\/UltJovem_23_06_20_negras-819x1024.jpg 819w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2020\/06\/UltJovem_23_06_20_negras-768x960.jpg 768w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2020\/06\/UltJovem_23_06_20_negras-1229x1536.jpg 1229w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2020\/06\/UltJovem_23_06_20_negras-1638x2048.jpg 1638w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2020\/06\/UltJovem_23_06_20_negras-732x915.jpg 732w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2020\/06\/UltJovem_23_06_20_negras-1140x1425.jpg 1140w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2020\/06\/UltJovem_23_06_20_negras-scaled.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/>Relutei bastante em usar a hashtag por n\u00e3o concordar com o movimento americano <em>Black Lives Matter<\/em>. N\u00e3o h\u00e1 como subscrever e aprovar atos t\u00e3o hediondos quanto aqueles que lutam contra. Como Crist\u00e3o, n\u00e3o posso e n\u00e3o consigo aprovar movimentos que sejam f\u00edsica ou politicamente violentos. No entanto, como vejo que aqui em terras tupiniquins n\u00e3o est\u00e1 se criando um movimento em cima disso \u2013 ainda que muitos tenham adotado ideologicamente essa causa \u2013, acho, sim, poss\u00edvel abra\u00e7\u00e1-la. Antes que algu\u00e9m venha r\u00e1pido comentar #TodasAsVidasImportam, saiba que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio: eu concordo com voc\u00ea e creio que a grande maioria das pessoas, com exce\u00e7\u00e3o de uns poucos racistas, tamb\u00e9m concordem. Toda vida \u00e9 importante, no entanto, quem est\u00e1 tendo sua vida amea\u00e7ada e ceifada violentamente n\u00e3o \u00e9 o branco.<\/p>\n<p>Tenho grande dificuldade em aceitar, discursivamente, essa distin\u00e7\u00e3o entre brancos e pretos, pois compreendo que adot\u00e1-la \u00e9 aceitar o pressuposto de uma compreens\u00e3o de que a humanidade \u00e9 dividida em ra\u00e7as e n\u00e3o \u00e9 meu caso. N\u00e3o concordo com essa cosmovis\u00e3o e, como crist\u00e3o, tenho essa discord\u00e2ncia como pressuposto. Como S\u00e3o Paulo, o ap\u00f3stolo, disse \u00e0 Igreja dos g\u00e1latas, &#8220;n\u00e3o h\u00e1 judeu nem grego, escravo ou livre, homem ou mulher; porque todos v\u00f3s sois um em Cristo Jesus&#8221; (3:28). Quando somos convertidos pelo Esp\u00edrito Santo, nossa natureza \u00e9 relativizada em Cristo. A identidade de um crist\u00e3o n\u00e3o reside mais em seu g\u00eanero, sua ra\u00e7a, sua nacionalidade ou sua convic\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica, mas em Cristo. Em Cristo somos um e Ele passa a ser um conosco. No entanto, \u00e9 verdade que isso se aplica apenas para crist\u00e3os convertidos, n\u00e3o para todo e qualquer cidad\u00e3o, mas atentemos rapidamente ao vers\u00edculo citado.<!--more--><\/p>\n<blockquote><p>\u201c(&#8230;) porque v\u00f3s sois um em Cristo Jesus\u201d. S\u00e3o Paulo nos diz que nossa natureza \u00e9 relativizada em Cristo, porque, ap\u00f3s a convers\u00e3o, recebemos a identidade de Cristo e deixamos a nossa antiga de lado. O que nos definia j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais uma verdade, pois agora, a defini\u00e7\u00e3o da nossa identidade vem da pr\u00f3pria Verdade, o l\u00f3gos encarnado. \u201cFui crucificado com Cristo. Assim, j\u00e1 n\u00e3o sou mais eu quem vive, mas Cristo vive em mim\u201d (Gl 2:20).<\/p><\/blockquote>\n<p>Se Cristo vive em n\u00f3s, \u00e9 pressuposto, portanto, que busquemos viver a vida de Cristo e, por isso, devemos amar a Deus acima de todas as coisas e o pr\u00f3ximo como a n\u00f3s mesmos (Mc 12:30-1). Se devo amar o pr\u00f3ximo como a <em>mim mesmo<\/em> e a Deus acima de <em>todas<\/em> as coisas, logo, devo amar o pr\u00f3ximo na mesma medida que amo a mim mesmo; como amo a Deus acima <em>tudo<\/em>, devo, portanto, amar Deus no pr\u00f3ximo. A \u00e9tica crist\u00e3 tem como base a ren\u00fancia de si mesmo.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cTenham a mesma atitude demonstrado por Cristo Jesus. Embora sendo Deus, n\u00e3o considerou que ser igual a Deus fosse algo a que devesse se apegar. Em vez disso, esvaziou-se a si mesmo; assumiu a posi\u00e7\u00e3o de escravo e nasceu como ser humano. Quando veio em forma humana, humilhou-se e foi obediente at\u00e9 a morte, e morte de cruz.\u201d (Fl 2:5-8)<\/p><\/blockquote>\n<p>Ao abrirmos m\u00e3o das nossas satisfa\u00e7\u00f5es para satisfazer o nosso pr\u00f3ximo, passamos a agir como Cristo agiu que, mesmo sendo Deus, n\u00e3o se colocou como Deus, mas como homem e, portanto, se limitou e se humilhou por n\u00f3s. Isso, dentre outras coisas, mostra que h\u00e1 uma dignidade intr\u00ednseca no homem que n\u00e3o pode ser ignorada. Mesmo todos n\u00f3s estando mortos em nossas iniquidades e pecados, ainda assim somos criaturas que foram feitas \u00e0 Imagem e Semelhan\u00e7a de Deus. H\u00e1 uma dignidade ontol\u00f3gica em n\u00f3s que deve nos levar a honrar e respeitar todas as pessoas de igual forma. Das mais f\u00e1ceis de serem amadas \u00e0s mais complicadas: todos somos pass\u00edveis de reden\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cConhecemos algo maravilhoso sobre o homem. Entre outras coisas, conhecemos a sua origem e que ele \u00e9 \u2013 ele foi feito \u00e0 imagem de Deus. O homem n\u00e3o \u00e9 maravilhoso apenas quando \u00e9 \u2018nascido de novo\u2019 como crist\u00e3o; ele tamb\u00e9m \u00e9 maravilhoso, como Deus o fez, \u00e0 sua imagem. O homem tem valor por causa de que ele era originalmente, antes da queda, de que ele \u00e9 por sua cria\u00e7\u00e3o. (&#8230;) Jamais estaremos em condi\u00e7\u00f5es de tratar as pessoas como seres humanos, de atribuir a elas o mais alto n\u00edvel de humanidade verdadeira, a menos que realmente conhe\u00e7amos a sua origem \u2013 que essas pessoas s\u00e3o. Deus diz ao homem quem ele \u00e9. Deus nos diz que ele criou o homem \u00e0 sua Imagem. Portanto, o homem \u00e9 algo maravilhoso.\u201d (Francis Schaeffer, <em>A Morte da Raz\u00e3o<\/em>)<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Por que &#8220;<em>vidas negras&#8221;<\/em> e n\u00e3o &#8220;<em>todas as vidas&#8221;<\/em> importam?<\/strong><\/p>\n<p>Se somos todos pass\u00edveis de reden\u00e7\u00e3o; se em Cristo temos nossa natureza relativizada \u00e0 sua pr\u00f3pria Imagem e, portanto, somos levados a agir como o pr\u00f3prio Cristo, por que dever\u00edamos, ent\u00e3o, abra\u00e7ar uma causa que, ao inv\u00e9s de focar no fato de que todas as vidas importam, foca apenas em vidas negras? Bom, embora n\u00e3o pare\u00e7a, a reposta \u00e9 bastante simples \u2013 simples, n\u00e3o simplista.<\/p>\n<p>Os dois grandes mandamentos que Cristo resume toda a lei, nos apresentam, como j\u00e1 disse, uma nova \u00e9tica baseada em Deus e no pr\u00f3ximo. \u00c9 uma \u00e9tica que gosto de chamar de iconoclasta, pois destr\u00f3i nosso maior \u00eddolo: n\u00f3s mesmos. Entre os crist\u00e3os, devemos ser levados a enxergar nossos irm\u00e3os como cristos, ou, como prefere C. S. Lewis, como \u2018cristinhos\u2019, os pequenos Cristos. Contudo, entre a sociedade secular devemos enxergar as pessoas como Cristo as enxerga: com dignidade. Nossa natureza \u00e9 relativizada em Cristo, portanto, fora dele, permanecemos segundo os padr\u00f5es da sociedade.<\/p>\n<p>\u00c9 um fato que morrem mais pretos do que brancos e isso se d\u00e1 por conta de processos hist\u00f3ricos que, embora eu n\u00e3o concorde com o termo, muitos chamam de d\u00edvida. De fato, n\u00e3o h\u00e1 uma d\u00edvida a ser paga. As pessoas respons\u00e1veis pelos erros que causaram as consequ\u00eancias sociais que sofremos hoje j\u00e1 morreram e n\u00e3o t\u00eam mais condi\u00e7\u00f5es de pagar por seus erros. O que pode e <em>deve<\/em> ser feito, \u00e9 estancar a ferida aberta e procurar sara-la. Como faremos isso? N\u00e3o tenho uma resposta definitiva e nem penso que algu\u00e9m j\u00e1 a tenha. \u00c9 necess\u00e1rio debate e labor intelectual; \u00e9 necess\u00e1rio p\u00e9 no ch\u00e3o e viv\u00eancia para entender o que as pessoas negras passam para, a partir disso, buscar uma solu\u00e7\u00e3o para esse problema.<\/p>\n<p>N\u00f3s, crist\u00e3os, por sermos pequenos Cristos, <em>necessitamos<\/em> lutar pelo bem da sociedade, mas tenha algo em mente: o verbo lutar n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de militar. N\u00e3o \u00e9 todo o crist\u00e3o que tem o dever de ir \u00e0s ruas e protestar. Participar de movimentos populares n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico \u2013 nem penso que seja o melhor \u2013 modo de fazer a diferen\u00e7a. Tenha certeza, <em>ONGs <\/em>de bairro e pequenas Igrejas fazem um melhor trabalho para estancar a ferida deixada pelo racismo do que muitos movimentos populares e era exatamente essa a minha preocupa\u00e7\u00e3o em utilizar publicamente a <em>hashtag<\/em> #VidasNegrasImportam. N\u00e3o fa\u00e7o parte de nenhum movimento e n\u00e3o me vejo participando de movimento algum, mas entendo que, diante dos acontecimentos recentes, manifestar-se em favor de uma luta que ainda est\u00e1 longe de acabar, \u00e9 necess\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>E depois?<\/strong><\/p>\n<p>A manifesta\u00e7\u00e3o de apoio a uma causa por meio da internet n\u00e3o resolve o problema e, na verdade, apenas ajuda a satisfazer o ego das pessoas para poderem dizer que s\u00e3o politicamente ativas. Mas e depois que essa onda passar? Bom, depois que ela passar, outras ondas vir\u00e3o e deveremos julgar, segundo as Escrituras e a Tradi\u00e7\u00e3o da Igreja, se \u00e9 l\u00edcito a um crist\u00e3o apoi\u00e1-las. No entanto, a luta contra o racismo e a viol\u00eancia permanecer\u00e1. N\u00e3o na internet, mas em nosso dia-a-dia. Mudan\u00e7as pequenas em nossa postura e com as pessoas que convivem conosco ser\u00e3o as reais mudan\u00e7as. N\u00e3o ser\u00e1 uma lei ou uma pol\u00edtica p\u00fablica que resolver\u00e1 o problema. Pelo contr\u00e1rio, entendo que a coer\u00e7\u00e3o do Estado apenas acirrar\u00e1 os \u00e2nimos daqueles que precisam de uma justificativa para perpetuarem suas sandices ideol\u00f3gicas. Se a sociedade n\u00e3o fizer sua parte e, em especial os crist\u00e3os, nada ir\u00e1 mudar. Permaneceremos os mesmos de sempre.<\/p>\n<p>Em tempo: n\u00e3o pense que estou defendendo que um dia viveremos em uma sociedade perfeita. N\u00e3o \u00e9 isso. Ali\u00e1s, como crist\u00e3o, sou levado a crer que essa sociedade s\u00f3 existir\u00e1 no dia que Nosso Senhor voltar gloriosamente. Por\u00e9m, creio que devemos viver como reflexos do Reino vindouro e, por isso, \u00e9 nosso dever tentar estabelecer a \u00e9tica que nos foi ensinada, ainda que estejamos em um mundo ca\u00eddo e fadado ao fim. Somos peregrinos nesta terra e estamos caminhando para a Nova Jerusal\u00e9m, para a Cidade de Deus. Embora inda n\u00e3o estejamos l\u00e1, j\u00e1 somos cidad\u00e3os dessa gloriosa cidade e devemos viver segundo seus padr\u00f5es. Assim como Cristo, ser\u00e1 atrav\u00e9s dessa \u00e9tica que mostraremos que, de fato, passamos por um processo de <em>metan\u00f3ia<\/em> que nos fez deixar de existir como a sociedade dizia que \u00e9ramos, e passamos a existir como Cristo \u00e9.<\/p>\n<p>Sim, todas as vidas importam, mas, por hora, \u00e9 necess\u00e1rio lembrar que vidas negras importam e que vamos defende-las.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Maur\u00edcio Avoletta Junior, 25 anos<\/strong>. Congrega na Igreja Batista Fonte de Sicar (SP). Formado em Teologia pela Mackenzie, estudante de filosofia e literatura (por conta pr\u00f3pria); apaixonado por livros, cinema e m\u00fasica; escravo de Cristo, um pessimista em potencial e um futuro \u201cseja o que Deus quiser\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Maur\u00edcio Avoletta J\u00fanior \u201cBernanos: A Juventude do mundo s\u00f3 pode escolher entre duas solu\u00e7\u00f5es extremas: a abdica\u00e7\u00e3o ou a revolu\u00e7\u00e3o. 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