{"id":7717,"date":"2019-10-04T20:13:17","date_gmt":"2019-10-04T23:13:17","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/?p=7717"},"modified":"2019-10-04T20:13:17","modified_gmt":"2019-10-04T23:13:17","slug":"quem-e-voce-na-fila-do-pao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2019\/10\/04\/quem-e-voce-na-fila-do-pao\/","title":{"rendered":"Quem \u00e9 voc\u00ea na fila do p\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Thales Rios<\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2019\/10\/UltJovem_04_10_19_fila.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-7717\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-7718 alignright\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2019\/10\/UltJovem_04_10_19_fila-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2019\/10\/UltJovem_04_10_19_fila-300x200.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2019\/10\/UltJovem_04_10_19_fila.jpg 519w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>S\u00e3o 18h30, voc\u00ea est\u00e1 cansado, com fome e voltando pra casa. Voc\u00ea entra no mercado e tem uma miss\u00e3o: comprar uns p\u00e3ozinho. Voc\u00ea cruza os corredores ignorando os salgadinhos e chocolates. Voc\u00ea est\u00e1 focado em sua miss\u00e3o. Voc\u00ea se aproxima da padaria e se depara com a s\u00edntese da vida paulistana: uma fila.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 uma fila qualquer:\u00a0<em>\u00e9 a fila do p\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>Essa fila n\u00e3o \u00e9 igual \u00e0 do caixa: n\u00e3o tem preferencial ou caixa r\u00e1pido na fila do p\u00e3o. Na fila do p\u00e3o n\u00e3o existe velho ou jovem. Na fila do p\u00e3o n\u00e3o existe gr\u00e1vida ou deficiente. Na fila do p\u00e3o n\u00e3o existe casado ou solteiro, rico ou pobre, branco, negro, japon\u00eas. Na fila do p\u00e3o n\u00e3o existe m\u00e9dica, presidente, pai de fam\u00edlia, flamenguista,\u00a0<em>otaku<\/em>\u00a0ou funkeiro.<\/p>\n<p>Na fila do p\u00e3o n\u00e3o existe prefer\u00eancia nem privil\u00e9gio. Na fila do p\u00e3o tanto faz se voc\u00ea vai pegar 5 p\u00e3es ou se vai alimentar uma multid\u00e3o.<\/p>\n<p>Na fila do p\u00e3o todo mundo \u00e9 igual.<\/p>\n<p>Na fila do p\u00e3o n\u00e3o existe identidade.<\/p>\n<p><em>\u2014 Pr\u00f3ximo\u2026<\/em><!--more--><\/p>\n<p>Me lembro que minha primeira crise de identidade foi l\u00e1 pros 11 anos de idade. Meus irm\u00e3os, todos mais velhos, j\u00e1 sa\u00edam pros rol\u00eas adolescentes deles e eu queria muito ir junto. Mas n\u00e3o:\u00a0<em>\u201cThales, voc\u00ea est\u00e1 muito novo pra isso\u201d<\/em>. Poxa. S\u00f3 me restava ent\u00e3o brincar ou fazer alguma coisa de crian\u00e7a. Mas n\u00e3o:\u00a0<em>\u201cThales, voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 muito velho pra essas coisas\u201d<\/em>. A pr\u00e9-adolesc\u00eancia \u00e9 uma prepara\u00e7\u00e3o pro tanto que voc\u00ea vai se sentir perdido dali pra frente.<\/p>\n<p>Essa crise de n\u00e3o saber o que voc\u00ea \u00e9 move fil\u00f3sofos, escritores e b\u00eabados desde que o mundo \u00e9 mundo. Voc\u00ea \u00e9 o que voc\u00ea come? Se sim, j\u00e1 fui bolacha Passatempo e pizza barata durante os anos de faculdade. Voc\u00ea \u00e9 o que voc\u00ea faz? Puxa, tomara que n\u00e3o, eu s\u00f3 fa\u00e7o besteira. Voc\u00ea \u00e9 o que voc\u00ea quer? Olha, no m\u00e1ximo voc\u00ea \u00e9 o que voc\u00ea conseguir, esse papo de\u00a0<em>coach<\/em>\u00a0a\u00ed n\u00e3o faz muito sentido.<\/p>\n<p>Minha identidade, bem como muito do que fa\u00e7o e penso tem uma influ\u00eancia grande dos meus pais e de muitas outras pessoas que passaram pela minha vida, mas n\u00e3o posso negar que a maior parte da minha identidade foi formada tendo meus 3 irm\u00e3os mais velhos como base. Meu jeito nerd, minha habilidade com desenho (e o fato de assistir desenhos at\u00e9 hoje), minha voca\u00e7\u00e3o pra trabalhar com adolescentes, meu bom gosto musical, minha vontade de aproveitar ao m\u00e1ximo futebol, natureza, videogame e X-Bacon, meu sofrimento pelo S\u00e3o Paulo e at\u00e9 minha inf\u00e2ncia obscura com corte de cabelo do Chit\u00e3ozinho e Xoror\u00f3 tem a ver com meus irm\u00e3os. Tudo isso vem de influ\u00eancia direta deles durante minha inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p>H\u00e1 um tempo percebi essas coisas e tentei descobrir o que era apenas meu, o que eu fazia ou tinha que n\u00e3o tinha a ver com eles. A \u00fanica coisa que encontrei foi a vez que deixei o cabelo crescer pra me diferenciar deles e acabei sendo confundido com uma cunhada. Acho que n\u00e3o deu muito certo.<\/p>\n<p>Numa dessas crises de me perguntar quem eu era na fila do p\u00e3o, entendi que nossa identidade \u00e9 formada em cima dos mais variados pilares. Nossa identidade \u00e9 formada a partir de muita coisa de onde vivemos, com quem convivemos e, pra bem ou pra mal, de muita coisa que dizem sobre n\u00f3s.<\/p>\n<p>Nossa identidade \u00e9 formada por n\u00f3s atrav\u00e9s de coisas pequenas e grandes. Sua fam\u00edlia, seu sobrenome e as pessoas ao seu redor definem muito de quem voc\u00ea \u00e9. Provavelmente voc\u00ea se espelha nelas e faz muitas escolhas esperando o reconhecimento e aten\u00e7\u00e3o desse pessoal. Muitas vezes voc\u00ea vai tentar ser o total oposto dos seus pais \u2013 e vai falhar miseravelmente nisso.<\/p>\n<p>Sua profiss\u00e3o define sua grana, seu status, a cor da sua roupa e, caso voc\u00ea tamb\u00e9m seja professor, sua voz no final do dia. Sua identidade \u00e0s vezes \u00e9 definida pela sua classe social ou seu bairro, e muito do que voc\u00ea faz, pensa e, principalmente, como olha o outro, vai ser influenciado por isso tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Muitas vezes sua identidade \u00e9 baseada em tr\u00eas coisas que se confundem muito por aqui: sua religi\u00e3o, seu time e sua vis\u00e3o pol\u00edtica. Toda sua identidade pode ser totalmente moldada por sua moral religiosa, pela sua devo\u00e7\u00e3o a um clube e pela sua ideologia. Infelizmente \u00e9 raro encontrar quem n\u00e3o idolatra pol\u00edticos e briga feito mau torcedor durante as elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Mas fora essas coisas todas mais \u00f3bvias, a nossa identidade \u00e9 constru\u00edda em n\u00f3s a partir de mais um monte de coisas que os outros nos imp\u00f5e. Os r\u00f3tulos que s\u00e3o colocados em n\u00f3s formam uma identidade muito mais forte, mesmo que se lute contra isso.<\/p>\n<p>Somos rotulados pelo nosso corpo: \u00e9 o gordo, \u00e9 o magrelo, \u00e9 o alto, \u00e9 o baixinho. \u00c9 o cabeludo, \u00e9 o careca. \u00c9 o preto, branco, sardento, espinhento, narigudo, loira burra. \u00c9 s\u00f3sia do goleiro C\u00e1ssio (tadinho).<\/p>\n<p>Somos rotulados pelo o que temos: \u00e9 o rico, \u00e9 o endividado, \u00e9 o cara do Camaro, \u00e9 o cara do Uninho. \u00c9 o menino de condom\u00ednio, \u00e9 o favelado, trabalhador, desempregado, empres\u00e1rio de sucesso, \u00e9 o\u00a0<em>coach<\/em>\u00a0(e a\u00ed t\u00e1 errado mesmo).<\/p>\n<p>Somos rotulados pelos nossos relacionamentos: futebolzinho dos Solteiros vs Casados. Divorciados ficam de fora do futebol (e ficam de lado nas igrejas). Vi\u00favas abandonadas desde sempre. Passou dos 20 e n\u00e3o t\u00e1 namorando? \u00c9 o que ficou pra titio.<\/p>\n<p>Somos rotulados pelas nossas doen\u00e7as: ningu\u00e9m sabe quem era Ant\u00f4nio Francisco Lisboa, mas todo mundo concorda que o Aleijadinho foi o maior escultor do Brasil. Tem gente que lembra mais da AIDS do Freddie Mercury do que de\u00a0<em>Bohemian Rhapsody<\/em>. Somos rotulados de depressivos, impotentes e loucos.<\/p>\n<p>Somos rotulados pelos nosso pecados, e \u00e0s vezes de coisas que nem nos dominam e representam mais: \u00e9 o mentiroso, \u00e9 o tarado, \u00e9 o b\u00eabado, \u00e9 o vagabundo, drogado, pregui\u00e7oso, ladr\u00e3o.<\/p>\n<p>E pior que isso, somos muitas vezes rotulados pelos pecados dos outros, coisas das quais n\u00e3o temos culpa alguma: \u00e9 o filho da prostituta, \u00e9 o filho do suicida, \u00e9 o irm\u00e3o do traficante, \u00e9 a mo\u00e7a estuprada, \u00e9 o corno, \u00e9 o filho do presidi\u00e1rio, \u00e9 o amigo do caloteiro, \u00e9 a m\u00e3e do maconheiro.<\/p>\n<p>A nossa identidade nem sempre \u00e9 justa e raramente mostra quem realmente somos.<\/p>\n<p>Eu demorei muito pra entender que eu era mais do que tudo que diziam que eu era. Mas demorei ainda mais pra entender que eu era muito menos do que eu dizia ser.<\/p>\n<p>No meu primeiro dia de aula na FLAM (que \u00e9 uma faculdade de teologia incr\u00edvel e cheia de gente incr\u00edvel) estava todo mundo se apresentando, dizendo da onde era, idade e essas coisas. Estava todo mundo falando sobre sua identidade, e isso sempre foi meio complicado pra mim.<\/p>\n<p>Nome? Ok, essa era f\u00e1cil. Thales.<br \/>\nIdade? Tive que fazer contas, mas era 29 (eu acho).<br \/>\nCidade? Vixi. S\u00e3o Jo\u00e3o da Boa Vista, interiorrr de S\u00e3o Paulo, ali na divisa com MG, 100 km \u00e0 leste de onde o Judas perdeu as botas.<\/p>\n<p>E a\u00ed a pior pergunta pra mim: o que voc\u00ea faz? Mano. Comecei a falar que fiz faculdade de Design, que trabalhava como freelancer na \u00e1rea, mas tamb\u00e9m no com\u00e9rcio da minha fam\u00edlia, e que dava aulas de desenho, que organizava acampamentos, que atuava na MPC, que ajudava em uma igreja pequena, que sei l\u00e1 mais o que. Falei um monte de coisas tentando me definir e no final nem sabia quem eu era mais.<\/p>\n<p>Todo mundo ficou confuso, eu fiquei confuso.<\/p>\n<p><em>\u2014 Pr\u00f3ximo\u2026<\/em><\/p>\n<p>A mo\u00e7a do meu lado come\u00e7ou a se apresentar:\u00a0<em>\u201cOi, eu sou uma filha amada de Deus, meu nome \u00e9 Fulana, sou de sei l\u00e1 da onde e estou trabalhando com tal coisa no momento\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Ela gastou menos de 30 segundos pra se definir e eu, em menos tempo, defini bem quem era ela ali: a crente chata.<\/p>\n<p><em>\u201cFilha amada de Deus\u201d<\/em>. Grandes coisa, todos somos, do que voc\u00ea t\u00e1 se gabando a\u00ed?<\/p>\n<p>Mas aquilo que a mo\u00e7a falou ficou ruminando na minha cabe\u00e7a por um tempo. Um dia, muito antes disso, Jesus me disse que ele era o Filho Amado do Pai, e que era pra eu grudar nele de tal forma que o Pai me adotaria como filho tamb\u00e9m. Um dia eu entendi que, por causa de Jesus, eu era um filho amado de Deus tamb\u00e9m. N\u00e3o porque pedi, n\u00e3o porque me esforcei e muito menos porque mereci. Mas por gra\u00e7a e por amor.<\/p>\n<p>E a\u00ed eu entendi.<\/p>\n<p>Daqui uns anos minha juventude vai ficar na mem\u00f3ria, e a\u00ed quem sou eu? Se eu for demitido ou n\u00e3o puder mais trabalhar, quem sou eu? Se eu perder meus movimentos num acidente, quem sou eu? Se minha namorada me largar, quem sou eu? Se eu perder minha vis\u00e3o, se eu perder minha m\u00e3e, se eu perder meu dinheiro, se eu perder sanidade, se eu perder meu humor, se a internet acabar, se o S\u00e3o Paulo for rebaixado (nunca vai acontecer, mas vamos imaginar), se todo mundo me abandonar, se eu for preso, se eu for deportado, se eu ficar gordo e careca, se me tirarem tudo que tenho baseado minha identidade, o que sobra?<\/p>\n<p>Quem sou eu na fila do p\u00e3o?<\/p>\n<p>Sou um filho amado de Deus.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 o que sobra. Isso \u00e9 o que deveria bastar.<\/p>\n<p>De uns tempos pra c\u00e1 comecei a construir minha identidade n\u00e3o mais em cima do que fa\u00e7o, do que tenho ou do que dizem sobre mim. N\u00e3o sou mais um professor, empres\u00e1rio ou designer. N\u00e3o sou mais o filho dos meus pais, n\u00e3o sou mais o irm\u00e3o dos meus irm\u00e3os e nem o namorado da garota mais linda desse Brasil (n\u00e3o conheci outros pa\u00edses ainda pra subir ela de categoria). N\u00e3o sou mais um s\u00e3o-paulino, piadista ou nerd.<\/p>\n<p>Minhas habilidades n\u00e3o me definem mais pois elas s\u00e3o apenas ferramentas. Meus pecados n\u00e3o me definem mais pois eles foram perdoados. Minhas feridas n\u00e3o me definem mais pois elas foram curadas.<\/p>\n<p>Quem me define \u00e9 quem me chamou pelo nome e me deu uma nova identidade:\u00a0<em>\u201cvoc\u00ea \u00e9 meu filh\u00e3o. Todo torto e desastrado. Todo besta. Cheio de dons que te dei, cheio de defeitos que estou consertando. Por onde voc\u00ea for voc\u00ea \u00e9 meu, eu te amo e isso deve bastar\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>E a\u00ed: quem \u00e9 voc\u00ea na fila do p\u00e3o?<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Thales Rios\u00a0<\/strong>tem 30 anos, \u00e9 designer gr\u00e1fico, professor de EBD e tenta ser engra\u00e7ado escrevendo para o blog\u00a0<a href=\"https:\/\/thalesdemuleta.wordpress.com\/\">Thales de Muleta<\/a>.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Thales Rios S\u00e3o 18h30, voc\u00ea est\u00e1 cansado, com fome e voltando pra casa. Voc\u00ea entra no mercado e tem uma miss\u00e3o: comprar uns p\u00e3ozinho. Voc\u00ea cruza os corredores ignorando os salgadinhos e chocolates. Voc\u00ea est\u00e1 focado em sua miss\u00e3o. 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