{"id":7597,"date":"2019-08-12T11:25:14","date_gmt":"2019-08-12T14:25:14","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/?p=7597"},"modified":"2019-08-13T10:22:43","modified_gmt":"2019-08-13T13:22:43","slug":"estudantes-nao-alcancando-estudantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2019\/08\/12\/estudantes-nao-alcancando-estudantes\/","title":{"rendered":"Estudantes n\u00e3o alcan\u00e7ando estudantes?"},"content":{"rendered":"<blockquote><p>N\u00f3s definimos a ABUB como um movimento mission\u00e1rio dentro da universidade. Ent\u00e3o o que fazer quando alguns grupos se esquecem disto?<\/p><\/blockquote>\n<div id=\"content-area\">\n<div id=\"node-2328\" class=\"node node-type-noticias\">\n<div class=\"node-inner\">\n<div class=\"meta\">\n<div class=\"submitted\"><span style=\"color: #808000;\"><strong>Por Jessica Grant<\/strong><\/span><\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-7598 \" title=\"Dylan Gillis | Unsplash\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2019\/08\/blog_jovem_12_8_19_estudantes-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"324\" height=\"216\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2019\/08\/blog_jovem_12_8_19_estudantes-300x200.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2019\/08\/blog_jovem_12_8_19_estudantes-768x512.jpg 768w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2019\/08\/blog_jovem_12_8_19_estudantes-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2019\/08\/blog_jovem_12_8_19_estudantes-732x488.jpg 732w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2019\/08\/blog_jovem_12_8_19_estudantes.jpg 1050w\" sizes=\"auto, (max-width: 324px) 100vw, 324px\" \/><\/p>\n<div><\/div>\n<div class=\"submitted\">Recentemente, enquanto conversava com um amigo, percebemos que muitos grupos universit\u00e1rios pr\u00f3ximos a n\u00f3s estavam esquecendo de nosso principal objetivo como movimento integrante da IFES: estudante alcan\u00e7ando estudante. N\u00f3s frequentemente temos muita dificuldade com a ideia de \u201cfazer miss\u00e3o\u201d ou at\u00e9 mesmo a de convidar n\u00e3o crist\u00e3os para ir a um estudo b\u00edblico.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"content-area\">\n<div id=\"node-2328\" class=\"node node-type-noticias\">\n<div class=\"node-inner\">\n<div class=\"content\">\n<p>N\u00f3s definimos a IFES \u2013 e o nosso movimento ABUB \u2013 como um movimento mission\u00e1rio dentro da universidade. Ent\u00e3o o que fazer quando alguns grupos se esquecem desta ideia? O que fazer quando grupos se tornam fechados em si mesmos e n\u00e3o tem interesse em impactar a universidade ou at\u00e9 mesmo a vida de seus colegas?<br \/>\n<strong><br \/>\nUm pequeno grupo de estudos como atividade mission\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Para compreender o que estava acontecendo, eu realizei uma pesquisa informal com 49 pessoas. De acordo com minha pequena investiga\u00e7\u00e3o, mais da metade dos grupos que responderam, aqui no Brasil, n\u00e3o tem n\u00e3o crist\u00e3os participando de suas atividades e apenas cerca de 35% procuram outros meios para alcan\u00e7ar seus colegas.<\/p>\n<p>Uma estudante em S\u00e3o Paulo, Bianca Pinheiro, refletiu sobre convidar pessoas: \u201c\u00c9 mais dif\u00edcil conseguir pessoas para participarem de um estudo b\u00edblico evangel\u00edstico do que preparar um estudo\u201d. Ela acredita que provavelmente seu grupo percebeu que os n\u00e3o crist\u00e3os n\u00e3o participavam das reuni\u00f5es, ent\u00e3o eles decidiram transformar os estudos b\u00edblicos em estudos de discipulado para crist\u00e3os. Enquanto n\u00e3o h\u00e1 nada de errado com fortalecer crist\u00e3os, isto normalmente n\u00e3o se traduz em procurarem ativamente alcan\u00e7ar a universidade. Outras raz\u00f5es comuns para a falha em evangelizar s\u00e3o a falta de tempo, o senso de n\u00e3o saber o que fazer ou dizer, e at\u00e9 mesmo a vergonha de ser reconhecido como crist\u00e3o que estuda a b\u00edblia e que gostaria que outros se tornem crist\u00e3os.<br \/>\n<strong><br \/>\nAlgumas hist\u00f3rias de sucesso no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Mas h\u00e1 grupos que est\u00e3o mudando essa realidade. Mar\u00edlia Cavalcante, de Jo\u00e3o Pessoa, mudou o dia da reuni\u00e3o de seu grupo, a fim de levar seus amigos, que agora v\u00e3o aos encontros. &#8220;A reuni\u00e3o de hoje me deixou bastante contente, porque duas amigas n\u00e3o-crist\u00e3s foram. Elas participaram, deram opini\u00f5es, entramos em v\u00e1rias discuss\u00f5es. Tem sido uma experi\u00eancia muito boa, algo que eu queria muito.&#8221;<\/p>\n<p>T\u00e1ssio Cavalcante, um estudante de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, relata que seu grupo v\u00ea o estudo da B\u00edblia como uma maneira de levar o evangelho para os n\u00e3o crist\u00e3os, mas acreditam que n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico meio. Eles foram inspirados por hist\u00f3rias da ABUB no passado, quando muitas pessoas encontraram o Senhor e transformaram seu ambiente e tamb\u00e9m se reuniam para orar pelas manh\u00e3s.<\/p>\n<p>A ora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tem sido a resposta para alguns grupos conforme tentam alcan\u00e7ar seus colegas. Em um determinado grupo brasileiro, muitos estudantes n\u00e3o crist\u00e3os &#8211; colegas e os amigos de uma certa pessoa &#8211; de repente, come\u00e7aram a frequentar as atividades do grupo. Os n\u00fameros foram crescendo sem parar e ningu\u00e9m conseguia entender por que estava acontecendo, depois de anos de reuni\u00f5es naquele campus. Um amigo muito pr\u00f3ximo deste estudante me disse: &#8220;Ele \u00e9 um verdadeiro crist\u00e3o, mais do que podemos imaginar. Ele ora mais do que voc\u00ea acha que possa ser poss\u00edvel&#8221;.<\/p>\n<p>Mas, novamente, n\u00e3o podemos parar na quest\u00e3o da ora\u00e7\u00e3o, tornando-se um fim em si mesmo, que nos liberta de sermos profundamente envolvidos com as pessoas. Estes n\u00e3o-crist\u00e3os, que de repente assistiram reuni\u00f5es ABUB, nunca teria vindo se n\u00e3o tivessem sido tamb\u00e9m amigos da pessoa que estava orando por eles.<\/p>\n<p><strong>Redescobrindo a nossa miss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Frederico Monfardini, um estudante de Presidente Prudente cujo grupo tamb\u00e9m teve algumas dificuldades para atingir seus amigos n\u00e3o-crist\u00e3os, diz: &#8221; Miss\u00e3o \u00e9 fazer o que Jesus fez, ir para o mundo e estar junto com &#8220;as vi\u00favas e \u00f3rf\u00e3os&#8221; da faculdade e com isso demonstrar o amor de Jesus&#8221;.<\/p>\n<p>Relacionamentos reais e envolventes na escola ou no contexto da universidade, com preocupa\u00e7\u00e3o genu\u00edna e amor, devem acontecer, mantendo a miss\u00e3o no campus como uma pr\u00e1tica di\u00e1ria, mesmo que as formas tradicionais de &#8220;fazer miss\u00e3o&#8221; n\u00e3o esteja alcan\u00e7ando mais aos outros.<\/p>\n<p>Mas devemos manter nossos olhos abertos e evitar nos sentirmos confort\u00e1veis ao apenas dizer &#8216;nossas vidas proclamam Jesus\u2019, usando como uma desculpa para deixar de falar sobre a nossa f\u00e9. Apesar de sermos dependentes de Deus e que ele pode nos usar para alcan\u00e7ar outros sem nos darmos conta, nossos esfor\u00e7os mission\u00e1rios talvez precisam ser intencionais, para que n\u00e3o sejam esquecidos. Devemos propositadamente conhecer as d\u00favidas, os medos e as necessidades de nossos contextos, dialogar com essas situa\u00e7\u00f5es de forma criativa e original, atrav\u00e9s de diferentes abordagens que levam o evangelho a outras pessoas.<\/p>\n<p>Portanto, se estamos negligenciando a miss\u00e3o, talvez tamb\u00e9m estejamos negligenciando nossas pr\u00f3prias vidas crist\u00e3s &#8211; n\u00e3o estejamos gastando tempo suficiente estudando a B\u00edblia e tornando-a uma parte integrante de nossas vidas. E talvez estejamos confiando muito na miss\u00e3o simplesmente acontecendo, e n\u00e3o intencionalmente participando de um movimento mission\u00e1rio.<\/p>\n<p>Se estamos perdendo o nosso objetivo, ou nos desviando dele, a ora\u00e7\u00e3o pode ser uma forma de reajustar o nosso caminho. Isto pode parecer simples demais, mas \u00e9 uma maneira de nos conectarmos com Deus e com seu desejo de usar as nossas vidas na universidade.<\/p>\n<pre>Texto publicado originalmente no <a href=\"http:\/\/ifesworld.org\/blog\/2013\/05\/estudiantes-que-no-alcanzan-a-los-estudiantes?utm_source=Facebook&amp;utm_medium=StatusUpdate&amp;utm_content=Es&amp;utm_campaign=20130507-StudentsNotReachingStudents\">blog da IFES (em espanhol)<\/a> e reproduzido no <a href=\"http:\/\/abub.org.br\/compartilhe\/noticias\/estudantes-nao-alcancando-estudantes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">site da ABUB<\/a>.<\/pre>\n<div>\n<p>\u2022\u00a0<strong>Jessica<\/strong>\u00a0\u00e9 jornalista, mestranda em literatura e atualmente assessora de comunica\u00e7\u00e3o e arte da ABUB. Na \u00e9poca do texto, era estudante de letras e parte da diretoria nacional.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Leia mais:\u00a0<\/strong><br \/>\n\u00bb <a href=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/caminhosdamissao\/2018\/02\/19\/a-missao-estudantil-e-a-ciencia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A miss\u00e3o estudantil e a ci\u00eancia<\/a><br \/>\n\u00bb <a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2016\/04\/24\/o-desafio-da-evangelizacao-entre-universitarios\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O desafio da evangeliza\u00e7\u00e3o entre universit\u00e1rios<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00f3s definimos a ABUB como um movimento mission\u00e1rio dentro da universidade. Ent\u00e3o o que fazer quando alguns grupos se esquecem disto? Por Jessica Grant Recentemente, enquanto conversava com um amigo, percebemos que muitos grupos universit\u00e1rios pr\u00f3ximos a n\u00f3s estavam esquecendo de nosso principal objetivo como movimento integrante da IFES: estudante alcan\u00e7ando estudante. 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