{"id":7317,"date":"2019-03-21T16:36:04","date_gmt":"2019-03-21T19:36:04","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/?p=7317"},"modified":"2019-03-21T16:36:04","modified_gmt":"2019-03-21T19:36:04","slug":"a-imagem-de-deus-para-filhos-so-de-maes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2019\/03\/21\/a-imagem-de-deus-para-filhos-so-de-maes\/","title":{"rendered":"A imagem de Deus para filhos s\u00f3 de m\u00e3es"},"content":{"rendered":"<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Por Ma\u00edsa H.<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-7320\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/Ult_Jovem_21_03_19_maes-200x300.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/Ult_Jovem_21_03_19_maes-200x300.jpg 200w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/Ult_Jovem_21_03_19_maes.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/>Uma vez, eu e minha m\u00e3e fomos a um evento pelo Dia da Mulher no f\u00f3rum da nossa cidade. Lembro-me bem de que pass\u00e1vamos por um per\u00edodo sombrio de nossas vidas: ela estava em profunda depress\u00e3o j\u00e1 h\u00e1 alguns anos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A palestrante daquele dia parabenizou com devido fervor todas as mulheres que conseguiam conciliar seus casamentos e trabalhos. Com pouca sabedoria, por\u00e9m, enfatizou seu rep\u00fadio \u00e0quelas que eram solteiras, pois julgava que assim eram por falta de esfor\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Naquele momento, eu, garota, ainda t\u00e3o nova, senti o injusto julgamento que era feito sobre minha m\u00e3e e segurei sua m\u00e3o, sabendo que segurava a m\u00e3o do maior exemplo de mulher que tive. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ela foi, e \u00e9 at\u00e9 hoje, algu\u00e9m que suportou seus dois empregos a quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia de sua moradia; assumiu a responsabilidade de criar uma filha, sendo m\u00e3e solteira, com nenhuma participa\u00e7\u00e3o ativa do pai da crian\u00e7a; dedicou-se a seu minist\u00e9rio de servi\u00e7o na igreja local; e, ainda que com tantas dificuldades, sempre conseguiu manter o sorriso no rosto e a alegria contagiante.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sem nenhuma d\u00favida, passei por v\u00e1rios momentos nos quais senti a aus\u00eancia paterna durante minha inf\u00e2ncia. Cheguei a ter o complexo de \u201cOhana Incompleta\u201d, ainda n\u00e3o reconhecido pela ci\u00eancia moderna. Esse complexo foi vivido primeiramente por Lilo, personagem do filme \u201cLilo e Stitch\u201d, da Disney. Assim como a personagem havaiana, eu reconhecia a incompletude da minha fam\u00edlia, t\u00e3o pequena e com espa\u00e7os vagos.<\/span><!--more--><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi nessa fam\u00edlia, entretanto, que conheci n\u00e3o s\u00f3 a paternidade de Deus, como principalmente sua maternidade. Foi vendo minha m\u00e3e que entendi o amor, a compaix\u00e3o, a miseric\u00f3rdia, a preocupa\u00e7\u00e3o e o cuidado de um Deus que \u00e9 como m\u00e3e. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi com uma mulher que tamb\u00e9m assumiu papel de pai que encontrei o esfor\u00e7o, o apoio, a ordem, as leis, a alegria, a empatia e o descanso. Foi na minha pequena fam\u00edlia que aprendi a respeitar a dor e a tristeza; a lidar com as lutas, as dificuldades e a aus\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Deus, em sua perfei\u00e7\u00e3o, tornou algo imperfeito em feitura de Suas m\u00e3os. E, com a\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">oportunidade de ter tantas mulheres fortes e aben\u00e7oadoras na minha vida, enxerguei, ent\u00e3o,\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">que Deus \u00e9 Aquele que gera toda vida, batalha por seus filhos e os tem criado para a\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Dignidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E, como Deus me ensinou por interm\u00e9dio da mulher que \u00e9 minha m\u00e3e, \u201cmesmo que a\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">m\u00e3e viesse esquecer do filho que trouxe a nascer, Eu, todavia, n\u00e3o, jamais me esquecerei de ti.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Eis que nas palmas das minhas m\u00e3os, Eu te guardei, \u00f3, filho meu. Continuamente est\u00e1 tua vida\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">diante de mim\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c0 minha m\u00e3e: \u201cton combat, tu m\u2019entends, c\u2019est mon combat\u201d, maman.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c0s mulheres do mundo: lutemos o bom combate!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Deus: obrigada por tamb\u00e9m ser como m\u00e3e!<\/span><\/p>\n<ul>\n<li><strong>Ma\u00edsa H., 24 anos<\/strong>. Professora de portugu\u00eas, espanhol e ingl\u00eas, \u00e9 aspirante a poliglota, f\u00e3 de hist\u00f3rias de fic\u00e7\u00e3o, animes e comida libanesa. Mestranda em Lingu\u00edstica e futura mission\u00e1ria em um pa\u00eds da \u00c1sia.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ma\u00edsa H. Uma vez, eu e minha m\u00e3e fomos a um evento pelo Dia da Mulher no f\u00f3rum da nossa cidade. 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