{"id":7168,"date":"2019-01-02T10:56:39","date_gmt":"2019-01-02T13:56:39","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/?p=7168"},"modified":"2019-12-03T14:33:20","modified_gmt":"2019-12-03T17:33:20","slug":"uma-manjedoura-na-terra-do-iphone","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2019\/01\/02\/uma-manjedoura-na-terra-do-iphone\/","title":{"rendered":"Uma manjedoura na terra do iPhone"},"content":{"rendered":"<p><i>Por Raphael Cavalcanti<\/i><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-7169\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/UltJovem_02_01_19_manjedoura-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/UltJovem_02_01_19_manjedoura-300x200.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/UltJovem_02_01_19_manjedoura.jpg 531w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Em setembro de 2018, um evento com quase 2 horas de dura\u00e7\u00e3o foi assistido por mais de dois milh\u00f5es de pessoas. Eis um bom espelho para nossos tempos: o lan\u00e7amento dos novos modelos da Apple. Quando os produtos finalmente chegaram \u00e0s lojas, milhares tomaram as ruas dormindo em filas para garantir, em primeira m\u00e3o, o lan\u00e7amento. Era o poderoso \u201cnovo\u201d.<\/p>\n<p>O novo \u00e9 quase uma obsess\u00e3o do s\u00e9culo XXI. O hype \u00e9 super aproveitado. O \u201cnovo\u201d lan\u00e7amento ainda n\u00e3o completou seu primeiro m\u00eas e j\u00e1 se especula o que vem pela frente. Todos os dias os tabloides se esbofeteiam para dar vislumbres do \u201cpr\u00f3ximo\u201d. \u00c0s vezes o novo formato do \u00fanico bot\u00e3o do celular j\u00e1 serve para disparar a enxurrada de coment\u00e1rios.<\/p>\n<p>O mundo gira incontrol\u00e1vel. Semana passada j\u00e1 faz s\u00e9culos. Quem lembra do hit do ver\u00e3o do ano passado? A Copa do Mundo n\u00e3o completou 6 meses e j\u00e1 vai longe. Antes de comemorar seu primeiro anivers\u00e1rio, a greve dos caminhoneiros j\u00e1 virou assunto de historiador.<\/p>\n<p>A vida est\u00e1 assim e n\u00e3o h\u00e1 como lutar contra. Eis o nosso mundo.<\/p>\n<p>Como fica ent\u00e3o aquela velha hist\u00f3ria do menino da manjedoura? Afinal, seja voc\u00ea algu\u00e9m que cresceu correndo entre os bancos da igreja ou n\u00e3o, as cenas s\u00e3o conhecid\u00edssimas: uma virgem, um menino, estrebaria (que, pra quem nunca soube, \u00e9 um nome mais chique pra curral), uma estrela brilhando no c\u00e9u, reis magos, coral de anjos, etc. J\u00e1 \u00e9 <i>old story. <\/i>Todo mundo j\u00e1 sabe. E ent\u00e3o? Se n\u00e3o h\u00e1 algo novo, o que resta?<!--more--><\/p>\n<p>Deus tem uma forma linda de lidar com seu povo. No Antigo Testamento, enquanto Mois\u00e9s transmitia as prescri\u00e7\u00f5es das festas anuais \u2013 e eram v\u00e1rias -, o texto pontua um dos recursos did\u00e1ticos mais usados pelo Senhor: <i>\u201cpara que te lembres, todos os dias da tua vida, do dia em que sa\u00edste da terra do Egito.\u201d (Ex. 16:3b)<\/i><\/p>\n<p>\u00c9 por causa do distanciamento hist\u00f3rico dos eventos do \u00caxodo que Deus utiliza uma festa para refrescar a mem\u00f3ria do seu povo. Ou seja, num contexto de celebra\u00e7\u00e3o, cheio de alegria, m\u00fasica, comunh\u00e3o e congratula\u00e7\u00e3o, o povo era relembrado do porqu\u00ea estava ali. A festa tinha um componente fort\u00edssimo de rememora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Natal segue exatamente na mesma linha. As hist\u00f3rias s\u00e3o as mesmas, mesmas s\u00e3o as reflex\u00f5es. N\u00e3o h\u00e1 nada de muito novo em tudo isso. Crist\u00e3os comemoram os mesmos fatos e propagam as mesmas verdades h\u00e1 dois mil\u00eanios. Mas \u00e9 justamente a\u00ed que est\u00e1 a grande pedra de valor!<\/p>\n<p>Enquanto estivermos com os nossos queridos na \u00e9poca de Natal, sejam nossos amigos, igreja ou fam\u00edlia, poderemos relembrar a mesma velha hist\u00f3ria de novo. Lembrar que um dia um menino nasceu. O Deus todo poderoso veio habitar no meio dos homens trazendo salva\u00e7\u00e3o. Nossa vida toda hoje s\u00f3 faz sentido porque encontramos paz com o Pai atrav\u00e9s desse menininho que teve por primeira cama uma manjedoura. O Rei do universo nasceu em Bel\u00e9m, pobre e indefeso, por amor a n\u00f3s.<\/p>\n<p>Essa hist\u00f3ria, apesar de velha, ou talvez exatamente por ser velha, \u00e9 a nossa funda\u00e7\u00e3o, det\u00e9m nossa identidade. Somos ligados a ela porque fazemos parte dela!<\/p>\n<p>E mais o lindo dessa hist\u00f3ria \u00e9 que ela n\u00e3o apenas nos prende ao passado. Jesus Cristo nasceu e, por causa disso, nosso futuro ser\u00e1 profundamente diferente. O Natal tem por base recontar uma hist\u00f3ria antiga, mas t\u00e3o poderosa que faz novas v\u00e1rias e v\u00e1rias e v\u00e1rias hist\u00f3rias sobre a face da Terra.<\/p>\n<p>\u00c9 por causa daquele bebezinho que as nossas novidades podem ser recobertas de um significado maravilhoso. O convite \u00e9 para n\u00e3o deixar perder o velho na procura do novo. \u00c9 justamente essa velha hist\u00f3ria que faz novas todas as coisas.<\/p>\n<ul>\n<li><b>Raphael Cavalcanti. <\/b>Um nordestino brasileiro que faz o que n\u00e3o quer, e o que quer, n\u00e3o faz. Apaixonado pela sua terra, Natal, por hist\u00f3ria e por gente. Casado com Ana Lu\u00edsa. Colabora no blog <a href=\"https:\/\/cristaotupiniquim.com\/\">Crist\u00e3o Tupiniquim<\/a>.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Raphael Cavalcanti Em setembro de 2018, um evento com quase 2 horas de dura\u00e7\u00e3o foi assistido por mais de dois milh\u00f5es de pessoas. 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