{"id":7106,"date":"2018-11-28T15:24:12","date_gmt":"2018-11-28T18:24:12","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/?p=7106"},"modified":"2020-11-20T10:13:42","modified_gmt":"2020-11-20T13:13:42","slug":"por-que-deveriamos-ler-mais-c-s-lewis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2018\/11\/28\/por-que-deveriamos-ler-mais-c-s-lewis\/","title":{"rendered":"Por que dever\u00edamos ler mais C.S. Lewis?"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Maur\u00edcio Avoletta J\u00fanior<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Open Sans, sans-serif, arial;\"><span style=\"font-size: small;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-7109 alignright\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/Ult_Jovem_28_11_18_lewis-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/Ult_Jovem_28_11_18_lewis-300x225.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/Ult_Jovem_28_11_18_lewis-768x576.jpg 768w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/Ult_Jovem_28_11_18_lewis-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/Ult_Jovem_28_11_18_lewis-732x549.jpg 732w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/Ult_Jovem_28_11_18_lewis-1140x855.jpg 1140w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/span><\/span>O ano era 2005, eu tinha entre onze e doze anos e estava conversando com um amigo da escola sobre \u201cO Senhor dos An\u00e9is\u201d. A trilogia dos filmes j\u00e1 estava completa e fiquei fascinado com aquele universo. No meio da nossa conversa, ele se lembrou de algo que o animou bastante: \u201cMinha m\u00e3e falou que vai sair no cinema a adapta\u00e7\u00e3o de \u2018As Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia!\u2019\u201d disse ele.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o tinha a <em>m\u00ednima<\/em> ideia de quais eram as cr\u00f4nicas \u00e0s quais ele se referia. Ele, ent\u00e3o, me explicou que \u201c<a href=\"https:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/leituras-diarias-das-cronicas-de-narnia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">As Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia<\/a>\u201d nada mais eram do que uma colet\u00e2nea de hist\u00f3rias escritas pelo melhor amigo do autor de \u201cO Senhor dos An\u00e9is\u201d, o at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido \u2013 para mim, pelo menos \u2013 C.S. Lewis. \u201cSe o Tolkien gostava de Lewis, ent\u00e3o eu tamb\u00e9m vou gostar!\u201d, pensei. Ledo engano.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, minha tia me levou ao cinema para assistir \u201cO Le\u00e3o, a Feiticeira e o Guarda-roupa\u201d. N\u00e3o vou dizer que foi ruim, at\u00e9 porque n\u00e3o foi. Gostei do filme, mas confesso que n\u00e3o me animou muito. Quando come\u00e7aram a sair os filmes de N\u00e1rnia, eu estava terminando de ler \u201cA Sociedade do Anel\u201d e sabia de cor todas as falas dos tr\u00eas filmes.<\/p>\n<p>Em paralelo \u00e0 paix\u00e3o por \u201cO Senhor dos An\u00e9is\u201d, que por sua vez estava me levando a conhecer a vasta obra do Tolkien, meu tempo era dividido com o famoso bruxinho brit\u00e2nico, Harry Potter, que acabou crescendo junto comigo. Eu estava bastante ocupado conhecendo Hogwarts e a Terra-m\u00e9dia, n\u00e3o havia espa\u00e7o para um mundo maluco que se escondia dentro de um arm\u00e1rio. Acabei por deixar o velho Lewis de lado.<\/p>\n<p>Alguns anos depois, em 2012, para ser mais exato, acabei comprando aquele volume \u00fanico de \u201cAs Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia\u201d que todo mundo tem. A leitura me agradou mais que os filmes, mas, ainda assim, achava algo muito bobinho. Todavia, minha opini\u00e3o mudou drasticamente ao chegar em \u201cO Cavalo e seu Menino\u201d, o terceiro livro das cr\u00f4nicas na ordem cronol\u00f3gica, mas o quinto a ser lan\u00e7ado. Quando acabei essa cr\u00f4nica, em vez de continuar a leitura das outras quatro hist\u00f3rias, optei por rel\u00ea-la.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia de acompanhar a hist\u00f3ria de Shasta foi, para mim, algo maravilhoso. Em \u201cO Cavalo e seu Menino\u201d, n\u00e3o li uma simples hist\u00f3ria de crian\u00e7a. L\u00e1, li a aventura de um garoto que queria descobrir sua identidade e, assim como J\u00f3, <a href=\"https:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/agostinho-para-todos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Santo Agostinho<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/bonhoeffer-para-todos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Dietrich Bonhoeffer<\/a>, a descobriu no Criador de todas as coisas. Nessa pequenina hist\u00f3ria, percebi que havia um <a href=\"https:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/catalogo\/autor\/lewis\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">C.S. Lewis<\/a> que eu ainda n\u00e3o conhecia. Havia algo maior na obra dele, que ainda estava oculto para mim. A curiosidade para desbravar o pensamento do autor come\u00e7ou a me corroer&#8230;<\/p>\n<p>Pronto, isso foi o suficiente. Da\u00ed em diante, nunca mais parei de ler os escritos de Lewis ou o que escreviam sobre ele, mas, principalmente, busquei ler o que o pr\u00f3prio C.S. Lewis lia. Creio que esta minha \u00faltima atitude diante de Lewis \u2013 ler o que ele lia \u2013 \u00e9 o mais importante a se fazer quando se gosta de algum autor, seja ele quem for.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um modo \u2013 o melhor modo, acredito eu \u2013 de aproximar-se de qualquer autor para compreend\u00ea-lo melhor. Ler C.S. Lewis, por exemplo, me fez ler Tolkien com mais afinco, assim como me fez ler John Milton, conhecer Dorothy L. Sayers, me apaixonar por G.K. Chesterton e ficar maravilhado com Dante.<\/p>\n<p>Na introdu\u00e7\u00e3o do livro \u201cDe Incarnatione\u201d de Santo Atan\u00e1sio, chamada \u201cOn the Reading of Old Books\u201d, C.S. Lewis diz que todo leitor deve ler os livros modernos e contempor\u00e2neos, mas, em hip\u00f3tese alguma, deve abandonar a leitura dos cl\u00e1ssicos. Toda a literatura moderna e contempor\u00e2nea, conscientemente ou n\u00e3o, cont\u00e9m em si todos os cl\u00e1ssicos. Ler o presente \u00e9, ao mesmo tempo, ler o passado.<\/p>\n<p>Ler Lewis me fez conhecer um passado que eu ignorava. E isso me fez ir atr\u00e1s da minha hist\u00f3ria, o que, por sua vez, me fez perceber que a hist\u00f3ria n\u00e3o era minha. Eu descobri que, na verdade, sempre fiz parte de uma hist\u00f3ria muito maior do que eu imaginava. A leitura de livros antigos, fez com que eu, aos poucos, me colocasse em uma posi\u00e7\u00e3o de humilha\u00e7\u00e3o perante o Senhor de todo o conhecimento. Como Chesterton, eu quis <em>descobrir<\/em> o mundo, mas o que descobri \u2013 a duras penas \u2013 \u00e9 que ele nunca esteve <em>coberto<\/em>.<\/p>\n<p>Dever\u00edamos ler mais C.S. Lewis. Por\u00e9m, n\u00e3o devemos l\u00ea-lo com um fim nele mesmo, devemos ir al\u00e9m dele. Fa\u00e7amos com Lewis, e com todos os outros autores no geral, a mesma coisa que dever\u00edamos fazer com os Santos: n\u00e3o olhem diretamente para eles, olhem para onde eles est\u00e3o olhando. Ler o que Lewis leu, o que Chesterton leu, o que Tolkien leu e o que diversos outros autores leram, me fez perceber uma verdade quase constrangedora: todos, sem exce\u00e7\u00f5es, uma hora ou outra, acabam apontando para uma mesma dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A leitura de C.S. Lewis, me fez ler Chesterton, que me fez ler Charles Dickens, que me fez ler Victor Hugo, que me fez ler John Milton, que me encaminhou para a leitura de Dante. Ler Dante me levou \u00e0 patr\u00edstica, que me fez ler Santo Agostinho, que me levou para S\u00e3o Paulo. Me aproximar de Lewis fez com que eu me aproximasse de muitos outros autores. E todas essas leituras me levaram para um lugar espec\u00edfico. Na verdade, n\u00e3o era bem um lugar, era uma pessoa, o autor e consumador da minha f\u00e9. Ler os antigos \u00e9 ler os rastros de Cristo na hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Por isso, por favor, leiam mais <a href=\"https:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/catalogo\/autor\/lewis\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">C.S. Lewis<\/a>.<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: left;\"><strong>Maur\u00edcio Avoletta Junior, 23 anos<\/strong>. Congrega na Igreja Batista Fonte de Sicar (SP). Formado em Teologia pela Mackenzie, estudante de filosofia e literatura (por conta pr\u00f3pria); apaixonado por livros, cinema e m\u00fasica; escravo de Cristo, um pessimista em potencial e um futuro \u201cseja o que Deus quiser\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Maur\u00edcio Avoletta J\u00fanior O ano era 2005, eu tinha entre onze e doze anos e estava conversando com um amigo da escola sobre \u201cO Senhor dos An\u00e9is\u201d. A trilogia dos filmes j\u00e1 estava completa e fiquei fascinado com aquele universo. 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