{"id":7071,"date":"2018-11-07T13:07:24","date_gmt":"2018-11-07T16:07:24","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/?p=7071"},"modified":"2018-11-07T13:07:24","modified_gmt":"2018-11-07T16:07:24","slug":"na-sociedade-do-cada-um-por-si-e-deus-por-todos-misericordia-e-raridade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2018\/11\/07\/na-sociedade-do-cada-um-por-si-e-deus-por-todos-misericordia-e-raridade\/","title":{"rendered":"Na sociedade do \u201ccada um por si e Deus por todos\u201d, miseric\u00f3rdia \u00e9 raridade"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Jeferson Cristianini<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-7073 alignright\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/UltJovem_07_11_18_misericordia-1-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/UltJovem_07_11_18_misericordia-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/UltJovem_07_11_18_misericordia-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/UltJovem_07_11_18_misericordia-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/UltJovem_07_11_18_misericordia-1-732x488.jpg 732w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/UltJovem_07_11_18_misericordia-1-1140x760.jpg 1140w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>O excesso de barulho nas ruas \u00e9 comum \u00e0queles que est\u00e3o na correria cotidiana. S\u00e3o muitos os barulhos da vida moderna e urbana. Na cidade, acordamos com o som do despertador e n\u00e3o com o canto galo. A chaleira faz barulho e o micro-ondas tamb\u00e9m. Os toques dos celulares, cada vez mais escandalosos, roubam o sono de muitos no transporte coletivo.\u00a0 Os carros, as motos e os \u00f4nibus s\u00e3o ruidosos. As m\u00e1quinas da constru\u00e7\u00e3o civil s\u00e3o barulhentas, e o som das buzinas no tr\u00e2nsito ca\u00f3tico nos leva a um estresse, muitas vezes absorvido como normal da loucura da vida urbana.<\/p>\n<p>Em meio a tanto barulho, o som das sirenes n\u00e3o provoca mais inquieta\u00e7\u00e3o em n\u00f3s. Acostumamo-nos com elas. Para n\u00f3s, \u00e9 mais uma viatura que est\u00e1 passando. O estranho \u00e9 que a banaliza\u00e7\u00e3o da vida \u00e9 percept\u00edvel a n\u00f3s quando n\u00e3o valorizamos quem est\u00e1 dentro da ambul\u00e2ncia ou da viatura policial. Nossa banaliza\u00e7\u00e3o da vida \u00e9 uma viol\u00eancia contra o criador, \u00e9 um ato de barb\u00e1rie.<\/p>\n<p>Vivemos como se as pessoas fossem descart\u00e1veis. Nosso senso de compaix\u00e3o \u00e9 sufocado pela correria cotidiana que tende a nos levar a lugar algum. Diante dos sons das sirenes, dever\u00edamos parar e pensar: E se f\u00f4ssemos n\u00f3s que estiv\u00e9ssemos numa ambul\u00e2ncia, como gostar\u00edamos de ser tratados? Gostar\u00edamos que orassem por n\u00f3s? Dever\u00edamos pensar: E se fosse uma pessoa querida, ser\u00e1 que nos preocupar\u00edamos mais? Agir\u00edamos com miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p>Miseric\u00f3rdia \u00e9 uma palavra rara nessa sociedade do \u201ccada um por si e Deus por todos\u201d.<\/p>\n<p>Na par\u00e1bola do bom samaritano, Jesus acusa os religiosos de passaram de largo, ou seja, de darem a volta para n\u00e3o ajudar. Jesus reprova a indiferen\u00e7a dos religiosos e valoriza um samaritano que teve compaix\u00e3o.<!--more--><\/p>\n<p>\u00c9 curioso como sabemos dessa hist\u00f3ria, mas n\u00e3o aplicamos no cotidiano seus belos ensinos. Ouvimos o ru\u00eddo das sirenes e \u201cpassamos de largo\u201d, n\u00e3o paramos para orar pela m\u00e3e do adolescente preso na viatura policial. N\u00e3o oramos pelas pessoas presas jogadas na viatura militar, clamando a Deus que essas vidas possam ter um encontro com Jesus.<\/p>\n<p>N\u00e3o oramos quando vemos o caminh\u00e3o do Corpo de Bombeiros correndo contra o tempo para salvar uma vida, para apagar o fogo de uma casa de uma fam\u00edlia que est\u00e1 perdendo tudo. N\u00e3o intercedemos quando vemos a ambul\u00e2ncia do SAMU passando ao nosso lado \u00e0 toda velocidade para salvar um ferido pelo tr\u00e2nsito violento de nossas cidades.<\/p>\n<p>N\u00e3o oramos pela pessoa que sofreu um ataque card\u00edaco, que teve um AVC, que sofreu uma queda e que precisa de um atendimento urgente. N\u00e3o oramos pelas fam\u00edlias das pessoas que est\u00e3o nas ambul\u00e2ncias, aflitas com a situa\u00e7\u00e3o de seus entes queridos.<\/p>\n<p>Numa sociedade robotizada e pragm\u00e1tica, acostumamo-nos com as trag\u00e9dias, com a viol\u00eancia e com a banaliza\u00e7\u00e3o da vida. O capitalismo ensina que h\u00e1 muita m\u00e3o de obra, assim, n\u00e3o nos preocupamos como dever\u00edamos com as pessoas.<\/p>\n<p>Diante de tanto sofrimento humano que nos rodeia, ao ouvir um som de uma sirene, n\u00f3s como crist\u00e3os dever\u00edamos interceder e orar pelas pessoas que precisam de atendimento. O som das sirenes pode ser uma das formas de exercitarmos nossa f\u00e9 crist\u00e3. Uma forma de pararmos e por uns instantes tirar o foco de n\u00f3s mesmos e orarmos pelas pessoas que sofrem.<\/p>\n<p>Que ao som das sirenes possamos amar o pr\u00f3ximo com nossa ora\u00e7\u00e3o sem sabermos o nome e a dificuldade. Aqueles que amam o Senhor acima de tudo, n\u00e3o passam de largo diante do sofrimento humano, pelo contr\u00e1rio se compadecem e agem em favor do necessitado. O som das sirenes deve nos levar ao Senhor em profunda gratid\u00e3o e ora\u00e7\u00e3o. Nutra compaix\u00e3o em seu cora\u00e7\u00e3o, orando.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Jeferson Rodolfo Cristianini\u00a0<\/strong>\u00e9 pastor da PIB Bauru.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jeferson Cristianini O excesso de barulho nas ruas \u00e9 comum \u00e0queles que est\u00e3o na correria cotidiana. S\u00e3o muitos os barulhos da vida moderna e urbana. 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