{"id":6620,"date":"2018-02-19T11:14:47","date_gmt":"2018-02-19T14:14:47","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/?p=6620"},"modified":"2018-02-19T11:14:47","modified_gmt":"2018-02-19T14:14:47","slug":"um-caminho-para-vencer-a-dependencia-virtual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2018\/02\/19\/um-caminho-para-vencer-a-dependencia-virtual\/","title":{"rendered":"Um caminho para vencer a depend\u00eancia virtual"},"content":{"rendered":"<p><em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-6621\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/Ult_Jovem_19_02_18_dependencia-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/Ult_Jovem_19_02_18_dependencia-300x300.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/Ult_Jovem_19_02_18_dependencia-150x150.jpg 150w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/Ult_Jovem_19_02_18_dependencia-768x768.jpg 768w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/Ult_Jovem_19_02_18_dependencia-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/Ult_Jovem_19_02_18_dependencia-732x732.jpg 732w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/Ult_Jovem_19_02_18_dependencia-1140x1140.jpg 1140w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Por Jean Francesco<\/em><\/p>\n<p>Uma pesquisa feita pelo Ibope constatou que 95% dos adolescentes que vivem em grandes centros urbanos se dizem &#8220;viciados&#8221; em tecnologia. Indo direto ao ponto, \u00e9 como se esse dado estivesse nos dizendo que \u00e9 quase imposs\u00edvel ser um jovem entre 12 e 25 anos e viver sem celular ou conectado \u00e0 internet.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros n\u00e3o variam tanto no que diz respeitos aos jogos virtuais. Uma pesquisa feita com adolescentes em Ontario, no Canad\u00e1, concluiu que pouco mais da metade dos adolescentes entre 13 e 16 anos jogam ou j\u00e1 jogaram \u201cgames\u201d, principalmente os violentos. O grande lance da pesquisa foi descobrir que aqueles que gastam muito tempo jogando esse tipo de game (mais de 3 horas por dia) tem fortes tend\u00eancias antissociais, isto \u00e9, tem dificuldades com os relacionamentos &#8220;reais&#8221;.<\/p>\n<p>O estudo destaca que muitos adolescentes podem jogar esse tipo de jogo e n\u00e3o desenvolver nenhuma mudan\u00e7a de comportamento. A quest\u00e3o varia na qualidade dos relacionamentos e na quantidade de horas jogadas pelo adolescente\/jovem. De fato, \u00e9 quase um milagre passar mais de 3 horas por dia jogando jogos violentos e, ao mesmo tempo, conseguir ter relacionamentos sociais profundos.<\/p>\n<p>Quando olhamos para tudo isso a partir da perspectiva crist\u00e3, precisamos agir com sabedoria. De um lado do extremo, alguns afirmam: &#8220;jogar v\u00eddeo game \u00e9 pecado; jogos violentos, pior ainda. \u00c9 uma f\u00e1brica de monstros que sair\u00e3o matando por a\u00ed!&#8221;. Por outro lado, alguns suavizam muito a quest\u00e3o: &#8220;\u00c9 s\u00f3 um jogo, n\u00e3o h\u00e1 problema nenhum, o mundo virtual n\u00e3o interfere muito na vida real, a viol\u00eancia s\u00f3 acontece nas telas e n\u00e3o na conviv\u00eancia real do jogador&#8221;.<!--more--><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/conteudo\/como-lidar-com-a-tecnologia-na-infancia\">&gt;&gt; Como lidar com a tecnologia na inf\u00e2ncia &lt;&lt;<\/a><\/p>\n<p><strong>Limites e prioridades<\/strong><\/p>\n<p>Sob uma perspectiva b\u00edblica, tudo o que fazemos deve ser pensado para a gl\u00f3ria de Deus, inclusive nossa divers\u00e3o. Curtir a vida de um jeito s\u00e1bio sempre glorifica a Deus, e o videogame pode sim ser um entretenimento saud\u00e1vel. Todavia, isso deve ser feito respeitando alguns limites. Um deles \u00e9 a priorizar 3 pontos b\u00e1sicos: 1. Tempo com Deus (devo\u00e7\u00e3o); 2. Tempo com pessoas (relacionamentos); 3. Tempo a s\u00f3s (individualidade).<\/p>\n<p>Alguns adolescentes crist\u00e3os t\u00eam aberto m\u00e3o dos pontos 1 e 2 para curtirem a vida apenas sozinhos \u2014 ou melhor, de m\u00e3os grudadas ao videogame. Isso pode acarretar pelo menos dois problemas. Primeiro, uma espiritualidade superficial. Sem tempo para uma rela\u00e7\u00e3o \u00edntima com Deus, nossa espiritualidade se torna apenas religiosidade. Segundo, uma socializa\u00e7\u00e3o superficial. A vida com os amigos fica rasa, e em muitos casos, os jogadores ficam mais estressados do que contentes. O que era para trazer alegria torna-se uma forte compuls\u00e3o, uma fonte incontrol\u00e1vel de estresse, e os jogadores nem percebem. Sejamos honestos. Voc\u00ea j\u00e1 experimentou alguns desses problemas? Conhece algu\u00e9m que sofre desses sintomas?<\/p>\n<p>Pessoalmente, nunca curti muito jogos violentos. O que passou mais perto da minha experi\u00eancia foi o jogo\u00a0<em>Counter Strike<\/em>, na minha adolesc\u00eancia. N\u00e3o vejo jogos assim como um problema, desde que os relacionamentos reais continuem sendo priorizados em rela\u00e7\u00e3o aos virtuais. A ordem nunca deve ser invertida: realidade, primeiro; virtualidade, depois. Do contr\u00e1rio, sem d\u00favida alguma qualquer jogo, e num n\u00edvel maior os violentos, poder\u00e3o influenciar negativamente e tornar os jogadores mais antissociais.<\/p>\n<p>A realidade, os amigos, a ora\u00e7\u00e3o, a Palavra, a comunidade e o afeto familiar sempre nos manter\u00e3o verdadeiramente\u00a0on-line\u00a0na vida, independente dos jogos. Acho que esse \u00e9 o ponto. E reitero, se esses limites forem ignorados, certamente a pr\u00e1tica de ficarmos &#8220;on-line&#8221; nas redes ou nos games ir\u00e1 nos deixar profundamente &#8220;off-line&#8221; na vida.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>\u00a0Jean Francesco<\/strong>\u00a0\u00e9 pastor da Igreja Presbiteriana da Penha (SP). Acompanhe\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCfm-LIpYnEGQOdsSskxbnFw\">seu canal no Youtube<\/a>.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jean Francesco Uma pesquisa feita pelo Ibope constatou que 95% dos adolescentes que vivem em grandes centros urbanos se dizem &#8220;viciados&#8221; em tecnologia. Indo direto ao ponto, \u00e9 como se esse dado estivesse nos dizendo que \u00e9 quase imposs\u00edvel ser um jovem entre 12 e 25 anos e viver sem celular ou conectado \u00e0 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":19,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[5312],"tags":[37935,37934,31328,37936],"class_list":["post-6620","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-campanha","tag-dependencia-virtual","tag-game","tag-jean-francesco","tag-video-game"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6620","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/wp-json\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6620"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6620\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6623,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6620\/revisions\/6623"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6620"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6620"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6620"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}