{"id":6560,"date":"2018-01-23T15:00:54","date_gmt":"2018-01-23T18:00:54","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/?p=6560"},"modified":"2018-01-23T15:00:54","modified_gmt":"2018-01-23T18:00:54","slug":"apologetica-dos-contos-de-fadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2018\/01\/23\/apologetica-dos-contos-de-fadas\/","title":{"rendered":"Apolog\u00e9tica dos Contos de Fadas"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>\u201cCrede ut Intelligas, Intellige ut Credas\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>(\u201cCreio para entender, entendo porque creio<\/em>\u201d)<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Santo Agostinho<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-6561 alignright\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/Ult_Jovem_23_01_18_fadas-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"262\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/Ult_Jovem_23_01_18_fadas-300x225.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/Ult_Jovem_23_01_18_fadas-768x577.jpg 768w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/Ult_Jovem_23_01_18_fadas-1024x769.jpg 1024w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/Ult_Jovem_23_01_18_fadas-732x550.jpg 732w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/Ult_Jovem_23_01_18_fadas-1140x856.jpg 1140w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p>Em meu \u00faltimo texto, falei sobre acreditar no Papai Noel, e em outro um pouco mais antigo, sobre acreditar em fantasia no geral. Aqui resolvi trazer os argumentos para se crer na fantasia, para a plausibilidade da exist\u00eancia de fadas. \u00c9 isso mesmoque voc\u00ea leu. E, n\u00e3o diretamente, esses argumentos para a exist\u00eancia da fantasia apontam para a exist\u00eancia de Deus.<\/p>\n<p>Pode parecer coisa de doido, mas \u00e9 coisa de gente bem s\u00e3. Louco \u00e9 aquele que vive pela l\u00f3gica, pois a l\u00f3gica nos leva \u00e0s mais estranhas teorias da conspira\u00e7\u00e3o. A l\u00f3gica nos faz crer que a terra \u00e9 plana, que o mundo \u00e9 controlado por um grupinho de pessoas ou at\u00e9 mesmo que somos apenas bonequinhos nas m\u00e3os de um Deus determinista e tirano. A fantasia nos faz crer na ci\u00eancia e na f\u00e9, assim como crer na soberania de Deus e em sua bondade. De certa forma, a racionalidade caminha ao lado do l\u00fadico e n\u00e3o do logicismo.<\/p>\n<p>O l\u00fadico nos permite compreender a realidade da forma como ela realmente \u00e9, j\u00e1 a l\u00f3gica faz com que a realidade se torne cinza e sem gra\u00e7a. Como \u00e9 \u00f3bvio que a realidade n\u00e3o \u00e9 cinza e sem Gra\u00e7a, prefiro ficar com quem mant\u00e9m as cores da realidade, permitindo que o sol brilhe alto como \u00e9 de costume, ao inv\u00e9s das v\u00e3s filosofias que tentam me convencer de que a mat\u00e9ria e a l\u00f3gica s\u00e3o as \u00fanicas coisas que existem, sem fadas.<\/p>\n<p>A plausibilidade da exist\u00eancia da fantasia se d\u00e1 porque a fantasia esbarra na realidade e n\u00e3o fica apenas no espa\u00e7o do fant\u00e1stico. Dessa forma, podemos dizer que a fantasia \u00e9 tanto imanente como transcendente, pois ao mesmo tempo em que nos fala de coisas imagin\u00e1rias, nos fala tamb\u00e9m sobre verdades fant\u00e1sticas. Esse mundo fant\u00e1stico \u2013 e que n\u00e3o tem nada de tenebroso \u2013, ou Fa\u00ebrie, como o Professor Tolkien costumava chamar, \u00e9 um mundo poss\u00edvel, e mundos poss\u00edveis s\u00e3o o que possibilitam a exist\u00eancia das fadas.<\/p>\n<p>Santo Anselmo, um dos grandes fil\u00f3sofos da idade m\u00e9dia e Doutor da Igreja, elaborou o que ficou conhecido como argumento ontol\u00f3gico, que basicamente prop\u00f5e que s\u00f3 a ideia de um deus j\u00e1 \u00e9 prova suficiente da exist\u00eancia de um deus. Resumindo bastante o argumento, Anselmo dizia que um Deus como o descrito pelas Sagradas Escrituras era um Deus completamente plaus\u00edvel em algum outro mundo poss\u00edvel que n\u00e3o o nosso. Assim esse Deus deve, portanto, ser poss\u00edvel e necess\u00e1rio em todos os mundos poss\u00edveis, inclusive no nosso (se quiser se aprofundar mais no assunto, recomendo a leitura de <em>Deus, a Liberdade e o Mal<\/em>, do fil\u00f3sofo Alvin Plantinga e <em>Proslogion<\/em>, do pr\u00f3prio Santo Anselmo).<\/p>\n<p>Em seu livro mais recente, <em>Contra o Aborto<\/em>, Francisco Razzo usa o argumento ontol\u00f3gico para mostrar que certos valores morais s\u00e3o necess\u00e1rios em todos os mundos poss\u00edveis, pois se Deus \u00e9 necess\u00e1rio em todos eles, ent\u00e3o certos atributos de Deus tamb\u00e9m devem necessariamente acompanh\u00e1-lo por todos esses mundos. Lewis entendeu perfeitamente essa ideia e a explicou em sete livros amados por muitos crist\u00e3os, <em>As Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia<\/em>. Aqueles livrinhos de crian\u00e7as, diferente do que muitos imaginam, possuem uma filosofia bastante refinada por tr\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>A l\u00f3gica e a realidade<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e1rnia \u00e9 um mundo completamente poss\u00edvel, mesmo com suas peculiaridades que podem soar bastante estranhas para a nossa racionalidade exacerbada. Contudo, negar a exist\u00eancia das fadas por causa das suas peculiaridades seria o mesmo que negar o corpo humano por sua falta de l\u00f3gica.<\/p>\n<p>O meu querido Chesterton, em seu livro <em>Ortodoxia<\/em>, usa um exemplo que acho fant\u00e1stico. Ele mostra que o corpo humano \u00e9 composto de pares: dois olhos de cada lado do corpo, uma orelha de cada lado da cabe\u00e7a, um c\u00e9rebro dividido em duas partes, uma de cada lado do cr\u00e2nio, um pulm\u00e3o de cada lado do peito e assim por diante, contudo, fomos agraciados com um \u00fanico cora\u00e7\u00e3o e de apenas um lado do corpo. Isso torna o nosso corpo menos l\u00f3gico por ter um cora\u00e7\u00e3o e n\u00e3o dois? O fato de nosso corpo n\u00e3o obedecer \u00e0 suposta l\u00f3gica dele mesmo seria prova de que ele n\u00e3o existe ou que \u00e9 apenas uma ilus\u00e3o?<\/p>\n<p>A realidade \u00e9 que nem tudo segue uma l\u00f3gica perfeita e nem tudo \u00e9 completamente compreens\u00edvel ou poss\u00edvel de passar por crivos cient\u00edficos, mas nem por isso dizemos que a realidade n\u00e3o existe por n\u00e3o seguir uma l\u00f3gica compreens\u00edvel \u2013 pelo menos at\u00e9 agora, n\u00e3o sei de ningu\u00e9m que teve a aud\u00e1cia de fazer tal afirma\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o me surpreenderia se me deparasse com ela, afinal, \u00e9 bem l\u00f3gica.<\/p>\n<p>Santo Anselmo, Tolkien, Lewis, Chesterton e tantos outros foram pessoas que viviam com os p\u00e9s bem firmes na terra e com a cabe\u00e7a nas nuvens. Eles tinham no\u00e7\u00e3o de que a racionalidade \u00e9 necess\u00e1ria e de extrema import\u00e2ncia, mas tamb\u00e9m sabiam que \u00e9 a imagina\u00e7\u00e3o que nos permite compreender a racionalidade. Como disse Chesterton, \u00e9 a Elfol\u00e2ndia que julga a terra e n\u00e3o o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>O mundo das fadas \u00e9 parte das possibilidades do argumento de Santo Anselmo, e, por esse motivo, o verdadeiro criador dos mundos fant\u00e1sticos que conhecemos \u00e9 o mesmo criador do mundo em que vivemos. Toda imagina\u00e7\u00e3o sempre volta para o seu imagin\u00e1rio inicial. Dorothy Sayers, em <em>A Mente do Criador<\/em>, mostra, assim como Tolkien sempre disse, que a <em>Imago Dei<\/em> do homem faz com que ele crie \u2013 em menor escala, claro \u2013 assim como foi criado. Isso faz com que o mundo das fadas seja materialmente real? N\u00e3o, mas faz com que ele seja poss\u00edvel, porque algo nele \u00e9 verdadeiro. E ent\u00e3o h\u00e1 muita verdade mesmo naquilo que \u00e9 pr\u00f3prio daquele universo, pois toda mentira s\u00f3 existe se apoiada em uma verdade.<\/p>\n<p><strong>Imagens e reflexos<\/strong><\/p>\n<p>Ficou um pouco confuso, n\u00e9? Calma, vou tentar explicar. Um dos maiores Padres da Igreja, Santo Agostinho, se preocupou em falar sobre o mal, e ao fazer isso percebeu que o mal n\u00e3o \u00e9 algo f\u00edsico, mas uma atitude, nada mais nada menos do que a corrup\u00e7\u00e3o. C. S. Lewis, quando pensou sobre o assunto, disse que o mal \u00e9 um parasita que depende do bem para existir, e \u00e9 exatamente nesse ponto que quero chegar. Como crist\u00e3os, acreditamos \u2013 ao menos dever\u00edamos \u2013 em uma verdade absoluta, que \u00e9 o pr\u00f3prio Deus. Por esse motivo, h\u00e1 apenas uma \u00fanica verdade e o resto \u00e9 no m\u00e1ximo verdadeiro, pois apenas esbarra na verdade, mas n\u00e3o a cont\u00e9m. Assim, os contos de fadas n\u00e3o s\u00e3o verdade, mas verdadeiros, pois esbarram \u2013 isso quando n\u00e3o trombam de frente \u2013 com a pr\u00f3pria verdade.<\/p>\n<p>A terra das fadas \u00e9 apenas um reflexo. Aponta para um ideal de vida e de esperan\u00e7a. Assim como os <a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2017\/12\/22\/o-que-ha-de-bom-em-acreditar-em-papai-noel\/\">Santos apontam para Cristo<\/a>, os contos de fadas tamb\u00e9m apontam para uma verdade. Fadas s\u00e3o poss\u00edveis porque refletem a realidade dos anjos. Monstros s\u00e3o poss\u00edveis porque refletem a realidade dos nossos medos. Elfos s\u00e3o poss\u00edveis porque refletem a realidade da pureza. O \u201cfelizes para sempre\u201d \u00e9 poss\u00edvel porque reflete a realidade da nossa Esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Em seu ensaio <em>Sobre Hist\u00f3rias de Fadas<\/em>, o Professor Tolkien disse algo que resume o que tentei falar aqui: \u201c<em>O<\/em> Evangelium<em> n\u00e3o ab-rogou as lendas; ele as consagrou, em especial o \u2018final feliz\u2019. O crist\u00e3o ainda precisa trabalhar, com a mente e com o corpo, sofrer, ter esperan\u00e7a e morrer; mas agora pode perceber que todas as suas inclina\u00e7\u00f5es e faculdades t\u00eam um prop\u00f3sito, que pode ser redimido. \u00c9 t\u00e3o grande a generosidade com que foi tratado que talvez agora possa, razoavelmente, ousar imaginar que na Fantasia poder\u00e1 de fato ajudar o desabrochamento e o m\u00faltiplo enriquecimento da cria\u00e7\u00e3o. Todas as hist\u00f3rias poder\u00e3o tornar-se verdade; e, no entanto, finalmente redimidas, poder\u00e3o ser t\u00e3o semelhantes e dessemelhantes \u00e0s formas que lhes damos quanto o Homem, finalmente redimido, ser\u00e1 semelhante e dessemelhante ao deca\u00eddo que conhecemos<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>As fadas n\u00e3o s\u00e3o realidades materiais, s\u00e3o apenas possibilidades. No entanto, n\u00e3o devemos nunca ignorar as possibilidades, pois conhecemos algu\u00e9m que nos mostrou diversas vezes que n\u00e3o conhecemos nada a respeito da realidade, quem dir\u00e1 das possibilidades&#8230;<\/p>\n<p><strong>O absurdo e a beleza<\/strong><\/p>\n<p>Nunca se esque\u00e7a do que disse Santo Agostinho: de todos os absurdos, cri no maior de todos eles, e o maior absurdo l\u00f3gico que existe n\u00e3o \u00e9 a exist\u00eancia de uma fada ou de um drag\u00e3o, mas a encarna\u00e7\u00e3o do Verbo de Deus. Curiosamente, as pessoas acham menos l\u00f3gica a exist\u00eancia das fadas do que a auto-humilha\u00e7\u00e3o de Deus. O paradoxo est\u00e1 diante de n\u00f3s e dizemos crer nele com todas as nossas for\u00e7as, mas negamos qualquer coisa que fuja da realidade e da l\u00f3gica. Dizemos aceitar o maior paradoxo de todos, mas negamos a possibilidade das fadas&#8230; Ser\u00e1 que realmente entendemos a profundidade da nossa f\u00e9?<\/p>\n<p>Santo Agostinho nos deixou uma m\u00e1xima que creio que deva ser recuperada, principalmente por n\u00f3s, protestantes: <em>Crede ut Intelligas, Intellige ut Credas<\/em> (creio para entender, entendo porque creio). S\u00f3 entendemos a realidade depois que cremos no criador de todas as realidades. S\u00f3 aceitamos a possibilidade do mundo das fadas quando cremos na exist\u00eancia do criador e consumador da nossa f\u00e9, o \u00fanico capaz de criar seres humanos. E fadas.<\/p>\n<p>Nossa l\u00f3gica fez com que deix\u00e1ssemos de enxergar a beleza na cria\u00e7\u00e3o, mas fadas existem para nos ajudar a recuperar essa beleza. Existe beleza na trag\u00e9dia, no sofrimento, na alegria, na felicidade, na realidade e no mundo das fadas. Existe sentido para a vida e existe sentido para a exist\u00eancia de todas as coisas, ainda que muitas vezes a l\u00f3gica nos diga o contr\u00e1rio. Quanto mais vejo as pessoas se afundarem em um logicismo t\u00f3xico e anti-crist\u00e3o, mais a fala de Chesterton ecoa na minha cabe\u00e7a: o mundo n\u00e3o perecer\u00e1 por falta de maravilhas, mas por falta de se maravilhar.<\/p>\n<p>Cristo redimiu com ele todas as coisas, por isso n\u00e3o temos para onde fugir dele. Como disse o Salmista, se subo aos c\u00e9us Tu l\u00e1 est\u00e1s, se fa\u00e7o minha cama no abismo, l\u00e1 tamb\u00e9m est\u00e1s&#8230; Ele se manifesta na Terra das Fadas tamb\u00e9m!<\/p>\n<p><strong>\u2022 Maur\u00edcio Avoletta Junior, 22 anos<\/strong>. \u00c9 membro da Igreja Presbiteriana do Tucuruvi (SP). Formado em Teologia pela Mackenzie, estudante de filosofia e literatura (por conta pr\u00f3pria); apaixonado por livros, cinema e m\u00fasica; escravo de Cristo, um pessimista em potencial e um futuro \u201cseja o que Deus quiser\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cCrede ut Intelligas, Intellige ut Credas\u201d (\u201cCreio para entender, entendo porque creio\u201d) Santo Agostinho &nbsp; Em meu \u00faltimo texto, falei sobre acreditar no Papai Noel, e em outro um pouco mais antigo, sobre acreditar em fantasia no geral. Aqui resolvi trazer os argumentos para se crer na fantasia, para a plausibilidade da exist\u00eancia de fadas. 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