{"id":6040,"date":"2017-06-07T21:00:53","date_gmt":"2017-06-08T00:00:53","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/?p=6040"},"modified":"2017-06-07T23:06:02","modified_gmt":"2017-06-08T02:06:02","slug":"mulher-maravilha-um-filme-sobre-graca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2017\/06\/07\/mulher-maravilha-um-filme-sobre-graca\/","title":{"rendered":"Mulher Maravilha, um filme sobre gra\u00e7a"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_6041\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6041\" class=\"size-medium wp-image-6041\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2017\/06\/Ult_Jovem_07_06_17_mulher_maravilha-300x168.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"168\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2017\/06\/Ult_Jovem_07_06_17_mulher_maravilha-300x168.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2017\/06\/Ult_Jovem_07_06_17_mulher_maravilha-768x429.jpg 768w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2017\/06\/Ult_Jovem_07_06_17_mulher_maravilha-732x409.jpg 732w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2017\/06\/Ult_Jovem_07_06_17_mulher_maravilha.jpg 932w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-6041\" class=\"wp-caption-text\">Gal Gadot como Diana. Foto Warner Bross<\/p><\/div>\n<p><em>Por Amanda Almeida<\/em><\/p>\n<p>Patty Jenkins quis fazer Mulher Maravilha logo depois de seu primeiro filme, <em>Monster &#8211; Desejo Assassino <\/em>(2003), que foi bem nas bilheterias e nas cr\u00edticas. Se realizado naquela \u00e9poca, talvez Sandra Bullock ou Catherine Zeta-Jones figurariam como Diana, a princesa de Temiscira. Jenkins foi cotada para o projeto de levar a hero\u00edna \u00e0s telas em 2008, mas recusou devido \u00e0 gravidez. Ela estava na dire\u00e7\u00e3o de <em>Thor: O Mundo Sombrio<\/em> (2011), mas a hist\u00f3ria que queria contar n\u00e3o era a mesma que a Marvel queria, e decidiu sair do projeto, por n\u00e3o ser \u201ca pessoa certa para fazer um \u00f3timo Thor com a hist\u00f3ria que o est\u00fadio queria fazer&#8221;.<\/p>\n<p>A diretora seguiu com outros projetos, e com a expans\u00e3o do universo DC no cinema, Mulher Maravilha voltou a ser uma op\u00e7\u00e3o. O est\u00fadio queria uma mulher na dire\u00e7\u00e3o, e a hist\u00f3ria que eles queriam contar, da origem da hero\u00edna, era a mesma que Jenkins queria. E \u00e9 essa hist\u00f3ria que chega aos cinemas em <em>Mulher Maravilha<\/em> (2017). Foi um longo caminho at\u00e9 aqui para Jenkins e tamb\u00e9m para muitos que queriam ver uma protagonista feminina em meio \u00e0 nova leva de\u00a0filmes de her\u00f3is.<\/p>\n<p>Convivendo com as amazonas, a pequena princesa Diana cresce desejando participar da a\u00e7\u00e3o na ilha de Temiscira. A ilha, por sinal, deve ser algo como o ideal do Vale Verde pelo qual Furiosa procurava em <em>Mad Max \u2013 Estrada da F\u00faria<\/em> (2015). O sotaque da israelense Gal Gadot, Mulher Maravilha da vez, foi o que guiou o sotaque das amazonas, ou o sotaque pr\u00f3prio das amazonas que caiu como uma luva para Gal? Se o sotaque a ajudou a conquistar o papel, gra\u00e7as a Deus por ele. A atriz entrega for\u00e7a, inoc\u00eancia, d\u00favida e compaix\u00e3o na medida certa. E nessa mistura toda est\u00e1 um poder bem ordin\u00e1rio do qual muitos super-her\u00f3is carecem: empatia.<\/p>\n<p>Diana logo deixa Temiscira para colocar seu treinamento em pr\u00e1tica em um mundo assolado pela I Guerra Mundial. Os dias ensolarados e a sociedade na qual mulheres eram as protagonistas ficam para tr\u00e1s. Mas ser luz \u00e9 sobre ser presente onde havia escurid\u00e3o, certo? E as imagens da presen\u00e7a de uma mulher na linha de frente naquela \u00e9poca \u2013 em Londres e nas trincheiras \u2013 dizem muito mais do que o ideal de \u201cempoderamento\u201d que Temiscira representa.<!--more--><\/p>\n<p>Decidida de que \u00e9 o Deus da Guerra que est\u00e1 impulsionando o conflito, a princesa faz de derrotar Ares sua miss\u00e3o. Mal sabia ela que, antes de qualquer poss\u00edvel influ\u00eancia externa, humanos s\u00e3o ego\u00edstas, destrutivos e vingativos por natureza. Mas, como ela aprende com o espi\u00e3o norte-americano Steve Trevor, seu guia por nossa civiliza\u00e7\u00e3o, humanos tamb\u00e9m podem ser generosos, cuidadosos e altru\u00edstas.<\/p>\n<p>Frente ao dilema de Diana, de querer salvar o mundo, mas n\u00e3o saber se seus habitantes mereciam salva\u00e7\u00e3o, Steve a lembra que amor n\u00e3o \u00e9 sobre merecimento, \u00e9 sobre suas convic\u00e7\u00f5es, sobre quem voc\u00ea \u00e9. Uma hero\u00edna motivada pelo amor. N\u00e3o tem coisa mais emp\u00e1tica que essa. E a\u00ed faz todo sentido que esse seja um \u201cfilme de her\u00f3i\u201d com protagonista feminina, j\u00e1 que, pe\u00e7o licen\u00e7a para dizer, tamb\u00e9m n\u00e3o tem coisa mais \u201cmulherzinha\u201d que essa.<\/p>\n<p>Como o cr\u00edtico Ryan McGee bem pontuou, <em>Mulher Maravilha<\/em> \u00e9 um \u00f3timo exemplo de como um her\u00f3i n\u00e3o precisa ser moralmente inst\u00e1vel ou emocionalmente torturado para ser atrativo. Com sua inoc\u00eancia nada ing\u00eanua, a princesa Diana, que consegue ver beleza mesmo em meio \u00e0 dor, se transforma numa Diana Prince\u00a0que mesmo em meio \u00e0 sua pr\u00f3pria dor consegue encontrar no amor, que n\u00e3o depende do seu alvo, a raz\u00e3o para prosseguir. E a gra\u00e7a, ela \u00e9 mesmo atrativa.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Amanda Almeida\u00a0<\/strong>tem 24 anos e \u00e9 formada em Comunica\u00e7\u00e3o Social pela UFMG. Sua monografia tratou de jornalismo cultural, arte e cristianismo. Amanda escreve para o blog Ultimato Jovem sobre cinema.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Amanda Almeida Patty Jenkins quis fazer Mulher Maravilha logo depois de seu primeiro filme, Monster &#8211; Desejo Assassino (2003), que foi bem nas bilheterias e nas cr\u00edticas. Se realizado naquela \u00e9poca, talvez Sandra Bullock ou Catherine Zeta-Jones figurariam como Diana, a princesa de Temiscira. Jenkins foi cotada para o projeto de levar a hero\u00edna [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":19,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[5152],"tags":[29818,8392,34057,7614,34056],"class_list":["post-6040","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-altas-indicacoes","tag-amanda-almeida","tag-cinema","tag-dc-comics","tag-graca","tag-mulher-maravilha"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6040","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/wp-json\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6040"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6040\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6048,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6040\/revisions\/6048"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6040"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6040"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6040"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}