{"id":5688,"date":"2017-02-09T14:20:49","date_gmt":"2017-02-09T17:20:49","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/?p=5688"},"modified":"2019-06-06T08:45:54","modified_gmt":"2019-06-06T11:45:54","slug":"uma-historia-de-ciencia-e-musica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2017\/02\/09\/uma-historia-de-ciencia-e-musica\/","title":{"rendered":"Uma hist\u00f3ria de ci\u00eancia e m\u00fasica"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-5689\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2017\/02\/Ult_Jovem_09_02_17_tanlan-e1486660725909-280x300.jpg\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2017\/02\/Ult_Jovem_09_02_17_tanlan-e1486660725909-280x300.jpg 280w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2017\/02\/Ult_Jovem_09_02_17_tanlan-e1486660725909-140x150.jpg 140w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2017\/02\/Ult_Jovem_09_02_17_tanlan-e1486660725909.jpg 414w\" sizes=\"auto, (max-width: 280px) 100vw, 280px\" \/>No fim de 2016, a banda Tanlan lan\u00e7ou seu \u00e1lbum mais recente, ACALMANOCAOS. Tamb\u00e9m em 2016, o centro de pesquisas em Ci\u00eancia e Religi\u00e3o da Universidade de Oxford recebeu um brasileiro, sob orienta\u00e7\u00e3o do cientista e te\u00f3logo Alister McGrath. Um dos recentes epis\u00f3dios do podcast de teologia BTCast teve como tema \u201c<a href=\"http:\/\/bibotalk.com\/podcast\/btcast180\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Estamos prontos para os ETs?<\/a>\u201d.<\/p>\n<p>Tudo isso tem um elemento em comum: Tiago Garros, baixista da Tanlan e doutorando em Teologia. Confira a\u00ed a entrevista que a gente realizou com o cara!<\/p>\n<p><strong>Ultimato Jovem: Primeiro, como voc\u00ea consegue conciliar banda, fam\u00edlia, minist\u00e9rio, vida de pesquisador acad\u00eamico, horas de sono e tudo mais?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Tiago Garros:<\/strong> Pois \u00e9&#8230; \u00e0s vezes eu mesmo me pergunto isso&#8230; heheheh. Eu sou casado mas ainda n\u00e3o temos filhos, ent\u00e3o isso ajuda. Um agravante \u00e9 que eu moro em Florian\u00f3polis e o doutorado e a banda est\u00e3o em Porto Alegre. Isso faz com que eu tenha que me deslocar bastante, mas acaba dando certo porque tenho reuni\u00e3o do meu Grupo de Pesquisa uma vez por m\u00eas, e quando vou, marcamos coisas da banda pras mesmas datas, como ensaio, grava\u00e7\u00f5es, etc. Nos \u00faltimos dois anos acabei viajando muito para eventos acad\u00eamicos e tamb\u00e9m para shows com a banda, ent\u00e3o j\u00e1 me sinto bem habituado a aeroportos e rodovi\u00e1rias&#8230; heheheheh. Mas, &nbsp;minha rotina mais di\u00e1ria mesmo \u00e9 dar aulas de ingl\u00eas.<\/p>\n<p><strong>UJ: Falando sobre a banda, no final de 2016 teve \u00e1lbum novo da Tanlan saindo, ACALMANOCAOS. O que esse trabalho representa pra voc\u00eas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>TG:<\/strong> Esse disco \u00e9 muito importante para n\u00f3s pois \u00e9 fruto de um per\u00edodo muito dif\u00edcil que passamos como banda, por causa de quest\u00f5es pessoais de todos os membros. Foi um disco dolorido de sair, pois as m\u00fasicas n\u00e3o aconteceram de forma f\u00e1cil como em outros momentos. O fato de eu ter me mudado pra Floripa, o F\u00e1bio (vocalista e principal compositor) ter tido um baque com o trabalho dele, a volta do Beto, minha ida pra Inglaterra, tudo isso dificultou bastante, e teve um momento em que parecia que as m\u00fasicas n\u00e3o aconteciam&#8230; n\u00e3o est\u00e1vamos gostando de nada. At\u00e9 que veio Epifania (faixa 5 do \u00e1lbum). Ali come\u00e7ou a se cristalizar o conceito do disco, que realmente se completou quando o Beto (guitarrista) trouxe \u201cSempre est\u00e1\u201d (\u00faltima faixa, tamb\u00e9m a \u00faltima a ser composta e gravada). Ali vimos que em todas as tempestades que vivemos nos \u00faltimos anos desde o \u201cUm dia a Mais\u201d, Ele estava no barco, trazendo&nbsp; por fim a calma depois do caos, e nos lembrando que h\u00e1 calma NO caos. Mesmo que pare\u00e7a que Jesus est\u00e1 dormindo, ele est\u00e1 no controle da situa\u00e7\u00e3o.<!--more--><\/p>\n<p><strong>UJ: A pesquisa mais relacionada \u00e0 Tanlan no Google \u00e9 \u201cTanlan \u00e9 gospel?\u201d. E a\u00ed, o que voc\u00ea diz sobre isso?<\/strong><\/p>\n<p><strong>TG:<\/strong> Essa pergunta costumava vir muito mais no passado, com o tempo as pessoas acho que foram entendendo nosso ponto de vista. No fundo, eu particularmente n\u00e3o acho que exista \u201cm\u00fasica gospel\u201d. O que existe s\u00e3o \u201cpessoas gospel\u201d, ou seja, pessoas que entenderam o evangelho e entregaram sua vida \u00e0 Jesus. (Quando o Jo\u00e3o Alexandre canta sobre Minas Gerais, \u00e9 m\u00fasica gospel?) &nbsp;Esse \u00e9 o nosso caso, ou seja, os 4 membros da banda s\u00e3o crist\u00e3os. Mas s\u00e3o crist\u00e3os que fazem m\u00fasica, e essa m\u00fasica, como qualquer m\u00fasica, reflete as cren\u00e7as, a vis\u00e3o de mundo, os valores, etc., da pessoa que a comp\u00f4s. Ent\u00e3o, fazemos m\u00fasica que reflete sim esses valores e vis\u00e3o que temos da realidade, e obviamente isso \u00e9 indissoci\u00e1vel da nossa f\u00e9. No entanto, temos uma estrat\u00e9gia clara e pensada de escrever essas coisas de um jeito que pessoas que n\u00e3o compartilham dessa f\u00e9 possam entender e tamb\u00e9m se relacionar com nossa arte. E \u00e9 a\u00ed que os crist\u00e3os que est\u00e3o totalmente inseridos no \u201cmercado gospel\u201d tradicional n\u00e3o entendem, porque n\u00e3o v\u00eaem em n\u00f3s as obviedades l\u00edricas que o mercado gospel normalmente apresenta. Ent\u00e3o, a Tanlan prefere n\u00e3o se definir como uma banda gospel, mas sim como uma banda formada por crist\u00e3os que busca se comunicar com todos de forma relevante e inspiradora. Gra\u00e7as a Deus temos conseguido isso ao longo dos anos, tocando em circuitos do gospel tradicional mas tamb\u00e9m em lugares onde artistas do gospel tradicional normalmente n\u00e3o v\u00e3o, como casas de shows, bares, festivais, col\u00e9gios, universidades. Temos v\u00e1rias hist\u00f3rias engra\u00e7adas, curiosas e at\u00e9 tristes sobre a desconfian\u00e7a que as pessoas tinham (talvez at\u00e9 hoje tenham) com rela\u00e7\u00e3o a essa coisa do ser gospel ou n\u00e3o&#8230; Outra hora te conto! Heheheh&#8230; O que posso deixar (e recomendar porque est\u00e1 at\u00e9 bem engra\u00e7ado) \u00e9 o nosso FAQ que uma vez publicamos em nosso site para responder a essas perguntas relacionadas ao \u201cser ou n\u00e3o ser gospel\u201d. T\u00e1 perdido <a href=\"http:\/\/archive.is\/wNvRO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a> nos arquivos da web, e acho que vale dar uma olhada.<\/p>\n<p><strong>UJ: Mas ah, conta um desses casos pra gente!<\/strong><\/p>\n<p><strong>TG:<\/strong> Uma hist\u00f3ria engra\u00e7ada sobre esse lance de &#8220;ser ou n\u00e3o&#8221; gospel foi em um evento que tocamos no interior do RS&#8230; Era um festival de bandas, evento crist\u00e3o, e alguns dias antes saiu uma reportagem num jornal gospel de bastante circula\u00e7\u00e3o na \u00e9poca que explorava justamente essa quest\u00e3o da gente ser crist\u00e3o mas n\u00e3o se declarar assim, abertamente, uma banda gospel e tal. A\u00ed, acho que em parte motivado por isso, havia um mestre de cerim\u00f4nia encarregado de entreter a galera durante as trocas de palco (aqueles 5 ou 10 minutos entre uma banda e outra em que n\u00e3o tem nada pra fazer&#8230;). Enquanto n\u00f3s est\u00e1vamos ali atr\u00e1s montando as coisas, o cara, que estava vestido de palha\u00e7o fazendo piadas, brincadeiras e tal, me solta o seguinte:&nbsp; &#8221; Agora, n\u00f3s vamos ouvir aquela banda&#8230; hmmmm&#8230; &nbsp;aquela banda que o pessoal sempre fica na d\u00favida&#8230; ser\u00e1 que eles s\u00e3o? Ser\u00e1 que n\u00e3o s\u00e3o?&nbsp; Vamo l\u00e1 galera,&nbsp;o que voc\u00eas acham&#8230; eles s\u00e3o crentes ou n\u00e3o s\u00e3o? E a\u00ed? O que acham&#8230;&#8221; Nesse clima. E n\u00f3s l\u00e1 em cima, atr\u00e1s dele, montando as coisas&#8230; Baita apresenta\u00e7\u00e3o pra gente come\u00e7ar o show hein? Hahahahahah!<\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-5690\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2017\/02\/Ult_Jovem_09_02_17_tiago_garros-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2017\/02\/Ult_Jovem_09_02_17_tiago_garros-300x300.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2017\/02\/Ult_Jovem_09_02_17_tiago_garros-150x150.jpg 150w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2017\/02\/Ult_Jovem_09_02_17_tiago_garros-768x768.jpg 768w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2017\/02\/Ult_Jovem_09_02_17_tiago_garros-80x80.jpg 80w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2017\/02\/Ult_Jovem_09_02_17_tiago_garros.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>UJ: E nessa de ser m\u00fasico e pesquisador, o que surgiu primeiro: o interesse pela m\u00fasica ou pela ci\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>TG:<\/strong> Meu interesse pela m\u00fasica \u00e9 diretamente ligado ao fato de eu ser um leg\u00edtimo \u201cchurch boy\u201d, criado em igreja desde sempre. Meu irm\u00e3o Fernando, baterista da Tanlan, tamb\u00e9m \u00e9 o grande respons\u00e1vel, porque ele \u00e9 o m\u00fasico da casa, que desde beb\u00ea sa\u00eda batucando nos baldes, sof\u00e1s, gaiolas de passarinho e etc. Mas nossa casa era bastante musical, pai e m\u00e3e sempre cantaram em coral, todos os irm\u00e3os tocam algum instrumento e tal. Eu tive aulas de piano na inf\u00e2ncia e na adolesc\u00eancia de viol\u00e3o cl\u00e1ssico, e depois fui estudar o baixo, chegando a ir at\u00e9 pros EUA pra estudar. Mas sempre fui muito curioso, \u201cperguntador\u201d&#8230; sempre quis saber como as coisas funcionam, por que o c\u00e9u \u00e9 azul e coisas assim. Ent\u00e3o gostava de ci\u00eancias, porque \u201cexplicava\u201d as coisas. Ganhei um microsc\u00f3pio de presente dos meus pais quando estava na pr\u00e9-escola, e ia no turno inverso na segunda s\u00e9rie olhar coisas nos microsc\u00f3pios do laborat\u00f3rio de Biologia do col\u00e9gio. E o assunto que eu estudo, que \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre as ci\u00eancias e a f\u00e9 surgiu na adolesc\u00eancia, quando a gente come\u00e7a a ser exposto \u00e0 Darwin e tal. A\u00ed, resolvi cursar biologia na faculdade (UFRGS), mas logo descobri a paix\u00e3o de dar aula, e resolvi ser professor. Pela viv\u00eancia no exterior, comecei a dar aulas de ingl\u00eas, e acabei cursando letras na UFRGS tamb\u00e9m, mas n\u00e3o cheguei a terminar. Ou seja, o que eu gosto mesmo \u00e9 estar na frente de pessoas, seja pra tocar ou pra dar aulas&#8230; seja de ingl\u00eas, de ci\u00eancias, de B\u00edblia na EBD&#8230; at\u00e9 aula de m\u00fasica eu j\u00e1 dei!<\/p>\n<p><strong>UJ: E, em meio a essas aventuras na m\u00fasica e nas letras e na biologia, voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 no doutorado. Como tem sido essa sua trajet\u00f3ria, quais os focos das suas pesquisas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>TG:<\/strong> Eu sou licenciado em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas pela UFRGS, e por alguns anos lecionei ci\u00eancias e biologia para Ensino Fundamental e M\u00e9dio. Mas minha vida acad\u00eamica de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o \u00e9 em Teologia, na Escola Superior de Teologia (EST), em S\u00e3o Leopoldo-RS. Minha pesquisa \u00e9 sobre a interface ci\u00eancia e religi\u00e3o, mais especificamente sobre Darwin e o evangelicalismo. Essa \u00e1rea chamada &#8220;Ci\u00eancia e Religi\u00e3o&#8221; \u00e9 uma \u00e1rea de pesquisa bem estabelecida nos pa\u00edses angl\u00f3fonos, mas aqui na Am\u00e9rica Latina est\u00e1 come\u00e7ando a engatinhar. Por isso existe esse projeto, chamado <a href=\"https:\/\/www.cyral.info\/pt-br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">CYRAL<\/a>,&nbsp; que me levou \u00e0 Universidade de Oxford &#8211; para fomentar essa nova \u00e1rea de pesquisa na Am\u00e9rica Latina.&nbsp;Recentemente publiquei um artigo tamb\u00e9m sobre outra \u00e1rea relacionada \u00e0 ci\u00eancia e religi\u00e3o que \u00e9 a Astroteologia, ou seja, as implica\u00e7\u00f5es teol\u00f3gicas caso haja a confirma\u00e7\u00e3o de vida fora do planeta Terra. Mas isso \u00e9 mais uma curiosidade minha, pelo fato de eu ter sido parte da primeira turma em universidades brasileiras que estudou a mat\u00e9ria chamada Exobiologia (hoje mais comumente chamada Astrobiologia), que estuda a possibilidade cient\u00edfica de exist\u00eancia de vida fora da Terra. A UFRGS tem essa mat\u00e9ria no curr\u00edculo desde 2004, quando eu cursei, e desde ent\u00e3o me interesso sobre o tema, por isso resolvi trazer para o Brasil uma discuss\u00e3o que j\u00e1 existe tamb\u00e9m em ingl\u00eas, que \u00e9 essa da Astroteologia. Mas o foco mesmo das minhas pesquisas de doutorado e mestrado \u00e9 a \u00e1rea um tanto quanto espinhosa da evolu\u00e7\u00e3o e f\u00e9 crist\u00e3.<\/p>\n<p><strong>UJ: Como foi ser orientado pelo Alister McGrath, um dos nomes mais respeitados nos estudos teol\u00f3gicos hoje?<\/strong><\/p>\n<p><strong>TG:<\/strong> Olha, isso foi um grande sonho, uma coisa bem surreal mesmo. O Alister \u00e9 um t\u00edpico brit\u00e2nico, que por natureza j\u00e1 \u00e9 mais reservado do que n\u00f3s latino-americanos, mas \u00e9 um brit\u00e2nico t\u00edmido, ent\u00e3o&#8230; ele \u00e9 bastante reservado meeeesmo, hehehehehe. E num contexto como Oxford, em que h\u00e1 uma grande formalidade nas rela\u00e7\u00f5es aluno\/professor, at\u00e9 voc\u00ea conseguir que ele se aproxime pra conversar demora um pouco. Mas foi muito bom, tive muitas oportunidades de conversar com ele. Tive aulas\/palestras com ele em grande grupo mas tamb\u00e9m participei do semin\u00e1rio que ele coordena com o pessoal do mestrado e doutorado em ci\u00eancias e religi\u00e3o, que eram apenas umas 7 ou 8 pessoas, e ali foi bastante enriquecedor. O cara \u00e9 uma lenda, sabe muito de muita coisa mesmo, mas aprendi muito tamb\u00e9m com os colegas e outros professores que conheci l\u00e1, e serei eternamente grato ao Ian Ramsey Center (centro de pesquisas em ci\u00eancia e religi\u00e3o da U. de Oxford) e ao departamento de Teologia por aceitarem me receber l\u00e1.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Se quiser encontrar alguns dos trabalhos acad\u00eamicos do Tiago, clique <a href=\"http:\/\/est.academia.edu\/TiagoGarros\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>. E para as m\u00fasicas, acesse o site da <a href=\"http:\/\/www.tanlan.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Tanlan<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No fim de 2016, a banda Tanlan lan\u00e7ou seu \u00e1lbum mais recente, ACALMANOCAOS. 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