{"id":512,"date":"2011-03-10T14:10:42","date_gmt":"2011-03-10T17:10:42","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/?p=512"},"modified":"2011-03-10T14:10:42","modified_gmt":"2011-03-10T17:10:42","slug":"a-importancia-do-perdao-para-a-saude-dos-relacionamentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2011\/03\/10\/a-importancia-do-perdao-para-a-saude-dos-relacionamentos\/","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia do perd\u00e3o para a sa\u00fade dos relacionamentos"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #008080;\"><strong><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2011\/03\/caixa.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-512\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\" data-lightview-title=\"caixa\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-526\" title=\"caixa\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2011\/03\/caixa.jpg\" alt=\"\" width=\"224\" height=\"224\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2011\/03\/caixa.jpg 320w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2011\/03\/caixa-150x150.jpg 150w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2011\/03\/caixa-300x300.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2011\/03\/caixa-80x80.jpg 80w\" sizes=\"auto, (max-width: 224px) 100vw, 224px\" \/><\/a>Oi gente!<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008080;\"><strong>A edi\u00e7\u00e3o 329 da revista Ultimato j\u00e1 est\u00e1 chegando \u00e0s casas dos assinantes (se voc\u00ea ainda n\u00e3o \u00e9 assinante <a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/boletim\/2009\/juventudes\/\" target=\"_blank\">clique aqui<\/a>) e a se\u00e7\u00e3o Altos Papos est\u00e1 imperd\u00edvel. O assunto da vez \u00e9 o perd\u00e3o. Para &#8220;aquecer&#8221; leia abaixo o texto da Fab\u00edola Vieira.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008080;\"><strong>Um abra\u00e7o!<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Quando nascemos, tudo o que existe n\u00e3o passa de um prolongamento de n\u00f3s mesmos. Com o tempo, o <em>ego<\/em><sup>1<\/sup> se torna mais consistente e o outro aparece. A emerg\u00eancia da<em> <\/em>alteridade traz em seu bojo conflitos nada distantes da condi\u00e7\u00e3o burguesa atual: o <em>ego<\/em> como o centro.<!--more--><\/p>\n<p>O tornar-se humano \u00e9 um processo doloroso, marcado pela presen\u00e7a constante de conflitos entre o amor e o \u00f3dio. Tal rela\u00e7\u00e3o ambivalente perde sua for\u00e7a nos anos que se seguem, muito embora permane\u00e7a latente, marginalizada num canto escuro de nosso inconsciente. Esses conflitos iniciais do desenvolvimento humano n\u00e3o ser\u00e3o lembrados, mas a rela\u00e7\u00e3o que o sujeito estabelece com o outro depender\u00e1 da maneira pela qual o <em>ego<\/em>, ainda incipiente, lidou com os impulsos destrutivos desse per\u00edodo arcaico.<\/p>\n<p>Seguindo esse racioc\u00ednio, a habilidade de perdoar tamb\u00e9m depender\u00e1 da maneira com que o sujeito se organizou diante dos conflitos primitivos. Assim, aquele que com sucesso reparou os danos causados ao outro, com maior facilidade conseguir\u00e1 usufruir do amor e da gratid\u00e3o em sua rela\u00e7\u00e3o com os demais. Os sentimentos de amor e gratid\u00e3o, por sua vez, encontram-se estreitamente ligados \u00e0 no\u00e7\u00e3o de perd\u00e3o. Para perdoar \u00e9 necess\u00e1rio estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o amorosa, ainda que claudicante.<\/p>\n<p>\u201cAme ao teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo\u201d<em> <\/em>(Rm 13.9) e \u201cperdoa-nos as nossas d\u00edvidas assim como n\u00f3s perdoamos aos nossos devedores\u201d<em> <\/em>(Mt 6.12)<em> <\/em>s\u00e3o m\u00e1ximas crist\u00e3s que apontam para a dimens\u00e3o da identifica\u00e7\u00e3o, assim como revelam o car\u00e1ter especular do amor e do perd\u00e3o. Esses vers\u00edculos anunciam a origem narc\u00edsica do amor, em que o outro espelha o sujeito. A vinda de Cristo como homem e a atribui\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas humanas a Deus revelam a abrang\u00eancia dessa identifica\u00e7\u00e3o no que tange ao amor. Deus se fez carne para dar ao homem a oportunidade de se relacionar intimamente com ele. A imensid\u00e3o dos mist\u00e9rios da divindade n\u00e3o s\u00e3o intelig\u00edveis a n\u00f3s; por isso, Deus se rebaixou a uma condi\u00e7\u00e3o mortal. Emanuel \u2014 Deus conosco \u2014 se ofereceu como espelho ao homem a fim de que a condi\u00e7\u00e3o de servo fosse rescindida, dando lugar \u00e0 posi\u00e7\u00e3o de filho de Deus.<\/p>\n<p>Para amar o pr\u00f3ximo \u00e9 necess\u00e1rio ver nele algo de bom que supomos em n\u00f3s. Da mesma maneira, para perdoar \u00e9 preciso acolher a falibilidade do outro admitindo-a em n\u00f3s mesmos. Cristo \u00e9 o espelho que se coloca diante do sujeito e de seu pr\u00f3ximo. \u00c9 ele que reflete as agruras e sucessos de um no outro. Sua media\u00e7\u00e3o torna a identifica\u00e7\u00e3o mais expl\u00edcita. Por meio da sua imagem, o outro torna-se mais desej\u00e1vel, mais am\u00e1vel, mais humano.<\/p>\n<p>A humanidade \u00e9 compartilhada e enfatizada na presen\u00e7a do divino. Ele nos humaniza nos oferecendo tra\u00e7os de sua divindade. Perdoar \u00e9 divino, dizem alguns. Perdoar \u00e9 tamb\u00e9m humano; afinal, fragilidade e falibilidade s\u00e3o caracter\u00edsticas nossas.<\/p>\n<p>O amor oferecido e o perd\u00e3o decretado por Cristo nos elevam a uma categoria que n\u00e3o \u00e9 \u201cnem [de] escravos, nem [de] dependentes, [mas,] livremente amantes por gratid\u00e3o\u201d.<sup>2<\/sup> Livres, ent\u00e3o, podemos desfrutar da plenitude da divindade em n\u00f3s, amando e perdoando a todo aquele que se oferece como pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>Essa rela\u00e7\u00e3o que n\u00e3o se furta \u00e0 necessidade do outro reflete com min\u00facias o amor de Deus e seu irrevog\u00e1vel perd\u00e3o. Sob o olhar de Cristo, nos constitu\u00edmos enquanto sujeitos am\u00e1veis e amantes; ansiosos, como os pequeninos, por merecer o amor do Pai.<\/p>\n<p>Notas<\/p>\n<p>1. <em>Ego<\/em> ou <em>eu <\/em>refere-se a uma inst\u00e2ncia ps\u00edquica (Ego, Id e Superego) elaborada por Freud em sua segunda teoria do aparelho ps\u00edquico. Compreende a parte que entra em contato direto com a realidade externa.<\/p>\n<p>2. G\u00c9RARD, S\u00e9v\u00e9rin. <em>O Evangelho \u00e0 luz da Psican\u00e1lise<\/em>. Rio de Janeiro: Imago, 1979.<\/p>\n<p>\u2022 <strong>Fab\u00edola Carla Vieira<\/strong> \u00e9 psic\u00f3loga, tem 28 anos e mora em Belo Horizonte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oi gente! A edi\u00e7\u00e3o 329 da revista Ultimato j\u00e1 est\u00e1 chegando \u00e0s casas dos assinantes (se voc\u00ea ainda n\u00e3o \u00e9 assinante clique aqui) e a se\u00e7\u00e3o Altos Papos est\u00e1 imperd\u00edvel. O assunto da vez \u00e9 o perd\u00e3o. Para &#8220;aquecer&#8221; leia abaixo o texto da Fab\u00edola Vieira. Um abra\u00e7o! 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