{"id":4701,"date":"2016-02-05T09:14:23","date_gmt":"2016-02-05T12:14:23","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/?p=4701"},"modified":"2016-02-05T09:14:23","modified_gmt":"2016-02-05T12:14:23","slug":"joy-e-a-persistencia-dos-sonhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2016\/02\/05\/joy-e-a-persistencia-dos-sonhos\/","title":{"rendered":"\u201cJoy\u201d e a persist\u00eancia dos sonhos"},"content":{"rendered":"<p><em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-4702 size-full\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2016\/02\/UltJovem_05_02_16_Joy_cartaz2_peq.jpg\" alt=\"UltJovem_05_02_16_Joy_cartaz2_peq\" width=\"237\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2016\/02\/UltJovem_05_02_16_Joy_cartaz2_peq.jpg 237w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2016\/02\/UltJovem_05_02_16_Joy_cartaz2_peq-203x300.jpg 203w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2016\/02\/UltJovem_05_02_16_Joy_cartaz2_peq-101x150.jpg 101w\" sizes=\"auto, (max-width: 237px) 100vw, 237px\" \/>Por Amanda Almeida<\/em><\/p>\n<p>L\u00e1 foi David O. Russell dirigir outro filme com Jennifer Lawrence, Bradley Cooper e Robert DeNiro no elenco. Dessa vez \u00e9 \u201cJoy: O Nome do Sucesso\u201d (2015), que acompanha a trajet\u00f3ria de uma mulher em busca do objetivo de levar suas ideias e inven\u00e7\u00f5es adiante, e assim ser bem-sucedida em seu neg\u00f3cio. Isso enquanto encontra a si mesma.<\/p>\n<p>Joy (Lawrence), a mulher em quest\u00e3o, havia sido uma menina sonhadora, cheia de ideias na cabe\u00e7a. Mas a vida acontece, e \u00e0s vezes ela n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o gentil com sonhos. A menina cresce e precisa lidar com os pais separados, seu pr\u00f3prio div\u00f3rcio, os dois filhos pequenos, um emprego que mal paga as contas, encanamentos estragados, e mais algumas vari\u00e1veis que, todas juntas, deixavam seus sonhos distantes e esquecidos.<\/p>\n<p>Com esse cen\u00e1rio estabelecido, mal podemos esperar pela hora na qual Joy vai resolver ir atr\u00e1s do que realmente quer. E quando isso acontece (com momentos dignos de sess\u00f5es de psican\u00e1lise freudiana), a narrativa consegue o que h\u00e1 de mais essencial em um filme com uma premissa dessas: fazer com o espectador se importe. Como n\u00e3o torcer por Joy? Como n\u00e3o se emocionar com seus fiascos e conquistas?<!--more--><\/p>\n<p>Apresentado como uma obra sobre mulheres audaciosas, \u201cJoy\u201d \u00e9 baseado em uma em especial, Joy Magnano. Nos anos 90, ela inventou um esfreg\u00e3o t\u00e3o pr\u00e1tico e eficiente, que, assistindo ao filme hoje, n\u00e3o d\u00e1 para n\u00e3o se perguntar \u201ccomo \u00e9 que ningu\u00e9m pensou nisso antes?!\u201d. E n\u00e3o \u00e9 essa uma das belezas das coisas simples? Mas o estilo de David O. Russell na dire\u00e7\u00e3o j\u00e1 segue na linha oposta. Ele mistura elementos at\u00e9 bem executados, como a narra\u00e7\u00e3o feita pela av\u00f3 de Joy e a inser\u00e7\u00e3o de cenas de um folhetim melodram\u00e1tico, mas que, em \u00faltima inst\u00e2ncia, deixam a sensa\u00e7\u00e3o de que nem precisavam estar ali. No lugar de simplificar, ele incrementa em um esfor\u00e7o v\u00e1lido, mas n\u00e3o certeiro.<\/p>\n<p>O sobrenome de Joy n\u00e3o foi usado (ao menos significativamente) em momento algum, o que refor\u00e7a uma ideia que permeia todo o filme, a de que aquela hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 dela, mas tamb\u00e9m de tantas outras mulheres por a\u00ed. A mensagem serve para todos, afinal de contas, quem \u00e9 que nunca sentiu seus sonhos sendo sugados pela realidade? Mas em \u201cJoy\u201d s\u00e3o as mulheres que t\u00eam voz. Entre o casal de filhos, \u00e9 a menina que sempre est\u00e1 ao lado de Joy, nos remetendo \u00e0 vers\u00e3o mirim da m\u00e3e. O pai de Joy (DeNiro) divide o por\u00e3o da casa da filha com o ex-marido dela, ambos figuras nada excitantes. (O ex, por sinal, surge cantando uma vers\u00e3o de \u201c\u00c1guas de Mar\u00e7o\u201d em espanhol, adicionada a uma trilha sonora diversa e ainda coesa, marca das obras de Russell).<\/p>\n<p>Os tons de azul, branco e marrom &#8211; um tanto desbotados no inverno da Pensilv\u00e2nia &#8211; v\u00e3o sendo aquecidos \u00e0 medida que o sonho de Joy toma forma. O figurino da protagonista tamb\u00e9m fica mais alinhado quando o sucesso vai chegando. Um sucesso que n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de que tudo magicamente dar\u00e1 certo de uma hora para outra. Apesar de tudo, essa ainda \u00e9 uma hist\u00f3ria extraordinariamente comum, e \u00e9 assim que as coisas funcionam na ordinaridade da vida.<\/p>\n<p>E na vida comum, fam\u00edlia \u00e9 complicada. \u00c9 l\u00e1 que Joy recebe seus maiores incentivos e seus piores desencorajamentos. Depois da press\u00e3o que a levou de volta aos sonhos, \u00e9 a determina\u00e7\u00e3o que a leva adiante. O m\u00e9rito de \u201cJoy\u201d \u00e9 conseguir fazer com que o espectador se importe com a jornada da mulher que resolve, mesmo com todas as vari\u00e1veis contr\u00e1rias, ir atr\u00e1s de seus sonhos. E, com isso, ainda nos deixa pensando sobre os nossos pr\u00f3prios desejos. Como os de Joy, \u00e0s vezes nossos sonhos s\u00e3o t\u00e3o fr\u00e1geis como uma casinha de papel. Mas j\u00e1 n\u00e3o aprendemos que nossas casas devem ser constru\u00eddas sobre a rocha?<\/p>\n<p>Deixar que a press\u00e3o seja o ponto de partida para uma mudan\u00e7a \u00e9 algo comum nas narrativas desse mundo que n\u00e3o deixa de pressionar ningu\u00e9m. Mas quando se trata de sonhos e prop\u00f3sitos que v\u00eam de Deus, Ele nos encoraja a persistir, n\u00e3o porque temos uma for\u00e7a maior do que pens\u00e1vamos, porque somos teimosos o bastante para n\u00e3o aceitar \u2018n\u00e3os\u2019 como resposta, ou para provar que todos estavam errados quando disseram que n\u00e3o conseguir\u00edamos. \u00c9 por causa dEle.<\/p>\n<p>Preparando Josu\u00e9 para liderar o povo ap\u00f3s a morte de Mois\u00e9s, o Senhor diz: \u201cN\u00e3o fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso! N\u00e3o se apavore, nem se desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estar\u00e1 com voc\u00ea por onde voc\u00ea andar\u201d (Js 1.9). Caminhar no prop\u00f3sito que Deus nos confiou n\u00e3o significa que n\u00e3o haver\u00e1 lutas (Jos\u00e9 que o diga!). Mas Ele promete que estar\u00e1 conosco, e infinitamente mais do que qualquer press\u00e3o, essa \u00e9 motiva\u00e7\u00e3o suficiente.<\/p>\n<p>Certa de seu prop\u00f3sito, Joy n\u00e3o aceita que as coisas simplesmente deram errado; ela continua lutando. Qu\u00e3o certos estamos dos nossos prop\u00f3sitos? Em que est\u00e3o firmados?<\/p>\n<p><strong>\u2022 Amanda Almeida<\/strong> tem 22 anos e \u00e9 rec\u00e9m-formada em Comunica\u00e7\u00e3o Social pela UFMG. Sua monografia tratou de jornalismo cultural, arte e cristianismo. Amanda escreve para o blog Ultimato Jovem sobre cinema.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Amanda Almeida L\u00e1 foi David O. Russell dirigir outro filme com Jennifer Lawrence, Bradley Cooper e Robert DeNiro no elenco. 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