{"id":4448,"date":"2015-10-07T11:09:22","date_gmt":"2015-10-07T14:09:22","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/?p=4448"},"modified":"2015-10-07T11:09:22","modified_gmt":"2015-10-07T14:09:22","slug":"o-encontro-de-geracoes-e-a-missio-dei","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2015\/10\/07\/o-encontro-de-geracoes-e-a-missio-dei\/","title":{"rendered":"O encontro de gera\u00e7\u00f5es e a Missio Dei"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2015\/10\/Ult_Jovem_07_10_15_gera\u00e7\u00f5es_missiodei.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-4449\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2015\/10\/Ult_Jovem_07_10_15_gera\u00e7\u00f5es_missiodei-300x225.jpg\" alt=\"Ult_Jovem_07_10_15_gera\u00e7\u00f5es_missiodei\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2015\/10\/Ult_Jovem_07_10_15_gera\u00e7\u00f5es_missiodei-300x225.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2015\/10\/Ult_Jovem_07_10_15_gera\u00e7\u00f5es_missiodei-150x113.jpg 150w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2015\/10\/Ult_Jovem_07_10_15_gera\u00e7\u00f5es_missiodei.jpg 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por Wellington Barbosa<\/em><\/p>\n<p>Sou da gera\u00e7\u00e3o Y, a gera\u00e7\u00e3o que mais ouviu sobre miss\u00f5es na igreja brasileira. Minha gera\u00e7\u00e3o conheceu a invas\u00e3o do \u00e1udio visual, as transpar\u00eancias deram lugar aos projetores, as revistas mission\u00e1rias que foram trocadas por v\u00eddeos em redes sociais e tablets ou leitores digitais. Minha gera\u00e7\u00e3o foi a que mais enviou brasileiros ao mundo como imigrantes ou mission\u00e1rios.<\/p>\n<p>A gera\u00e7\u00e3o Y acompanhou com a rapidez necess\u00e1ria as mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas. N\u00e3o pode-se dizer que \u00e9 a gera\u00e7\u00e3o mais inteligente, mas com certeza \u00e9 a gera\u00e7\u00e3o mais informada. A informa\u00e7\u00e3o que nos anos 90 e primeiros anos dos 2000 era algo extremamente caro e dif\u00edcil, agora torna-se acess\u00edvel, num clicar de uma tela. O que isso repercute na Miss\u00e3o?<\/p>\n<p>A SEPAL em 2005<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, constatou que houve um decrescimento no n\u00famero de obreiros transculturais brasileiros. Nas d\u00e9cadas de 80 e 90 esse aumento era de 12,8% enquanto que nos primeiros anos do mil\u00eanio esse n\u00famero subiu apenas 3,5%. O que aconteceu nas duas \u00faltimas d\u00e9cadas que gerou esse n\u00famero? Por que, apesar de tanta informa\u00e7\u00e3o, o n\u00famero de vocacionados nas ag\u00eancias mission\u00e1rias n\u00e3o muda?<!--more--><\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos o Brasil passou por transforma\u00e7\u00f5es sociais sem precedentes; acredito que isso contribui para uma \u201cmelhora da qualidade de vida\u201d, dando aos brasileiros poder de compra e a t\u00e3o sonhada estabilidade. A gera\u00e7\u00e3o X, hoje est\u00e1 entre 40 e 50 anos de idade, e perceberam que ao criarem seus filhos, o mundo que viveram n\u00e3o existe mais. O sentimento de dar aos filhos o que n\u00e3o tiveram, pode ter criado uma gera\u00e7\u00e3o hedonista e centrada em si mesma. Terreno f\u00e9rtil para a teologia da prosperidade e outros problemas estruturais encontrados na igreja brasileira.<\/p>\n<p>Os paradigmas mission\u00e1rios no Brasil est\u00e3o ainda passando pelo ajuste do bug do mil\u00eanio<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, com as organiza\u00e7\u00f5es entendendo que a pergunta da gera\u00e7\u00e3o de hoje n\u00e3o \u00e9 \u201conde servir?\u201d, mas, \u201ccomo servir?\u201d. Nos anos 90 e primeira d\u00e9cada de 2000 fomos bombardeados por informa\u00e7\u00f5es de povos n\u00e3o alcan\u00e7ados e estat\u00edsticas que nos faziam ter peso na consci\u00eancia e, mesmo assim, nos anos seguintes o n\u00famero de obreiros continuou estagnado.<\/p>\n<p>A figura do mission\u00e1rio tamb\u00e9m est\u00e1 passando por um ajuste \u201cmillenial\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, aquele desbravador que antes encarava mal\u00e1rias sem fim, e a comunica\u00e7\u00e3o feita em cartas que levavam meses para chegar, se chegassem, hoje \u00e9 presente em redes sociais com selfies, de suas descobertas seja em comidas ou gente ex\u00f3ticas. Paul Freston<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>, em 2008 antevia o impacto na tecnologia nas miss\u00f5es brasileiras, quando disse que os brasileiros passavam mais tempo em frente ao computador do que dedicando-se ao aprendizado da l\u00edngua e conv\u00edvio com o povo com quem serviam.<\/p>\n<p>O avan\u00e7o tecnol\u00f3gico fez com que novas fronteiras se abrissem, mas velhos fantasmas surgissem: uma vida confort\u00e1vel, com profiss\u00f5es bem definidas e est\u00e1veis, na seguran\u00e7a que podemos ter \u201cminha casa, minha vida\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a> fez esquecer-nos daqueles n\u00fameros e estat\u00edsticas e m\u00fasicas que cant\u00e1vamos de ir aos perdidos.<\/p>\n<p>No entanto, h\u00e1 uma nova luz raiando. Com esses ajustes, vemos que a gera\u00e7\u00e3o Y est\u00e1 chegando \u00e0 lideran\u00e7a mission\u00e1ria brasileira; recebendo o bast\u00e3o de Baby boomers e l\u00edderes da gera\u00e7\u00e3o X. E com essa chegada, novos di\u00e1logos surgem. A dicotomia fazer miss\u00f5es e ser missional est\u00e1 mais evidente em nossos c\u00edrculos teol\u00f3gicos, igrejas e ag\u00eancias mission\u00e1rias. Jovens querem oferecer suas profiss\u00f5es a servi\u00e7o do Reino, e discuss\u00f5es nacionais como EMEP, SIM, Todos somos vocacionados e Vocare tem surgido nesse cen\u00e1rio de mudan\u00e7as. Espero que tenhamos muitos selfies, curtidas e posts dessa gera\u00e7\u00e3o que pode sim viver a Missio Dei, n\u00e3o importando muito o lugar, mas como viv\u00ea-la; Afinal a gera\u00e7\u00e3o Z conta conosco.<\/p>\n<p><strong>Notas:<\/strong><br \/>\n<a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Conforme, Pesquisa feita Por Ted Limpic, em 2005.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Nome dado ao ajuste sofrido em aparelhos tecnol\u00f3gicos no fim dos anos 90, quando os calend\u00e1rios tiveram de ser acrescidos mais dois d\u00edgitos.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Nome dado a gera\u00e7\u00e3o de pessoas que nasceram at\u00e9 o ano 2000.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Conforme plen\u00e1ria apresentada no 5<sup>o<\/sup> CBM, em \u00e1guas de lindoia-SP, em Outubro de 2008.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Nome de programa social do governo federal brasileiro, que facilitava acesso e cr\u00e9dito para a compra da casa pr\u00f3pria, para fam\u00edlias de baixa renda.<\/p>\n<p><strong>\u2022 Wellington Barbosa<\/strong> \u00e9 mission\u00e1rio transcultural desde o ano 2000. Envolvido com mobiliza\u00e7\u00e3o, treinamento e Business As Mission, coordenou projetos mission\u00e1rios no Brasil, Bol\u00edvia e Sudeste asi\u00e1tico. Bacharel em Teologia, P\u00f3s-Graduado em Antropologia Cultural e Estudos da Miss\u00e3o e Mestrado em Gerenciamento e Marketing. Consultor para Novas Frentes Missiol\u00f3gicas na Miss\u00e3o Kair\u00f3s.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Wellington Barbosa Sou da gera\u00e7\u00e3o Y, a gera\u00e7\u00e3o que mais ouviu sobre miss\u00f5es na igreja brasileira. Minha gera\u00e7\u00e3o conheceu a invas\u00e3o do \u00e1udio visual, as transpar\u00eancias deram lugar aos projetores, as revistas mission\u00e1rias que foram trocadas por v\u00eddeos em redes sociais e tablets ou leitores digitais. 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