{"id":3041,"date":"2013-11-06T09:46:07","date_gmt":"2013-11-06T12:46:07","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/?p=3041"},"modified":"2013-11-06T09:46:07","modified_gmt":"2013-11-06T12:46:07","slug":"o-culto-ao-irreal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2013\/11\/06\/o-culto-ao-irreal\/","title":{"rendered":"O culto ao irreal"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Mateus Oct\u00e1vio<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2013\/11\/Ultjovem_06_11_13_Controle_game.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-3041\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-3042\" alt=\"Ultjovem_06_11_13_Controle_game\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2013\/11\/Ultjovem_06_11_13_Controle_game.jpg\" width=\"351\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2013\/11\/Ultjovem_06_11_13_Controle_game.jpg 351w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2013\/11\/Ultjovem_06_11_13_Controle_game-300x225.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2013\/11\/Ultjovem_06_11_13_Controle_game-150x112.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 351px) 100vw, 351px\" \/><\/a>Devido \u00e0 recep\u00e7\u00e3o do meu \u00faltimo artigo <\/span><a style=\"font-size: 13px;\" href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2013\/09\/06\/a-juventude-do-espetaculo\/\">A juventude do espet\u00e1culo<\/a><span style=\"font-size: 13px;\">, e por ser um tema que um \u00fanico artigo n\u00e3o caiba uma boa e ampla an\u00e1lise, resolvi escrever este outro, para, quem sabe, acrescentar na discuss\u00e3o. Primeiro, fa\u00e7o isso feliz com a acolhida do artigo, segundo, mais alarmado com alguns dados que li e ouvi nos \u00faltimos dias, o que gerou em mim a vontade de continuar essa discuss\u00e3o do assunto.<\/span><\/p>\n<p>Pesquisas revelam que em certas regi\u00f5es dos Estados Unidos as pessoas j\u00e1 gastam mais tempo com jogos eletr\u00f4nicos do que com cinema. Este, considerado arte, mas que j\u00e1 havia se convertido em mero entretenimento, foi substitu\u00eddo de vez por uma forma 100% dedicada a entreter.<\/p>\n<p>Isso s\u00f3 mostra que estamos cada vez mais interessados no irreal, no pior sentido desta palavra. O mercado bilion\u00e1rio dos jogos eletr\u00f4nicos j\u00e1 supera em massa o das telas de Hollywood, que j\u00e1 era a supera\u00e7\u00e3o dos livros.<\/p>\n<p>Como isso nos afeta? O que revela de n\u00f3s?<\/p>\n<p>O perfil na internet j\u00e1 se tornou indispens\u00e1vel e o relacionamento s\u00f3 come\u00e7a oficialmente quando \u00e9 anunciado no Facebook; as palavras est\u00e3o sendo substitu\u00eddas por imagens. A import\u00e2ncia que damos ao irreal mostra que nos importamos cada vez menos com os problemas f\u00edsicos, palp\u00e1veis e urgentes.<\/p>\n<p>Tomo a liberdade de fazer mais uma cita\u00e7\u00e3o do livro \u201cA Civiliza\u00e7\u00e3o do Espet\u00e1culo\u201d que foi o ponto de partida do artigo anterior.<\/p>\n<p>\u201cHoje vivemos a primazia das imagens sobre as ideias. Por isso os meios audiovisuais, cinema, televis\u00e3o e agora a internet, foram deixando os livros para tr\u00e1s [&#8230;] No passado, a cultura foi uma esp\u00e9cie de consci\u00eancia que impedia que vir\u00e1ssemos as costas para a realidade. Agora, atua como mecanismo de distra\u00e7\u00e3o e entretenimento\u201d.<\/p>\n<p>Essa cultura que exalta o irreal \u00e9 t\u00e3o forte, que afeta sorrateiramente o contexto de culto nas igrejas. Levar sempre para o sobrenatural isenta a responsabilidade. Veja bem: quando uma pessoa diz muitas vezes, \u201c\u00e9 dem\u00f4nio\u201d, \u201c\u00e9 maldi\u00e7\u00e3o heredit\u00e1ria\u201d, quando na verdade \u201c\u00e9 car\u00e1ter\u201d, ela quer orar e logo resolver, e n\u00e3o tratar durante dias, meses, e talvez anos. Basta olhar para os n\u00fameros: as igrejas mais cheias, em geral, s\u00e3o as que promovem ritos sobrenaturais \u2014 promessas, vis\u00f5es, revela\u00e7\u00f5es e sinais, acima da realidade. \u00c9 a cultura que banaliza o discipulado, o discipulado com os p\u00e9s no ch\u00e3o. Assim como j\u00e1 vimos antes, a arte \u00e9 banalizada, que segundo T. S Eliot j\u00e1 produziu g\u00eanios: \u201cS\u00f3 uma cultura crist\u00e3 poderia ter produzido Voltaire e Nietzsche\u201d.<\/p>\n<p>Essa cultura do entretenimento e do irreal ainda produz arte. S\u00e3o, com frequ\u00eancia, m\u00fasicas rasas, literatura rasa, arte rasa \u2014 n\u00e3o pelos meus julgamentos ou crit\u00e9rios, \u00f3bvio (ainda que eu os tenha). A arte crist\u00e3 est\u00e1 subjugada pelo mercado, pois precisa vender e rebaixa-se. N\u00e3o mais denuncia, deslumbra, transcende, enaltece a cria\u00e7\u00e3o e o Criador, tampouco o amor, o sexo ou a vida. Talvez, em grande parcela, j\u00e1 n\u00e3o caiba mais a defini\u00e7\u00e3o de Eliot sobre cultura: \u201ctudo o que faz da vida algo digno de ser vivida\u201d.<\/p>\n<p>_____________<\/p>\n<p><strong>Mateus Oct\u00e1vio Alcantara de Souza<\/strong> tem 21 anos, \u00e9 Bacharel em Teologia e escreve no blog <a href=\"http:\/\/mateusoctavio.blogspot.com.br\/\">Medita\u00e7\u00f5es<\/a>*<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Mateus Oct\u00e1vio Devido \u00e0 recep\u00e7\u00e3o do meu \u00faltimo artigo A juventude do espet\u00e1culo, e por ser um tema que um \u00fanico artigo n\u00e3o caiba uma boa e ampla an\u00e1lise, resolvi escrever este outro, para, quem sabe, acrescentar na discuss\u00e3o. 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