{"id":1803,"date":"2012-06-29T15:55:10","date_gmt":"2012-06-29T18:55:10","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/?p=1803"},"modified":"2012-06-29T16:00:36","modified_gmt":"2012-06-29T19:00:36","slug":"templos-modernos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2012\/06\/29\/templos-modernos\/","title":{"rendered":"Temp(l)os modernos"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Vinn\u00edcius Almeida<\/em><\/p>\n<p>Arist\u00f3teles (384-322 a.C.) j\u00e1 dizia que\u00a0<em>\u201c\u00e9 inato ao ser humano o anseio pelo conhecimento\u201d<\/em>. Prova disto \u00e9 que somos seres inclinados desde a inf\u00e2ncia a formularmos perguntas e buscarmos por respostas. A curiosidade baseia-se na procura pelo conhecimento.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, s\u00e3o n\u00edtidas as trevas dos tempos (p\u00f3s) modernos. A escassez de respostas para a quest\u00e3o do \u201csentido da exist\u00eancia\u201d est\u00e1 \u00e0 tona. Constroem-se novos templos, altares e monast\u00e9rios para deuses das mais diferentes culturas. Mas, afinal, temos o progresso ou n\u00e3o?<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2012\/06\/ultjovem_2906_img.png\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-1803\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\" data-lightview-title=\"ultjovem_2906_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1804\" title=\"ultjovem_2906_img\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2012\/06\/ultjovem_2906_img.png\" alt=\"\" width=\"472\" height=\"245\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2012\/06\/ultjovem_2906_img.png 472w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2012\/06\/ultjovem_2906_img-300x155.png 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2012\/06\/ultjovem_2906_img-150x77.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 472px) 100vw, 472px\" \/><\/a><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O que era pecado superabundou [ainda mais] com a\u00e7\u00f5es racionais e cient\u00edficas. Baal passou por uma simbiose: incorporou pr\u00f3teses, modernizou o figurino, fez alguns ajustes e est\u00e1 contente com o crescente resultado de suas a\u00e7\u00f5es, pois os humanos adoram tudo. Saber por que adoram, \u00e9 outra conversa. O importante mesmo \u00e9 exercer a espiritualidade, partilhar da \u201cm\u00edstica\u201d.<\/p>\n<p>Hoje, h\u00e1 deuses de ouro, prata, bronze, barro, pl\u00e1stico, silicone, e at\u00e9 simult\u00e2neos e virtuais. Lan\u00e7o m\u00e3o de uma antiga e pequena frase, proferida h\u00e1 mais de dois mil anos, enquanto Jesus era tentado no deserto: <em>\u201ctudo isto lhe darei, se voc\u00ea se prostrar e me adorar\u201d<\/em>\u00a0[Satan\u00e1s, no Evangelho de Mateus 4.9]. Antes se trabalhava para viver. Hoje, se vive para trabalhar. Descobrimos a sensa\u00e7\u00e3o inesgot\u00e1vel no fetiche que cristaliza o prazer da din\u00e2mica do \u201cter\u201d. Dessa forma, optou-se por um modo de vida que se inclina a natureza \u00e0s necessidades\u00a0de alguns. Esquecemos-nos daquele que tudo criou e passamos, ent\u00e3o, a desfrutar individualmente de mundos individuais. Eis o apagamento do \u201cser\u201d.<\/p>\n<p>Holofotes publicit\u00e1rios exibem modelos de pessoas felizes. Embutidos neste mesmo pacote midi\u00e1tico v\u00e3o os padr\u00f5es de beleza, eventos tur\u00edsticos e uma forma de conv\u00edvio que prega que \u201ca vida \u00e9 curta, por isso, viva o agora!\u201d. Quando nos deparamos com a frase que diz: \u201cf<em>rustra\u00e7\u00f5es intensivas envenenam a alma, mas o esp\u00edrito clama por conhecer a verdade\u201d,<\/em> n\u00e3o damos ouvido. Principalmente por acharmos que n\u00e3o existe uma \u00fanica verdade, um \u00fanico caminho e uma \u00fanica vida. Isso \u00e9 coisa de pensamento medieval.<\/p>\n<p>Os livros de autoajuda cont\u00eam afirma\u00e7\u00f5es que asseguram os leitores\/pacientes que a culpa\u00a0\u00e9 algo que escolhemos carregar. O\u00a0<em>sofrimento<\/em>? S\u00f3 tem aquele que decide ter. A<em>\u00a0maldade<\/em>\u00a0est\u00e1 ligada apenas a quest\u00f5es morais. E o\u00a0<em>pecado<\/em>? Uma ideia retrograda, j\u00e1 superada e intrinsecamente ligada \u00e0 cultura judaico-crist\u00e3, ou seja, uma palavra para ser esquecida.<\/p>\n<p>A filosofia da moda defende que\u00a0<em>\u201ctudo \u00e9 relativo\u201d<\/em>. Existem v\u00e1rios trajetos para um mesmo percurso. As respostas s\u00e3o pragm\u00e1ticas: \u201c10 passos para\u2026\u201d, \u201ccomo conseguir em\u2026\u201d, \u201cseja o maior\u2026\u201d. Mas, n\u00e3o consigo entender autoestima com nenhuma destas recomenda\u00e7\u00f5es. Ali\u00e1s, nunca concordei com essa palavra. Como algu\u00e9m pode se bastar? Ser feliz por si s\u00f3?<\/p>\n<p>A humanidade caminha para a constru\u00e7\u00e3o de templos p\u00f3s-modernos, local onde cada um quer ser o deus de si mesmo. Ou\u00e7o, vejo e presencio cotidianamente pessoas que se prostram a v\u00e1rios destes deuses. O pluralismo, o deus mercado, os dogmas do academicismo e os mandamentos inquestion\u00e1veis do secularismo na rotina das universidades. Agora descobrimos que somos livres! Ora,<em> \u201cvivemos numa democracia e aprendemos na faculdade que estamos livres das tradi\u00e7\u00f5es\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Prova disso s\u00e3o os \u00edndices de estudantes que, a cada dia, abandonam sua f\u00e9 por pouco. Recebem, refletem e aceitam as verdades do sistema de \u201coferta de sentidos\u201d. Remontam sua individualidade. Com aplicativos ideol\u00f3gicos, moldam seu conceito de \u201cverdade\u201d a partir daquilo que pensam ou acreditam.<\/p>\n<p>Agostinho inicia o primeiro cap\u00edtulo do livro \u201cAs Confiss\u00f5es\u201d com um reconhecimento:\u00a0<em>\u201cfizeste-nos para ti, e inquieto est\u00e1 o nosso cora\u00e7\u00e3o, enquanto n\u00e3o repousa em ti\u201d<\/em>. A repercuss\u00e3o dos deuses que habitam os templos (p\u00f3s) modernos reflete o mal estar da identidade dos humanos e suas profundas consequ\u00eancias existenciais, como: complexos, orgulho, medo, inseguran\u00e7a, frustra\u00e7\u00e3o (\u2026).<\/p>\n<p>Por esses e outros motivos que afirmo: n\u00e3o precisamos de deuses antigos, nem pr\u00e9 ou p\u00f3s-modernos. Nosso corpo, alma e esp\u00edrito clamam por aquele que era antes que tudo viesse a ser. Ele foi, \u00e9, e sempre ser\u00e1! Dele viemos e para ele iremos, se o seguirmos.<\/p>\n<p>Jesus mesmo disse: <em>\u201ceu sou o caminho, a verdade e a vida. Ningu\u00e9m vem ao pai, a n\u00e3o ser por mim\u201d<\/em>. [Jo 14.6]<\/p>\n<p><em>Soli Deo Gloria<\/em><\/p>\n<p>___________________<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/vinnicius87\" target=\"_blank\"><strong>Vinn\u00edcius Almeida<\/strong><\/a> \u00e9 assistente social, membro da Primeira Igreja Batista de S\u00e3o Jo\u00e3o Cl\u00edmaco (SP) e atualmente leciona no Instituto Teol\u00f3gico Quadrangular tem\u00e1ticas relacionadas \u00e0 Pastoral Urbana e Miss\u00e3o Integral.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Vinn\u00edcius Almeida Arist\u00f3teles (384-322 a.C.) j\u00e1 dizia que\u00a0\u201c\u00e9 inato ao ser humano o anseio pelo conhecimento\u201d. Prova disto \u00e9 que somos seres inclinados desde a inf\u00e2ncia a formularmos perguntas e buscarmos por respostas. A curiosidade baseia-se na procura pelo conhecimento. Por\u00e9m, s\u00e3o n\u00edtidas as trevas dos tempos (p\u00f3s) modernos. 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