{"id":1746,"date":"2012-06-15T11:26:55","date_gmt":"2012-06-15T14:26:55","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/?p=1746"},"modified":"2012-06-15T11:28:32","modified_gmt":"2012-06-15T14:28:32","slug":"a-historia-de-um-protagonista-chamado-simao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2012\/06\/15\/a-historia-de-um-protagonista-chamado-simao\/","title":{"rendered":"A hist\u00f3ria de um protagonista chamado Sim\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Alan C\u00e9sar<\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2012\/06\/1380764_cross_walk.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-1746\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\" data-lightview-title=\"1380764_cross_walk\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-1748\" title=\"1380764_cross_walk\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2012\/06\/1380764_cross_walk.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"293\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2012\/06\/1380764_cross_walk.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2012\/06\/1380764_cross_walk-150x146.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Eu tinha ido a Jerusal\u00e9m para participar da P\u00e1scoa. Fazia essa viagem uma vez por ano. Caminhava quil\u00f4metros e quil\u00f4metros para sacrificar um cordeiro.<\/p>\n<p>Dessa vez, a cidade de Jerusal\u00e9m estava t\u00e3o cheia que tive que conseguir um lugar para me hospedar no campo. Quando foi sexta-feira bem cedo, fui at\u00e9 Jerusal\u00e9m para comprar algumas coisas. Afinal, assim que ocorresse o p\u00f4r do sol, seria s\u00e1bado e n\u00e3o poderia fazer mais nada.<\/p>\n<p>Enquanto entrava na cidade, notei um enorme corredor humano&#8230;<\/p>\n<p>Aproximei-me para ver do que se tratava e foi ent\u00e3o que o vi pela primeira vez. Seu rosto estava desfigurado, mas seu semblante transmitia mansid\u00e3o.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>N\u00e3o deu nem tempo de perguntar qual crime aquele homem cometeu para estar sendo condenado. Lembro-me que um soldado enorme me agarrou pelo bra\u00e7o e me obrigou a carregar a trave de sua cruz.<\/p>\n<p>Era um madeiro pesado e sujo de sangue. Colocaram-no em minhas costas e agora quem chegasse ao corredor humano pensaria ser eu o criminoso. Que vergonha! Toda hora eu tinha que dizer \u201c\u00e9 ele o pecador, eu sou inocente, s\u00f3 estou ajudando\u201d.<\/p>\n<p>Carreguei\u00a0 aquela cruz at\u00e9 o final da via dolorosa. Ent\u00e3o, pegaram a cruz e pregaram nela aquele homem de rosto desfigurado e semblante manso.<\/p>\n<p>Distanciei-me da cruz com pena do criminoso. Minha mente se perturbava dentro de mim, pois n\u00e3o deveria ter pena desse homem. Ele era um criminoso, afinal. Merecia estar ali.<\/p>\n<p>A pena que tinha dele n\u00e3o me permitiu ficar olhando seu rosto, ficar assistindo sua vida se ofuscar na cruz. Fui cuidar dos meus afazeres. Desci do monte e me dirigi \u00e0 feira de Jerusal\u00e9m. Antes n\u00e3o tivesse ido. Chegando l\u00e1, de repente, ficou tudo escuro, mesmo sendo meio dia. Teve at\u00e9 terremoto. Virou uma confus\u00e3o aquela cidade cheia de gente.<\/p>\n<p>Voltei para o campo e perguntei para diversas pessoas se algu\u00e9m sabia quem era aquele homem. Disseram-me que se tratava de um revolucion\u00e1rio que amea\u00e7ava o trono de C\u00e9sar e que, por isso, foi crucificado.<\/p>\n<p>Mas teve um centuri\u00e3o que falou algo diferente. Ele me contou que j\u00e1 tinha presenciado diversas pessoas morrerem na cruz, mas que aquela morte era diferente, pois mesmo em tal circunst\u00e2ncia esmagadora, sua vida exalava Gl\u00f3ria. Como \u201c<em>Gl\u00f3ria<\/em>\u201d diante da derrota da cruz? N\u00e3o fui capaz de entender. Al\u00e9m disso, o mesmo centuri\u00e3o me garantiu que verdadeiramente aquele homem era justo.<\/p>\n<p>Hoje eu sei que se tratava do Messias, o Cristo. Sei, inclusive, que a cruz que carreguei era minha, e n\u00e3o a dele. Era eu quem merecia estar ali, pendurado nela. Descobri a raz\u00e3o de seu sil\u00eancio. Ele ficou calado, pois era a ovelha muda do profeta Isaias. Arrependo-me de ter reclamado de carregar sua cruz. N\u00e3o devia nem ter levado meu cordeiro ao templo, n\u00e3o precisava ter feito isso. Eu j\u00e1 tinha estado diante do <em>verdadeiro Cordeiro<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>* Este texto \u00e9\u00a0uma fic\u00e7\u00e3o. N\u00e3o deve ser tomado como &#8220;real&#8221;.<\/p>\n<p>____________________<\/p>\n<p>Alan C\u00e9sar Corr\u00eaa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Alan C\u00e9sar Eu tinha ido a Jerusal\u00e9m para participar da P\u00e1scoa. Fazia essa viagem uma vez por ano. Caminhava quil\u00f4metros e quil\u00f4metros para sacrificar um cordeiro. Dessa vez, a cidade de Jerusal\u00e9m estava t\u00e3o cheia que tive que conseguir um lugar para me hospedar no campo. 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