{"id":1182,"date":"2011-10-10T16:04:12","date_gmt":"2011-10-10T19:04:12","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/?p=1182"},"modified":"2011-10-17T10:47:41","modified_gmt":"2011-10-17T13:47:41","slug":"o-dilema-da-escolha-profissional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/2011\/10\/10\/o-dilema-da-escolha-profissional\/","title":{"rendered":"O dilema da escolha profissional"},"content":{"rendered":"<p><strong>Voc\u00ea viu que a edi\u00e7\u00e3o 332 da revista Ultimato abordou <a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/revista\/artigos\/332\/trabalho-fe-e-desafios\" target=\"_blank\">a quest\u00e3o do trabalho<\/a>? Que tal ler mais uma reflex\u00e3o sobre o assunto? A convidada da vez \u00e9 Lorenna Reis, uma farmac\u00eautica que teve de lutar contra a expectativa dos pais e amigos para definir sua carreira&#8230; <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2011\/10\/10_10_blogjovem_medica.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-1182\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-1183\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2011\/10\/10_10_blogjovem_medica.jpg\" alt=\"\" width=\"198\" height=\"222\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2011\/10\/10_10_blogjovem_medica.jpg 198w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/jovem\/files\/2011\/10\/10_10_blogjovem_medica-133x150.jpg 133w\" sizes=\"auto, (max-width: 198px) 100vw, 198px\" \/><\/a>Quando eu era crian\u00e7a e algu\u00e9m me perguntava o que eu seria quando crescesse, sempre respondia com muita firmeza e convic\u00e7\u00e3o: \u201cvou ser m\u00e9dica!\u201d. N\u00e3o sei ao certo como foi que essa id\u00e9ia surgiu em minha mente, mas sei que sendo crian\u00e7a, sempre me deixava influenciar por aquilo que meus pais e amigos falavam, e o que eu sempre ouvia \u00e9 que ser m\u00e9dico \u00e9 bonito, chique e que d\u00e1 muito dinheiro! Ent\u00e3o, como uma garota esperta, mais que rapidamente determinei que essa seria a minha profiss\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>Os anos foram se passando e a crian\u00e7a se tornou uma adolescente que ainda sonhava em ser m\u00e9dica. Por\u00e9m a certeza da inf\u00e2ncia foi sendo substitu\u00edda por d\u00favidas e incertezas. Muitos questionamentos surgiram em minha mente: \u201cpor que eu sonho em ser m\u00e9dica? Eu realmente tenho voca\u00e7\u00e3o pra essa profiss\u00e3o? Tenho psicol\u00f3gico pra conviver de perto com mortes e doen\u00e7as? Valeria \u00e0 pena trabalhar com aquilo que n\u00e3o quero s\u00f3 pelo status social e dinheiro?\u201d. Aos poucos fui percebendo que eu n\u00e3o tinha voca\u00e7\u00e3o pra exercer a Medicina. Eu sonhava me tornar m\u00e9dica apenas por influ\u00eancia das pessoas \u00e0 minha volta e n\u00e3o estava disposta a conviver de maneira t\u00e3o direta com o sofrimento das pessoas, com doen\u00e7as e perdas, ainda que isso me trouxesse muito dinheiro.<!--more--><\/p>\n<p>No auge dos meus 17 anos deixei um pouco de lado as press\u00f5es que vinha sofrendo e, ap\u00f3s pesquisar mais a fundo sobre diversas profiss\u00f5es, conclui que gostaria de ser farmac\u00eautica e seguiria a carreira industrial, pois era aquilo que realmente tinha a ver comigo, que esta era a minha voca\u00e7\u00e3o! Al\u00e9m do mais, seria uma profiss\u00e3o que me permitiria atuar na \u00e1rea de Sa\u00fade de uma maneira indireta, como eu pretendia. Mas e agora: como enfrentar a press\u00e3o da fam\u00edlia e dos amigos? Como seria capaz de frustrar as expectativas que eles tinham na minha carreira profissional? Esse foi um desafio que transpus tendo como base a minha determina\u00e7\u00e3o, os meus objetivos de vida e os valores que aprendi no meio crist\u00e3o. N\u00e3o gostaria de ser uma profissional frustrada, que escolheu sua carreira baseada em influ\u00eancias externas e em retornos financeiros.<\/p>\n<p>Hoje, no auge dos meus 23 anos, sou uma profissional rec\u00e9m-formada, j\u00e1 empregada e trabalho em uma ind\u00fastria farmac\u00eautica renomada no mercado. Me sinto feliz em minha profiss\u00e3o e em nenhum momento me arrependi da minha escolha. Sei que provavelmente n\u00e3o ganharei o retorno financeiro e status social que teria se tivesse cursado Medicina; todavia, provavelmente tamb\u00e9m n\u00e3o estaria me sentindo em paz e tranq\u00fcila por saber que fa\u00e7o aquilo que gosto, que escolhi algo pensando no que realmente almejo pra mim, no que tem a ver com o meu jeito de ser.<\/p>\n<p>N\u00e3o quero fazer apologia \u00e0 uma profiss\u00e3o ou desmerecer outra. Quero apenas exemplificar, com minha experi\u00eancia pessoal, o conflito que vivi ao escolher minha profiss\u00e3o. Defendo at\u00e9 o fim a teoria de que devemos fazer o que gostamos, pode parecer clich\u00ea, mas \u00e9 a verdade. O que adianta cedermos \u00e0s press\u00f5es, atendermos \u00e0s expectativas que as pessoas t\u00eam sobre n\u00f3s se, no final, estaremos nos tornando profissionais frustrados?<\/p>\n<p>Pense em sua vida e reflita onde voc\u00ea est\u00e1 deixando sua vontade pr\u00f3pria de lado pra atender \u00e0s expectativas externas. Se voc\u00ea ainda est\u00e1 na fase de decis\u00e3o de sua carreira, pense bem naquilo que est\u00e1 te atraindo, nos valores que est\u00e3o te movendo. Se voc\u00ea j\u00e1 \u00e9 formado, por que fez o curso que fez? Por que trabalha onde trabalha? E se voc\u00ea n\u00e3o cursou uma faculdade, por que n\u00e3o o fez? Sempre h\u00e1 tempo para novos come\u00e7os! Sempre h\u00e1 tempo de revermos nossos conceitos e ficarmos em paz com nossas atitudes. A melhor maneira de lidar com as press\u00f5es \u00e9 ter em mente aquilo que buscamos pra n\u00f3s e defender ao m\u00e1ximo o nosso direito de escolha.<\/p>\n<p>__________<\/p>\n<p><strong>Lorenna Franco Reis<\/strong> tem 23 anos, \u00e9 farmac\u00eautica formada pela Universidade Federal de Ouro Preto e frequenta a Igreja Presbiteriana Central de An\u00e1polis (GO)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea viu que a edi\u00e7\u00e3o 332 da revista Ultimato abordou a quest\u00e3o do trabalho? Que tal ler mais uma reflex\u00e3o sobre o assunto? 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