{"id":819,"date":"2017-05-16T10:49:29","date_gmt":"2017-05-16T13:49:29","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/?p=819"},"modified":"2022-10-18T16:28:09","modified_gmt":"2022-10-18T19:28:09","slug":"thomas-barnardo-e-o-incansavel-ministerio-com-criancas-de-rua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/2017\/05\/16\/thomas-barnardo-e-o-incansavel-ministerio-com-criancas-de-rua\/","title":{"rendered":"Thomas Barnardo e o incans\u00e1vel minist\u00e9rio com crian\u00e7as de rua"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><span style=\"color: #000000;\">O amor pelas crian\u00e7as e a preocupa\u00e7\u00e3o pelo bem-estar deles s\u00e3o elementos t\u00e3o essenciais da cultura crist\u00e3, que acabamos achando-os naturais. Mas nem sempre foi assim. O sacrif\u00edcio de crian\u00e7as, por exemplo, ocorria em v\u00e1rias religi\u00f5es pag\u00e3s e sua pr\u00e1tica pelos amonitas para apaziguar o deus Milcom ou Moloque provocava f\u00faria e horror nos profetas do Antigo Testamento.<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Ao que parece, no mundo antigo n\u00e3o havia reprova\u00e7\u00e3o nem legal nem \u00e9tica do aborto ou do infantic\u00eddio. Os pais tinham plenos direitos de sentenciar vida ou morte aos pr\u00f3prios filhos.<sup>1<\/sup> Por exemplo, encontrou-se entre os papiros <em>Oxyrhynchus <\/em>a carta de um homem chamado Hil\u00e1rio \u00e0 esposa gr\u00e1vida, Alis: \u201cSe for menino, deixe-o viver; se for menina, abendone-a\u201d.<sup>2<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u00c9 verdade que o Juramento de Hip\u00f3crates, feito pelos m\u00e9dicos, inclu\u00eda a declara\u00e7\u00e3o: \u201cn\u00e3o darei a nenhuma mulher subst\u00e2ncia abortiva\u201d. Grande parte do juramento talvez n\u00e3o tenha sido escrito por Hip\u00f3crates (460-377 a.C.), \u201co pai da medicina\u201d, mas por seus disc\u00edpulos. Ainda assim, conforme escreveu W. H. S. Jones, \u201c\u00e9 muito dif\u00edcil acreditar que o n\u00facleo, pelo me\u00adnos, do Juramento n\u00e3o remonte ao \u2018grande\u2019 Hip\u00f3crates em pessoa\u201d.<sup>3<\/sup> Mas essa parte do juramento costumava ser quebrada, j\u00e1 que nas sociedades permissivas da Gr\u00e9cia e de Roma a destrui\u00e7\u00e3o ou abandono de crian\u00e7as indesejadas tornaram-se pr\u00e1ticas normais. Por outro lado, os crist\u00e3os opunham-se a isso com argumentos teol\u00f3gicos e morais. Por exemplo, Tertuliano, em <em>Apologia<\/em>, acusa os romanos de infantic\u00eddio e depois prossegue:<\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>No nosso caso, j\u00e1 que o homic\u00eddio \u00e9 proibido de uma vez por todas, n\u00e3o podemos destruir nem mesmo o feto no ventre, ainda que o ser humano receba o sangue de outras partes do corpo para manter-se. Impedir um nascimento \u00e9 apenas um homic\u00eddio mais r\u00e1pido; tam\u00adb\u00e9m n\u00e3o importa se o que se toma \u00e9 uma vida j\u00e1 nascida ou se o que se destr\u00f3i \u00e9 uma vida por nascer. \u00c9 um homem (<\/em>i<em>.<\/em>\u00e9. <em>um ser humano) que vir\u00e1 a ser; o fruto j\u00e1 est\u00e1 na semente.<\/em><sup>4<\/sup><\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Ap\u00f3s a convers\u00e3o de Constantino em 312 d.C., o aborto tornou-se crime e foram estabelecidos orfanatos em Roma, Atenas e outros lugares. E esse reconhecimento da santidade e dignidade das crian\u00e7as do mundo \u00e9 devido principalmente a Jesus Cristo. Os Evangelhos sin\u00f3ticos descrevem duas ocasi\u00f5es distintas em que recebeu crian\u00e7as e ordenou que as pessoas fossem como elas. A primeira foi quando levavam crian\u00e7as pequenas (\u201ccriancinhas\u201d, de acordo com Lc 18.15) para que lhes impusesse as m\u00e3os, aben\u00e7oando-as. Mas quando os disc\u00edpulos censuraram os que as traziam, Jesus ficou indignado, dizendo:<\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>\u201cDeixem vir a mim as crian\u00e7as, n\u00e3o as impe\u00e7am; pois o Reino de Deus pertence aos que s\u00e3o semelhantes a elas. Digo-lhes a verdade: Quem n\u00e3o receber o Reino de Deus como uma crian\u00e7a, nunca entrar\u00e1 nele\u201d. Em seguida, tomou as crian\u00e7as nos bra\u00e7os, imp\u00f4s-lhes as m\u00e3os e as aben\u00e7oou. (Mc 10.13ss.; cf. Mt 19.13ss.; Lc 18.15ss.). <\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A segunda ocasi\u00e3o foi proporcionada por uma discuss\u00e3o sobre quem seria o maior no reino de Deus. Dessa vez Jesus tomou a iniciativa de chamar uma crian\u00e7a e coloc\u00e1-la em p\u00e9 no meio deles. Ent\u00e3o, insistiu que a menos que os adultos se convertam e se tornem como criancinhas, jamais entrar\u00e3o no reino. Assim, os que se humilham como uma crian\u00e7a s\u00e3o os maiores no reino (Mt 18.1ss.; Mc 9.35ss.; Lc 9.46ss.).<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><span style=\"color: #000000;\"><strong>Thomas Barnardo <\/strong><\/span><\/h4>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Entre todos os que foram inspirados pelo respeito que Jesus tinha pelas crian\u00e7as, um dos mais impressionantes \u00e9 o Dr. Thomas Barnardo (1845\u20131905). Convertido a Cristo aos dezessete anos, entrou no Hospital de Londres como estudante de medicina quatro anos mais tarde, com inten\u00e7\u00e3o de ir \u00e0 China como m\u00e9dico mission\u00e1rio. Mas em poucos meses ocorreram fatos que mudaram a dire\u00e7\u00e3o de sua vida. Ele descobriu a exist\u00eancia miser\u00e1vel de crian\u00e7as pobres e, em 1870, aos vinte e cinco anos, abriu a primeira casa para elas em Stepney. Ele resolveu permanecer em Londres e dedicar a vida ao resgate daquelas \u201cmais desamparadas e necessitadas de todas as criaturas de Deus \u2013 as crian\u00e7as carentes\u201d.<sup>5<\/sup> Em quarenta anos levantou 3 milh\u00f5es e 250 mil libras, estabeleceu redes de casas para recep\u00e7\u00e3o, cuidado e treinamento de crian\u00e7as sem teto, carentes e enfermas,<sup>6<\/sup> e resgatou 60.000 meninos e meninas da mis\u00e9ria. Hoje podemos cham\u00e1-lo de santo padroeiro das crian\u00e7as de rua.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O minist\u00e9rio de Thomas Barnardo, dedicado \u00e0s crian\u00e7as, teve um in\u00edcio dram\u00e1tico. Entre os meninos de rua que conhecia havia John Somers, conhecido por \u201cCenoura\u201d por causa dos cabelos vermelho-fogo, Ele tinha apenas onze anos e costumava dormir ao relento em alguma parte entre o Covent Garden e o Billinsgate. Em uma de suas rondas no meio da noite, Barnardo escolheu cinco meninos de rua para acomod\u00e1-los em casa. \u201cCenoura\u201d pediu para ser inclu\u00eddo, mas n\u00e3o havia lugar. Ent\u00e3o Barnardo lhe prometeu a vaga seguinte.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2017\/05\/blog_Stott_criancas_17_5_2017.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-819\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\" data-lightview-title=\"Pixabay\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-821 size-full\" title=\"Pixabay\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2017\/05\/blog_Stott_criancas_17_5_2017.jpg\" alt=\"\" width=\"314\" height=\"177\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2017\/05\/blog_Stott_criancas_17_5_2017.jpg 314w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2017\/05\/blog_Stott_criancas_17_5_2017-300x169.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2017\/05\/blog_Stott_criancas_17_5_2017-150x85.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 314px) 100vw, 314px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Algumas manh\u00e3s depois, quando um carregador empurrava vasilhames abertos colocados junto \u00e0 parede, incomodou um garoto que dormia ao lado de outro, aparentemente tamb\u00e9m adormecido. Um deles, liso como uma cobra, escapou, mas quando o carregador tocou o outro, n\u00e3o houve rea\u00e7\u00e3o nem movimento&#8230; o garoto estava morto. Era o \u201cCenoura\u201d. A investiga\u00e7\u00e3o do delegado concluiu \u201cMorte por exaust\u00e3o, consequ\u00eancia de abandono frequente e car\u00eancia alimentar\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Essa trag\u00e9dia foi incendiando a alma sens\u00edvel de Barnardo &#8230; Aos poucos uma decis\u00e3o formou-se em seu cora\u00e7\u00e3o. \u201cNunca mais!\u201d, disse, \u201cNunca mais!\u201d &#8230; Pregou um quadro de avisos vistoso do lado de fora da casa de Stepney em letras garrafais: \u201cNENHUMA CRIAN\u00c7A CARENTE JAMAIS SER\u00c1 RECUSADA\u201d.<\/em><sup>7<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A isso acrescentou mais tarde as palavras \u201cUMA PORTA SEMPRE ABERTA\u201d \u2013 onde era poss\u00edvel obter abrigo, comida, roupa e cuidados m\u00e9\u00addicos, se necess\u00e1rio, de imediato a qualquer hora do dia ou da noite.<sup>8<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Mais tarde ainda, Dr. Barnardo podia dizer: \u201cRecebemos crian\u00e7as que nenhuma outra institui\u00e7\u00e3o de caridade tocaria &#8230; crian\u00e7as no \u00faltimo est\u00e1gio de doen\u00e7as terminais; crian\u00e7as aleijadas, paral\u00edticas e cegas; crian\u00e7as que, em consequ\u00eancia de um longo per\u00edodo de neglig\u00eancia e sofrimento, s\u00e3o recebidas s\u00f3 para morrer. A \u00fanica condi\u00e7\u00e3o para que sejam recebidas \u00e9 a car\u00eancia&#8230;\u201d.<sup>9<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Mas o que motivou essa carta r\u00e9gia extraordinariamente abrangente? A vi\u00fava de Barnardo decerto descobriu seu incentivo secreto. Em <em>The Memoirs of the Late Dr Barnardo <\/em>ela escreveu:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Em toda parte Barnardo procurava as crian\u00e7as &#8230; Pois as amava &#8230; Amava-as todas &#8230; No ardor altru\u00edsta da mocidade ele amava mais as piores, com aquela paix\u00e3o que tem prazer no servi\u00e7o altru\u00edsta &#8230; Em meio a um povo que professa seguir Aquele que disse \u201cDeixai vir a mim os pequeninos&#8230;\u201d, as crian\u00e7as passavam fome pelas sarjetas e havia poucos que se importavam.<\/em><sup>10<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Logo ap\u00f3s a morte de Barnardo, publicou-se um poema memorial em Punch, escrita por seu editor, Sir Owen Seamna. Eram oito estrofes. Eis as duas primeiras:<\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>\u201cDeixai vir a mim os pequeninos, <\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>Os pequeninos\u201d, disse a voz de Cristo, <\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>E para aquele cujos l\u00e1bios hoje est\u00e3o emudecidos <\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>Bastou, como lei, a voz do Mestre <\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>\u201cDeixai vir a mim os pequeninos\u201d \u2013 assim o disse <\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>E em seus passos seguiu o verdadeiro disc\u00edpulo, <\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>Levantando os desamparados, unicamente por amor, <\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>Colocando-os nos bra\u00e7os de Deus.<\/em><sup>11<\/sup><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6><strong><span style=\"color: #000000;\">Notas<\/span><\/strong><\/h6>\n<h6><span style=\"color: #000000;\">1.W. B. Ryan, <em>Infanticide, its law, prevalence, prevention and history<\/em> (Churchill, 1862), p. 1862. Veja tamb\u00e9m Rep\u00fablica de Plat\u00e3o, V, 460 e o ensino de Arist\u00f3teles sobre a destrui\u00e7\u00e3o secreta e o destino de beb\u00eas fracos e deformados, conforme documentado por I. Smale em <em>A History of Children<\/em> (Silver Fish Publishing, 1998), vol. I, p. 80. OICv11_<\/span><\/h6>\n<h6><span style=\"color: #000000;\">2. G. Milligan, <em>Selections from the Greek Papyri<\/em> (Cambridge University Press, 1910), p. 32.<\/span><\/h6>\n<h6><span style=\"color: #000000;\">3. W. H. S. Jones, <em>The Doctir\u2019s Oath: an Essay in the History of Medicine<\/em> (Cambridge Uni\u00adversity Press, 1924), citado por N. M. de S. Cameron em The New Medicine: <em>Life and Death after Hippocrates <\/em>(Crossway Books, 1991), p. 35<\/span><\/h6>\n<h6><span style=\"color: #000000;\">4. Tertuliano, <em>Apolog\u00e9tica<\/em>, cap. IX em Allan Menzies (ed.), <em>The ante-Nicene Fathers<\/em> (Eerdmans, 1973), col. 3, p. 25.<\/span><\/h6>\n<h6><span style=\"color: #000000;\">5. A. E. Williams, <em>Barnardo of Stepney: the father of nobody\u2019s childreb<\/em> (George Allen and Unwin, 1943), p. 7.<\/span><\/h6>\n<h6><span style=\"color: #000000;\">6. Ibid., p. 5.<\/span><\/h6>\n<h6><span style=\"color: #000000;\">7. Ibid., p. 72-73.<\/span><\/h6>\n<h6><span style=\"color: #000000;\">8. Ibid., p. 106.<\/span><\/h6>\n<h6><span style=\"color: #000000;\">9. Ibid., p. 191.<\/span><\/h6>\n<h6><span style=\"color: #000000;\">10. Sra. Barnardo e J. Marchant, <em>The Momoirs of the Late Dr Barnardo<\/em> (Hodder and Stoughton, 1907), p. 64-65.<\/span><\/h6>\n<h6><span style=\"color: #000000;\">11. Ibid., p. 273.<\/span><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<pre><span style=\"color: #000000;\">Texto originalmente publicado no livro <strong><a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/o-incomparavel-cristo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Incompar\u00e1vel Cristo<\/a><\/strong><\/span>.<\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O amor pelas crian\u00e7as e a preocupa\u00e7\u00e3o pelo bem-estar deles s\u00e3o elementos t\u00e3o essenciais da cultura crist\u00e3, que acabamos achando-os naturais. Mas nem sempre foi assim. O sacrif\u00edcio de crian\u00e7as, por exemplo, ocorria em v\u00e1rias religi\u00f5es pag\u00e3s e sua pr\u00e1tica pelos amonitas para apaziguar o deus Milcom ou Moloque provocava f\u00faria e horror nos profetas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[114],"tags":[15,8441,30671,30672],"class_list":["post-819","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","tag-criancas","tag-familia","tag-orfaos","tag-thomas-barnardo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/819","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=819"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/819\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2143,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/819\/revisions\/2143"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=819"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=819"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=819"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}