{"id":635,"date":"2016-06-28T11:46:29","date_gmt":"2016-06-28T14:46:29","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/?p=635"},"modified":"2016-07-12T08:01:52","modified_gmt":"2016-07-12T11:01:52","slug":"stott-em-5-minutos-ouca-o-espirito-ouca-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/2016\/06\/28\/stott-em-5-minutos-ouca-o-espirito-ouca-o-mundo\/","title":{"rendered":"Stott em 5 minutos: Ou\u00e7a o Esp\u00edrito, Ou\u00e7a o Mundo"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: center;\"><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\">\u00c9 o tempo do metr\u00f4 ou do intervalo entre uma atividade e outra. Leia &#8220;Ou\u00e7a o Esp\u00edrito, Ou\u00e7a o Mundo&#8221; em apenas 5 minutos<\/span><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2016\/07\/BlogUlt_01_07_16_Selo_JS-e1467717373508.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-635\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-650 alignleft\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2016\/07\/BlogUlt_01_07_16_Selo_JS-e1467717373508.jpg\" alt=\"BlogUlt_01_07_16_Selo_JS\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a>\u00c9 bom ouvir John Stott. Seu racioc\u00ednio, seu equil\u00edbrio e sua fidelidade \u00e0s Escrituras foram (enquanto vivo) e ainda s\u00e3o (por meio de seus livros) preciosos para os crist\u00e3os, e at\u00e9 um rem\u00e9dio para a igreja dos nossos dias. Mas nem sempre temos tempo suficiente para ler o que Stott escreveu. Por isso, queremos oferecer uma leitura r\u00e1pida e panor\u00e2mica de alguns dos seus livros.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/ouca-o-espirito-ouca-o-mundo\">Ou\u00e7a o Esp\u00edrito, Ou\u00e7a o Mundo<\/a> \u00e9 o primeiro da s\u00e9rie \u201cLeia Stott em 5 minutos\u201d. Pedimos ao leitor Natan de Castro para fazer uma sele\u00e7\u00e3o dos principais trechos do referido livro que permita outros leitores a terem uma vis\u00e3o geral e consistente do que Stott escreveu em cinco minutos. \u00c9 o tempo do metr\u00f4 ou do intervalo entre uma atividade e outra. Confira.<\/p>\n<p>**<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2016\/06\/oucaoespirito.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-635\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-663 alignright\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2016\/06\/oucaoespirito.jpg\" alt=\"oucaoespirito\" width=\"402\" height=\"382\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2016\/06\/oucaoespirito.jpg 402w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2016\/06\/oucaoespirito-300x285.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2016\/06\/oucaoespirito-150x143.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 402px) 100vw, 402px\" \/><\/a>Ou\u00e7a o Esp\u00edrito, Ou\u00e7a o Mundo<\/strong><\/p>\n<p>N\u00f3s somos chamados a ouvir em dobro, ou seja, ouvir tanto a Palavra quando o mundo. [&#8230;] N\u00e3o estou dizendo que dever\u00edamos ouvir a Deus e aos nossos companheiros humanos da mesma forma ou com o mesmo n\u00edvel de defer\u00eancia. N\u00f3s ouvimos a Palavra com humilde rever\u00eancia, ansiosos por entend\u00ea-la e decididos a acreditar no que viermos a compreender. N\u00f3s ouvimos o mundo com aten\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, igualmente ansiosos por compreend\u00ea-lo, e decididos n\u00e3o necessariamente a crer nele e a obedecer-lhe, mas a simpatizar com ele e buscar gra\u00e7a para descobrir que rela\u00e7\u00e3o existe entre ele e o Evangelho.<br \/>\n(p 29-30)<\/p>\n<p>**<\/p>\n<p>Ouvir duas vezes [&#8230;] \u00e9 a faculdade de ouvir duas vozes ao mesmo tempo, a voz de Deus atrav\u00e9s das Escrituras e as vozes de homens e mulheres ao nosso redor. Frequentemente essas vozes contradizem uma \u00e0 outra, mas nosso prop\u00f3sito ao ouvir tanto uma como a outra \u00e9 descobrir que elas se inter-relacionam. Ouvir duas vezes \u00e9 indispens\u00e1vel para o discipulado crist\u00e3o e para a miss\u00e3o crist\u00e3. Somente atrav\u00e9s da disciplina de ouvir duas vezes \u00e9 que \u00e9 poss\u00edvel tornar-se um \u2018crist\u00e3o contempor\u00e2neo.<br \/>\n(p 31)<\/p>\n<p>**<\/p>\n<p>Eis aqui, pois, o paradoxo da nossa contradi\u00e7\u00e3o humana: nossa dignidade e nossa deprava\u00e7\u00e3o. N\u00f3s somos igualmente capazes do mais sublime gesto de nobreza e da mais vil crueldade. Num momento podemos comportamos como Deus, a cuja imagem somos criados, para logo depois agirmos como animais, dos quais dever\u00edamos diferir completamente. Foram os seres humanos que inventaram os hospitais para cuidar dos doentes, universidades onde se cultiva a sabedoria, assembleias e congressos para o governo justo dos povos, e igrejas onde adorar a Deus. Mas foram eles tamb\u00e9m que inventaram as c\u00e2maras de torturas, os campos de concentra\u00e7\u00e3o e os arsenais nucleares. Estranho e incr\u00edvel paradoxo! Nobre e ign\u00f3bil, racional e irracional, moral e imoral, divino e animal! Como diz C. S. Lewis atrav\u00e9s de Aslam, o homem \u2018descendente de Ad\u00e3o e Eva \u00e9 honra suficientemente grande para que o mendigo mais miser\u00e1vel possa andar de cabe\u00e7a erguida, e vergonha suficientemente grande para fazer vergar os ombros do maior imperador da Terra.\u2019<br \/>\n(p 46)<\/p>\n<p>**<\/p>\n<p>O Evangelho dos ap\u00f3stolos concilia o passado com o presente, o \u2018outrora\u2019 com o agora, o evento hist\u00f3rico com a experi\u00eancia contempor\u00e2nea. Ele declara que n\u00e3o somente Jesus salva, mas tamb\u00e9m que, para faz\u00ea-lo, ele morreu pelos nossos pecados e ressuscitou da morte. Se se proclamar o poder salvador, omitindo os eventos salv\u00edficos, especialmente a cruz, ent\u00e3o o que se pregou n\u00e3o foi o evangelho.<br \/>\n(p 63)<\/p>\n<p>**<\/p>\n<p>Um dos ingredientes mais importantes \u2013 e mais negligenciados \u2013 do discipulado crist\u00e3o \u00e9 o cultivo de um ouvido atento. Quem ouve mal n\u00e3o \u00e9 um bom disc\u00edpulo. O ap\u00f3stolo Tiago deixou isto muito claro. N\u00f3s conhecemos muito bem o texto que ele escreveu a respeito da l\u00edngua, \u2018mal incontido, carregado de veneno mort\u00edfero\u2019. Quanto ao ouvido, por\u00e9m, ele n\u00e3o tem nenhuma cr\u00edtica parecida. Ele nos exorta a n\u00e3o falarmos demais, mas parece insinuar que ouvir nunca \u00e9 demais.<br \/>\n(p 113)<\/p>\n<p>**<\/p>\n<p>N\u00f3s fazemos um grande desservi\u00e7o \u00e0 causa crist\u00e3 sempre que nos referimos ao pastorado como \u2018o minist\u00e9rio\u2019. Ao usarmos o artigo definido, damos a impress\u00e3o que de que o pastorado \u00e9 o \u00fanico minist\u00e9rio que existe, tal como os cl\u00e9rigos medievais, que consideravam o sacerd\u00f3cio como a \u00fanica (ou pelo menos, o mais \u2018espiritual\u2019) voca\u00e7\u00e3o que existe. Eu abandonei esta vis\u00e3o e, portanto, esta linguagem, h\u00e1 cerca de vinte e cinco anos, e agora convido os meus leitores, caso necess\u00e1rio, a juntarem-se a mim nesta penit\u00eancia. Hoje, sempre que algu\u00e9m diz em minha presen\u00e7a \u2018Fulano de Tal vai seguir o minist\u00e9rio\u2019 eu sempre pergunto com a maior inoc\u00eancia: \u2018\u00c9 mesmo? A qual minist\u00e9rio voc\u00ea est\u00e1 se referindo?\u2019 E quando o meu interlocutor replica: \u2018o minist\u00e9rio pastoral\u2019, eu reclamo gentilmente: \u2018ent\u00e3o, por que voc\u00ea n\u00e3o disse logo?!\u2019 O fato \u00e9 que a palavra \u2018minist\u00e9rio\u2019 \u00e9 um termo gen\u00e9rico; enquanto n\u00e3o lhe acrescentarmos um adjetivo, ela n\u00e3o ter\u00e1 especificidade.<br \/>\n(p 157)<\/p>\n<p>**<\/p>\n<p>Uma das maiores necessidades da igreja contempor\u00e2nea \u00e9 que se exponha a B\u00edblia conscientemente no p\u00falpito. Existe por toda parte, uma grande ignor\u00e2ncia, at\u00e9 mesmo quanto aos rudimentos da f\u00e9. Muitos crist\u00e3os s\u00e3o inst\u00e1veis e imaturos. E a principal raz\u00e3o para este triste estado de coisas \u00e9 a escassez de pregadores b\u00edblicos equilibrados, radicais e respons\u00e1veis. O p\u00falpito n\u00e3o \u00e9 lugar de discutir as nossas pr\u00f3prias opini\u00f5es, mas sim, de expor a Palavra de Deus.<br \/>\n(p 189)<\/p>\n<p>**<\/p>\n<p>As pessoas n\u00e3o conseguem entender como \u00e9 que os crist\u00e3os \u2013 aparentemente t\u00e3o inteligentes, em pleno final do s\u00e9culo XX \u2013 podem ser t\u00e3o obtusos a ponto de acreditar na inspira\u00e7\u00e3o e na autoridade da B\u00edblia. Acham insustent\u00e1vel um compromisso com a verdade e a fidelidade da Escritura. Assim, aqueles dentre n\u00f3s que insistem em permanecer fi\u00e9is \u00e0 Escritura eles acusam de falta de integridade intelectual. Dizem que somos obtusos, esquizofr\u00eanicos, suicidas intelectuais e v\u00edtimas de outras patologias igualmente repugnantes. Diante dessas acusa\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, n\u00f3s nos declaramos inocentes, insistindo no fato de que a nossa convic\u00e7\u00e3o acerca das Escrituras nasce da pr\u00f3pria integridade que os nossos cr\u00edticos dizem nos faltar.<br \/>\n(p 195)<\/p>\n<p>**<\/p>\n<p>N\u00f3s nos aproximamos da B\u00edblia com a nossa agenda formulada unilateralmente, nossas expectativas pr\u00e9-estabelecidas, com a cabe\u00e7a feita, descrevendo de antem\u00e3o o que queremos que Deus nos diga. E ent\u00e3o, ao inv\u00e9s de ouvirmos o trovejar de sua voz, tudo o que recebemos s\u00e3o os ecos suaves do nosso pr\u00f3prio preconceito cultural. E Deus nos diz, tal como disse aos seus servos atrav\u00e9s de Isa\u00edas: \u2018Surdos, ouvi, e v\u00f3s, cegos, olhai, para que possais ver. Quem \u00e9 cego como o meu servo, ou surdo como o meu mensageiro, a quem envio?\u2019.<br \/>\n(p 210-211)<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o apenas os leitores da B\u00edblia que s\u00e3o produtos de uma determinada cultura; os autores b\u00edblicos tamb\u00e9m o eram. E Deus levou isso em considera\u00e7\u00e3o quando quis comunicar-se com o seu povo. [&#8230;] Est\u00e1 certo que os contextos culturais em que a B\u00edblia foi escrita s\u00e3o geralmente estranhos a n\u00f3s. Mas n\u00f3s n\u00e3o dever\u00edamos nos ressentir disso, alegando que nos causa problemas. Pelo contr\u00e1rio, dever\u00edamos nos regozijar na condescend\u00eancia de Deus, que desceu ao nosso n\u00edvel a fim de revelar-se em termos lingu\u00edstica e culturalmente apropriados. Essa verdade se aplica, tanto \u00e0 encarna\u00e7\u00e3o de seu Filho, que assumiu carne humana, como a inspira\u00e7\u00e3o da sua Palavra, que foi falada em linguagem humana.<br \/>\n(p 214)<\/p>\n<p>**<\/p>\n<p>Uma das coisas que a igreja mais necessita hoje \u00e9 ter uma consci\u00eancia sens\u00edvel para o mundo que nos cerca. Se somos de fato servos de Jesus Cristo, nossos olhos (\u00e0 semelhan\u00e7a dos olhos de Jesus) precisam estar sempre abertos para a necessidade humana e os nossos ouvidos atentos aos gritos de ang\u00fastia. Assim, tal como Jesus, poderemos reagir de maneira construtiva e compassiva diante do sofrimento do povo.<br \/>\n(p 246)<\/p>\n<p>**<\/p>\n<p>\u00c9 essencial esclarecer logo de in\u00edcio que os crist\u00e3os afirmam unicidade e supremacia apenas com rela\u00e7\u00e3o a Cristo, e n\u00e3o ao Cristianismo, em qualquer uma das suas formas institucionais e culturais.<br \/>\n(p 341)<\/p>\n<p>**<\/p>\n<p>A toler\u00e2ncia \u00e9 talvez a mais valorizada das virtudes na cultura ocidental, hoje. Mas nem sempre as pessoas definem o que querem dizer com toler\u00e2ncia. Se n\u00f3s estabelecermos uma distin\u00e7\u00e3o entre tr\u00eas diferentes tipos de toler\u00e2ncia, quem sabem isso nos ajude a esclarecer. A primeira poderia ser chamada de <em>toler\u00e2ncia legal<\/em>; ela procura garantir que os direitos religiosos de toda minoria (geralmente resumimos como a liberdade de \u2018professar, praticar e propagar\u2019 a religi\u00e3o) sejam devidamente protegidos pela lei. Os crist\u00e3os deveriam ser os primeiros a lutar por isso. Outro tipo \u00e9 a <em>toler\u00e2ncia social<\/em>, que estimula o respeito a todas as pessoas, Quaisquer que sejam os seus pontos de vista, procura compreender e valorizar a postura destes e promove a boa vizinhan\u00e7a. Esta tamb\u00e9m \u00e9 uma virtude que aos crist\u00e3os interessa cultivar; ela brota naturalmente do nosso reconhecimento de que todos os seres humanos s\u00e3o criatura de Deus e portadores de sua imagem, e de que ele deseja que vivamos juntos, em harmonia. Mas, e a <em>toler\u00e2ncia intelectual<\/em>, que \u00e9 o terceiro tipo? Cultivar uma mente t\u00e3o aberta que seja capaz de abra\u00e7ar qualquer opini\u00e3o por mais falsa ou danosa que seja, sem nunca rejeitar coisa alguma, isso n\u00e3o \u00e9 virtude; \u00e9 um v\u00edcio que denota fraqueza de esp\u00edrito e de moral. No final, acaba gerando uma confus\u00e3o sem princ\u00edpios entre verdade e erro, entre o bem e o mal. Os crist\u00e3os que creem que o bem e a verdade foram revelados por Cristo, n\u00e3o podem aceitar isso. N\u00f3s estamos decididos a dar testemunho de Cristo, que \u00e9 a encarna\u00e7\u00e3o dos dois.<br \/>\n(p 359-360)<\/p>\n<p>**<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que o comprometimento com a a\u00e7\u00e3o social n\u00e3o ir\u00e1 nos desviar da evangeliza\u00e7\u00e3o? Sim, pode at\u00e9 ser; mas n\u00e3o \u00e9 preciso. N\u00f3s certamente precisamos nos precaver quanto a esta possibilidade. Ali\u00e1s, dever\u00edamos ser gratos pelos \u2018c\u00e3es de guarda\u2019 evang\u00e9licos que latem muito e bem alto ao perceber em n\u00f3s qualquer sinal de diminui\u00e7\u00e3o do comprometimento com a evangeliza\u00e7\u00e3o. Mas se n\u00f3s vivermos \u00e0 luz da morte, ressurrei\u00e7\u00e3o e ascens\u00e3o de Jesus Cristo, os motivos que nos movem a evangelizar ser\u00e3o continuamente renovados nesta fonte perene. E principalmente o fato de Cristo ter sido elevado ao supremo lugar de honra nos haver\u00e1 de inspirar fazendo-nos ansiar que lhe seja dada a gl\u00f3ria devida ao seu nome. E ent\u00e3o a a\u00e7\u00e3o social, longe de desviar-nos da evangeliza\u00e7\u00e3o, ir\u00e1 torn\u00e1-la mais efetiva, conferindo ao evangelho mais visibilidade e mais credibilidade.<br \/>\n(p 393)<\/p>\n<p>**<\/p>\n<p>Para o cristianismo do Novo Testamento \u00e9 fundamental a perspectiva que estamos vivendo \u2018tempos intermedi\u00e1rios\u2019 \u2013 entre o passado e o futuro, entre a primeira e a segunda vinda de Cristo, entre o que foi feito e o que resta por fazer, entre a realidade presente e o destino futuro, entre o reino que veio e o reino que vir\u00e1, entre o \u2018j\u00e1\u2019 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 instaura\u00e7\u00e3o do reino e o \u2018ainda n\u00e3o\u2019 em rela\u00e7\u00e3o a sua consuma\u00e7\u00e3o. Do ponto de vista f\u00edsico \u00e9 naturalmente imposs\u00edvel olhar ao mesmo tempo para duas dire\u00e7\u00f5es opostas; espiritualmente falando, por\u00e9m, \u00e9 essencial que o fa\u00e7amos, olhando para tr\u00e1s, para a encarna\u00e7\u00e3o e todas as suas implica\u00e7\u00f5es, e olhando para frente, para a parusia e tudo que ela h\u00e1 de trazer.<br \/>\n(p 421-422)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Trechos de <a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/ouca-o-espirito-ouca-o-mundo\">Ou\u00e7a o Esp\u00edrito, Ou\u00e7a o Mundo<\/a>, de John Stott (ABU Editora). Selecionados por Natan de Castro. <\/strong><\/p>\n<p><strong>\u2022 Natan de Castro<\/strong> \u00e9 casado com Patr\u00edcia, mora em Goi\u00e2nia (GO) e trabalha como secret\u00e1rio adjunto de forma\u00e7\u00e3o na Alian\u00e7a B\u00edblica Universit\u00e1ria do Brasil (ABUB).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 o tempo do metr\u00f4 ou do intervalo entre uma atividade e outra. Leia &#8220;Ou\u00e7a o Esp\u00edrito, Ou\u00e7a o Mundo&#8221; em apenas 5 minutos &nbsp; \u00c9 bom ouvir John Stott. 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