{"id":440,"date":"2015-06-26T09:33:19","date_gmt":"2015-06-26T12:33:19","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/?p=440"},"modified":"2023-02-28T08:37:01","modified_gmt":"2023-02-28T11:37:01","slug":"quem-define-a-moralidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/2015\/06\/26\/quem-define-a-moralidade\/","title":{"rendered":"Quem define a moralidade?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2015\/06\/JS_26_06_15_Setas.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-440\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-442\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2015\/06\/JS_26_06_15_Setas.jpg\" alt=\"JS_26_06_15_Setas\" width=\"353\" height=\"252\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2015\/06\/JS_26_06_15_Setas.jpg 353w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2015\/06\/JS_26_06_15_Setas-300x214.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2015\/06\/JS_26_06_15_Setas-150x107.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 353px) 100vw, 353px\" \/><\/a>Qual \u00e9, ent\u00e3o, a natureza da vida justa? E como podemos alcan\u00e7\u00e1-la? Em certa situa\u00e7\u00e3o, como podemos saber qual a\u00e7\u00e3o seria correta e qual seria errada? O que nos deixa limpos ou impuros aos olhos de Deus?<\/p>\n<p>Estas s\u00e3o perguntas importantes, e as respostas dadas pelos fariseus s\u00e3o muito diferentes daquelas dadas por Jesus Cristo. Ainda s\u00e3o uma \u00e1rea de controv\u00e9rsia hoje e, por isso, procuraremos descobrir se a discuss\u00e3o de Cristo com os fariseus lan\u00e7a alguma luz sobre o debate contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>Primeiro, algumas defini\u00e7\u00f5es e explica\u00e7\u00f5es. A maneira tradicional de pensar sobre o certo e o errado \u00e9 comumente chamada de <em>prescritiva<\/em>, porque nela as regras s\u00e3o amplamente apresentadas antes de se come\u00e7ar, enquanto uma abordagem mais moderna \u00e9 chamada de <em>circunstancial<\/em>, porque (de acordo com este modo de pensar) \u00e9 a pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o alguma regra predefinida, que deve orientar nossa conduta. Os defensores da moralidade circunstancial rejeitam a antiga por duas raz\u00f5es principais. Primeiro, porque ela \u00e9 <em>autorit\u00e1ria<\/em>. \u00c9 uma moralidade revelada nas leis divinas e refor\u00e7ada por san\u00e7\u00f5es divinas. A conduta correta \u00e9 imposta por uma autoridade externa chamada <em>Deus<\/em>. Eles dizem que uma \u00e9tica circuns\u00adtancial, por sua vez, n\u00e3o precisa de autoridade alguma, mas sim de sua pr\u00f3pria racionalidade intr\u00ednseca.<\/p>\n<p>Segundo, eles a rejeitam porque ela \u00e9 <em>absoluta<\/em>. Argumentam que as leis s\u00e3o inflex\u00edveis e a vida \u00e9 muito complicada para ser governada por regras r\u00edgidas. A nova moralidade, em contrapartida, \u00e9 guiada pelo amor, e o amor pode se adaptar a cada situa\u00e7\u00e3o de uma forma que a lei n\u00e3o pode.<\/p>\n<p>Aqueles que defendem esta abordagem v\u00e3o al\u00e9m. Eles declaram Jesus Cristo e o ap\u00f3stolo Paulo como defensores dela. Afirmam que o pr\u00f3prio Jesus, por amor, violou a lei em diversas ocasi\u00f5es, especialmente com rela\u00e7\u00e3o ao s\u00e1bado. E gostam de citar algumas palavras de Paulo, como, por exemplo, \u201cn\u00e3o est\u00e3o debaixo da Lei\u201d ou \u201co fim da Lei \u00e9 Cristo\u201d ou \u201co amor \u00e9 o cumprimento da Lei\u201d. Por acreditarem que t\u00eam Jesus e Paulo como apoiadores de sua vis\u00e3o, eles ficam felizes em abolir completamente a categoria da lei na \u00e9tica crist\u00e3.<\/p>\n<p>Apenas mais uma coisa precisa ser dita nesta fase, ou seja, que a vida e os ensinamentos de Jesus n\u00e3o demonstram uma distin\u00e7\u00e3o t\u00e3o n\u00edtida entre a lei e o amor. O contraste que representam \u00e9 falso. Somos obrigados a fazer uma escolha que a B\u00edblia n\u00e3o faz nem nos pede para fazer. \u00c9 verdade que Jesus deu prioridade ao amor. Aqui temos um denominador comum. Por\u00e9m, ao fazer isso, ele n\u00e3o rejeitou a lei. O que ele rejeitou foram as <em>interpreta\u00e7\u00f5es equivocadas <\/em>da lei, n\u00e3o a lei em si. Pelo contr\u00e1rio, ele obedeceu a ela em sua pr\u00f3pria vida. Afirmou claramente que n\u00e3o viera para abolir a lei, mas para cumpri-la. Tamb\u00e9m repetiu com ousadia a palavra de Deus em \u00caxodo 20.6 (\u201caos que me amam e obedecem aos meus mandamentos\u201d), insistindo em que seus disc\u00edpulos deveriam am\u00e1-lo e guardar seus mandamentos.<\/p>\n<p>&#8212; John Stott. <a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/as-controversias-de-jesus\">As Controv\u00e9rsias de Jesus<\/a>, p 112-113.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Qual \u00e9, ent\u00e3o, a natureza da vida justa? E como podemos alcan\u00e7\u00e1-la? Em certa situa\u00e7\u00e3o, como podemos saber qual a\u00e7\u00e3o seria correta e qual seria errada? O que nos deixa limpos ou impuros aos olhos de Deus? Estas s\u00e3o perguntas importantes, e as respostas dadas pelos fariseus s\u00e3o muito diferentes daquelas dadas por Jesus Cristo. 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