{"id":1980,"date":"2021-01-19T09:36:15","date_gmt":"2021-01-19T12:36:15","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/?p=1980"},"modified":"2023-02-22T09:13:31","modified_gmt":"2023-02-22T12:13:31","slug":"a-incansavel-busca-de-cristo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/2021\/01\/19\/a-incansavel-busca-de-cristo\/","title":{"rendered":"A incans\u00e1vel busca de Cristo"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #808000;\"><strong>John Stott<\/strong><\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-2034 size-medium\" title=\"Jan Tinneberg | Unsplash\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2021\/01\/jan-tinneberg-tVIv23vcuz4-unsplash-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2021\/01\/jan-tinneberg-tVIv23vcuz4-unsplash-300x200.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2021\/01\/jan-tinneberg-tVIv23vcuz4-unsplash-768x512.jpg 768w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2021\/01\/jan-tinneberg-tVIv23vcuz4-unsplash-732x488.jpg 732w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2021\/01\/jan-tinneberg-tVIv23vcuz4-unsplash.jpg 1000w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Olhando para tr\u00e1s, por toda uma longa vida, muitas vezes tenho me perguntado o que me levou a Cristo. E, como j\u00e1 disse, n\u00e3o foi minha educa\u00e7\u00e3o nem minha escolha independente; foi o pr\u00f3prio Cristo batendo \u00e0 minha porta, chamando-me a aten\u00e7\u00e3o para a sua presen\u00e7a do lado de fora.<\/p>\n<p>Ele fez isso de duas maneiras. A primeira foi por do meu sentimento de aliena\u00e7\u00e3o para com Deus. Eu n\u00e3o era um ateu. Eu cria na exist\u00eancia de Deus \u2014 algu\u00e9m ou alguma coisa em algum lugar, a realidade suprema por tr\u00e1s e al\u00e9m de todos os fen\u00f4menos c\u00f3smicos \u2014, mas n\u00e3o conseguia encontr\u00e1-lo. Eu costumava visitar uma pequena<br \/>\ncapela escura na escola que frequentava, a fim de ler livros religiosos e recitar ora\u00e7\u00f5es. Tudo isso n\u00e3o tinha proveito algum; Deus estava distante e afastado, e eu n\u00e3o conseguia penetrar na n\u00e9voa que parecia envolv\u00ea-lo.<\/p>\n<p>A segunda maneira como vi Cristo batendo em minha porta foi pelo meu senso de derrota. Com o idealismo vibrante da juventude, eu tinha uma imagem her\u00f3ica da pessoa que eu queria ser \u2014 altru\u00edsta e de esp\u00edrito p\u00fablico. Mas tinha, ao mesmo tempo, uma imagem clara de quem eu realmente era \u2014 malicioso, ego\u00edsta e orgulhoso. As duas imagens n\u00e3o combinavam. Eu era uma pessoa com altos ideais, mas sem a m\u00ednima disposi\u00e7\u00e3o de alcan\u00e7\u00e1-los.<\/p>\n<p>Em meio a todo esse sentimento de aliena\u00e7\u00e3o e fracasso, o Estranho \u00e0 porta continuava batendo, at\u00e9 que o pregador que mencionei no in\u00edcio deste cap\u00edtulo [um pregador falando sobre a pergunta de Pilatos: \u201co que farei com Jesus, chamado Cristo?\u201d] lan\u00e7ou luz sobre o meu dilema. Ele falou da morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo. Explicou que Cristo havia morrido para tornar a minha aliena\u00e7\u00e3o em reconcilia\u00e7\u00e3o, e havia ressuscitado dos mortos para tornar a minha derrota em vit\u00f3ria. A correspond\u00eancia entre a minha necessidade subjetiva e a oferta objetiva de Cristo parecia muita pr\u00f3xima para ser uma coincid\u00eancia. As batidas de Cristo em minha porta tornaram-se mais altas e mais insistentes. Eu abri a porta ou ele a abriu? De fato eu a abri, mas somente a sua persist\u00eancia tornou isso poss\u00edvel e at\u00e9 mesmo inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Eu contei a voc\u00ea a minha hist\u00f3ria e me pergunto como \u00e9 a sua. Jesus nos assegura em suas par\u00e1bolas que, quer estejamos conscientemente buscando a Deus, quer n\u00e3o, ele com certeza est\u00e1 nos buscando. Cristo \u00e9 como uma mulher que varre a sua casa em busca de uma moeda perdida; \u00e9 como um pastor que se arrisca nos perigos do deserto em busca de apenas uma ovelha que se perdeu; e \u00e9 como um pai que sente saudades de seu filho pr\u00f3digo e deixa que ele experimente as amarguras de seus desatinos, mas que est\u00e1 pronto, a todo momento, para correr e encontr\u00e1-lo, e dar-lhe as boas-vindas de volta ao lar.<\/p>\n<p>Estou convencido de que em algum momento de nossa vida sentimos o cutuc\u00e3o de Jesus Cristo e o ouvimos bater na porta, embora n\u00e3o reconhe\u00e7amos o que aconteceu. H\u00e1 muitas maneiras diferentes como ele nos busca, nos persegue e nos adverte quando estamos no caminho errado, seguindo na dire\u00e7\u00e3o equivocada.<\/p>\n<p>Pode ser por meio de um sentimento de culpa e vergonha, quando lembramos de algo que pensamos, dissemos ou fizemos e ficamos horrorizados com as profundezas de deprava\u00e7\u00e3o nas quais somos capazes de afundar. Ou pode ser por meio da fossa escura da depress\u00e3o, ou do vazio do desespero existencial, no qual nada faz sentido e tudo \u00e9 absurdo. Ou, ainda, pode ser pelo medo da morte e do julgamento depois dela.<\/p>\n<p>Podemos positivamente, de tempos e tempos, ficar maravilhados com o delicado equil\u00edbrio da natureza, ou com algo maravilhoso para o ouvido, os olhos ou o toque. Ou, ainda, podemos experimentar o \u00eaxtase do amor imerecido ou a dor aguda do amor n\u00e3o-correspondido, porque sabemos instintivamente que o amor \u00e9 a maior de todas as coisas no mundo. \u00c9 em momentos como esses que Jesus Cristo se achega a n\u00f3s e usa a sua m\u00e3o para bater \u00e0 porta ou para cutucar.<\/p>\n<p>Se nos tornarmos cientes da incans\u00e1vel busca de Cristo, desistirmos de tentar escapar dele e nos entregarmos ao abra\u00e7o desse \u201camante tremendo\u201d, n\u00e3o haver\u00e1 espa\u00e7o para ostenta\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quilo que fazemos, mas somente para uma profunda a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as por sua gra\u00e7a e miseric\u00f3rdia, e para a firme resolu\u00e7\u00e3o de passar o tempo e a eternidade a seu servi\u00e7o.<\/p>\n<pre>Texto retirado do cap\u00edtulo 1 do livro <strong><a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/por-que-sou-cristao\">Por Que Sou Crist\u00e3o<\/a><\/strong>, de John Stott (Editora Ultimato).<\/pre>\n<hr>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/a-vida-em-cristo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2020\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2019\/11\/capa_vida_cristo_web2-201x300.jpg\" alt=\"\" width=\"141\" height=\"211\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2019\/11\/capa_vida_cristo_web2-201x300.jpg 201w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2019\/11\/capa_vida_cristo_web2.jpg 240w\" sizes=\"auto, (max-width: 141px) 100vw, 141px\" \/><\/a><\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\n<p><strong><span style=\"color: #808000;\">A VIDA EM CRISTO | JOHN STOTT<\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>A f\u00e9 crist\u00e3 e a vida crist\u00e3 aut\u00eanticas t\u00eam como base a centralidade de Jesus Cristo. O que isso significa?<\/p>\n<p>Pr\u00e1tico e f\u00e1cil de ler, <strong><a href=\"https:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/a-vida-em-cristo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A VIDA EM CRISTO<\/a><\/strong> apresenta as implica\u00e7\u00f5es da vida crist\u00e3 a partir das \u201cpreposi\u00e7\u00f5es\u201d usadas no Novo Testamento. Para John Stott, viver em Cristo, por meio de Cristo, sob Cristo, com Cristo, por Cristo e para Cristo mostra os diferentes aspectos do relacionamento com ele e, em cada caso, com o pr\u00f3prio Jesus Cristo no centro.<\/p>\n<hr>\n<\/div>\n<p><strong>Leia mais<\/strong><br \/>\n\u00bb <a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/2012\/07\/25\/por-que-eu-deveria-derramar-lagrimas\/\">Por que eu deveria derramar l\u00e1grimas?<\/a><br \/>\n\u00bb <a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/a-biblia-toda-o-ano-todo\">A B\u00edblia toda, o ano todo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>John Stott Olhando para tr\u00e1s, por toda uma longa vida, muitas vezes tenho me perguntado o que me levou a Cristo. E, como j\u00e1 disse, n\u00e3o foi minha educa\u00e7\u00e3o nem minha escolha independente; foi o pr\u00f3prio Cristo batendo \u00e0 minha porta, chamando-me a aten\u00e7\u00e3o para a sua presen\u00e7a do lado de fora. 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