{"id":1178,"date":"2018-01-30T00:00:23","date_gmt":"2018-01-30T03:00:23","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/?p=1178"},"modified":"2021-03-03T11:45:34","modified_gmt":"2021-03-03T14:45:34","slug":"compromisso-com-cristo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/2018\/01\/30\/compromisso-com-cristo\/","title":{"rendered":"Compromisso com Cristo"},"content":{"rendered":"<blockquote><p>Em sua ess\u00eancia, o cristianismo \u00e9 o pr\u00f3prio Cristo. \u00c9 um relacionamento pessoal com Cristo como nosso Salvador, Senhor e Amigo. Mas como algu\u00e9m pode se comprometer assim com ele?<\/p><\/blockquote>\n<h4><strong>Algo a admitir<\/strong><\/h4>\n<p><em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-1182 size-medium\" title=\"Foto: Patrick Fore | Unsplash.com\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/blog_Stott_30_01_18_compromisso-300x216.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"216\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/blog_Stott_30_01_18_compromisso-300x216.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/blog_Stott_30_01_18_compromisso.jpg 557w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Admitir<\/em>. O nosso primeiro passo deve ser admitir que (para usar o vocabul\u00e1rio tradicional) n\u00f3s somos \u201cpecadores\u201d e precisamos de um \u201cSalvador\u201d. Por \u201cpecado\u201d a B\u00edblia quer dizer egocentrismo. A ordem de Deus \u00e9 que o amemos em primeiro lugar, depois o nosso pr\u00f3ximo e, por \u00faltimo, a n\u00f3s mesmos. O pecado consiste precisamente em se inverter esta ordem. Pecado \u00e9 colocar a n\u00f3s em primeiro lugar, depois o nosso pr\u00f3ximo (quando nos convier) e Deus em algum lugar remoto. Em vez de amar a Deus com todo o nosso ser, n\u00f3s nos rebelamos contra ele e seguimos o nosso pr\u00f3prio caminho. Em vez de amar e servir ao nosso pr\u00f3ximo, n\u00f3s, por ego\u00edsmo, alimentamos os nossos pr\u00f3prios interesses. E, quando v\u00eam os nossos melhores momentos e nos damos consci\u00eancia disso, ficamos profundamente envergonhados.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do mais, o nosso pecado nos separa de Deus, pois ele \u00e9 absolutamente puro e santo. Deus n\u00e3o pode conviver com o mal, nem olhar para ele, nem aquiescer com ele. A B\u00edblia descreve Deus como uma luz ofuscante e um fogo consumidor. Ent\u00e3o a sua \u201cira\u201d (que, longe de ser uma esp\u00e9cie de mal\u00edcia pessoal, consiste na sua justa hostilidade em rela\u00e7\u00e3o ao pecado) cai sobre n\u00f3s. Como consequ\u00eancia, o que n\u00f3s mais necessitamos \u00e9 de um \u201cSalvador\u201d que possa vencer o abismo que existe entre n\u00f3s e Deus, j\u00e1 que as pontes que n\u00f3s mesmos tentamos construir n\u00e3o alcan\u00e7am a outra margem. N\u00f3s precisamos do perd\u00e3o de Deus e de um novo come\u00e7o.<\/p>\n<p><!--more-->Dos quatro passos, o primeiro \u00e9 provavelmente o mais dif\u00edcil de tomar, porque n\u00f3s o consideramos humilhante. Preferimos confiar em n\u00f3s mesmos, consolidar nossa autoestima e insistir em tentar dar conta de tudo sozinhos. Com essa atitude, nunca chegaremos a Cristo. Como ele mesmo disse: \u201cN\u00e3o s\u00e3o os que t\u00eam sa\u00fade que precisam de m\u00e9dico, mas sim os doentes. Eu n\u00e3o vim para chamar justos [isto \u00e9, os que se consideram justos], mas pecadores\u201d (Marcos 2.17). Em outras palavras, assim como n\u00e3o vamos ao m\u00e9dico a n\u00e3o ser que estejamos doentes e admitamos isso, tamb\u00e9m n\u00e3o iremos a Cristo a n\u00e3o ser que sejamos pecadores e admitamos essa realidade. A recusa orgulhosa de reconhecer isso j\u00e1 manteve mais gente fora do reino de Deus do que qualquer outra coisa. N\u00f3s temos de nos humilhar e admitir que salvar a n\u00f3s mesmos \u00e9 algo imposs\u00edvel.<\/p>\n<h4><strong>Algo para crer<\/strong><\/h4>\n<p>Precisamos <em>crer<\/em> que Jesus Cristo \u00e9 justamente o Salvador que n\u00f3s acabamos de admitir que precis\u00e1vamos. De fato, ele \u00e9 o \u00fanico que tem as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para salvar pecadores em virtude de quem ele \u00e9 e do que ele fez. Quem \u00e9 ele? Ele \u00e9 o eterno Filho de Deus que se tornou humano em Jesus de Nazar\u00e9, e \u00e9 o \u00fanico e exclusivo Deus-homem. O que ele fez? Depois de um minist\u00e9rio p\u00fablico caracterizado por um servi\u00e7o abnegado, foi por vontade pr\u00f3pria a Jerusal\u00e9m e \u00e0 cruz. Ele havia dito anteriormente que iria, por sua pr\u00f3pria vontade, \u201cdar a sua vida\u201d por n\u00f3s (ver Jo\u00e3o 10.11, 18) e que iria \u201cdar a sua vida em resgate\u201d por n\u00f3s (Marcos 10.45). Com isso ele implicava que n\u00f3s \u00e9ramos prisioneiros sem a m\u00ednima possibilidade de escapar e tamb\u00e9m que o pre\u00e7o que ele pagaria pelo nosso resgate seria o sacrif\u00edcio de sua pr\u00f3pria vida. Ele se tornaria nosso substituto, morrendo em nosso lugar. Da mesma forma como assumiu a nossa natureza humana ao nascer, assim tamb\u00e9m ele assumiria o nosso pecado e a nossa culpa, com a sua morte. E foi isso que ele fez. Na cruz ele suportou, embora fosse inocente, a tem\u00edvel penalidade que os nossos pecados mereciam, isto \u00e9, a morte, que \u00e9 a separa\u00e7\u00e3o de Deus.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que a f\u00e9 crist\u00e3 abrange muito mais do que a pessoa e a obra de Cristo. Mas essas duas verdades s\u00e3o essenciais. \u00c9 claro, tamb\u00e9m, que a pessoa divino-humana de Jesus, bem como a sua morte, carregando os nossos pecados (a encarna\u00e7\u00e3o e a expia\u00e7\u00e3o, se quisermos usar os termos teol\u00f3gicos), v\u00e3o al\u00e9m da nossa compreens\u00e3o. Passar\u00edamos a vida inteira, e provavelmente toda a eternidade, tentando penetrar nas profundezas desses mist\u00e9rios. Mas mesmo assim os fatos narrados nos Evangelhos s\u00e3o evid\u00eancias suficientes para n\u00f3s: o Filho de Deus se tornou humano em Jesus de Nazar\u00e9, morreu pelos nossos pecados na cruz e ressuscitou da morte para pagar o pre\u00e7o devido por eles. S\u00e3o essas verdades que o qualificam para salvar a n\u00f3s, pecadores; jamais houve algum outro que reunisse tais condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h4><strong>Algo a considerar<\/strong><\/h4>\n<p>O terceiro passo \u00e9 <em>considerar<\/em> que, al\u00e9m de nosso Salvador, Jesus Cristo quer ser o nosso Senhor. Ele \u00e9, de fato, \u201cnosso Senhor e Salvador Jesus Cristos\u201d (por exemplo, 2 Pedro 3.18), e n\u00f3s n\u00e3o temos a m\u00ednima autoridade de reparti-lo em dois, respondendo somente a uma metade e rejeitando a outra. Pois o fato \u00e9 que ele faz ofertas, mas tamb\u00e9m exig\u00eancias. Ele nos oferece a salva\u00e7\u00e3o (o perd\u00e3o e o poder libertador do seu Esp\u00edrito) e exige a nossa lealdade total e consciente.<\/p>\n<p>Cristo tamb\u00e9m nos chama ao arrependimento. E isso n\u00e3o significa apenas remorso, um vago sentimento de culpa e de vergonha; trata-se de uma virada decisiva, de um rep\u00fadio total a tudo que sabemos desagradar a Deus. Nem \u00e9 somente negativo e referente ao passado. Inclui uma determina\u00e7\u00e3o de seguir o caminho de Cristo daqui em diante, de tornar-nos seus disc\u00edpulos e de aprendermos a obedecer aos seus ensinamentos (cf. Mateus 11.28-30). Ele disse aos seus contempor\u00e2neos que eles deveriam considerar os custos de segui-lo. E acrescentou que se n\u00e3o estivermos dispostos a coloc\u00e1-lo em primeiro lugar, antes mesmo de nossos relacionamentos, nossas ambi\u00e7\u00f5es, nossas posses, n\u00e3o podemos ser seus disc\u00edpulos (Lucas 14.25-27). Ele nos chama a uma lealdade irrestrita, de cora\u00e7\u00e3o inteiro \u2013 nada menos do que isso.<\/p>\n<h4><strong>Algo a fazer<\/strong><\/h4>\n<p>Os tr\u00eas primeiros passos foram uma atividade mental. N\u00f3s <em>admitimos<\/em> que somos pecadores e que precisamos de um Salvador. <em>Cremos<\/em> que Jesus Cristo veio e morreu para ser nosso Salvador. <em>Consideramos<\/em> que ele quer ser tamb\u00e9m nosso Senhor. Mas ainda n\u00e3o fizemos nada a respeito. Ent\u00e3o agora precisamos fazer a pergunta que a multid\u00e3o fez a Pedro no dia de Pentecostes: \u201cIrm\u00e3os, que faremos?\u201d (Atos 2.37). Ou mais ainda, a pergunta que o carcereiro de Filipos fez a Paulo e Silas: \u201cSenhores, que devo fazer para ser salvo?\u201d (Atos 16.30). A resposta \u00e9: cada um de n\u00f3s precisa ir pessoalmente a Jesus Cristo e implorar por sua miseric\u00f3rdia. Uma coisa \u00e9 admitir que precisamos de um Salvador; outra \u00e9 afunilar a nossa necessidade de Cristo e crer que ele veio e morreu para ser <em>o<\/em> Salvador do qual precisamos. Mas ent\u00e3o temos algo <em>a fazer<\/em>: pedir-lhe para ser <em>nosso<\/em> Salvador e <em>nosso<\/em> Senhor. \u00c9 esse ato de compromisso pessoal que falta a muitas pessoas.<\/p>\n<p>O vers\u00edculo que deixou isso claro para mim (lamentavelmente, quase dezoito meses depois de ter dado testemunho p\u00fablico da minha f\u00e9) \u00e9 com justi\u00e7a um favorito de muitos crist\u00e3os. Nele \u00e9 Jesus mesmo quem est\u00e1 falando, e \u00e9 isto que ele diz: \u201cEis que estou \u00e0 porta e bato. Se algu\u00e9m ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo\u201d (Apocalipse 3.20). Jesus se descreve como se estivesse parado do lado de fora da porta fechada de nossa personalidade. Ele est\u00e1 batendo para chamar a nossa aten\u00e7\u00e3o para a sua presen\u00e7a e para expressar o seu desejo de entrar. Ent\u00e3o acrescenta uma promessa: se abrirmos a porta, ele vai entrar e n\u00f3s cearemos juntos. Ou seja: a alegria da comunh\u00e3o que teremos um com o outro ser\u00e1 t\u00e3o imensa que pode ser comparada a um banquete!<\/p>\n<pre>Trecho extra\u00eddo do livro <a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/como-ser-cristao\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Como Ser Crist\u00e3o<\/strong><\/a>.&nbsp;Ultimato, 2016.<\/pre>\n<hr>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/a-vida-em-cristo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2020\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2019\/11\/capa_vida_cristo_web2-201x300.jpg\" alt=\"\" width=\"141\" height=\"211\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2019\/11\/capa_vida_cristo_web2-201x300.jpg 201w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/files\/2019\/11\/capa_vida_cristo_web2.jpg 240w\" sizes=\"auto, (max-width: 141px) 100vw, 141px\" \/><\/a><\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\n<p><strong><span style=\"color: #808000;\">A VIDA EM CRISTO | JOHN STOTT<\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>A f\u00e9 crist\u00e3 e a vida crist\u00e3 aut\u00eanticas t\u00eam como base a centralidade de Jesus Cristo. O que isso significa?<\/p>\n<p>Pr\u00e1tico e f\u00e1cil de ler, <strong><a href=\"https:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/a-vida-em-cristo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A VIDA EM CRISTO<\/a><\/strong> apresenta as implica\u00e7\u00f5es da vida crist\u00e3 a partir das \u201cpreposi\u00e7\u00f5es\u201d usadas no Novo Testamento. Para John Stott, viver em Cristo, por meio de Cristo, sob Cristo, com Cristo, por Cristo e para Cristo mostra os diferentes aspectos do relacionamento com ele e, em cada caso, com o pr\u00f3prio Jesus Cristo no centro.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em sua ess\u00eancia, o cristianismo \u00e9 o pr\u00f3prio Cristo. \u00c9 um relacionamento pessoal com Cristo como nosso Salvador, Senhor e Amigo. Mas como algu\u00e9m pode se comprometer assim com ele? Algo a admitir Admitir. 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