{"id":675,"date":"2013-02-27T00:05:02","date_gmt":"2013-02-27T03:05:02","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/?p=675"},"modified":"2013-03-01T20:49:44","modified_gmt":"2013-03-01T23:49:44","slug":"o-triplo-conhecimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/2013\/02\/27\/o-triplo-conhecimento\/","title":{"rendered":"O Triplo Conhecimento"},"content":{"rendered":"<blockquote><p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cQual \u00e9 o seu \u00fanico consolo, na vida e na morte?\u201d<\/p>\n<p>O meu \u00fanico consolo \u00e9 meu fiel Salvador Jesus Cristo [&#8230;].<\/p>\n<p>\u201cO que voc\u00ea deve saber para viver e morrer neste consolo?\u201d<\/p>\n<p>Primeiro: como s\u00e3o grandes os meus pecados e a minha mis\u00e9ria<\/p>\n<p>Segundo: como sou salvo de meus pecados e de minha mis\u00e9ria<\/p>\n<p>Terceiro: como devo ser grato a Deus por tal salva\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Muitos \u201cSaberes\u201d<\/strong><\/p>\n<p>A segunda pergunta do catecismo de Heidelberg \u00e9 uma pergunta sobre o que se <em>deve<\/em> saber.<\/p>\n<p>H\u00e1 no mundo da experi\u00eancia humana uma variedade de<em> tipos de conhecimento<\/em>, e n\u00e3o devemos confundi-los. \u00c9 um erro fundamentalista recorrente a sugest\u00e3o de que o conhecimento religioso \u00e9 o \u00fanico conhecimento certo, desqualificando outras formas de saber, como o senso comum e a ci\u00eancia. E \u00e9 um erro grave, tamb\u00e9m, tentar formatar todos os saberes em termos cientificistas, como muitos j\u00e1 tentaram no s\u00e9culo passado e continuam tentando hoje.<\/p>\n<p>Em termos mais simples: eu erro se tento colocar o conhecimento da minha esposa na mesma categoria do conhecimento de objetos f\u00edsicos ou do conhecimento do teorema de Pit\u00e1goras. Considere, por exemplo, um buraco na areia. Se eu lhe disser que h\u00e1 uma antiga e rara moeda de ouro l\u00e1 dentro (e houver!) voc\u00ea enfiar\u00e1 a m\u00e3o com entusiasmo. Mas n\u00e3o ter\u00e1 tanto entusiasmo se descobrir que l\u00e1 h\u00e1 uma cobra muito rara; ou ao menos, n\u00e3o enfiar\u00e1 a m\u00e3o ali. Porque <em>a natureza do objeto altera o modo de aproxima\u00e7\u00e3o.<\/em> <!--more--> \u00c9 que o conhecer \u201cobjetos\u201d difere do conhecer outros \u201cobjetos\u201d; e o conhecimento de \u201csujeitos\u201d difere ainda mais do conhecimento de objetos. Sujeitos tem uma dimens\u00e3o objetiva mas n\u00e3o s\u00e3o meros \u201cobjetos\u201c do mundo. N\u00e3o podemos dispor de sujeitos e examin\u00e1-los sem uma rela\u00e7\u00e3o pessoal.<\/p>\n<p>A cada realidade deste mundo de Deus, corresponde uma forma apropriada de experi\u00eancia cognitiva. E o conhecimento mais importante de todos, que qualifica e ordena todos os outros \u2013 muito embora seja aparentemente o mais fr\u00e1gil e o mais incerto \u2013 \u00e9 o conhecimento de Deus e da alma.<\/p>\n<blockquote><p>A cada realidade deste mundo de Deus, corresponde uma forma apropriada de experi\u00eancia cognitiva. E o conhecimento mais importante de todos, que qualifica e ordena todos os outros \u2013 muito embora seja aparentemente o mais fr\u00e1gil e o mais incerto \u2013 \u00e9 o conhecimento de Deus e da alma.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>A Soma de Quase todo o nosso Conhecimento<\/strong><\/p>\n<p>Calvino abre sua Institutas da Religi\u00e3o Crist\u00e3 afirmando que \u201ca soma de quase todo o nosso conhecimento [&#8230;] consta de duas partes: do conhecimento de Deus e de n\u00f3s mesmos\u201d (Institutas, I.1.1). Na verdade esse conhecimento n\u00e3o \u00e9 fr\u00e1gil e incerto, em sua perspectiva; \u00e9 antes verdadeiro e s\u00f3lido. Ent\u00e3o, porque nem sempre parece ser assim?<\/p>\n<p>\u00c9 que se trata de um conhecimento singular, qualitativamente distinto de outras formas de conhecer. \u00c9 uma seguran\u00e7a interior que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o imediata \u00e0 raz\u00e3o l\u00f3gica quanto a certeza de verdades matem\u00e1ticas, como a soma e a subtra\u00e7\u00e3o de n\u00fameros inteiros, nem dispon\u00edvel aos sentidos como objetos f\u00edsicos; mas sem contradizer raz\u00e3o, ela se forma no cora\u00e7\u00e3o e na mente como o reconhecimento da presen\u00e7a de um &#8220;Tu&#8221; divino. N\u00e3o \u00e9 mais ou menos assim que conhecemos uns aos outros? Reconhecemos que h\u00e1 pessoas presentes nas faces que nos olham, e n\u00e3o meramente rob\u00f4s biol\u00f3gicos com cara de gente, mesmo que sejamos incapazes de ver a alma sem o rosto de carne, ou de derivar sua exist\u00eancia matematicamente. Em sua aparente fragilidade, esse saber pessoal \u00e9 um saber muito mais \u00edntimo e determinante da exist\u00eancia do que essas e outras verdades de f\u00e1cil reconhecimento, mas sem import\u00e2ncia suprema.<\/p>\n<p>Para Calvino \u201c\u00e9 not\u00f3rio que jamais chega o homem ao puro conhecimento de si at\u00e9 que haja antes contemplado a face de Deus e da vis\u00e3o dEle des\u00e7a a examinar a si pr\u00f3prio\u201d (Institutas, I.1.2). O que d\u00e1 a esse conhecimento seu car\u00e1ter pr\u00f3prio \u00e9 sua natureza existencial, no sentido de que um encontro com o Deus vivo \u00e9 necess\u00e1rio para produzi-lo, e n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel empregar qualquer outro crit\u00e9rio ou meio para obt\u00ea-lo ou julg\u00e1-lo. Pelo contr\u00e1rio, esse conhecimento \u00e9 que nos julga e nos constitui, de modo a se tornar o novo ponto de partida para a organiza\u00e7\u00e3o de todos os outros saberes. Em Deus sei quem eu sou, e sabendo quem sou sei onde estou no mundo.<\/p>\n<blockquote><p>\u00e9 not\u00f3rio que jamais chega o homem ao puro conhecimento de si at\u00e9 que haja antes contemplado a face de Deus e da vis\u00e3o dEle des\u00e7a a examinar a si pr\u00f3prio\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>O Triplo Conhecimento<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 desse tipo de conhecimento que o catecismo de Heidelberg trata. A resposta \u00e0 segunda pergunta do catecismo \u00e9 a chave partir da qual todo o restante de seu conte\u00fado se organiza, e tem sido chamada de \u201cO Triplo Conhecimento\u201d: <em>minha mis\u00e9ria, minha salva\u00e7\u00e3o, e minha gratid\u00e3o.<\/em> Primeiro somos levados diante de Deus, para saber sobre a nossa gl\u00f3ria e a nossa mis\u00e9ria. Nos descobrimos assim uma \u201cru\u00edna gloriosa\u201d (Pascal), seres feitos \u00e0 imagem de Deus e por isso justamente condenados e alienados por seu pecado, diante da Lei e da justi\u00e7a de Deus.<\/p>\n<p>Esse saber n\u00e3o vem separado do saber sobre a salva\u00e7\u00e3o; pois na verdade \u00e9 a hist\u00f3ria da gra\u00e7a o que revela as profundidades abissais do nosso pecado. Da\u00ed dizermos que \u00e9 um \u201ctriplo conhecimento\u201d, pois eles s\u00f3 podem ser separados para fins did\u00e1ticos. Quando me encontro diante de Deus, conhe\u00e7o-me em minha mis\u00e9ria; mas j\u00e1 conhe\u00e7o a salva\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o me reconheceria diante de Deus sem a sua gra\u00e7a.<\/p>\n<p>E o saber sobre a gra\u00e7a salvadora envolve a cren\u00e7a em Jesus Cristo e sua Palavra. D\u00favidas podem surgir, especialmente sob o influxo da mente moderna e do naturalismo cient\u00edfico, sobre a autoridade das Escrituras e sobre a veracidade dos relatos miraculosos a respeito da origem de Jesus, de suas obras, e de sua ressurrei\u00e7\u00e3o. Mas se h\u00e1 em n\u00f3s a seguran\u00e7a da f\u00e9, essa certeza de coisas invis\u00edveis aos olhos mas n\u00edtidas ao cora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o daremos cr\u00e9dito f\u00e1cil a preconceitos c\u00ednicos e metaf\u00edsicas id\u00f3latras, constru\u00eddas como alternativas artificiais \u00e0 plenitude da realidade. O conhecimento divino sempre vence, nos fazendo duvidar das d\u00favidas e desmascarar os \u00eddolos intelectuais do homem moderno.<\/p>\n<blockquote><p>Mas se h\u00e1 em n\u00f3s a seguran\u00e7a da f\u00e9, essa certeza de coisas invis\u00edveis aos olhos mas n\u00edtidas ao cora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o daremos cr\u00e9dito f\u00e1cil a preconceitos c\u00ednicos e metaf\u00edsicas id\u00f3latras, constru\u00eddas como alternativas artificiais \u00e0 plenitude da realidade.<\/p><\/blockquote>\n<p>E de sabermos da nossa queda e da nossa salva\u00e7\u00e3o, sabemos qual \u00e9 a verdadeira natureza da vida Crist\u00e3. E o que sabemos, acima de tudo, se conhecemos nosso pecado e a enormidade da gra\u00e7a, \u00e9 que<em> vida Crist\u00e3 \u00e9 gratid\u00e3o<\/em>. N\u00e3o existe absolutamente nada, na vida Crist\u00e3, que tenha valor \u00e0 parte da gra\u00e7a. Nada tem valor na vida Crist\u00e3 se n\u00e3o for o produto da opera\u00e7\u00e3o da gra\u00e7a divina em nossa vida. E por isso mesmo, ser Crist\u00e3o e ser grato \u00e9 a mesma coisa. E ser ingrato \u00e9 o mesmo que n\u00e3o ser Crist\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cat\u00f3lico, Evang\u00e9lico&#8230; e Did\u00e1tico!<\/strong><\/p>\n<p>O catecismo de Heidelberg tem m\u00e9ritos que merecem aten\u00e7\u00e3o. Ele re\u00fane quase todo o conhecimento religioso de uma forma excepcionalmente did\u00e1tica, cat\u00f3lica e evang\u00e9lica, incluindo na primeira parte as verdades sobre a fun\u00e7\u00e3o da Lei, a cria\u00e7\u00e3o e a queda do homem, na segunda parte a media\u00e7\u00e3o e salva\u00e7\u00e3o por meio de Jesus Cristo, a resposta de f\u00e9 e o Credo Apost\u00f3lico, que resume a f\u00e9 Crist\u00e3, e na terceira parte a nossa gratid\u00e3o a Deus, que deve se expressar na ora\u00e7\u00e3o segundo Jesus (o \u201cPai-Nosso\u201d) e a obedi\u00eancia \u00e0 Lei de Deus (nos \u201cDez Mandamentos\u201d).<\/p>\n<p>A inclus\u00e3o dos tr\u00eas s\u00edmbolos b\u00e1sicos da f\u00e9 Crist\u00e3 torna o catecismo inteiro uma pe\u00e7a muito rica. Por muitos s\u00e9culos a Igreja tem empregado esses tr\u00eas (o \u201cCredo\u201d, o \u201cPai-Nosso\u201d e os \u201cDez Mandamentos\u201d) como s\u00ednteses do que \u00e9 essencial para a f\u00e9 Crist\u00e3, do que precisamos saber sobre o Deus Trino e a hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, sobre como nos comunicamos com o Deus de Jesus Cristo e sobre os elementos da \u00e9tica B\u00edblica.<\/p>\n<p>Esses s\u00edmbolos tem alto valor missiol\u00f3gico, tendo sido amplamente usados na catequese dos povos pag\u00e3os na Europa \u2013 e far\u00edamos bem em emprega-los na catequese da nossa brasilidade pag\u00e3, seja ela \u201csecular\u201d ou \u201cgospel\u201d! Eles t\u00eam tamb\u00e9m um profundo significado ecum\u00eanico; seu valor \u00e9 reconhecido na Igreja oriental, na Igreja Romana (estando presentes no Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica) e os protestantes n\u00e3o completar\u00e3o sua tarefa de protesto prof\u00e9tico se desprezarem esses s\u00edmbolos, entregando-os \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o romana.<\/p>\n<blockquote><p>A Catolicidade \u00e9 Evang\u00e9lica&#8230;<\/p><\/blockquote>\n<p>E aqui o catecismo mostra seu valor excepcional, ao integrar esses tr\u00eas s\u00edmbolos em uma narrativa teol\u00f3gica distintamente reformada, mostrando a sua catolicidade como uma propriedade derivada do evangelho, e n\u00e3o da Igreja (como em verdade deve ser). A verdade sobre a salva\u00e7\u00e3o pela gra\u00e7a, sem obras ou m\u00e9ritos humanos, \u00e9 claramente o contexto no qual esses s\u00edmbolos s\u00e3o interpretados.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o se trata apenas de did\u00e1tica: o olhar atento certamente notar\u00e1 a correspond\u00eancia entre essa estrutura tripla e a apresenta\u00e7\u00e3o paulina do Evangelho, especialmente como a encontramos na sua Carta aos Romanos. Paulo come\u00e7a ali falando da mis\u00e9ria e do pecado humano, bem como da fun\u00e7\u00e3o reveladora e condenat\u00f3ria da Lei (Rm 1.18-3.20), para em seguida entregar-se a uma grandiosa exposi\u00e7\u00e3o da justifica\u00e7\u00e3o pela f\u00e9, mediante a gra\u00e7a (Rm 3.21-5.21) e em seguida desenvolvendo o significado \u00e9tico dessa salva\u00e7\u00e3o, na santifica\u00e7\u00e3o por meio do Esp\u00edrito Santo (Rm 6.1-8.39). Talvez os leitores mais rigorosos de Paulo preferissem iniciar a reflex\u00e3o sobre a \u201cgratid\u00e3o\u201d em Rm 12.1ss, mas todos concordar\u00e3o que a mesma estrutura encontra-se em Paulo: a lei \u00e9 o pedagogo que mostra o pecado e nos leva a Cristo; Cristo nos salva completa e perfeitamente pela gra\u00e7a, e o resto \u00e9 gratid\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O Saber Terap\u00eautico<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o podemos concluir sem mencionar um detalhe muito importante e, na verdade, \u00f3bvio sobre a segunda pergunta do catecismo. \u00c9 que esse triplo conhecimento, e assim o catecismo inteiro, serve \u00e0 primeira pergunta e existe em virtude dela: \u201cO que voc\u00ea deve saber para viver e morrer neste conforto?\u201d Ora, a segunda pergunta diz respeito<em> ao que \u00e9 preciso saber para habitar no consolo divino.<\/em><\/p>\n<blockquote><p>O catecismo \u00e9 terap\u00eautico<\/p><\/blockquote>\n<p>Quero apenas destacar novamente o que isso significa (e que tratamos no \u00faltimo post): o catecismo n\u00e3o serve \u00e0 mera doutrina\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica, mas \u00e0 forma\u00e7\u00e3o espiritual. <em>O Catecismo \u00e9 terap\u00eautico<\/em>. Ele guarda uma sabedoria sobre como a vida crist\u00e3 funciona. E n\u00e3o se trata de algo muito complexo: tudo na vida Crist\u00e3 depende da for\u00e7a e do alcance do testemunho interno do Esp\u00edrito Santo, que arranca o medo do cora\u00e7\u00e3o e planta o sentido de liberdade que nos faz vencer o pecado e buscar com alegria a vontade de Deus. E o que cresce, na medida em que esse testemunho se torna mais aud\u00edvel, \u00e9 o consolo profundo da alma, por meio de Cristo. O catecismo inteiro serve a esse prop\u00f3sito: ajudar a alma a construir a sua casa sobre a rocha, a seguir o testemunho interno do Esp\u00edrito, e a encontrar conforto perene em Jesus Cristo: na vida e na morte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; \u201cQual \u00e9 o seu \u00fanico consolo, na vida e na morte?\u201d O meu \u00fanico consolo \u00e9 meu fiel Salvador Jesus Cristo [&#8230;]. \u201cO que voc\u00ea deve saber para viver e morrer neste consolo?\u201d Primeiro: como s\u00e3o grandes os meus pecados e a minha mis\u00e9ria Segundo: como sou salvo de meus pecados e de minha [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[116,11699],"tags":[11683,6051,164],"class_list":["post-675","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog","category-mero-cristianismo","tag-crenca","tag-teologia","tag-vida-crista","count-0","even alt","author-guilhermevrc","last"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/675","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=675"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/675\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":677,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/675\/revisions\/677"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=675"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=675"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=675"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}