{"id":607,"date":"2012-09-24T12:59:12","date_gmt":"2012-09-24T15:59:12","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/?p=607"},"modified":"2012-09-25T17:32:38","modified_gmt":"2012-09-25T20:32:38","slug":"extra-nos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/2012\/09\/24\/extra-nos\/","title":{"rendered":"Extra Nos (&#8220;fora de n\u00f3s&#8221;)"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em &#8220;Surpreendido pela Alegria&#8221;, C.S. Lewis apresenta sua longa jornada em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 f\u00e9 no que poder\u00edamos descrever como um trabalho divino de <em>extra\u00e7\u00e3o <\/em>&#8211; &#8220;Fui, como dizem, &#8216;arrancado de dentro de mim mesmo'&#8221;, segundo as suas palavras. As experi\u00eancias com a &#8220;alegria&#8221;, que tiravam o seu sossego e o for\u00e7avam a olhar para al\u00e9m de si mesmo, seriam nada menos que o insistente chamado divino. Lewis precisou at\u00e9 mesmo de uma convers\u00e3o intelectual para finalmente olhar para fora de sua alma <!--more-->, entendendo que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fixar a aten\u00e7\u00e3o simultaneamente na fonte da experi\u00eancia e na impress\u00e3o produzida pela experi\u00eancia, compreens\u00e3o essa alcan\u00e7ada atrav\u00e9s da leitura de certa obra filos\u00f3fica. Aos poucos ele aprendeu que a constante introspec\u00e7\u00e3o e a concentra\u00e7\u00e3o nos &#8220;rastros&#8221; e &#8220;sedimentos&#8221; da experi\u00eancia n\u00e3o apenas \u00e9 in\u00fatil, mas bloqueia o contato com as fontes objetivas da experi\u00eancia.<\/p>\n<p>Assim, de uma pessoa intensa e fundamentalmente introspectiva, Lewis tornou-se menos consciente de si, em sua vida de sensa\u00e7\u00f5es, seus estados mentais, suas ideias, para tornar-se mais consciente da realidade; &#8220;Crer e orar marcaram o in\u00edcio da extrovers\u00e3o&#8221;. Convers\u00e3o significou, para Lewis, <em>extrovers\u00e3o<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><strong>Convers\u00e3o \u00e9 Extrovers\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Creio que essas descobertas de Lewis tem um significado mais do que autobiogr\u00e1fico, j\u00e1 que a introspec\u00e7\u00e3o \u00e9 um problema para tantos de n\u00f3s. N\u00e3o a introspec\u00e7\u00e3o como pr\u00e1tica disciplinada, pontual, mas como <em>fixa\u00e7\u00e3o <\/em>da alma, como forma permanente de organiza\u00e7\u00e3o e de trabalho da consci\u00eancia. Al\u00e9m disso, n\u00e3o me refiro aqui (apenas) ao exame constante e neur\u00f3tico de uma consci\u00eancia atormentada, mas \u00e0 introvers\u00e3o como descrita por Lewis, que seria essa aten\u00e7\u00e3o permanente ao estado de esp\u00edrito, \u00e0s sensa\u00e7\u00f5es produzidas pelas coisas, como forma de obter felicidade e seguran\u00e7a. Essa preocupa\u00e7\u00e3o constante com o sentir-se bem, com os efeitos que as coisas causam &#8220;na pele&#8221;, nos sentidos e no cora\u00e7\u00e3o, a ponto de ignorar a natureza das coisas \u00e9, pelo menos, similar ao que Lewis descreveu. Se for certo dizer que vivemos na era do capitalismo emocional e do trabalho altamente disciplinado visando o prazer do consumo; se vivemos, como alega Christoph T\u00fcrcke a partir de outra problem\u00e1tica, em uma <em>cultura da sensa\u00e7\u00e3o,<\/em> talvez haja at\u00e9 mais do que uma similaridade. Talvez a cultura contempor\u00e2nea sofra de um <em>pathos <\/em>de introvers\u00e3o: n\u00e3o existe verdade, bem e beleza al\u00e9m do n\u00edvel epid\u00e9rmico; a beleza est\u00e1 em quem sente; o bem \u00e9 o que faz sentir bem; a verdade \u00e9 a verdade das minhas percep\u00e7\u00f5es. E <em>o que o cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o sente, aos olhos n\u00e3o interessa<\/em>.<\/p>\n<p>Sinto que, na cultura contempor\u00e2nea, convers\u00e3o tamb\u00e9m ser\u00e1 extrovers\u00e3o, no sentido de reconhecer a fonte da beleza, al\u00e9m do prazer que ela me causa; a objetividade do bem na ordem do mundo e al\u00e9m dele, al\u00e9m do benef\u00edcio que me \u00e9 imediato; e a verdade que n\u00e3o \u00e9 meu sistema de ideias logicamente justificado, mas a realidade. Foi da leitura de Lewis que me veio essa suspeita da vida contempor\u00e2nea como peculiarmente introvertida &#8211; isso a despeito da ci\u00eancia moderna e das graves preocupa\u00e7\u00f5es com o futuro do nosso modo de vida.<\/p>\n<p>Esse tema se liga tamb\u00e9m a um outro que tratamos em <em>posts <\/em>anteriores: o da <em>identidade<\/em>. Temos raz\u00f5es teol\u00f3gicas &#8211; mas n\u00e3o apenas teol\u00f3gicas &#8211; para crer que a identidade do homem est\u00e1 al\u00e9m de si mesmo. Somos \u00e0 imagem de Deus, e isso \u00e9 o que nos foi <em>dado<\/em>, acima de tudo. A recusa em reconhecer a realidade de Deus e a realidade de sua d\u00e1diva nos coloca nessa condi\u00e7\u00e3o de aliena\u00e7\u00e3o, na qual j\u00e1 n\u00e3o podemos nem saber quem somos nem ser quem somos; e em nossa revolta contra Deus, usamos a liberdade para deixar de ser o que somos.<\/p>\n<p>Como a tradi\u00e7\u00e3o agostiniana sempre ensinou, o problema do conhecimento de mim mesmo \u00e9 indissoci\u00e1vel do problema do conhecimento de Deus; a interroga\u00e7\u00e3o sobre quem somos \u00e9 uma ponta de um \u00fanico fio, e na outra ponta desse fio est\u00e1 a interroga\u00e7\u00e3o sobre quem Deus \u00e9. Se o homem contempor\u00e2neo estiver aprisionado e encurvado sobre si mesmo, tanto mais afastado de si mesmo estar\u00e1, na mesma medida em que estar\u00e1 afastado de Deus. Nesse sentido, Lewis n\u00e3o poderia estar mais correto; quanto mais introvertido se torna o homem, menos sentido a sua vida tem, e mais longe ele fica de saber quem \u00e9.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><strong>Espiritualidade Introvertida<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Temo que a espiritualidade evang\u00e9lica, por sua \u00eanfase hist\u00f3rica na convers\u00e3o pessoal e na experi\u00eancia religiosa individual, tenha se tornado particularmente suscept\u00edvel a esse <em>pathos <\/em>contempor\u00e2neo. Uma vez que ele seja reconhecido, a sua compara\u00e7\u00e3o com a espiritualidade e o culto popular das igrejas evang\u00e9licas parecer\u00e1 imediatamente plaus\u00edvel. At\u00e9 mais do que no pentecostalismo tradicional, as igrejas neopentecostais e carism\u00e1ticas mais jovens (ou &#8220;third wave&#8221;, segundo alguns) apresentam uma forte concentra\u00e7\u00e3o nas sensa\u00e7\u00f5es e em experi\u00eancias epis\u00f3dicas de alegria religiosa, como se fossem a ess\u00eancia do Cristianismo.<\/p>\n<p>Naturalmente, a alegria da presen\u00e7a divina n\u00e3o \u00e9 tema novo nem moderno; est\u00e1 nos Salmos! E eu seria o \u00faltimo a dizer que culto bom \u00e9 culto correto e chato. Mas n\u00e3o \u00e9 disso que falamos. A quest\u00e3o \u00e9: quanta realidade atribu\u00edmos ao que <em>n\u00e3o <\/em>sentimos? H\u00e1 verdade religiosa <em>al\u00e9m da sensa\u00e7\u00e3o<\/em>? H\u00e1 beleza objetiva, al\u00e9m daquela que serve ao louvor da igreja, ou al\u00e9m dos meus ouvidos? Quanto <em>valor <\/em>atribu\u00edmos ao que n\u00e3o sentimos, ou ao que est\u00e1 al\u00e9m do que sentimos?<\/p>\n<p>Da simples experi\u00eancia de conversar repetidamente com crist\u00e3os evang\u00e9licos em crise com a sua espiritualidade, pudemos detectar o problema em toda a sua crueza, aqui em L&#8217;Abri. Na medida em que essa experi\u00eancia religiosa &#8220;epid\u00e9rmica&#8221; \u00e9 buscada com mais intensidade, como se fora a busca de Deus, ela simplesmente se desvanece. E quanto mais desvanece, mais ainda \u00e9 buscada, at\u00e9 que todo o senso de realidade \u00e9 perdido e a mensagem Crist\u00e3 se torna uma nebulosa mitologia. Para alguns, o assalto da d\u00favida intelectual acontece nesse ponto, mas curiosamente n\u00e3o tem ra\u00edzes claramente cr\u00edticas; \u00e9 menos amor pela verdade do que simplesmente ansiedade ou ressentimento. Seu resultado \u00e9 sempre o mesmo: na falta de um universo real, e de um ponto de integra\u00e7\u00e3o pessoal, a pessoa n\u00e3o apenas deixa de saber sobre Deus, mas j\u00e1 n\u00e3o sabe quem \u00e9 ela mesma; n\u00e3o consegue mais se encontrar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><strong>Extra Nos<br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Recentemente um pastor de jovens muito famoso apareceu na propaganda de um evento &#8211; a &#8220;Quarta Louca por Jesus&#8221; cheirando uma B\u00edblia, como se fosse &#8220;p\u00f3&#8221;. Na mente de muitos foi apenas a confirma\u00e7\u00e3o de seus temores (ou, para alguns, desejos secretos) de que todo esse experimento religioso n\u00e3o passaria de auto ilus\u00e3o, de excita\u00e7\u00e3o religiosa. O indiv\u00edduo se esquece do mundo real (que \u00e9, tamb\u00e9m, onde Deus est\u00e1) e se esquece de si mesmo embarcando em uma viagem de sensa\u00e7\u00f5es que, para alguns, ser\u00e1 perigosa.<\/p>\n<p>N\u00e3o devemos ser rigorosos demais aqui; n\u00e3o \u00e9 que tudo se trate apenas disso, ilus\u00e3o, luzes e sensa\u00e7\u00f5es; mas que essa uni\u00e3o esp\u00faria da alegria crist\u00e3 com o <em>pathos<\/em> contempor\u00e2neo desencaminhar\u00e1 muitas pessoas. Ao inv\u00e9s de fundar suas identidades no ch\u00e3o firme da realidade de Deus, que d\u00e1 sentido para o mundo e nos diz quem somos, a aten\u00e7\u00e3o e as energias de muitos crentes singelos ficar\u00e3o dispersas no universo superficial dos sentimentos, onde verdade, beleza e bondade n\u00e3o tem objetividade. \u00c9 preciso ensinar o Cristianismo de outra forma.<\/p>\n<p>E como se faz isso? N\u00e3o reprimindo sentimentos ou desprezando a experi\u00eancia imediata, mas interpretando-a como \u00e9: a presen\u00e7a, para n\u00f3s, de algo que est\u00e1 al\u00e9m de n\u00f3s. Procurando a base da nossa espiritualidade em algo s\u00f3lido, al\u00e9m de n\u00f3s mesmos. E aqui compartilho um trecho um tanto longo de Bonhoeffer (negritos meus) que tem sido muito influente em minha caminhada pessoal:<\/p>\n<blockquote><p>A leitura cont\u00ednua de livros b\u00edblicos obriga toda pessoa que quer ouvir a deslocar-se para o local onde Deus agiu, de uma vez por todas, para a salva\u00e7\u00e3o da humanidade, e a <strong><em>deixar-se encontrar nesse lugar<\/em><\/strong> [&#8230;]. Tornamo-nos parte parte do que ocorreu para a nossa salva\u00e7\u00e3o naquela vez: <strong><em>esquecendo e perdendo a n\u00f3s mesmos<\/em><\/strong>, atravessamos o mar vermelho, peregrinamos pelo deserto, passamos pelo Jord\u00e3o e entramos na terra prometida; juntamente com Israel somos assaltados por d\u00favidas e ca\u00edmos em descren\u00e7a e, por meio de castigo e arrependimento, tornamos a experimentar a ajuda e a fidelidade de Deus; <strong>e<em> tudo isso n\u00e3o \u00e9 mero sonho, mas realidade santa, divina<\/em>. <em>Somos arrancados da nossa pr\u00f3pria exist\u00eancia e transportados para dentro da sagrada hist\u00f3ria de Deus na terra<\/em><\/strong>. Foi l\u00e1 que Deus agiu em n\u00f3s, e \u00e9 l\u00e1 que ainda hoje age em n\u00f3s [&#8230;]. O que importa n\u00e3o \u00e9 que Deus seja expectador e participante das nossas vidas hoje, importa que n\u00f3s sejamos ouvintes devotos e participantes da a\u00e7\u00e3o de Deus na hist\u00f3ria sagrada, na hist\u00f3ria de Cristo na terra [&#8230;]. (Dietrich Bonhoeffer, &#8220;Vida em Comunh\u00e3o&#8221;, 6 ed, p. 39-40)<\/p>\n<p>Aqui acontece uma invers\u00e3o total. N\u00e3o \u00e9 assim que a ajuda e a presen\u00e7a de Deus ainda tenham que se revelar em nossas vidas, pois na vida de Jesus Cristo j\u00e1 se revelaram a presen\u00e7a e a ajuda de Deus [&#8230;]. <em><strong>Nossa salva\u00e7\u00e3o encontra-se &#8220;fora de n\u00f3s mesmos&#8221; (extra nos)<\/strong>, n\u00e3o em minha biografia<\/em>, mas t\u00e3o-somente na hist\u00f3ria de Jesus Cristo.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>N\u00e3o \u00e9 curioso encontrar Lewis e Bonhoeffer falando em sermos &#8220;arrancados&#8221; de algum lugar? Sob \u00e2ngulos diferentes, sem d\u00favida; para Lewis, trata-se de ser arrancado &#8220;de si mesmo&#8221;; para Bonhoeffer, de ser arrancado para ser transportado. Mas para ambos, a quest\u00e3o \u00e9 a mesma: o encontro com a <em>realidade<\/em>.<\/p>\n<p>Ora, a salva\u00e7\u00e3o diz respeito ao que \u00e9 a realidade sobre o mundo, sobre Deus, e sobre n\u00f3s mesmos. Ela est\u00e1<em> extra nos<\/em> porque <em>tudo o que \u00e9 essencial para um ser humano \u00e9 d\u00e1diva<\/em>. A d\u00e1diva \u00e9 a realidade suprema, que fundou o mundo e funda a hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o. Ser salvo n\u00e3o \u00e9 mat\u00e9ria apenas de ter uma experi\u00eancia pessoal, mas de equacionar a nossa experi\u00eancia com a realidade, exatamente como estar perdido \u00e9 estar em trevas e fora da realidade. \u00c9 deixar de ter uma biografia individualista, para ser parte de uma hist\u00f3ria que come\u00e7a antes de n\u00f3s. Espiritualidade Crist\u00e3 <em>n\u00e3o \u00e9 mero sonho, mas realidade santa, divina<\/em>. A narrativa B\u00edblia apresenta o eixo, esse n\u00facleo duro da realidade sob cuja luz tudo o que experimentamos e que os homens dizem ser real precisa ser interpretado. A presen\u00e7a de Deus na hist\u00f3ria, narrada no evangelho Crist\u00e3o, \u00e9 o ch\u00e3o firme e rochoso da realidade, que nenhuma ideia ou experi\u00eancia \u00e9 capaz de ultrapassar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: large;\"><strong>&#8220;A Leitura Cont\u00ednua de Textos B\u00edblicos&#8221;<\/strong><\/span><\/strong><\/p>\n<p>O que devemos fazer \u00e9 descer a esse ch\u00e3o firme, e nos abandonar a ele pela &#8220;leitura cont\u00ednua de livros b\u00edblicos&#8221; recomendada por Bonhoeffer &#8211; o que, sem d\u00favida nenhuma, ser\u00e1 muito mais do que &#8220;cheirar&#8221; a B\u00edblia. Bonhoeffer est\u00e1 falando aqui de liturgia, mas sua aplica\u00e7\u00e3o pode ser muito mais ampla. Para n\u00f3s, trata-se de fundar a nossa identidade na narrativa B\u00edblica, que estrutura e ilumina a realidade. Essa narrativa mostra quem n\u00f3s somos e quem Deus \u00e9 como fatos que, mesmo sendo radicalmente internos, s\u00f3 s\u00e3o encontrados de forma radicalmente externa, &#8220;extra nos&#8221;, e com os quais devemos nos conformar para ter experi\u00eancias significativas. E ent\u00e3o deixamos de ter um Cristianismo de &#8220;sedimentos&#8221; e &#8220;rastros&#8221;, na linguagem de C.S. Lewis, para ter um Cristianismo de realidades s\u00f3lidas, de verdade, bondade e beleza al\u00e9m da superf\u00edcie da experi\u00eancia, para as quais olhamos esquecidos da nossa subjetividade. Deixamos de nos encontrar na experi\u00eancia epis\u00f3dica e hormonal &#8211; de esportes radicais \u00e0 &#8220;adora\u00e7\u00e3o extravagante&#8221; &#8211; para nos encontrarmos nesse lugar, &#8220;o lugar onde Deus agiu&#8221;.<\/p>\n<p>Fora de n\u00f3s mesmos, ganhamos a Deus e tamb\u00e9m a n\u00f3s mesmos; deixando para tr\u00e1s o pr\u00f3prio eu e caminhando em dire\u00e7\u00e3o a ele, reencontramos o nosso mundo de experi\u00eancias e a n\u00f3s mesmos, transfigurados e integrados, como uma d\u00e1diva das suas m\u00e3os. N\u00e3o diz Apocalipse que cada um dos vencedores ganhar\u00e1 uma pedrinha branca com um nome escrito?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Em &#8220;Surpreendido pela Alegria&#8221;, C.S. 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