{"id":508,"date":"2012-07-04T15:44:36","date_gmt":"2012-07-04T18:44:36","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/?p=508"},"modified":"2012-07-09T13:55:16","modified_gmt":"2012-07-09T16:55:16","slug":"como-ser-voce-mesmo-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/2012\/07\/04\/como-ser-voce-mesmo-parte-1\/","title":{"rendered":"Como ser voc\u00ea mesmo &#8211; parte 1"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Seja voc\u00ea mesmo&#8221; \u00e9 quase um mantra que cada um de n\u00f3s ouvir\u00e1 nas mais diversas situa\u00e7\u00f5es, do p\u00falpito ao consult\u00f3rio, passando pela cultura pop: &#8220;Just do it cause you want it; not because you saw it!&#8221; \u00e9 o que diz <a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=M94aqtlvRWM\" target=\"_blank\">a letra da banda <\/a><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/files\/2012\/07\/imago.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-509\" title=\"imago\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/files\/2012\/07\/imago.jpg\" alt=\"\" width=\"353\" height=\"161\" \/><\/a><a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=M94aqtlvRWM\" target=\"_blank\">Curitibana <em>Copacabana Club<\/em><\/a>, sumarizando a &#8220;l\u00f3gica&#8221; libert\u00e1ria &#8211; ou o seu lado &#8220;doce&#8221;. Mas ser o que quiser quando quiser tem o seu lado amargo: a ansiedade infinita de n\u00e3o se definir, de fragmentar-se e perder a forma, a concretude. <!--more--> Que uma das patologias da modernidade seja d\u00favida sobre a pr\u00f3pria identidade \u00e9 um fato muito presente em nosso dia a dia. Sugere-se que se formos n\u00f3s mesmos seremos felizes, mas o problema \u00e9 saber como ser &#8220;eu mesmo&#8221;. Isso significa seguir seus pr\u00f3prios projetos, suas cren\u00e7as, a heran\u00e7a da sua cultura ou seus horm\u00f4nios?<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um dos bons frutos da sabedoria dos antigos. O homem n\u00e3o nasce &#8220;ele mesmo&#8221;. P\u00e1ssaros nascem p\u00e1ssaros; n\u00e3o tem crises de identidade e jamais chegam ao momento no qual precisar\u00e3o decidir se ser\u00e3o gatos, peixes, urubus ou \u00e1guias. Mas com o homem \u00e9 diferente. O pardal n\u00e3o precisa dizer sim a si mesmo, nem ganhar autoconhecimento para seguir sua natureza &#8220;pard\u00e1lica&#8221; mas o homem precisa entender-se para ser. E identidade tem a ver com isso; &#8220;id\u00eantico&#8221; \u00e9 o que \u00e9 perfeitamente igual. Identidade significa igualdade consigo mesmo, consist\u00eancia. O problema do homem \u00e9 que ele \u00e9 capaz de perder a consist\u00eancia, de n\u00e3o entender-se consigo e dividir-se.<br \/>\n<strong><br \/>\n<span style=\"font-size: medium;\">Os Modernos e a Identidade<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Pico della Mirandola dizia que ao homem foi dada a escolha de ser um anjo ou um bruto, por ter em si as &#8220;sementes&#8221; de toda e qualquer variedade de vida. E assim o homem precisa escolher se ser\u00e1 tudo o que deve ser, e nele habitam as condi\u00e7\u00f5es para ser <em>menos<\/em>. Pico, sob influ\u00eancia da religi\u00e3o b\u00edblica, ainda pensava em termos de um destino, de uma forma do humano que deveria ser aceita pela liberdade, mas as coisas finalmente degringolaram. Os <em>insights <\/em>do renascimento foram levados longe de mais pela modernidade, a ponto de a autodetermina\u00e7\u00e3o tornar-se uma carga terr\u00edvel.<\/p>\n<p>Mais recentemente Zigmunt Bauman observou que &#8220;a natureza humana, uma vez vista como um duradouro legado da cria\u00e7\u00e3o divina, foi lan\u00e7ada, junto com o resto da cria\u00e7\u00e3o divina, no caldeir\u00e3o. Ela n\u00e3o seria, e n\u00e3o mais poderia ser vista \u2013 como dada. Ao inv\u00e9s disso, ela foi transformada em uma tarefa, uma tarefa que cada homem e mulher n\u00e3o tem escolha sen\u00e3o encarar e realizar da melhor forma poss\u00edvel\u201d.\u00a0 E assim a &#8220;compulsiva e obrigat\u00f3ria autodetermina\u00e7\u00e3o&#8221; estabeleceu-se profundamente na moralidade dos modernos. Como se estivesse sob uma maldi\u00e7\u00e3o pela afirma\u00e7\u00e3o libert\u00e1ria da modernidade, do homem individual como um ser absolutamente livre e autocriador, cada indiv\u00edduo precisa refundar-se e reinventar-se permanentemente na base do puro arb\u00edtrio, e n\u00e3o pode aceitar nenhuma defini\u00e7\u00e3o de sua identidade que tenha origem externa, fora de sua vontade.<\/p>\n<p>O resultado dessa moralidade \u00e9 um asceticismo de tudo o que \u00e9 <em>estrutura, norma, tradi\u00e7\u00e3o<\/em> ou <em>categoriza\u00e7\u00e3o<\/em>, do que a ideologia <em>Queer<\/em> \u00e9 apenas um exemplar mais evidente. O \u00fanico modo de n\u00e3o ter sua exist\u00eancia determinada pelos outros e de manter abertas as possibilidades infinitas do arb\u00edtrio \u00e9 n\u00e3o tomar forma nenhuma, seja em termos de cren\u00e7as, seja em termos de moralidade, seja em termos de lealdades sociais. Assim a manuten\u00e7\u00e3o da possibilidade de escolher e mudar sempre torna-se efetivamente a <em>suspens\u00e3o<\/em> est\u00e9tica da escolha.\u00a0 A condi\u00e7\u00e3o final \u00e9 bastante doentia, j\u00e1 que nada de valor \u00e9 constru\u00eddo na exist\u00eancia desse indiv\u00edduo que \u00e9 uma &#8220;metamorfose ambulante&#8221;. Nesse ambiente cultural, as patologias da identidade e das afei\u00e7\u00f5es s\u00f3 podem crescer, como \u00e9 o caso; e a ansiedade e inseguran\u00e7a a respeito de si tornam-se epid\u00eamicas.<\/p>\n<p>E, como efeito secund\u00e1rio da nega\u00e7\u00e3o da natureza humana como d\u00e1diva, a busca da identidade atomiza-se completamente, assumindo um car\u00e1ter individual\u00edstico. Cada pessoa imagina a sua identidade como uma quest\u00e3o absolutamente pessoal, ligada \u00e0s conting\u00eancias de sua exist\u00eancia particular. Essa tend\u00eancia oculta a maior fraqueza das busca pela identidade como \u00e9 praticada e recomendada hoje: \u00e9 que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que eu, <em>Guilherme de Carvalho<\/em>, saiba &#8220;quem eu sou&#8221;, se eu n\u00e3o souber primeiro o que significa &#8220;ser humano&#8221;. Pois &#8220;Guilherme de Carvalho&#8221; \u00e9 um exemplo particular do humano, e n\u00e3o tem sentido nenhum a n\u00e3o ser como express\u00e3o <em>minha<\/em> da <em>nossa<\/em> hominalidade. Segundo a minha observa\u00e7\u00e3o, grande parte da inseguran\u00e7a identit\u00e1ria que encontro \u00e0 minha volta deve-se menos \u00e0 ignor\u00e2ncia sobre a nacionalidade, cultura, forma\u00e7\u00e3o familiar, capacidades e hist\u00f3ria pessoal, do que a uma completa desorienta\u00e7\u00e3o sobre o que significa ser humano.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><strong>A Invers\u00e3o de Ser e Agir<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Uma observa\u00e7\u00e3o mais atenta mostrar\u00e1 que nas ra\u00edzes da obsess\u00e3o pela identidade fluida e atomizada est\u00e1 uma invers\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o entre Ser e Agir, como apontou com tanta precis\u00e3o o Dr. Ernst Cassirer, comentando a diferen\u00e7a entre o medievo e o renascimento:<\/p>\n<p><em>&#8220;Se o sistema hier\u00e1rquico divide o mundo em degraus e atribui a cada ser um desses degraus como o lugar que lhe cabe no universo, ent\u00e3o essa concep\u00e7\u00e3o fundamental ignora o sentido e o problema da liberdade humana. Pois este problema est\u00e1 na invers\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o que costumamos estabelecer entre o ser e o agir. No mundo das coisas, pode ser que seja v\u00e1lida a velha m\u00e1xima escol\u00e1stica segundo a qual &#8216;operari sequitur esse&#8217;; a natureza e a peculiaridade do mundo do homem, por\u00e9m, decorrem do fato de que, nele, vale o princ\u00edpio contr\u00e1rio: n\u00e3o \u00e9 o ser que prescreve de uma vez por todas uma dire\u00e7\u00e3o determinada e definitiva para o tipo de cria\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 a dire\u00e7\u00e3o original da cria\u00e7\u00e3o que determina e fixa o ser. O ser do homem decorre do seu agir&#8221; <\/em>(Cassirer, Indiv\u00edduo e Cosmos na Filosofia do Renascimento. Martins Fontes, 2001, p. 141).<\/p>\n<p>Cassirer est\u00e1 correto em apoiar a concep\u00e7\u00e3o renascentista; o que o homem ser\u00e1 efetivamente depende do seu agir, e isso torna o seu ser din\u00e2mico. Mas ainda assim n\u00e3o h\u00e1 prioridade do agir, pois a capacidade de agir emerge do que \u00e9 <em>doado<\/em> antes da a\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o ser em sua forma germinal. Al\u00e9m disso, ele n\u00e3o elabora (n\u00e3o por erro, necessariamente, mas provavelmente pelo interesse da obra) o problema da <em>contradi\u00e7\u00e3o<\/em>. O homem n\u00e3o oscila meramente entre o &#8220;entregar-se a si mesmo&#8221; ao cosmo e o &#8220;subtrair-se a si mesmo&#8221; desse cosmo usando a sua capacidade de transcend\u00eancia e liberdade, como se os dois movimentos fossem equivalentes; subtraindo-se ele pode <em>anular-se a si mesmo<\/em>. Pois a liberdade sempre existe num contexto. A natureza e as conting\u00eancias e limites da exist\u00eancia neste universo <em>n\u00e3o<\/em> s\u00e3o meras situa\u00e7\u00f5es, mas <em>condi\u00e7\u00f5es de possibilidade da liberdade<\/em>, e ela n\u00e3o pode subsistir imaginando-se como uma transcend\u00eancia desencarnada. Assim, quando a liberdade quer se separar da estrutura do ser, ela entra em contradi\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<span style=\"font-size: medium;\"><br \/>\n<strong>Contradi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Pois o homem pode usar a sua liberdade de viver para <em>matar-se<\/em>; pode falar para <em>enganar<\/em>; pode trabalhar para <em>destruir<\/em>; pode usar a liberdade para promover e imp\u00f4r a <em>tirania<\/em>. O homem, feito \u00e0 imagem de Deus, revoltou-se contra Ele e quis que seu Deus n\u00e3o existisse, que fosse desnecess\u00e1rio. Mas nesse ato o homem n\u00e3o apenas voltou-se contra uma lei externa a ele mesmo, uma imposi\u00e7\u00e3o heteron\u00f4mica. O homem voltou-se tamb\u00e9m contra si mesmo, e cortou a sua pr\u00f3pria carne. Pois se o homem \u00e9 imagem e semelhan\u00e7a de Deus, n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de odiar a Deus sem odiar a si mesmo. <em>Todo homem que odeia a Deus, odeia a si mesmo; <\/em>todo homem que nega a exist\u00eancia de Deus dissolver\u00e1 sua exist\u00eancia e seu destino nas trevas do niilismo. Isso \u00e9 a contradi\u00e7\u00e3o: mergulhar de volta no nada, no <em>meon<\/em> de onde Deus arrancou o mundo.<\/p>\n<p>Mas essa n\u00e3o \u00e9 toda a hist\u00f3ria; a contradi\u00e7\u00e3o produz fraqueza e corrup\u00e7\u00e3o; a contradi\u00e7\u00e3o enfraquece o ser, e o afasta da plenitude. Assim, embora os tra\u00e7os da estrutura original estejam em n\u00f3s, como um <em>bem<\/em> primitivo, eles j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o guias confi\u00e1veis, sozinhos. A forma humana que a liberdade deveria ter abra\u00e7ado j\u00e1 n\u00e3o existe em sua plenitude; n\u00e3o \u00e9 como algu\u00e9m que deixa o seu carro desligado, mas como algu\u00e9m que o lan\u00e7a contra um poste. Doravante, ser humano tornou-se uma tarefa incompleta e irrealiz\u00e1vel para o homem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><strong>A Identidade, muito al\u00e9m da &#8220;Identidade&#8221;<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Os crist\u00e3os afirmar\u00e3o algumas coisas fundamentais sobre a identidade. Primeiro, que temos uma estrutura, e que o agir n\u00e3o tem &#8220;prioridade sobre o ser&#8221;; pelo contr\u00e1rio, o ser \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o de possibilidade e o ar dentro do qual a liberdade bate as suas asas. E <em>essa estrutura \u00e9 inerentemente boa<\/em>; tudo o que torna poss\u00edvel ao homem o ser homem \u00e9 em si mesmo bom e al\u00e9m disso \u00e9 d\u00e1diva de um Deus bom. Portanto a realiza\u00e7\u00e3o m\u00e1xima da liberdade ser\u00e1 o amor a essa estrutura boa, o <em>sim <\/em>do homem para Deus e, assim, para si mesmo.<\/p>\n<p>Segundo, os crist\u00e3os dir\u00e3o que o homem est\u00e1 em pecado, em revolta contra Deus, e isso significa que sua identidade sofreu uma ruptura. A igualdade do homem consigo mesmo era desde sua origem indireta; ela passa por Deus, pois o homem foi feito \u00e0 imagem divina. Por isso a perda da identidade pessoal (em um sentido particular) e da identidade humana (em um sentido universal) s\u00e3o para n\u00f3s um problema mais do que cultural ou ps\u00edquico; suas ra\u00edzes s\u00e3o espirituais. O homem n\u00e3o quer ser o que <em>\u00e9<\/em> (ou o que foi feito para ser), e porque cegou-se espiritualmente, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 capaz de ver o que deve ser. Ele est\u00e1 alienado de Deus e de si mesmo.<\/p>\n<p>Terceiro, que a reden\u00e7\u00e3o da identidade est\u00e1 al\u00e9m bra\u00e7o humano. A mai\u00eautica jamais ser\u00e1 capaz de produzir o autoconhecimento e a integra\u00e7\u00e3o pessoal. Pois o homem n\u00e3o \u00e9 apenas ignorante, mas doente e perdido. Ele n\u00e3o tem a verdade dentro de si, pois \u00e9 a mentira, \u00e9 contradi\u00e7\u00e3o; ele n\u00e3o precisa de um professor socr\u00e1tico, mas de um Salvador. Cada homem precisa olhar para al\u00e9m da busca da pr\u00f3pria identidade, at\u00e9 porque ele n\u00e3o pode tentar ser consistente consigo mesmo <em>agora, nas condi\u00e7\u00f5es em que ele est\u00e1<\/em>. Se a forma foi corrompida pela liberdade, nem mesmo a mudan\u00e7a da vontade reconstruiria essa estrutura. Assim como a identidade humana lhe veio indiretamente, pela imago Dei, a reden\u00e7\u00e3o da identidade lhe vir\u00e1 indiretamente, como uma d\u00e1diva de reconcilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Temos pois tr\u00eas fundamentos: a identidade s\u00f3 existe quando a liberdade diz sim para a forma; a revolta humana introduziu a revolta da liberdade contra a forma, e sua deforma\u00e7\u00e3o; e a identidade s\u00f3 pode ser recuperada olhando para al\u00e9m da nossa identidade, para a face de Jesus Cristo, com f\u00e9, esperan\u00e7a e amor. Pois nele a forma \u00e9 perfeita, e a liberdade n\u00e3o \u00e9 \u00f3dio, mas amor a Deus, a si mesmo e ao pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>&#8220;Seja voc\u00ea mesmo&#8221; pode ser verdade, em certos contextos, mas a express\u00e3o \u00e9 in\u00fatil para descrever a riqueza da voca\u00e7\u00e3o humana. N\u00e3o ensina a nossa intui\u00e7\u00e3o que isso pode n\u00e3o passar de uma sagra\u00e7\u00e3o da mediocridade e, talvez, da pervers\u00e3o?<\/p>\n<p>N\u00f3s crist\u00e3os n\u00e3o esperamos ser &#8220;n\u00f3s mesmos&#8221;. Como poder\u00edamos? <em>&#8220;N\u00f3s sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque havemos de v\u00ea-lo como ele \u00e9&#8221;<\/em> (1Jo 3.2).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &#8220;Seja voc\u00ea mesmo&#8221; \u00e9 quase um mantra que cada um de n\u00f3s ouvir\u00e1 nas mais diversas situa\u00e7\u00f5es, do p\u00falpito ao consult\u00f3rio, passando pela cultura pop: &#8220;Just do it cause you want it; not because you saw it!&#8221; \u00e9 o que diz a letra da banda Curitibana Copacabana Club, sumarizando a &#8220;l\u00f3gica&#8221; libert\u00e1ria &#8211; ou [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":509,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[116,7642],"tags":[11691,8433,164],"class_list":["post-508","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","category-sociedade","tag-etica-e-comportamento","tag-filosofia","tag-vida-crista","count-0","even alt","author-guilhermevrc","last"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/508","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=508"}],"version-history":[{"count":19,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/508\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":511,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/508\/revisions\/511"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/wp-json\/wp\/v2\/media\/509"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=508"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=508"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=508"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}