{"id":1041,"date":"2015-07-19T13:59:00","date_gmt":"2015-07-19T16:59:00","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/?p=1041"},"modified":"2015-07-21T00:20:57","modified_gmt":"2015-07-21T03:20:57","slug":"1041","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/2015\/07\/19\/1041\/","title":{"rendered":"Sobre a minha cr\u00edtica ao Progressismo Evang\u00e9lico: Perguntas, Balan\u00e7o Preliminar e Roteiro de Leituras"},"content":{"rendered":"<blockquote><p>&#8220;E n\u00e3o vos associeis \u00e0s obras infrut\u00edferas das trevas; pelo contr\u00e1rio, condenai-as; pois \u00e9 vergonhoso at\u00e9 mesmo mencionar as coisas que eles fazem \u00e0s escondidas. Mas todas essas coisas, sendo condenadas, manifestam-se pela luz, pois tudo que se manifesta \u00e9 luz.<br \/>\nPor isso se diz: Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo te iluminar\u00e1&#8221;. (Ef\u00e9sios 5.11-14)<\/p>\n<p>Queridos leitores,<\/p><\/blockquote>\n<p><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/files\/2015\/07\/Agostinho1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-1042\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/files\/2015\/07\/Agostinho1.jpg\" alt=\"Agostinho1\" width=\"261\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/files\/2015\/07\/Agostinho1.jpg 500w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/files\/2015\/07\/Agostinho1-236x300.jpg 236w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/files\/2015\/07\/Agostinho1-118x150.jpg 118w\" sizes=\"auto, (max-width: 261px) 100vw, 261px\" \/><\/a>Desde o final do ano passado introduzi uma s\u00e9rie de artigos cr\u00edticos, lidando com problemas do progressismo evang\u00e9lico e da teologia de Miss\u00e3o Integral, com graus heterog\u00eaneos de densidade te\u00f3rica e\u00a0de teor apolog\u00e9tico. Esses artigos apresentam, de forma um tanto estoc\u00e1stica, uma cr\u00edtica teol\u00f3gica, filos\u00f3fica e tamb\u00e9m pastoral que venho desenvolvendo h\u00e1 alguns anos, em di\u00e1logo com v\u00e1rios amigos.<\/p>\n<p>A cr\u00edtica, como v\u00e1rios j\u00e1 notaram, n\u00e3o est\u00e1 completa. N\u00e3o exatamente pela precariedade dos argumentos \u2013 considero-os sim, ainda prec\u00e1rios, muito embora isso n\u00e3o tenha ajudado nem um pouco meus cr\u00edticos a refutar qualquer um deles \u2013 e espero que, havendo a oportunidade, poderei desenvolver o pleno potencial cr\u00edtico de cada um. O momento, no entanto, \u00e9 de problematizar, e n\u00e3o de solucionar a todas as quest\u00f5es.<\/p>\n<p>Enfatizo, inspirado pelo texto de Ef\u00e9sios 5 e ilustrando minhas esperan\u00e7as com a imagem de Santo Agostinho, que a Igreja Evang\u00e9lica precisa muit\u00edssimo, agora, de um profundo encontro com a verdade, e que esse encontro com a luz da verdade pode ser tamb\u00e9m, para ela, um momento de ressurrei\u00e7\u00e3o. A verdade clama pelo cora\u00e7\u00e3o da igreja evang\u00e9lica.<\/p>\n<p>Neste post quero, em primeiro lugar, dispersar umas poucas d\u00favidas que surgiram na mente de alguns leitores nos \u00faltimos dias. Quero tamb\u00e9m apresentar um roteiro de leituras\/\u00e1udios para os que tem interesse em compreender com mais clareza as minhas ideias, sejam eles meus cr\u00edticos ou meus defensores. E finalmente, farei um balan\u00e7o preliminar da nossa situa\u00e7\u00e3o e indicarei os rumos a seguir. <!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>I. RESPOSTAS A ALGUMAS QUEST\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<p>Recebi muitas comunica\u00e7\u00f5es bastante indignadas e reativas, o que me intrigou bastante. De dentro da mais profunda irreflexividade, alguns leitores mostraram grau nulo de engajamento cr\u00edtico, limitando-se a me acusar de arrog\u00e2ncia e prepot\u00eancia ou passaram a derrubar as pe\u00e7as do tabuleiro com aquele apelativo cl\u00e1ssico de P\u00f4ncio Pilatos: \u201cmas o que \u00e9 a verdade\u201d? Um deles chegou a discernir em minhas ideias um \u201cfascismo\u201d e um \u201cMacarthismo\u201d. Outro me acusou de fazer &#8220;filosofia &#8220;caf\u00e9 com leite&#8221; da Apolog\u00e9tica neo-alguma-coisa&#8221; por &#8220;recalque&#8221;.<\/p>\n<p>\u00c0 parte das histerias costumeiras, recebi quest\u00f5es bastante respons\u00e1veis e interessantes. Vou considerar umas poucas que se repetiram mais:<\/p>\n<ul>\n<li><em>N\u00e3o \u00e9 o neocalvinismo uma teologia importada e descontextualizada?<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p>A analogia \u00e9 inadequada: o termo \u201cimporta\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 empregado para comunicar sub-repticiamente que se trata de uma opera\u00e7\u00e3o mercadol\u00f3gica e carente de criatividade, \u201cburra\u201d. Ou seja, a pergunta \u00e9 viciada. Mas enfim, dizer que a teologia veio \u201cde fora\u201d \u00e9 uma obviedade; qual teologia Crist\u00e3 n\u00e3o foi \u201cimportada\u201d da Europa? Tento, mas n\u00e3o consigo achar sentido na quest\u00e3o. Minto: nem tento.<\/p>\n<p>A teoria da depend\u00eancia nem mesmo se aplica aqui, j\u00e1 que o neocalvinismo originou-se numa Holanda que, para todos os efeitos, estava e mesmo hoje est\u00e1 longe de ser pot\u00eancia dominante em termos econ\u00f4micos ou pol\u00edticos ou acad\u00eamicos. Se o assunto fosse coloniza\u00e7\u00e3o intelectual, o verdadeiro problema seria o dom\u00ednio de pensadores Norte-americanos (ou \u201cEstadunidenses\u201d, para os iniciados), Alem\u00e3es, Brit\u00e2nicos (John Stott pode, n\u00e9?), Franceses (Jacques Ellul tamb\u00e9m pode?). E o que dizer da coloniza\u00e7\u00e3o da mente da juventude evang\u00e9lica progressista por autores seculares, lidos em universidades Brasileiras, que ganham preponder\u00e2ncia sobre autores Crist\u00e3os cl\u00e1ssicos e sobre a ortodoxia teol\u00f3gica protestante? Mas as incoer\u00eancias n\u00e3o param a\u00ed: se citamos Herman Dooyeweerd como fil\u00f3sofo Crist\u00e3o, imediatamente somos lembrados de que a academia Brasileira n\u00e3o o reconhece (fato). Mas, nesse caso, que \u201cimperialismo cultural\u201d \u00e9 esse? Inconsist\u00eancias sem fim.<\/p>\n<p>De todo modo, o esfor\u00e7o de contextualiza\u00e7\u00e3o e <em>cross-fertilization<\/em> foi iniciado, em 2006, quando procurei estabelecer uma aproxima\u00e7\u00e3o entre o neocalvinismo e a teologia latino-americana nos livros \u201cCosmovis\u00e3o Crist\u00e3 e Transforma\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cF\u00e9 Crist\u00e3 e Cultura Contempor\u00e2nea\u201d. Mais recentemente esse interesse\u00a0tornou-se coletivo com as contribui\u00e7\u00f5es independentes\u00a0de outros nomes como o de Leonardo Ramos (PUC-Minas), Jonas Madureira (Mackenzie), Filipe Fontes (Mackenzie), Lucas Freire (em Exeter \u00e0 \u00e9poca), Guilherme Braun (North-West) e de v\u00e1rios outros interessados nas quest\u00f5es da teologia brasileira. Mas no que se refere a mim, que fique claro: o que temos apresentado n\u00e3o \u00e9 o \u201cneocalvinismo holand\u00eas\u201d, mas o \u201cneocalvinismo mineiro\u201d. Uai s\u00f4!<\/p>\n<p>Mas outra qualifica\u00e7\u00e3o se faz necess\u00e1ria, aqui: estou desenvolvendo uma cr\u00edtica fundacional ao neocalvinismo, j\u00e1 h\u00e1 dois anos. Os amigos logo descobrir\u00e3o que para n\u00f3s n\u00e3o existe vaca sagrada \u2013 nem se ela for \u201cholandesa\u201d! E quando apresentar minha cr\u00edtica, desafiarei os te\u00f3logos brasileiros da Miss\u00e3o Integral a fazerem o mesmo com Ren\u00e9 Padilla.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><em>Porque voc\u00ea faz caricaturas do Progressismo Evang\u00e9lico?<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p>Reproduzo a cr\u00edtica de um blogueiro e minha resposta inicial:<\/p>\n<p><em>&#8220;ele pinta uma caricatura dos \u2018evang\u00e9licos progressistas\u2019 brasileiros. Sou evang\u00e9lico, de origem presbiteriana e tenho frequentado uma igreja anglicana na Inglaterra. Tamb\u00e9m sou um \u2018esquerdista\u2019 como o pessoal diz. Sou membro da Fraternidade Teol\u00f3gica Latino-Americana, institui\u00e7\u00e3o que representa o legado da teologia da miss\u00e3o integral. E simplesmente n\u00e3o consigo me ver em nenhuma das categorias que Guilherme de Carvalho elabora. Acho que a leitura dele, de que os evang\u00e9licos progressistas praticam um sentimentalismo est\u00e9tico que se mete numa encruzilhada \u00e9tica e pol\u00edtica insol\u00favel, n\u00e3o capta nem de longe a diversidade ou a complexidade dos seus agentes. Ao caricaturizar os setores evang\u00e9licos progressistas Guilherme de Carvalho os transforma numa abstra\u00e7\u00e3o dentro da qual os pr\u00f3prios progressistas n\u00e3o se reconhecem.&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Ora, em meu artigo eu tenho sido bastante claro: minhas cr\u00edticas se dirigem \u00e0queles progressistas evang\u00e9licos que cometem os erros que descrevi. Por exemplo: de permitirem que o sentimentalismo bloqueie sua capacidade de confrontar os desmandos da &#8220;revolu\u00e7\u00e3o afetiva&#8221;. A quem se dirige essa cr\u00edtica? Aos que cometem esse erro &#8211; todos eles. Os que se incomodaram com essa cr\u00edtica foram exatamente&#8230; os que cometem esse erro. Outro exemplo \u00e9 a falha da &#8220;cristologia superestrutural&#8221;, o novo <em>misticismo sem\u00e2ntico<\/em>. O erro \u00e9 evidente; o fato de alguns irm\u00e3os que o cometem n\u00e3o se reconhecerem na cr\u00edtica, mas n\u00e3o serem capazes de explicar que n\u00e3o est\u00e3o reduzindo a cristologia \u00e0 ideologia, comunica aos que est\u00e3o preocupados com esse erro &#8211; e s\u00e3o muitos e muitos, dada a significativa resson\u00e2ncia que meu artigo produziu no contexto evangelical, e que foi al\u00e9m do que se v\u00ea na rede social &#8211; que\u00a0<em>eles n\u00e3o se reconhecem nesse erro porque n\u00e3o querem reconhecer o erro<\/em>.<\/p>\n<p>Mas sobre isso, tenho outro coment\u00e1rio: eu n\u00e3o estou caricaturando o progressismo, como se n\u00e3o o conhecesse, pois por quase dez anos me descrevi como um representante de uma ala do progressismo evang\u00e9lico. Fiz isso no livro &#8220;Cosmovis\u00e3o Crist\u00e3 e Transforma\u00e7\u00e3o&#8221;, do qual transcrevo um trecho de minha pena:<\/p>\n<p><em>&#8220;&#8230;o fato de o interesse por qualquer conceito de ordem da cria\u00e7\u00e3o ser praticamente ausente das reflex\u00f5es indica uma real diferen\u00e7a de tend\u00eancia entre a teologia da miss\u00e3o integral e a perspectiva neocalvinista. Afinal de contas, de qual progressismo a teologia da miss\u00e3o integral fala?<\/em><\/p>\n<p><em>O cristianismo que poder\u00edamos chamar, com Wolterstorff, de cosmoformativo (world-formative) n\u00e3o \u00e9 meramente disruptivo (ou revolucion\u00e1rio), sen\u00e3o tamb\u00e9m, redentivo; e n\u00e3o-reacion\u00e1rio, pois compreende que h\u00e1 uma linha de avan\u00e7o e diferencia\u00e7\u00e3o cultural enraizada no mandato cultural em G\u00eanesis. A forma neocalvinista de progressismo seria ent\u00e3o o compromisso com a reforma da ordem social, pra submet\u00ea-la \u00e0s leis de Deus; um progressismo reformacional&#8221;<\/em>\u00a0(Cap\u00edtulo 9: \u201cA Teologia Pol\u00edtica da Miss\u00e3o Integral no Brasil e a Filosofia Social Reformacional: Aproxima\u00e7\u00f5es\u201d, p. 262-263).<\/p>\n<p>Como o texto deixa claro,\u00a0<em>eu mesmo me defini como progressista, j\u00e1 em 2006<\/em>. Se alguns de meus cr\u00edticos houvessem considerado que minha intera\u00e7\u00e3o cr\u00edtica &#8211; e emp\u00e1tica &#8211; com o progressismo evang\u00e9lico vem de longa data, n\u00e3o teriam ca\u00eddo nessa interpreta\u00e7\u00e3o superficial e, \u00e9 preciso dizer, sentimentalista. Ainda que eu houvesse produzido uma mera caricatura, seria prudente conferi-la; mesmo caricaturas tem seu valor! Mas no caso, n\u00e3o foi uma caricatura. Foi um tipo geral, apenas ideal, mas que descreve parte dos progressistas evang\u00e9licos com mais de 90%, por assim dizer, de precis\u00e3o. Mas sei que muitos progressistas evang\u00e9licos n\u00e3o s\u00e3o atingidos por minha cr\u00edtica. O colega Luiz Felipe Xavier, por exemplo (Instituto Izabela Hendrix, BH), por exemplo, n\u00e3o se sentiu; nem Ziel Machado (Servo de Cristo, SP). Eu tamb\u00e9m sou (seria melhor dizer que fui? estou pensando a respeito) um deles.<\/p>\n<p>Isso torna terrivelmente problem\u00e1tica a seguinte declara\u00e7\u00e3o do blogueiro:<\/p>\n<p><em>Finalmente, concluo com dois pedidos. Primeiro, que Guilherme de Carvalho ou\u00e7a mais cuidadosamente seus irm\u00e3os de f\u00e9 \u00e0 esquerda e fa\u00e7a menos generaliza\u00e7\u00f5es, que n\u00e3o combinam com sua intelig\u00eancia, erudi\u00e7\u00e3o e talento liter\u00e1rio privilegiado. Cite nomes, fatos e textos ao inv\u00e9s de golpear uma caricatura esfuma\u00e7ada (pode come\u00e7ar criticando esse aqui, o que muito me honraria se abr\u00edssemos essa possibilidade de di\u00e1logo).<\/em><\/p>\n<p>Bem, ent\u00e3o a minha quest\u00e3o \u00e9 a seguinte: eu ouvi cuidadosamente os irm\u00e3os de f\u00e9 da esquerda. Meu cap\u00edtulo citado acima foi lido e entusiasticamente aprovado pelo saudoso Dom Robinson Cavalcanti. Por outro lado, o blogueiro n\u00e3o me ouviu cuidadosamente; do contr\u00e1rio, teria se informado sobre a intera\u00e7\u00e3o reflexiva de longa data que tenho com o progressismo evang\u00e9lico, e n\u00e3o teria falhado em citar o referido artigo. Mas ao menos o blogueiro referido teve a prud\u00eancia de desejar abrir um di\u00e1logo, ao inv\u00e9s de partir para o mero ataque desinformado que se tornou usual. Que isso seja sempre lembrado a seu favor.<\/p>\n<p>O absurdo \u00e9 que tenho descoberto que, com pouqu\u00edssimas exce\u00e7\u00f5es, meus cr\u00edticos ignoram meus artigos, minhas palestras, e at\u00e9 meus posts de blog, bem como v\u00e1rias refer\u00eancias teol\u00f3gicas e filos\u00f3ficas que emprego nos meus textos, e continuam irresponsavelmente afirmando que minhas cr\u00edticas n\u00e3o t\u00eam fundamento.<\/p>\n<p>A sugest\u00e3o de que eu n\u00e3o ouvi os irm\u00e3os \u00e0 esquerda cuidadosamente ou que fiz meras generaliza\u00e7\u00f5es \u00e9 perfeitamente absurda. Boa parte dos que me acusam de caricaturar o progressismo evang\u00e9lico ainda n\u00e3o come\u00e7aram a interagir seriamente com o meu trabalho. Se isso for verdade, como parece, sou obrigado suspeitar que alguns deles tem alimentado involuntariamente essas caricaturas da extrema-esquerda evang\u00e9lica.<\/p>\n<ul>\n<li><em>Voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 confundindo TMI e Progressismo Evang\u00e9lico?<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p>Essa \u00e9 uma pergunta realmente boa, bem colocada a mim pelo Dr. Jorge Henrique Barro (FTL). Pois as coisas s\u00e3o bem diferentes. A TMI \u00e9 uma genu\u00edna abordagem teol\u00f3gica e missiol\u00f3gica. O progressismo evang\u00e9lico \u00e9 uma forma de teologia pol\u00edtica e de milit\u00e2ncia pol\u00edtica. S\u00e3o coisas qualitativamente distintas.<\/p>\n<p>Mas elas t\u00eam uma conex\u00e3o interna. Percebi, em meus estudos, que a abertura da TMI para o emprego de media\u00e7\u00f5es socioanal\u00edticas (MSA\u2019s) para a contextualiza\u00e7\u00e3o do evangelho (o \u201cver-julgar-agir\u201d ou \u201cobservar-interpretar-agir\u201d, o famoso \u201cOIA!\u201d) sem um procedimento sistematizado de cr\u00edtica pressuposicional das ci\u00eancias humanas \u00e9 uma fragilidade que se presta \u00e0 ideologiza\u00e7\u00e3o do discurso missiol\u00f3gico, na medida em que as MSA\u2019s empregadas s\u00e3o sempre ideologicamente constitu\u00eddas \u2013 algumas mais do que outras.<\/p>\n<p>Assim, tem sido comum, para mim, encontrar defensores da TMI que n\u00e3o apenas s\u00e3o progressistas, mas entendem que o progressismo \u00e9 uma tradu\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea e contextualizada das demandas B\u00edblicas por justi\u00e7a e miseric\u00f3rdia. Ora, essa cren\u00e7a \u00e9 terrivelmente question\u00e1vel, mas uma vez que a ideologia seja absorvida, parece tornar surdos aqueles por ela intoxicados.<\/p>\n<p>Ainda assim, h\u00e1 muitos irm\u00e3os defensores da TMI que n\u00e3o s\u00e3o progressistas, ou que s\u00e3o progressistas, mas evitam confundir as prefer\u00eancias humanas sobre economia pol\u00edtica e teoria da justi\u00e7a com as demandas amplas e revelacionais da Escritura sobre justi\u00e7a e miseric\u00f3rdia. Estes s\u00e3o os que n\u00e3o se apressam identificar a milit\u00e2ncia pol\u00edtica de esquerda com \u201co bem\u201d e a defesa de ideias conservadoras ou de direta como \u201co mal\u201d.<\/p>\n<p>Mas outra qualifica\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria: h\u00e1 progressistas e progressistas, como mencionei na pergunta anterior. Nem todo progressismo evang\u00e9lico \u00e9 caricato como o daqueles que confundem a f\u00e9 com a milit\u00e2ncia pol\u00edtica de esquerda, tratando-a como \u201co seu minist\u00e9rio\u201d.<\/p>\n<ul>\n<li><em>N\u00e3o \u00e9 injusta a acusa\u00e7\u00e3o generalizante de que a TMI \u00e9 Marxista? Isso n\u00e3o coloca a todos os defensores sob suspeita, de forma desonesta?<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p>Essa pergunta \u00e9 tanto sobre aonde estaria o marxismo na TMI quanto sobre o m\u00e9todo da minha cr\u00edtica. \u00c9 tamb\u00e9m uma excelente pergunta. Ent\u00e3o vamos l\u00e1:<\/p>\n<p>&#8211; Em primeiro lugar, tenho precedente \u00f3bvio para isso. Considere-se as cartas de Paulo, ou de Jo\u00e3o; nelas, nomes n\u00e3o s\u00e3o dados, quando se atacam falsas doutrinas, exceto em casos extremos. Quando Jo\u00e3o diz, por exemplo, &#8220;Todo esp\u00edrito que n\u00e3o confessa que Jesus Cristo veio em carne, n\u00e3o \u00e9 de Deus&#8221;, ele estabelece um crit\u00e9rio de discernimento ou de &#8220;diacrise&#8221; sem objeto pessoal, exatamente por ter como alvo uma mentalidade, e n\u00e3o uma pessoa em particular. Paulo faz o mesmo, quando diz &#8220;se algu\u00e9m ensinar outro evangelho&#8230;&#8221;. Como Pedro, e o pr\u00f3prio Tiago.<\/p>\n<p>Estou combatendo atualmente um grave erro teol\u00f3gico que est\u00e1 obviamente disperso, e que \u00e9 de dif\u00edcil detec\u00e7\u00e3o. Eu poderia, sim, elencar uma penca de militantes que foram educados na &#8220;escola da TMI&#8221; e que defendem uma forma mais ou menos definida de marxianiza\u00e7\u00e3o da miss\u00e3o crist\u00e3, ou que desprezam a no\u00e7\u00e3o de ordem criacional como uma das fontes (ainda que n\u00e3o a \u00fanica) da \u00e9tica social Crist\u00e3, mas que n\u00e3o tem a proje\u00e7\u00e3o ou a import\u00e2ncia para justificar um ataque p\u00fablico de minha parte. Mas essas figuras est\u00e3o presentes na Rede Fale, na Renas, na FTL e em outros contextos afins.<\/p>\n<p>&#8211; Em segundo lugar: eu poderia, sim, apresentar uma lista de nomes de jovens estudantes da TMI e militantes das agremia\u00e7\u00f5es acima referidas, mas isso seria terrivelmente improprio por um n\u00famero de raz\u00f5es. A primeira delas, obviamente, \u00e9 que isso queimaria os nomes desses jovens perante um enorme contingente de pastores e l\u00edderes conservadores que compartilham de minhas suspeitas, tornando dif\u00edcil a sua vida fora dos c\u00edrculos eclesiais que tratam esse erro teol\u00f3gico com normalidade &#8211; tirando tamb\u00e9m sua oportunidade de pensar friamente sobre o tema. Al\u00e9m disso, alguns deles s\u00e3o desigrejados ou mal relacionados com suas igrejas locais, e isso tornaria sua situa\u00e7\u00e3o ainda pior. \u00c9 por miseric\u00f3rdia e, tamb\u00e9m, por n\u00e3o ser um covarde, que n\u00e3o nomeio todos os que gostaria de nomear.<\/p>\n<p>&#8211; Em terceiro lugar, n\u00e3o sei exatamente at\u00e9 que ponto v\u00e1rios dos defensores da TMI est\u00e3o comprometidos com os erros teol\u00f3gicos e ideol\u00f3gicos que venho atacando. Lancei, ent\u00e3o, uma rede: aqueles que ficam em sil\u00eancio diante das minhas cr\u00edticas ou que procuram se defender, acabam entregando publicamente sua inconsist\u00eancia, ou ingenuamente defendendo o erro, ou sendo coniventes. Estou, publicamente, for\u00e7ando os defensores da TMI a deixarem a ambiguidade e a dizerem EXATAMENTE o que pensam a respeito de marxismo, de teologia evang\u00e9lica, de pr\u00e1xis, de luta de classes, de natureza e gra\u00e7a, de Cristologia, de \u00e9tica sexual, e assim por diante. Com todo o respeito aos irm\u00e3os, devo afirmar que h\u00e1 muita dissimula\u00e7\u00e3o entre te\u00f3logos e militantes evang\u00e9licos progressistas que precisa ser desmascarada e posta a p\u00fablico. E quem n\u00e3o deve, n\u00e3o teme.<\/p>\n<p>Mas todos os leitores podem ter uma certeza: n\u00e3o hesitarei em p\u00f4r sob escrut\u00ednio cr\u00edtico e, eventualmente, cr\u00edtica p\u00fablica, as ideias de nomes importantes como o de Ariovaldo Ramos, ou de Clemir Fernandes, ou de Paul Freston, ou de Ed Rene Kivitz, ou de qualquer l\u00edder evang\u00e9lico no qual eu encontre alguma das falhas que j\u00e1 descrevi: sentimentalismo pol\u00edtico e captura pela afetiviza\u00e7\u00e3o da moral, pulsilanimidade na condena\u00e7\u00e3o p\u00fablica da ideologia de g\u00eanero, intoxica\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica e aparelhamento partid\u00e1rio, imanentiza\u00e7\u00e3o cristol\u00f3gica (a falha metateol\u00f3gica referente ao teosofema de Natureza e Gra\u00e7a), ado\u00e7\u00e3o da abordagem dial\u00e9tica ou conflitiva como princ\u00edpio de organiza\u00e7\u00e3o da miss\u00e3o evang\u00e9lica, historicismo e recusa do princ\u00edpio da Ordo Creationis no campo da ordem social e, acima de tudo, o que denominei como o &#8220;desvio teleol\u00f3gico&#8221; na palestra \u201cA Miss\u00e3o Crist\u00e3 e a Linguagem da Transforma\u00e7\u00e3o\u201d. Todas essas chaves cr\u00edticas, mais do que opini\u00f5es exc\u00eantricas, baseiam-se na teologia crist\u00e3 cl\u00e1ssica e em orienta\u00e7\u00f5es apolog\u00e9ticas e pastorais de alcance ecum\u00eanico, e ser\u00e3o usadas em defesa da CATOLICIDADE DO CRISTIANISMO EVANG\u00c9LICO. De todo modo, n\u00e3o escrevi nada sobre esses autores porque n\u00e3o encontrei evid\u00eancias suficientes para tanto ou porque precisarei conhecer um pouco melhor o seu trabalho antes de me pronunciar.<\/p>\n<p>Ora, sou um apologista. Trata-se, pura e simplesmente, de meus deveres p\u00fablicos, e n\u00e3o de quest\u00f5es pessoais. N\u00e3o digo isso com esp\u00edrito contencioso, nem tenho planos tra\u00e7ados de confronto com os colegas citados acima, ou a outros em particular. Citei-os apenas porque alguns acreditam, erroneamente, que pretendo evitar o debate teol\u00f3gico direto. Se houverem motivos, o farei de bom grado.<\/p>\n<p>Seguindo adiante, devo acrescentar: tenho a impress\u00e3o, \u00e0s\u00a0 vezes, de que alguns defensores da TMI, com uma m\u00e3o, afirmam estar livres do erro marxiano; mas com a outra o praticam, ainda que inconsistentemente ou, talvez, inconsciente.<\/p>\n<p>Um exemplo, bastante comum, \u00e9 a pratica de conceber as a\u00e7\u00f5es de luta pela justi\u00e7a social <em>em termos de uma luta de classes<\/em>, e absorver a cr\u00edtica marxiana da economia pol\u00edtica como instrumento hermen\u00eautico b\u00e1sico para orientar essa milit\u00e2ncia conflitiva. J\u00e1 debati com militantes da Rede Fale, por exemplo, que n\u00e3o apenas confessam, mas <em>defendem esse ponto abertamente<\/em>; <em>mas negam rotular-se publicamente<\/em>. Nesse caso, n\u00e3o \u00e9 preciso confessar qualquer ades\u00e3o ideol\u00f3gica expl\u00edcita ao marxismo; basta a ado\u00e7\u00e3o desse posicionamento e a milit\u00e2ncia correspondente. Esse \u00e9 um tipo dissimulado (ainda que n\u00e3o intencionalmente) de ades\u00e3o \u00e0 mente marxiana.<\/p>\n<p>Outro exemplo tamb\u00e9m muit\u00edssimo comum \u00e9 a ideia de <strong>pr\u00e1xis<\/strong> como chave hermen\u00eautica. Essa no\u00e7\u00e3o \u00e9 frequentemente usada como ferramenta de fazer teol\u00f3gico no qual a situa\u00e7\u00e3o, interpretada por meio das ci\u00eancias humanas (e, no caso, por vers\u00f5es esquerdizadas e militantes dessas ci\u00eancias) se coloca como ponto de refer\u00eancia para a resposta missional e teol\u00f3gica. A ideologia das pr\u00e1xis, embora n\u00e3o exclusivamente marxiana, \u00e9 um dos principais instrumentos de imanentiza\u00e7\u00e3o do discurso teol\u00f3gico, e uma janela aberta para a coopta\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica de seguidores da TMI, a maioria dos quais\u00a0n\u00e3o s\u00e3o representativos em termos de produ\u00e7\u00e3o e criatividade, pela ideologia genericamente marxiana da esquerda brasileira, de um modo que os faz ver a si mesmos como &#8220;contextualizadores&#8221; do evangelho.<\/p>\n<ul>\n<li><em>Qual seria a alternativa \u00e0s Media\u00e7\u00f5es Socio-anal\u00edticas ligadas ao \u201cOIA\u201d?<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p>Aqui entram duas quest\u00f5es importantes: a primeira \u00e9 que assumo, desde o princ\u00edpio, a vis\u00e3o agostiniana de que \u00e9 poss\u00edvel uma verdadeira filosofia crist\u00e3, em di\u00e1logo com a teologia e submetida ao evangelho, a qual poderia funcionar (e desse ponto em diante, refiro-me a Herman Dooyeweerd) como uma verdadeira heur\u00edstica das ci\u00eancias.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a filosofia n\u00e3o \u00e9 mais uma das ci\u00eancias, mas <em>uma sabedoria cr\u00edtica destinada a articular nossa vida e reflex\u00e3o no tempo<\/em>, e sendo ela pass\u00edvel de incorpora\u00e7\u00e3o pela teologia filos\u00f3fica, serviria ao Evangelho da forma que lhe \u00e9 pr\u00f3pria: <em>como serva da consci\u00eancia crist\u00e3 reexaminando as categorias fundantes das ci\u00eancias<\/em> e <em>examinando o pr\u00f3prio mundo da vida sob a \u00f3tica existencial<\/em>.<\/p>\n<p>J\u00e1 as ci\u00eancias humanas s\u00e3o incapazes de fazer isso, pelo fato \u00f3bvio de que focalizam abstra\u00e7\u00f5es particulares da realidade e, embora possam auxiliar a filosofia a obter maior precis\u00e3o na descri\u00e7\u00e3o da realidade temporal em sua totalidade, n\u00e3o s\u00e3o capazes de dizer nada sobre a sua rela\u00e7\u00e3o com as outras ci\u00eancias. Essa tarefa \u00e9 filos\u00f3fica (recomendo, a esse respeito, a obra de Abraham Heschel, &#8220;Who is Man?&#8221;).<\/p>\n<p>Por isso mesmo, toda a ideia de que as ci\u00eancias humanas poderiam cooperar com a teologia no mesmo sentido que a filosofia \u00e9 um erro metodol\u00f3gico crucial. Elas n\u00e3o podem faz\u00ea-lo, n\u00e3o porque sejam inferiores, mas porque s\u00e3o estruturalmente diferentes e tem outra fun\u00e7\u00e3o na enciclop\u00e9dia das ci\u00eancias. Nesse respeito, defendo um retorno \u00e0 opini\u00e3o cl\u00e1ssica de Agostinho sobre a possibilidade da \u201cPhilosophia Christiana\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>II. BALAN\u00c7O PRELIMINAR E ROTEIRO DE LEITURAS<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil saber a essa altura qual ser\u00e1 o impacto das minhas cr\u00edticas \u2013 se nulo, transformador ou apenas polarizador. Do ponto de vista da qualidade anal\u00edtica das cr\u00edticas recebidas at\u00e9 agora, julgo que, ou n\u00e3o houve ainda seria intera\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, significando que devo aguardar com paci\u00eancia e humildade, ou ela houve e n\u00e3o p\u00f4de construir refuta\u00e7\u00e3o. Provavelmente, um pouco de cada uma.<\/p>\n<p>Um cr\u00edtico acad\u00eamico, por exemplo, tentou recusar meus argumentos sobre o \u201csentimentalismo\u201d com a alega\u00e7\u00e3o de que uma autora por mim empregada (Eva Illouz) seria meramente&#8230; uma ensa\u00edsta! Ora, com toda certeza a ensa\u00edsta, que \u00e9 professora de sociologia na universidade Hebraica de Jerusal\u00e9m, tem livros publicados por casas como a <em>University of California Press<\/em>, e proferiu as <em>Adorno Lectures<\/em> no <em>Instituto de Pesquisa Social de Frankfurt<\/em>, tem credenciais muito superiores a mim e \u00e0 maior parte dos meus cr\u00edticos. V\u00ea-se, aqui, que a oposi\u00e7\u00e3o apaixonada pode desorientar acad\u00eamicos tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>N\u00e3o nego, naturalmente, que esfor\u00e7os de resposta n\u00e3o tenham ocorrido; mas em sua vasta maioria foram bastante <strong>reacion\u00e1rios<\/strong> ou com pretens\u00f5es acad\u00eamicas vazias, baseadas em alega\u00e7\u00f5es de titula\u00e7\u00e3o acad\u00eamica mas carentes de g\u00eanio criativo. Ao inv\u00e9s de reconhecer os problemas por mim levantados \u2013 muitos deles p\u00fablicos e not\u00f3rios, mas n\u00e3o descritos com precis\u00e3o at\u00e9 agora \u2013 tentam negar sua exist\u00eancia ou lan\u00e7am algum paup\u00e9rrimo <strong>Ad Hominem<\/strong> para desviar o foco. Ora, seria muit\u00edssimo interessante ouvir os defensores do progressismo evang\u00e9lico dando outras explica\u00e7\u00f5es para os problemas e propondo solu\u00e7\u00f5es diferentes das minhas; isso seria um verdadeiro avan\u00e7o! Nesse caso eu aceitaria a derrota, feliz; pois quero de todo o meu cora\u00e7\u00e3o ser capturado e aprisionado pela verdade. Mas a maior parte do que encontrei at\u00e9 agora n\u00e3o passou de respostas reativas, de \u201cbate-pronto\u201d, que negam \u201cde cara lavada\u201d a pr\u00f3pria exist\u00eancia dos problemas, ou desviam a aten\u00e7\u00e3o para arestas secund\u00e1rias dos argumentos. Isso \u00e9 de uma ironia tragic\u00f4mica: o <em>progressismo<\/em> evang\u00e9lico se tornando <em>reacion\u00e1rio<\/em> e calcificado, tentando a todo custo evitar a sua <em>supera\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, minha cr\u00edtica ao progressismo e a seu uso da TMI tocou nos seguintes pontos (aproveito para fazer indica\u00e7\u00f5es de autores de refer\u00eancia, para os interessados em se aprofundar na quest\u00e3o; e que ningu\u00e9m seja ing\u00eanuo em pensar que a cr\u00edtica em desenvolvimento aqui se reduz ao conte\u00fado dos posts em meu blog!):<\/p>\n<ol>\n<li>O problema da \u201cintoxica\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica\u201d da f\u00e9, interpretada por mim como uma manifesta\u00e7\u00e3o de \u201cidolatria pol\u00edtica\u201d. Foi uma cr\u00edtica iniciada em meados de 2014, e bastante influenciada pelos trabalhos acad\u00eamicos de G. K Beale e de Bob Goudzwaard, mas que pode ser ilustrada com autores mais populares\u00a0(como Tim Keller, em &#8220;Deuses Falsos&#8221;). (<a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/2014\/10\/27\/920\/\" target=\"_blank\">VEJA AQUI<\/a>\u00a0e, de forma puramente &#8220;panflet\u00e1ria&#8221;, <a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/2013\/06\/19\/a-baderna-de-deus-e-a-baderna-dos-homens\/\" target=\"_blank\">AQUI<\/a>; e n\u00e3o perca a palestra <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=__sH9VhHR2M\" target=\"_blank\">&#8220;Tr\u00eas Tipos de Idolatria&#8221;, AQUI<\/a>).<\/li>\n<li>A cr\u00edtica da vis\u00e3o teologicamente insuficiente de Estado, que remonta ao MEP (\u201ca vis\u00e3o crist\u00e3 do estado \u00e9 a de que o estado n\u00e3o deve ser crist\u00e3o\u201d) \u00e0 qual opus minha proposta teologicamente positiva: \u201ca vis\u00e3o crist\u00e3 do estado \u00e9 a de que o estado n\u00e3o deve ser Deus\u201d, como forma de dar materialidade \u00e0 rejei\u00e7\u00e3o da idolatria pol\u00edtica. Todo o trabalho aqui \u00e9 profundamente dependente de Herman Dooyeweerd, Bob Goudzwaard, David Koyzis e Santo Agostinho (A Cidade de Deus). (<a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/2014\/10\/27\/920\/\" target=\"_blank\">VEJA AQUI<\/a>\u00a0e tamb\u00e9m <a href=\"https:\/\/www.academia.edu\/1055801\/Poder_Pol%C3%ADtico_e_Justi%C3%A7a_Social_na_Filosofia_Reformacional_de_Herman_Dooyeweerd\" target=\"_blank\">AQUI<\/a>).<\/li>\n<li>O problema do sentimentalismo (uma forma artificial e \u201cp\u00f3s-emocional\u201d de gerenciar as rela\u00e7\u00f5es humanas) no discurso pol\u00edtico e na pr\u00f3pria compreens\u00e3o da f\u00e9 Crist\u00e3 que, na esteira da revolu\u00e7\u00e3o afetiva, bloqueia a capacidade dos evang\u00e9licos progressistas de se posicionar em temas graves de micropol\u00edtica e das implica\u00e7\u00f5es morais de pol\u00edticas p\u00fablicas, como no caso particular da milit\u00e2ncia LGBT. Sobre o tema, foram fundamentais Gilles Lipovetsky, Stejpan Mestrovic e Eva Illouz. Recentemente recebi uma recomenda\u00e7\u00e3o adicional sobre o tema: \u201cPodres de Mimados: as consequ\u00eancias do sentimentalismo t\u00f3xico\u201d, de Theodore Dalrymple. (<a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/2015\/06\/26\/sobre-o-dilema-estetico-sentimental-da-politica-evangelica-contemporanea\/\" target=\"_blank\">VEJA AQUI<\/a>\u00a0e tamb\u00e9m <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=AtDpUa087PM&amp;list=PLGwlMYcY85qaC58YrqYDdwrFghhaQUWkU\" target=\"_blank\">AQUI<\/a>)<\/li>\n<li>O problema da invers\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre Natureza e Gra\u00e7a, de modo a submeter ou subsumir o evangelho a categorias imanentes, com perda de transcend\u00eancia. Apontei a absor\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da imagem do Cristo (o fen\u00f4meno do \u201cCristo superestrutural\u201d) como evid\u00eancia dessa invers\u00e3o, manifesta no \u201ccaso Espinal\u201d. Sobre essa invers\u00e3o, as fontes s\u00e3o Herman Bavinck, Herman Dooyeweerd, Henri de Lubac e John Milbank. Franklin Ferreira recomendou recorrer tamb\u00e9m, aqui, aos escritos apolog\u00e9ticos de Bento XVI e ao trabalho recente de Clodovis Boff (mesmo dizendo respeito \u00e0 teologia da liberta\u00e7\u00e3o, respinga na quest\u00e3o da TMI). (<a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/2015\/07\/11\/os-evangelicos-progressistas-e-o-caso-da-cruz-de-espinal\/\" target=\"_blank\">VEJA AQUI<\/a>)<\/li>\n<li>O problema hermen\u00eautico das media\u00e7\u00f5es socio-anal\u00edticas, uma abordagem de teologia p\u00fablica que n\u00e3o oferece prote\u00e7\u00e3o adequada \u00e0 ess\u00eancia da mensagem Crist\u00e3 e se presta, ainda que n\u00e3o intencionalmente, \u00e0 ideologiza\u00e7\u00e3o. Aqui destacamos a import\u00e2ncia de James K. A. Smith e Kevin Vanhoozer sobre hermen\u00eautica, Thomas Torrance e Alister Mcgrath sobre a natureza distinta e \u201ckataf\u00edsica\u201d da teologia Crist\u00e3 (conferir, em particular, \u201cThe Science of God\u201d de McGrath), e de Dooyeweerd sobre a filosofia crist\u00e3 como heur\u00edstica das ci\u00eancias. (<a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/2015\/06\/26\/sobre-o-dilema-estetico-sentimental-da-politica-evangelica-contemporanea\/\" target=\"_blank\">VEJA AQUI<\/a>; sobre Dooyeweerd, <a href=\"https:\/\/www.academia.edu\/1063871\/Herman_Dooyeweerd_Reformador_da_Raz%C3%A3o\" target=\"_blank\">AQUI\u00a0<\/a>e tamb\u00e9m o artigo incipiente\u00a0mas ainda \u00fatil, <a href=\"https:\/\/www.academia.edu\/1056537\/A_Relev%C3%A2ncia_do_Te%C3%ADsmo_Crist%C3%A3o_par_a_Ci%C3%AAncia_no_Pensamento_de_Roy_A._Clouser\" target=\"_blank\">AQUI<\/a>).<\/li>\n<li>O problema do uso da \u201clinguagem da transforma\u00e7\u00e3o\u201d de um modo potencialmente perigoso para a f\u00e9 e a espiritualidade Crist\u00e3. Em particular, procurei chamar a aten\u00e7\u00e3o para a abertura \u00e0 influ\u00eancia do historicismo, com sua incompatibilidade para com a ideia Crist\u00e3 cl\u00e1ssica de \u201cOrdo Creationis\u201d; aqui foram cr\u00edticos Isaiah Berlin (The Roots of Romanticism), Roy Clouser, a &#8220;Doutrina Social da Igreja&#8221; (da enc\u00edclica &#8220;Rerum Novarum&#8221; at\u00e9 a &#8220;Centesimus Annus&#8221;; conferir a discuss\u00e3o em &#8220;Vis\u00f5es e Ilus\u00f5es Pol\u00edticas&#8221; de David Koyzis) e, acima de tudo, Abraham Kuyper e Herman Dooyeweerd. (<a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/2015\/07\/16\/1026\/#more-1026\" target=\"_blank\">VEJA AQUI<\/a> e tamb\u00e9m <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=dOm763PqqYk\" target=\"_blank\">AQUI<\/a>).<\/li>\n<li>Tamb\u00e9m no campo da linguagem da transforma\u00e7\u00e3o, o \u201cdesvio teleol\u00f3gico\u201d impl\u00edcito no interior, tanto da TMI quanto do Neocalvinismo, que procura localizar o prop\u00f3sito \u00faltimo da exist\u00eancia ou da miss\u00e3o de Deus na mera habita\u00e7\u00e3o do mundo ou da ordem temporal, quando a tradi\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica da igreja sempre reconheceu a prioridade hier\u00e1rquica do eterno sobre o temporal. Fomos muito auxiliados aqui por cl\u00e1ssicos antigos e modernos como Agostinho, Bo\u00e9cio, Tom\u00e1s de Aquino, Jonathan Edwards e Soren Kierkegaard, al\u00e9m de criativos te\u00f3logos contempor\u00e2neos como John Milbank (&#8220;The Suspended Middle&#8221;), Hans Boersma (&#8220;Heavenly Participation&#8221;) e Todd Billings (&#8220;Calvin, Participation and the Gift&#8221;). Uma refer\u00eancia crucial para a reavalia\u00e7\u00e3o da utilidade pr\u00e1tica da linguagem da transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 o trabalho do analista social James Davison Hunter (&#8220;To Change the World&#8221;).\u00a0(<a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/guilhermedecarvalho\/2015\/07\/16\/1026\/#more-1026\" target=\"_blank\">VEJA AQUI<\/a> e tamb\u00e9m <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=dOm763PqqYk\" target=\"_blank\">AQUI<\/a>)<\/li>\n<\/ol>\n<p>Tr\u00eas outros temas est\u00e3o programados para a nossa cr\u00edtica, no futuro:<\/p>\n<ol>\n<li>[8] O problema da \u201cinvers\u00e3o moral\u201d (Michael Polanyi) e da transforma\u00e7\u00e3o da paix\u00e3o moral em impulsos revolucion\u00e1rios, em contextos de desconstru\u00e7\u00e3o niilista da \u00e9tica, e que caracteriza o \u201cpathos\u201d de movimentos de esquerda altamente ideol\u00f3gicos. Nosso ponto ser\u00e1 a incompatibilidade entre o descanso da f\u00e9 e esse pathos revolucionista, e porque esse pathos tem o potencial de arruinar completamente a piedade evang\u00e9lica. (<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Ep7vXD5urns\" target=\"_blank\">VEJA UMA PR\u00c9VIA AQUI<\/a>).<\/li>\n<li>[9] O problema da ado\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia da \u201cluta de classes\u201d \u2013 ou, de um modo mais geral, no contexto hipermoderno, da exacerba\u00e7\u00e3o do conflito social \u2013 como meio fundamental de promo\u00e7\u00e3o do avan\u00e7o da justi\u00e7a e, assim, da miss\u00e3o integral. Essa posi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 defendida em textos ou documentos, mas tem sido extensivamente praticada em alguns setores. Alegaremos que essa abordagem sup\u00f5e uma ontologia de viol\u00eancia, e n\u00e3o de reconcilia\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>[10] O dif\u00edcil problema da \u201ccatolicidade\u201d da Miss\u00e3o Integral. Procurarei mostrar que catolicidade \u00e9 uma categoria mais ampla e importante que a de \u201cintegralidade\u201d, e que esta \u00faltima deve ser submetida \u00e0quela, com uma s\u00e9rie de implica\u00e7\u00f5es important\u00edssimas para o futuro do evangelicismo.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Al\u00e9m desses dez pontos, lembramos que a forma seminal e primitiva dessas cr\u00edticas, contendo elementos n\u00e3o retomados na s\u00e9rie acima mas ainda v\u00e1lidos, apareceu nos livros \u201cCosmovis\u00e3o Crist\u00e3 e Transforma\u00e7\u00e3o\u201d (Ultimato, 2006) e \u201cF\u00e9 Crist\u00e3 e Cultura Contempor\u00e2nea\u201d (Ultimato, 2009). Dois artigos, em particular, tratam da TMI: \u201cA Teologia Pol\u00edtica da Miss\u00e3o Integral e a Filosofia Social Reformacional\u201d, no primeiro livro, e \u201cA Miss\u00e3o Integral na Encruzilhada: Compreendendo o Ponto de Tens\u00e3o no Pensamento de Lausanne\u201d, no segundo livro.<\/p>\n<p>Lembro tamb\u00e9m dois trabalhos de companheiros nossos: o indispens\u00e1vel livro &#8220;<a href=\"https:\/\/www.academia.edu\/9681409\/Ortodoxia_Integral_teoria_e_pr%C3%A1tica_conectadas_na_miss%C3%A3o_crist%C3%A3\" target=\"_blank\">Ortodoxia Integral: teoria e pr\u00e1tica integradas na Miss\u00e3o Crist\u00e3<\/a>&#8220;, do fil\u00f3sofo Goiano Pedro Lucas Dulci, e o artigo &#8220;<a href=\"https:\/\/www.academia.edu\/14152739\/Propostas_teol%C3%B3gicas_latino-americanas_e_a_tradi%C3%A7%C3%A3o_reformacional_um_olhar_inicial\" target=\"_blank\">Propostas Teol\u00f3gicas Latino Americanas e a Tradi\u00e7\u00e3o Reformacional: um olhar inicial<\/a>&#8220;, por Josu\u00e9 Reichow (EST, S\u00e3o Leopoldo).<\/p>\n<p>Finalmente, consideramos um conjunto particular de obras paralelas, dispon\u00edveis em l\u00edngua portuguesa (omitiremos fontes estrangeiras), como essencial para a boa compreens\u00e3o da nossa posi\u00e7\u00e3o: os livros \u201cNo Crep\u00fasculo do Pensamento Ocidental\u201d (Hagnos), \u201cRa\u00edzes da Cultura Ocidental\u201d (Cultura Crist\u00e3) e \u201cEstado e Soberania\u201d (EVN), de Herman Dooyeweerd, bem como \u201cVis\u00f5es e Ilus\u00f5es Pol\u00edticas\u201d, de David Koyzis (EVN), \u201cArte Moderna e a Morte de uma Cultura\u201d, de Hans Rookmaaker (Ultimato) e \u201cA Vis\u00e3o Transformadora\u201d de Walsh\/Middleton (Cultura Crist\u00e3). Em teologia, dispon\u00edveis em portugu\u00eas, recomendamos os trabalhos de Alister McGrath e de Herman Bavinck; e sobre a <strong>reorienta\u00e7\u00e3o teleol\u00f3gica da espiritualidade<\/strong>\u00a0cinco cl\u00e1ssicos de espiritualidade bem conhecidos dos evang\u00e9licos brasileiros: Jonathan Edwards, Soren Kierkegaard, C.S. Lewis (Peso de Gl\u00f3ria), John Piper (herdeiro contempor\u00e2neo de Edwards e de C.S. Lewis) e Francis Schaeffer (A Verdadeira Espiritualidade). Sobre quest\u00f5es pol\u00edticas, vale conferir \u201cPensadores da Nova Esquerda\u201d de Roger Scruton.<\/p>\n<p>Reitero que a maior parte dos meus cr\u00edticos, inclusive te\u00f3logos e l\u00edderes representativos do movimento de Miss\u00e3o Integral, ignora a exist\u00eancia de v\u00e1rias dessas obras, ou ignora parte delas como &#8220;enlatados estadunidenses&#8221; (o caso de Piper e Schaeffer), bem como ignora meus breves mas irritantes artigos e palestras gravadas, ou os evitam, e por isso tem grande dificuldade de acompanhar nossas discuss\u00f5es. Aqueles que j\u00e1 interagiram com as vers\u00f5es seminais de nossa cr\u00edtica devem ser cuidadosos em checar se nossos cr\u00edticos realmente interagiram com a nossa produ\u00e7\u00e3o ou t\u00e3o somente reagem emocionalmente aos nossos posts de blog ou de rede social.<\/p>\n<p><strong>III. PAUSA PARA &#8220;HIDRATA\u00c7\u00c3O&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Os primeiros sete pontos expostos acima exigem ainda clarifica\u00e7\u00e3o e corre\u00e7\u00e3o \u2013 s\u00e3o obviamente, testes argumentativos. Os tr\u00eas \u00faltimos pontos ser\u00e3o retomados e apresentados a partir do final de Outubro deste ano. A raz\u00e3o \u00e9 bem pr\u00e1tica: os deveres pastorais e, acima de tudo, o compromisso de concluir um livro sobre espiritualidade Crist\u00e3, j\u00e1 encomendado para Setembro deste ano, <strong>impedir\u00e3o completamente o meu retorno ao tema por hora. Ele somente ser\u00e1 retomado ap\u00f3s\u00a0o \u201cII Curso Faraday-Kuyper de Ci\u00eancia Tecnologia e Religi\u00e3o\u201d que estamos promovendo para Outubro em Belo Horizonte<\/strong>. Pe\u00e7o aos amigos e cr\u00edticos, portanto, paci\u00eancia e aten\u00e7\u00e3o mais cuidadosa e menos visceral aos pontos principais dos argumentos, evitando prender-se a min\u00facias secund\u00e1rias, bem como evitando posicionamentos reacion\u00e1rios. O p\u00e2nico n\u00e3o ajudar\u00e1 em nada essa discuss\u00e3o que tem sido adiada por dez anos; e para a TMI s\u00f3 h\u00e1 duas sa\u00eddas: ou se deixa superar, ou caminha para frente. Retroceder por saudosismo ou reagir de bate-pronto ser\u00e1 garantia de derrocada.<\/p>\n<p>Concluo com as palavras do caro interlocutor Jorge Henrique Barro (FTL) dirigidas a mim em um post recente, e que me acompanhar\u00e1 nesse tempo de &#8220;licen\u00e7a&#8221;, e que deve acompanhar a todos os envolvidos na discuss\u00e3o:<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 hora de entender que nossas <em>diversidades<\/em> s\u00e3o fundamentais para o desenvolvimento da nossa <em>unidade<\/em>. Unidade (em Cristo) n\u00e3o se constr\u00f3i (Cristo j\u00e1 fez isso!). Unidade se\u00a0<em>mant\u00e9m<\/em> (preserva) ou n\u00e3o. Que sejamos achados sempre como aqueles que lutam e se esfor\u00e7am para \u201cdiligentemente por <em>preservar a unidade<\/em> do Esp\u00edrito no v\u00ednculo da paz\u201d (Ef 4:3) \u201cat\u00e9 que todos cheguemos \u00e0 unidade da f\u00e9 e do pleno conhecimento do Filho de Deus, \u00e0 perfeita varonilidade, \u00e0 medida da estatura da plenitude de Cristo\u201d (Ef 4:13).&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;E n\u00e3o vos associeis \u00e0s obras infrut\u00edferas das trevas; pelo contr\u00e1rio, condenai-as; pois \u00e9 vergonhoso at\u00e9 mesmo mencionar as coisas que eles fazem \u00e0s escondidas. Mas todas essas coisas, sendo condenadas, manifestam-se pela luz, pois tudo que se manifesta \u00e9 luz. 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